segunda-feira, 14 de junho de 2021

Tiago Leifert cumpriu sua missão no "Domingão sem Faustão"

Uma notícia assustou o público na semana passada. Faustão foi internado por conta de uma infecção urinária e desfalcaria o "Domingão do Faustão" pela primeira vez em 32 anos de programa. A emissora até cogitou uma reprise, mas o comunicador fez questão de manter o cronograma com um produto inédito e mais uma etapa da "Super Dança dos Famosos". Então Tiago Leifert acabou escolhido para substituí-lo. E se saiu bem. 


Não é uma tarefa fácil substituir um apresentador tão querido e marcante quanto Fausto Silva, ainda mais em uma atração que leva o seu nome. Vale lembrar que 2021 é o último ano de Faustão na Globo e fica difícil imaginar os domingos sem ele a partir de 2022. Pode-se até constatar que a escolha de Leifert foi uma espécie de teste para o apresentador, que já virou figura conhecida em vários programas da emissora ---- vide "Big Brother Brasil", "The Voice Brasil" e "Zero 1". 

E Tiago soube aproveitar mais essa oportunidade. Conseguiu disfarçar muito bem o nervosismo e não se levou a sério, o que foi seu maior acerto. Fez questão de lembrar de Fausto o tempo todo e até o imitou em vários momentos, arrancando risadas dos convidados e bailarinas.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Globo erra feio ao não renovar o contrato de Elizabeth Jhin

 A jornalista Patrícia Kogut noticiou na sexta-feira passada, dia 4, que a Globo não renovou o contrato com Elizabeth Jhin, após 30 anos de parceria. O esquema do fim de contratos longos já é uma realidade na emissora há alguns anos. Poucos têm o privilégio no momento e nem o time de autores escapou. Todavia, o canal comete um erro grave ao dispensar uma autora tão talentosa e que já encantou o público com tantas novelas lindas. 

A escritora trabalhou como colaboradora de vários autores por 13 anos, entre eles Manoel Carlos e Antônio Calmon ---- "Felicidade" (1991); "História de Amor" (1995); "Era uma vez..." (1998); "Andando nas Nuvens" (1999) e "O Beijo do Vampiro" (2002) foram alguns folhetins que contaram com seu trabalho. Foi 'lançada' como co-autora em "Começar de Novo", de 2004, ao lado de Antônio Calmon. A trama foi um fracasso (e merecido), mas a Globo apostou no talento de Jhin e a colocou como autora titular em 2007.

 O primeiro trabalho autoral de Elizabeth foi a ousada "Eterna Magia", dirigida por Carlos Manga e supervisionada por Silvio de Abreu. A produção das 18h tinha como temática a bruxaria e o mundo da magia. O público rejeitou inicialmente a história, mas com algumas adaptações feitas ao longo do percurso a audiência melhorou e o enredo entrou nos trilhos.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Sucesso atemporal, sempre vale a pena rever "A Viagem"

A versão original de "A Viagem" foi exibida entre 1975 e 1976 pela extinta TV Tupi. A novela de Ivani Ribeiro fez muito sucesso, o que motivou a Globo a fazer um remake da produção em 1994, sendo escrito, inclusive, pela mesma Ivani. Mas nem os profissionais mais otimistas da emissora poderiam imaginar que a produção fosse fazer tanto sucesso e muito menos que viraria um clássico. Mas virou e o folhetim novamente obtém ótimos índices de audiência, agora no Canal Viva, que está reprisando a história pela segunda vez (a primeira foi em 2014), cujo tema principal é o espiritismo.


A novela se encaminha para sua reta final e está sendo exibida às 15h. Entrou no lugar de "Chocolate com Pimenta", obra de Walcyr Carrasco que foi um baita sucesso. Embora algumas críticas tenham surgido no início, já que muitos telespectadores queriam rever alguma obra nunca antes reprisada, os índices de audiência do canal pago estão ótimos. E isso explica um pouco o fenômeno que foi o marcante folhetim e ainda comprova que é uma produção que nunca se esgota.

"A Viagem" já foi reprisada duas vezes pelo "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo. A primeira reprise foi ao ar em 1997, substituindo "Mulheres de Areia", e a segunda foi em 2006, no lugar de "Força de um Desejo". E nas duas vezes foi um sucesso.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Morte de Alan promove uma emocionante virada em "Malhação Sonhos"

 A temporada de "Malhação Sonhos" foi uma das mais elogiadas do seriado adolescente. E motivos não faltaram. A história escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, conseguiu mesclar todos os bons elementos de uma produção de qualidade e a boa aceitação da trama há sete anos foi merecida. A Globo acertou com a reprise, em virtude da interrupção das gravações por conta da pandemia do novo coronavírus, e uma das melhores viradas do enredo foi reexibida nesta segunda-feira (07/06).


Todo o mistério em torno da volta de Alan (Diego Amaral), irmão de Duca (Arthur Aguiar) que todos acreditavam estar morto, começou a ser aprofundado, mergulhando a história central em um clima de tensão bastante ousado para o horário. O rapaz se fingiu de morto para reunir um dossiê contra Lobão (Marcelo Faria) e Heideguer (Odilon Wagner) e voltou com o intuito de denunciá-los. Os meandros desta trama foram sendo exibidos aos poucos até resultarem no ápice da adrenalina vista no capítulo da virada.

Após chantagear Nat (Maria Joana), ex de Alan, Heideguer consegue pistas do local onde Duca e o irmão iriam se encontrar. O vilão arma um plano para pegar os dois, mas Lobão acaba descobrindo a verdadeira identidade de Natália, sua então namorada ----- ao ver as mensagens que ela trocou com o neto de Dona Dalva (Iná de Carvalho) ----- e faz questão de também ir ao lugar do encontro para se vingar do rapaz.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

"A Vida da Gente" segue envolvente e provocando discussões calorosas nas redes sociais

 A reprise de "A Vida da Gente" tem mostrado que, ao contrário de algumas reexibições, o folhetim de Lícia Manzo segue atrativo, envolvente e com dramas que não envelheceram mal. A produção nem parece que tem dez anos. Os dramas criados pela autora evitam aquele lugar comum de vilão X mocinho e ressalta as fragilidades dos personagens com uma maestria invejável. Todos os lados são compreensíveis e dignos de defesa. Justamente por isso, há até hoje muitas discussões nas redes sociais sobre a conduta de cada perfil.

Com o despertar de Ana (Fernanda Vasconcellos), a relação de Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso) ficou estremecida. A história central da novela viveu seu ápice quando a ex-tenista descobriu através de Eva (Ana Beatriz Nogueira) que sua irmã estava casada com o seu ex-futuro-namorado. A partir da descoberta, a relação sólida das irmãs sofreu um forte abalo, mas acabou em parte reestruturada por causa do blog criado por Manuela desde que Ana entrou em coma. A preocupação  de Manu em deixar uma espécie de diário para a irmã acompanhar o crescimento da filha, Júlia (Jesuela Móro), ajudou a uni-las novamente.

Mas a aparente paz não dura muito. Isso porque Rodrigo se aproveita de um momento de fragilidade emocional de Ana e a beija, reavivando o sentimento de anos atrás. Após a traição com Manuela, os dois passam a se encontrar escondido. Ana sempre se mostra desconfortável e querendo fugir daquela situação, mas acaba cedendo todas as vezes.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Tudo sobre a coletiva online da quinta temporada de "Sessão de Terapia"

 A Globo promoveu nesta quarta-feira, dia 2, a coletiva online sobre a quinta temporada de "Sessão de Terapia", que estreia na Globoplay na próxima sexta-feira. Participaram Selton Mello, Jaqueline Vargas e Roberto d`Avila. Rodrigo Santoro não conseguiu por conta de outros compromissos, mas gravou um vídeo para os presentes virtualmente. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo a respeito de uma das melhores séries nacionais já produzidas. 

Permeada por um tema que une todos os pacientes: a vida, a quinta temporada de "Sessão de Terapia" trará novos desafios para Caio Barone (Selton Mello). Sem Sofia (Morena Bacarin) por perto, ele precisa procurar um novo profissional para acompanhá-lo. É então que chega à série Davi Greco (Rodrigo Santoro), um terapeuta que cuida de adultos mas sobretudo de crianças, fato que vai gerar uma tensão entre eles. A nova temporada vai marcar o reencontro dos amigos Rodrigo e Selton, que não trabalham juntos desde a novela "Olho no Olho", de 1993, onde se conheceram. A temporada foi gravada nos Estúdios Globo e os dez primeiros episódios estreiam na Globoplay no dia 4 de junho. A cada semana cinco novos episódios sobem à plataforma. Sempre às sextas-feiras. 

Dirigida por Selton Mello, escrita por Jaqueline Vargas e produzida por Roberto d`Avila, "Sessão de Terapia" é uma série original Globoplay, produzida pelo GNT e Moonshot Pictures. "É muito comovente fazer essa série, que na quinta temporada se passa durante a pandemia. O acolhimento e a escuta, que são fundamentos da terapia, são ainda mais necessários e o eixo da relação do Caio com os pacientes se torna ainda mais sólido e fundamental nesse momento.

terça-feira, 1 de junho de 2021

"Malhação Sonhos" abordou câncer de mama de forma corajosa e responsável, mas reprise censurou cena mais importante

 A temporada de "Malhação" exibida em 2014 foi um grande acerto e a reprise tem sido muito bem-vinda. Aliás, vem marcando mais audiência que a exibição original. Além dos ótimos pares românticos, da trama verossímil, dos bons conflitos, da atrativa história, do texto de qualidade e do elenco de gratas revelações, a história de Rosane Svartman e Paulo Halm  foi muito feliz na abordagem de temas importantes para a sociedade.


O câncer de mama, por exemplo, foi explorado de forma marcante. A maneira de prevenir o câncer foi realizada através de uma cena sensível e de muito bom gosto. A doença foi inserida na trama com Lucrécia, mãe rígida de Jade (Anajú Dorigon) e professora da Ribalta. A cena onde ela apalpa os seios diante do espelho e chora foi muito bonita, além de importante. Helena Fernandes emocionou.

Os autores foram muito felizes na inserção deste útil tema na temporada, ainda mais no mês que foi exibida na época (outubro), onde há a campanha 'Outubro Rosa', responsável pela conscientização da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Fenômeno nas redes sociais, Juliette precisa de mais carinho e menos cobrança

 O "BBB 21" acabou há menos de um mês. Mas a trajetória da campeã segue sendo acompanhada de perto por fãs e toda a imprensa especializada. Parece outro reality. Os 24 milhões de seguidores no Instagram, anunciados por Tiago Leifert no discurso arrepiante que consagrou a vitória de Juliette Freire, viraram quase 30 milhões. A maquiadora e advogada que conquistou o Brasil teve sua rotina virada de cabeça para baixo. Entrou com uma vida e saiu com outra, digna de estrela internacional. Mas o bônus vem junto com o ônus. 

Desde que saiu do programa, em choque com toda a repercussão de sua participação da vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil", Juliette vem recebendo muitas cobranças de parte dos fãs e até de alguns jornalistas. Todas as suas atitudes acabam questionadas e até a equipe da ex-BBB sofre com as pedradas. "Juliette está aparecendo muito pouco nas redes sociais"; "Juliette tem uma equipe muito mal preparada"; "Juliette está robótica e perdeu a espontaneidade"; "Juliette está desperdiçando grandes oportunidades"; "Juliette cometeu um grave erro recusando o convite para o clipe de Luan Santana"; "Como assim Juliette recusou um  contrato com a Globo?", são apenas algumas 'indignações' vistas nas últimas semanas. 

Ironicamente, guardadas as devidas proporções, Juliette tem vivenciado algo semelhante ao que sofreu no "BBB 21". No caso, claro, não se trata de humilhações e nem deboches, como o que ocorreu na casa mais vigiada do Brasil. Mas, no jogo, a participante era cobrada e questionada o tempo todo. Nada do que ela falava era o suficiente para darem qualquer crédito.

terça-feira, 25 de maio de 2021

"A Vida da Gente" apresenta uma legião de homens idiotas e fracos

 A trama da talentosa Lícia Manzo se mostrou impecável, algo raro na teledramaturgia. Difícil não se envolver com os personagens. A autora escreve uma história tão realista e humana que acabou criando um novelo repleto de perfis bem construídos, onde não há vilões e nem mocinhos. Até mesmo em um aspecto que resultaria em uma aparente falha, a autora explora bem os altos e baixos daquelas pessoas. Mas há uma questão bastante clara no roteiro: 90% dos homens são uns idiotas sem atitude. 


É uma missão muito dura criar empatia por qualquer homem da história. Jonas, por exemplo, vivido pelo talentoso Paulo Betti, vive para o trabalho e nunca se preocupou com os filhos. Os trata como um estorvo em sua vida. Também nunca foi adepto da honestidade, pois seus negócios prosperaram com a ajudinha de alguns desvios. Para culminar, aceitou que a esposa Cristiane (Regiane Alves) engravidasse por inseminação artificial e tratou o novo herdeiro com a mesma frieza que travava os dois outros filhos, Rodrigo (Rafael Cardoso) e Nanda (Maria Eduarda de Carvalho). Seu fiel escudeiro, Klebber (Tadeu di Pietro), é um bocó. Mas é importante destacar que as cenas protagonizadas pelos atores são muito divertidas.

Já Rodrigo, um dos protagonistas, é um homem sem atitude e covarde. No atual momento da trama, tem medo de contar sobre seus sentimentos e trai Manu com Ana. Mesmo depois de várias tentativas de Manuela, que insistiu para saber se o marido ainda sentia algo por sua irmã e não recebeu uma resposta honesta. O rapaz prefere desabafar com o tio, Lourenço (Leonardo Medeiro), e com ele confessa suas dúvidas e incertezas.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

"Salve-se Quem Puder" volta com bom ritmo e virada promissora

 A novela de Daniel Ortiz estreou no dia 27 de janeiro de 2020 e acabou interrompida em 28 de março por conta da pandemia no novo coronavírus. Foram 54 capítulos exibidos. "Salve-se Quem Puder" vinha se mostrando uma produção leve e despretensiosa. A ótima audiência de "Bom Sucesso", folhetim anterior, estava sendo mantida, ainda que um pouco menor. A parte inédita da história só retornou nesta segunda-feira, dia 17 de maio, mais de um ano depois. 

O autor tinha conseguido encerrar a chamada "primeira parte" com um gancho de tirar o fôlego: Luna (Juliana Paiva) sendo descoberta por Dominique (Guilhermina Guinle). O público demorou longos meses para ver a continuação da cena, mas a espera valeu a pena. A novela teve um retorno com o pé direito e o lado positivo de tanto contratempo foi a aceleração do enredo central. Isso porque Daniel contou que esse flagra da vilã só aconteceria depois do capítulo 90 e acabou obrigado a antecipar para deixar os telespectadores ansiosos pela "segunda parte". 

Pois a estratégia funcionou. A sequência em que Luna sofreu um sequestro e depois conseguiu escapar da vilã, roubando até a arma de Dominique, se mostrou muito bem realizada pela equipe de Fred Mayrink e o diretor disfarçou muito bem todas as limitações impostas pelos novos protocolos sanitários nas gravações.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

No ar em quatro novelas, Rafael Cardoso domina a grade da Globo

 A Globo precisou apelar para as reprises em virtude da pandemia do novo coronavírus, que ainda está longe de acabar. Não só ela. Todos os canais estão reexibindo várias novelas enquanto as gravações das inéditas ainda não podem ser normalizadas. Mas ao menos a líder tinha um pouco de preocupação a respeito do desgaste da imagem dos atores, ainda que a regra tenha diminuído nos últimos anos por conta da não renovação de vários contratos de atores. Agora a missão ficou impossível e a maior prova é Rafael Cardoso. 


O ator está no ar em todas as novelas da Globo. A única exceção é "Malhação Sonhos", que não é considerada um folhetim e, sim, uma série de várias temporadas. Antes da interrupção das produções inéditas, Rafael estava em "Salve-se Quem Puder", no horário das 19h, na pele do dúbio Renzo. Após duas reprises ("Totalmente Demais" e "Haja Coração"), a emissora reprisou a trama de Daniel Ortiz desde o primeiro capítulo até entrar a parte final nesta segunda-feira (17/05), toda inédita, com 53 capítulos. 

Na faixa das seis, o intérprete está no ar com um de seus mais marcantes papéis: o Rodrigo, de "A Vida da Gente" (2011). Foi a primeira grande oportunidade de Rafael na Globo e soube aproveitar. Lícia Manzo escreveu muitas cenas dramáticas intensas e difíceis para um profissional mais limitado.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Tudo sobre a coletiva online da volta de "Salve-se Quem Puder"

 A Globo promoveu na terça-feira passada (11/05) a coletiva online sobre o retorno dos capítulos de "Salve-se Quem Puder". A novela de Daniel Ortiz, dirigida por Fred Mayrink, precisou ser interrompida em virtude da pandemia do novo coronavírus. Ao contrário da já encerrada "Amor de Mãe", o folhetim não estava na reta final. Ainda nem tinha chegado na metade do enredo. A trama precisou ser encurtada, mas foram gravados 53 capítulos que começarão a ir ao ar a partir desta segunda (17/05). 

Um misto de orgulho e alívio. A sensação de dever cumprido, experimentada por toda equipe e elenco da trama das 19h, toma proporções ainda maiores agora que se aproxima a estreia da fase inédita. A produção retornou à grade praticamente após um ano e com a reexibição desde o primeiro capítulo. Uma estratégia inteligente da Globo para evitar a reprise de outra novela, caso as gravações da próxima história --- "Quanto mais vida melhor" --- atrasem por conta dos imprevistos que uma pandemia fora de controle pode causar. 

"Salve-se Quem Puder" será a única novela da Globo inédita no ar. O esforço de equipe, direção, elenco e do autor para entregar aos telespectadores o desfecho da trama é comemorado por todos. A saga e os desafios do trio formado por Alexia (Deborah Secco), Kyra (Vitória Strada) e Luna (Juliana Paiva) são o fio condutor desta reta final.

domingo, 16 de maio de 2021

Eva Wilma era uma das atrizes mais respeitadas e admiradas do país

 Em um ano já marcado por tantas partidas dolorosas, o Brasil perdeu mais uma figura amada e admirada por todos: Eva Wilma. A veterana faleceu neste sábado, aos 87 anos, às 22h08, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, vítima de um câncer no ovário, diagnosticado recentemente. Disseminado, levou a uma insuficiência respiratória. A doença foi descoberta no dia 7 de maio. A morte da querida atriz veio menos de duas semanas depois do falecimento de Paulo Gustavo, vítima da covid-19. 


Eva Wilma Riefle Buckup nasceu em 14 de dezembro de 1933 na cidade de São Paulo. Iniciou a carreira artística aos 19 anos, no Ballet do IV Centenário de São Paulo, abandonando a dança pouco depois, quando recebeu convites para integrar o Teatro de Arena e o programa "Alô Doçura", da TV Tupi. O seriado ficou dez anos no ar e a atriz dividia espaço na atração com o saudoso John Herbert, com quem se casou em 1955. Eva e John se separaram em 1976. Juntos, tiveram dois filhos, Vivien e John Hernert Jr., conhecido profissionalmente como Johnnie Beat. 

Três anos após a separação, Eva se casou com o ator Carlos Zara, que morreu em 2002. Ironicamente, a atriz contracenou com o último grande amor de sua vida em 1973, na primeira versão de "Mulheres de Areia," onde interpretou magnificamente as gêmeas Ruth e Raquel.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

"No Limite" faz boa estreia e ameniza o vazio provocado pelo término do "BBB 21"

 O primeiro "No Limite" estreou no  dia 23 de julho de 2000. Há quase 21 anos. Foi um fenômeno de audiência. O primeiro reality brasileiro  e apresentado por Zeca Camargo. Teve mais duas temporadas, mas não repetiram o mesmo sucesso. O formato acabou cancelado em 2002. Após 8 anos de hiato, a quarta temporada estreou em 30 de julho de 2009 e com o mesmo apresentador. Também não conseguiu repetir o êxito do primeiro ano. A Globo novamente desistiu da produção. Mas, agora, em meio a uma escassez de produtos inéditos por conta da pandemia, Boninho resolveu apostar pela terceira vez no formato e estreou uma nova edição nesta terça-feira, dia 11, uma semana após o fim do "BBB 21". 

O diretor sabe que o público fã do "Big Brother Brasil" fica com um grande vazio quando a temporada acaba, ainda mais sendo de grande sucesso como foi a vencida por Juliette Freire. Para aplacar um pouco essa necessidade dos telespectadores por algo inédito em um momento tão difícil para o país, onde a válvula de escape do entretenimento se mostra vital, Boninho quis arriscar com o retorno do "No Limite" e ainda selecionou somente ex-BBBs como estratégia de um bom chamariz para a audiência. E já é possível afirmar que funcionou. 

Agora sob o comando de André Marques, o reality de sobrevivência tem no elenco André ("BBB 13)"; Angélica ("BBB15"); Arcrebiano ("BBB21"); Ariadna ("BBB11"); Carol Peixinho ("BBB19"); Elana ("BBB19"); Gleici (campeã do "BBB18"); Gui Napolitano ("BBB20"); Iris Stefanelli ("BBB5"); Jéssica ("BBB18"); Kaysar ("BBB18)"; Lucas Chumbo ("BBB20"); Mahmoud ("BBB18"); Marcelo Zulu ("BBB4"); Paula Amorim ("BBB18") e Viegas ("BBB18").

terça-feira, 11 de maio de 2021

"A Vida Depois do Tombo" não explica muito, mas não esconde o objetivo: melhorar a imagem de Karol Conká

 O 'pós-BBB' de Manu Gavassi, Rafa Kalimann, Boca Rosa e Babu Santana, integrantes do time Camarote do "BBB 20", tirou o medo que muitos famosos tinham de entrar no "Big Brother Brasil". Na verdade, Boninho nunca convidou figuras 'conhecidas'. A primeira vez foi na vigésima edição. Mas deu certo. E o diretor resolveu repetir a estratégia no "BBB 21". Acabou tendo bem mais facilidade na escalação e conseguiu nomes de maior peso, como Karol Conká. Só que a cantora nunca imaginou o quão equivocada seria sua decisão. Sua carreira afundou e a vida virou uma catástrofe. Por conta desta avalanche, a Globoplay lançou no dia 29 de abril "A Vida Depois do Tombo".


Em um mergulho na história de Karol Conká antes, durante e depois do "BBB 21", o documentário busca mostrar, ao longo de quatro episódios de pouco menos de meia hora cada, se há alguma explicação para que, em 30 dias, a cantora tenha se tornado uma das maiores vilãs do Brasil, eliminada do reality com 99,17% dos votos. A produção revela momentos de sua infância em Curitiba com a família, a adolescência conturbada, o começo de sua carreira artística com a chegada do filho e a consagração como um dos maiores nomes do rap feminino do país. 

O maior intuito do produto é aproveitar o sucesso da recém terminada temporada do reality, tanto que foi lançado na última semana do "BBB 21", e tentar amenizar o estrago que a presença da cantora no "BBB" causou em sua vida. A Globo foi muito criticada em virtude do excesso de matérias e participações de Karol Conká em seus programas.

domingo, 9 de maio de 2021

"BBB 101" foi uma boa ideia que merece ser continuada

 A Globo promoveu uma novidade para aproveitar o grande sucesso da vigésima primeira edição do "BBB". Como foi a temporada de maior duração (cem dias de confinamento), Boninho criou o "BBB 101". Pela primeira vez em 20 anos, os participantes foram colocados novamente na casa mais vigiada do Brasil para uma espécie de confraternização de despedida. Um reencontro sem barracos ou brigas. Muitos acharam um tiro no pé. Mas funcionou. 

A tradicional "Lavagem de roupa suja", quando a produção reúne todos os eliminados para um acerto de contas, sempre foi exibido exclusivamente na internet. As poucas exceções foram as duas primeiras edições do reality, cujo acerto de contas foi exibido na grade da emissora. Após algumas temporadas, o reencontro passou a ser promovido no Gshow, dentro da "Rede BBB". Mas a última reunião foi a do "BBB 18". A do "BBB 19" acabou cancelada por conta do racismo premiado pelo público e a do "BBB 20" não foi produzida por conta da pandemia. 

A situação do "BBB 21" foi um pouco diferente. Todos ficaram em um hotel para depois entrarem na casa. Ainda assim, o isolamento promovido por Boninho merece muitas críticas. Todos os eliminados podiam ir ao quarto dos outros e todo mundo vivia se abraçando e tirando máscara.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Amante do riso, Paulo Gustavo arrebatava plateias

 O dia 4 de maio de 2021 marcou a partida de um dos artistas mais queridos do Brasil. Em meio ao catastrófico momento do país, com a pandemia do novo coronavírus fora de controle por conta de um governo negacionista, Paulo Gustavo faleceu em virtude de complicações da covid-19. Tinha apenas 42 anos e, ao contrário do que alguns disseram, não apresentava comorbidades e nem era grupo de risco. 

O ator estava internado desde o dia 13 de março e acabou intubado no dia 21 do mesmo mês. Apresentou melhoras discretas, mas entre domingo (01/04) e segunda-feira (02/04) teve sua situação agravada em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa, que permitiu a passagem de bolhas de ar para a corrente sanguínea, causando uma embolia e atingindo o sistema nervoso central. As informações deixaram os fãs e amigos muito preocupados e uma corrente de oração nas redes sociais foi intensificada, principalmente por Tatá Werneck, grande amiga do humorista. 

Infelizmente, ontem, dia 5, o hospital Copa Star enviou um boletim avisando que o estado de Paulo era irreversível. Na realidade, uma espécie de preparação para a imensa quantidade de fãs não sentir o baque. Mas não adiantou. Pouco tempo depois, o falecimento acabou confirmado.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Vitória arrasadora de Juliette fecha ciclo de sucesso do "BBB 21" de forma emocionante e emblemática

Foram cem dias de "BBB 21". A edição mais longa da história. E a Globo não tem do que reclamar. O reality foi um sucesso de audiência, repercussão e faturamento. Conseguiu superar o bem-sucedido "BBB 20", exibido ano passado, no início da pandemia do novo coronavírus. Aliás, a vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" superou a média das sete edições anteriores. Um grande feito que nem os mais otimistas esperavam. E são várias as razões para explicar esse êxito. 


O elenco foi muito bem escalado por Boninho e equipe. Inteligente ter repetido a inovação que deu certo ano passado: a divisão entre "Camarote" e "Pipoca". O "BBB 20" foi o pioneiro na presença de 'famosos' no time. Houve até um receio de parecer muito com a extinta "Casa dos Artistas", no SBT, ou "A Fazenda", na Record. Mas conseguiram desvincular qualquer semelhança de formatos que já são uma espécie de cópia do "BBB". 

Como a vitrine de 2020 foi muito boa para Manu Gavassi, Babu Santana, Boca Rosa e Rafa Khaliman, houve uma facilidade maior na escolha dos nomes do "BBB 21". Por isso o público se surpreendeu com Projota, Karol Conká e Carla Diaz na casa. Figuras (dois cantores e uma atriz) conhecidas que têm uma carreira consolidada.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Onde Está Meu Coração", nova série da Globoplay

 Na última sexta-feira (30/04), a Globo promoveu uma coletiva online da nova série da Globoplay: "Onde Está Meu Coração", escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, dirigida por Luisa Lima. Os autores e a diretora participaram do bate-papo, que também contou com a presença de Letícia Colin (que vive a protagonista Amanda), Fábio Assunção, Daniel de Oliveira e Mariana Lima. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre a produção que estreia na íntegra no serviço de streaming da Globo nesta terça-feira, dia 4 de maio, e teve seu primeiro episódio exibido nesta segunda-feira (dia 3) no canal aberto, logo após o "BBB 21". 

"A escolha da protagonista ser uma médica foi declaradamente dramatúrgica até para mostrar que ela tem conhecimento para entender o funcionamento da droga, mas ainda assim não consegue se livrar. E não é uma série sobre drogas, é uma série de relações familiares e como são afetadas com a droga.", declarou George Moura. Já Sérgio Goldenberg complementou: "A gente viu como as pessoas da classe média escondem a questão do vício. Normalmente a pessoa deixa de existir. Internam numa clínica e evitam falar do assunto." "É uma mulher que tem tudo pra ser feliz e responde a todos os padrões do êxito social, mas ainda assim não consegue", diz a diretora Luisa Lima. 

"Onde Está meu Coração" é uma resposta fisiológica se pensarmos que a protagonista é uma médica (no lado esquerdo do peito), mas pode ser também uma pergunta sobre o direito de ser feliz. "Onde Nascem os Fortes" (minissérie escrita pela dupla em 2018) e "Onde Está Meu Coração" é uma trilogia nossa.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Gil do Vigor deixará sua marca no "BBB 21"

 A última eliminação do "BBB 21" foi a mais triste do programa. Na verdade, o paredão foi injusto para a imensa maioria do público. A final sonhada por muitos era composta por Juliette, Gilberto e Camilla de Lucas. Mas o irrelevante Fiuk venceu a última prova de resistência e garantiu sua vaga. A forte torcida de Juliette escolheu Gil para ser eliminado em uma manobra parecida com a da torcida da campeã Thelma, no "BBB 20", que preferiu eliminar Babu Santana e levar Rafa para a final ao lado da amiga. 

A eliminação de Gilberto com 50,87% tirou da final um dos protagonistas da temporada. É inegável que Gil e Juliette dominaram as atenções da vigésima primeira edição e provocaram paixão e ódio das torcidas. Dois nordestinos que encantaram e divertiram os telespectadores, principalmente quando estavam juntos. Ju virou a grande favorita e Gilberto perdeu o posto quando traiu sua amizade com a então amiga. A ruína do amado 'G3' queimou a imagem de Gil e Sarah com a audiência e concretizou de vez o favoritismo de Juliette. 

Mas Gil e Juliette conseguiram se reconectar após a eliminação de Sarah e voltaram a ser os amigos que eram no início do jogo. O laço afetivo foi reestabelecido, embora as brigas tenham se mantido.

domingo, 2 de maio de 2021

Camilla de Lucas foi uma grata surpresa do "BBB 21"

 A poucos dias da final, o "BBB 21" deu muitas alegrias para Globo. Audiência, repercussão e faturamento nas alturas. Um retorno positivo para a boa seleção de participantes que movimentaram o jogo ao longo dos meses, para o bem ou para o mal. E uma das gratas surpresas do elenco da vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" foi Camilla de Lucas. 


A digital influencer, de 26 anos, se destaca na internet desde 2017 e entrou no reality no time "Camarote", ou seja, dos famosos. Inicialmente apagada no jogo, a participante foi se soltando aos poucos e teve uma virada quando protagonizou uma briga com Karol Conká. A maior vilã da edição conseguia manipular quase todos e ninguém tinha coragem de rebatê-la, com exceção de Juliette. Não por acaso, após uma discussão ríspida com Ju, a cantora tentou crescer para cima de Camilla e ficou surpresa com a reação. O 'barraco' virou meme nas redes sociais por conta das frases inspiradas de Camilla durante a discussão. 

A partir do momento que precisou se impor, Camilla provou que não entrou no "BBB 21" para se omitir. Camilla até discutiu na primeira semana com Lucas, mas o controverso participante brigou com quase todos os colegas e a influencer acabou sendo apenas 'mais uma'. Foi com Karol que mostrou que não estava no reality para tirar férias.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Fenômeno do "BBB 21", Juliette teve uma trajetória digna de mocinha de novela

 O sucesso do "BBB 21", após um início controverso, é merecido. Foi bem atrativo os embates entre 'mocinhos' e 'vilões' no primeiro mês de programa. Quando há esse tipo de divisão folhetinesca na casa é quase impossível não se envolver. Ainda que maniqueísmo em reality inexista. Mas ao longo dos meses essa formação foi se alterando. Teve até gente querida que virou odiada. Uma semana pode mudar tudo em um jogo como esse. Mas tem uma participante que virou favorita na segunda semana e até hoje segue no posto. Coincidentemente, a que mais se parece com uma clássica mocinha de novela: Juliette Freire. 


A trajetória da participante, que é advogada e maquiadora, parece escrita por algum autor de novelas de sucesso. Espontânea e faladeira, Juliette se destacou logo na estreia, quando ganhou a imunidade por meio de votação popular e acabou no segundo andar da casa, junto com mais cinco colegas imunes. Porém, seu jeito causou incômodo em grande parte do público, vide as reclamações sobre suas constantes investidas em Fiuk em tom de piada. Amada à primeira vista (vide a imunidade que recebeu da audiência), Ju estava indo para um caminho de rejeição. 

Mas em menos de três dias tudo mudou. A junção dos grupos resultou em uma ojeriza ao comportamento espalhafatoso de Juliette. Não demorou para virar alvo de deboche de todos os 17 colegas, principalmente quando não estava no mesmo ambiente.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

"Sandy & Junior: A História" é um ótimo produto da Globoplay

 A Globoplay estreou o documentário sobre a carreira de Sandy e Júnior no dia 10 de julho de 2020. Chamada de "Sandy & Junior: A História", a produção conta a saga da dupla de sucesso que cresceu diante dos olhos do público e fãs. São sete episódios em uma única temporada. Vários trechos de shows marcantes estão presentes, assim como depoimentos de amigos, cantores e produtores. 


A Globo começou a exibir o documentário no dia 11 de abril, depois da "Temperatura Máxima" e quase nove meses depois do lançamento em sua plataforma de streaming. Baseada em um vasto arquivo musical e pessoal, a chamada 'docussérie' conta a trajetória de uma das duplas mais queridas do Brasil. São shows emblemáticos, clipes marcantes e momentos em família dos irmãos que conquistaram uma legião de fãs pelo país, entre outros momentos. 

O conteúdo traz desde registros da infância até a consagração da turnê "Nossa História", com imagens inéditas de Sandy e Júnior durante o último show, depoimentos da dupla, familiares e pessoas próximas à vida pessoal e profissional dos artistas, entre elas, Ivete Sangalo e Roberto Carlos, além de mostrar como ocorreu a decisão de fazer a turnê e todos os bastidores.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Passagem de tempo enaltece as qualidades de "A Vida da Gente"

A reprise de "A Vida da Gente" tem servido para ampliar o público de uma das melhores novelas já produzidas pela Globo. Lícia Manzo estreou como novelista em grande estilo e criou uma história que arrebata quem assiste através de dramas reais e de fácil identificação. Ainda ousou com um folhetim cujo protagonismo não é um par romântico e, sim, o amor de duas irmãs. A direção de Jayme Monjardim também capta toda a essência da autora, servindo como uma bela complementação. As qualidades da trama ficam ainda mais evidentes quando ocorre a passagem de tempo e Ana (Fernanda Vasconcellos) acorda do coma. 

A história tem a sua tão esperada passagem dos anos após 45 capítulos. Antes do fato acontecer, a novela apresenta uma clara diminuição de ritmo. Mesmo assim, ao contrário do que acontece com as fatídicas 'barrigas' (enrolações) da maioria das produções, não há diálogos avulsos ou cenas desnecessárias. Tudo que é mostrado tem um objetivo específico: estruturar o enredo. Tanto para mostrar o início da linda relação de amor entre Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso); quanto pelos demais acontecimentos envolvendo Vitória (Gisele Fróes), Marcos (Ângelo Antônio), Dora (Malu Galli), o estado de coma de Ana; o início do próspero negócio de Manu e Maria (Neusa Borges); o estreitamento das relações familiares; o cada vez maior distanciamento de Eva (Ana Beatriz Nogueira), enfim.

Lícia Manzo criou uma história tão linda e tocante que conquista facilmente o telespectador, e o 'mergulha' naquela gama de sentimentos em que os personagens estão envolvidos. Os atores também são grandes responsáveis por isso. Não há um só capítulo que não tenha ao menos uma cena que emocione. Na semana passada, houve a formação do casal Manu e Rodrigo.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Vitória é mesmo a grande jogadora do "BBB 21"?

 A vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" se encaminha para o fim e a Globo não tem do que reclamar. Foi um grande sucesso. E uma das características da atual temporada foi o jogo. Normalmente, participantes temem debater sobre suas jogadas e votos com medo da rejeição do público. Mesmo após vinte anos de formato, o receio segue firme. Já no "BBB 21", todos os grupos partiram para o jogo logo no início, o que foi ótimo. E houve um quase consenso aqui fora sobre a melhor jogadora da casa: Vitória. 

Mas será que é verdade? A capacidade de dissimulação da participante costuma ser enaltecida como um exemplar jogo interno. Afinal, só tinha ganhado dois votos até cair em seu primeiro e único paredão nesta quinta (22/04). Aliás, só por isso ainda está na casa. Acabará eliminada com uma elevada rejeição daqui a três dias. Isso porque sua cara de pau em bajular todos ao seu redor e por trás destruí-los é simplesmente desprezada por quem assiste. Nunca houve uma pessoa com tais atitudes que não tenha saído do "BBB" com a imagem 'queimada'. 

Conhecida como Viih Tube, a participante entrou no "Big Brother Brasil" no time "Camarote" por ser uma 'influenciadora'. Com apenas 20 anos, a youtuber já tem mais de 18 milhões de seguidores no Instagram e seu canal é bastante assistido por um determinado nicho de adolescentes. Quando entrou no "BBB" já estava 'cancelada', termo usado quando uma pessoa sofre um massacre de críticas por conta de uma fala ou atitude.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

"Plantão BBB" foi uma boa ideia que chegou atrasada

 A Globo estreou o "Plantão BBB" no dia 5 de abril. Quase três meses depois da estreia da vigésima primeira edição do reality. O programa, comandado pela ex-BBB Ana Clara, com cerca de 40 minutos, ocupou a vaga do extinto "Vídeo Show", logo após o "Jornal Hoje". Vale lembrar que o péssimo "Se Joga" também chegou a preencher a lacuna da grade vespertina por um período. 

O intuito da atração é surfar a onda da grande repercussão do "BBB 21", que vem quebrando recordes de audiência (a melhor média dos últimos sete anos), e sendo assunto dominante das redes sociais. Tanto que fica claro a falta de planejamento do formato. Foi algo criado às pressas para unir o útil ao agradável: tentar acertar na faixa mais problemática da Globo atualmente e render mais um pouco sobre um reality que já é um sucesso.

Em termos de audiência, não deu muito certo. O programa vem perdendo várias vezes para o quadro "A Hora da Venenosa", do "Balanço Geral", da Record. O aumento da duração do "Jornal Hoje", desde março do ano passado, com o início da pandemia do novo coronavírus, tinha sido uma estratégia bem mais vantajosa.

terça-feira, 20 de abril de 2021

"Todas as Mulheres do Mundo" tratou da romantização do 'esquerdomacho'

Um dos lançamentos da Globoplay em 2020 foi "Todas as Mulheres do Mundo". A série estreou no serviço de streaming da Globo em abril, ainda no início da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Quase um ano depois, a emissora estreou a produção em sua grade em virtude da escassez de seriados ou novelas inéditas por conta da interrupção das gravações. O último episódio foi exibido nesta terça-feira (20/04), após onze semanas no ar.


A série, escrita por Jorge Furtado e Janaína Fisher, é uma adaptação da obra de Domingos Oliveira (dramaturgo, autor e diretor falecido em março de 2019, aos 82 anos). Com direção de Patrícia Pedrosa, a trama é fruto da adaptação de oito textos de Domingos: "Todas as mulheres do mundo", "Edu coração de ouro", "Separações", "Amores", "Os inseparáveis", "A primeira valsa", "BR 716" e "Largando o escritório". 

O protagonista da série é Paulo (Emílio Dantas), um homem apaixonado pela liberdade, pela poesia e pelas mulheres. Por todas as mulheres. Do mundo. É capaz de encantar-se à primeira vista diversas vezes e se entregar, a cada relação, com a intensidade de quem vive o eterno amor.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

"Mulheres Apaixonadas no Viva" matou as saudades do público de um dos maiores sucessos de Manoel Carlos

Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" (2006), "Viver a Vida" (2010), e "Em Família" (2014), escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia. A reprise, que chegou ao fim nesta sexta-feira (16/04), repetiu o êxito no Canal Viva e liderou a audiência entre os canais a cabo.


Após novelas excelentes, como "História de Amor" (1995), "Por Amor" (1997) e "Laços de Família" (2000), Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama de sucesso seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação que Téo (Tony Ramos) tinha com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli); o preconceito de Paulinha (Ana Roberta Gualda); o agressivo psicopata

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Carmen Silva e Oswaldo Louzada foram um dos maiores trunfos de "Mulheres Apaixonadas"

 A reprise de "Mulheres Apaixonadas" no Viva está perto do fim e um dos maiores sucessos de Manoel Carlos repetiu o êxito no canal a cabo. A novela é conhecida pelas tramas secundárias fortes que ofuscaram a trajetória da Helena, vivida pela ótima Christiane Torloni. E um dos enredos mais lembrados e amados pelo público é o dos avós maltratados pela neta. Um marco na teledramaturgia, sem exagero. 


Carmen Silva e Oswaldo Louzada eram atores com longa carreira no teatro e no cinema, mas pouco conhecidos dos telespectadores, mesmo após várias participações em novelas e séries, incluindo da extinta TV Tupi. Na época, estavam com 87 e 91 anos, respectivamente. Já sem muitas oportunidades nas produções, ganharam uma chance de ouro de Maneco e aproveitaram. 

A dupla caiu nas graças do público logo que surgiu na história e o núcleo protagonizado por Carlão (Marcos Caruso) foi ganhando cada vez mais importância. Isso porque tinha ali todos os ingredientes necessários para um bom folhetim: os 'mocinhos', a vilã e o perfil cômico.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Reprise de "Mulheres Apaixonadas" no Viva lembrou que Heloísa era desequilibrada, mas tinha seus motivos

 Novelas refletem o comportamento da sociedade e por isso algumas envelhecem mal e outras se mantêm atual. A importância da teledramaturgia para expor a evolução do comportamento das pessoas é grande. A questão já foi tema de alguns posts neste blog envolvendo "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas", uma recém-reprisada e a outra em sua última semana de reexibição. Dois sucessos de Manoel Carlos. Mas agora vale uma reflexão a respeito da condução de uma personagem: Heloísa, interpretada por Giulia Gam, na produção reprisada pelo Canal Viva. 


O perfil foi um dos mais emblemáticos de "Mulheres Apaixonadas". O que mais caracterizava o título da novela, por sinal. Mas hoje em dia é possível observar a forma equivocada como o conflito acabou desenvolvido pelo autor. Heloísa é uma clássica ciumenta doentia. Insegura e grosseira, a irmã de Helena (Christiane Torloni) tem um sentimento de posse pelo marido, o cafajeste Sérgio (Marcello Antony). Controladora, a personagem vive em função do esposo e até fez uma laqueadura escondida para não correr o risco de engravidar e assim dividir a atenção do companheiro, ainda que seja com um filho. 

É evidente que se trata de uma mulher psicologicamente doente. Tanto que passa de todos os limites em vários momentos. Já pensou em se matar, capotou seu carro e colocou a sua vida e a de uma amiga em risco durante um surto de ciúmes e chegou até a esfaquear o marido durante uma discussão. Cenas brilhantemente defendidas por Giulia Gam.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Parte final desnudou todos os problemas que sempre estiveram presentes em "Amor de Mãe"

 A primeira novela de Manuela Dias estreou logo no horário nobre. Uma responsabilidade e tanto. Normalmente, todos os escritores da emissora estreiam na faixa das seis ou sete e somente depois migram para a cobiçada faixa das 21h. Mas os ótimos trabalhos da autora nas minisséries "Ligações Perigosas" e "Justiça" (ambas em 2016) a credenciaram ao posto. No entanto, não teve sorte. A produção estreou em 25 de novembro de 2019 repleta de louvores da crítica especializada, mas parte do público não comprou a história, que apresentava problemas em vários núcleos. E quando o enredo central parecia engrenar, houve a interrupção das gravações em 21 de março de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus. 

Voltou ao ar praticamente um ano depois, no dia 15 de março de 2021, com apenas 23 capítulos restantes. A produção já estava entrando na reta final, mas mesmo assim sofreu um corte. Porém, não parece ter afetado o roteiro, pois a verdade é que muitas tramas já estavam sem rumo antes da interrupção das gravações. O grande interesse ficou em torno do enredo de Lurdes (Regina Casé) à procura do filho Domênico (Chay Suede). E sempre foi a única parte do folhetim que caiu nas graças do público. O maior clichê dramatúrgico raramente falha. 

Já os demais conflitos, que já estavam se perdendo, tiveram desfechos decepcionantes. A constante troca de casais era um dos problemas do roteiro e seguiu assim até o final. Nunca houve uma construção sólida que despertasse alguma torcida do público. O menos pior foi o par formado por Camila (Jéssica Ellen) e Danilo/Domênico.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Sandro perdeu a relevância em "Amor de Mãe", mas Humberto Carrão mostrou seu conhecido talento

Não é fácil interpretar um personagem controverso que vai se regenerando aos poucos. Esse tipo de papel tem nuances que exigem mais do ator. Convencer o público fica mais difícil, até porque o perfil normalmente inicia a novela na postura de quase vilão ou vilã. É a típica pessoa que se acha injustiçada pela vida. Mas se tem um intérprete que tem facilidade na composição de 'revoltados' é Humberto Carrão.


O ator se destacou em "Amor de Mãe", novela das nove da Globo, escrita por Manuela Dias e dirigida por José Luiz Villamarim. Sandro entrou com a trama já em andamento e tinha poucas aparições, mas cresceu quando Kátia (Vera Holtz) afirmou para Lurdes (Regina Casé) que o rapaz, então preso, era seu filho desaparecido. A melhor protagonista da história iniciou uma saga para tirá-lo da cadeia e até cometeu crimes, como ter levado um celular para o bandido em um dia de visitação.

O vínculo entre Sandro e Lurdes foi iniciado quando a batalhadora mulher trouxe o ''filho" para morar com sua família. A rejeição de Erica (Nanda Costa), Magno (Juliano Cazarré), Ryan (Thiago Martins) e Camila (Jéssica Ellen) era compreensível, até porque o rapaz voltou para o crime dias depois e levou relógios roubados para casa como depósito.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Ótimo em "Amor de Mãe", Irandhir Santos engrandece qualquer elenco

O talento de Irandhir Santos impressiona. Não há personagem que não interprete brilhantemente. Premiado ator de cinema, é um profissional respeitado e figura rara na televisão. Costuma selecionar muito bem seus trabalhos e tem o hábito de preferir sempre a mesma equipe. Por isso virou uma pessoa tão frequente nas produções dirigidas por José Luiz Villamarim. Certeza que esse fator pesou na hora de aceitar o Álvaro, grande vilão de "Amor de Mãe", que está em sua última semana.


É apenas o sétimo trabalho do ator na televisão e sua segunda aparição no horário nobre da Globo. A primeira foi em "Velho Chico", novela de Benedito Ruy Barbosa, exibida em 2016, onde viveu Bento dos Anjos, irmão de Santo (saudoso Domingos Montagner), e emocionou o público com seu desempenho. O intérprete agora teve a chance de mostrar uma nova faceta na pele de um perfil ambicioso e sem qualquer escrúpulo. O típico vilão maniqueísta presente em tantos folhetins.

Álvaro é dono da PWA, empresa do ramo do plástico em franca expansão. Polui o meio ambiente através de práticas ilícitas, era aliado de um miliciano que executava suas ordens sujas e passa por cima de quem se opõe a ele. Usa um cachimbo e está sempre bem vestido. Só falta um corvo no ombro.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

"The Voice +" trouxe um sopro de renovação, mas foi ao ar em um mau momento e manteve o principal equívoco do formato

 Não é novidade que o "The Voice Brasil" está a cada ano mais desgastado e com uma repercussão fraca. Ano passado foi o pior momento do reality musical da Globo, que perdia toda semana para "A Fazenda 12", da Record. O "The Voice Kids" ainda tinha um pouco mais de fôlego, mas até o formato com crianças sofreu desgaste. Com o intuito de retomar o fôlego de um produto rentável, a emissora criou o "The Voice +", que estreou no dia 17 de janeiro e chega ao fim neste domingo, dia 4 de abril. 

Com candidatos de 60 anos ou mais, a temporada nova conseguiu despertar interesse. Isso porque há muitos cantores veteranos no ostracismo que ganharam uma boa oportunidade com o programa, além de figuras carismáticas e de grande talento. Vários aposentados e que já nem tinham mais motivação na carreira. Ou então que querem alçar novos voos. É contagiante ver a animação e a emoção de vários vovôs e vovós no palco. E muitos que nem aparentam a idade que têm, vale ressaltar. O êxito da audiência nas tardes de domingo prova que funcionou. 

Entretanto, o equívoco observado no "The Voice Brasil e Kids" novamente aparece. A escalação dos técnicos. Cláudia Leitte e Daniel novamente? Nada contra os talentosos cantores, mas estiveram em várias temporadas dos outros formatos. Não tinha nomes diferentes? Ludmilla e Mumuzinho foram boas novidades, mas como não ter um técnico com mais de 60 anos para avaliar participantes que têm mais de 60?

quinta-feira, 1 de abril de 2021

"Arcanjo Renegado" é uma boa série da Globoplay

 A Globoplay lançou "Arcanjo Renegado" em fevereiro de 2020. Em fevereiro deste ano, a série estreou no canal aberto, após o "BBB 21". A trama policial é uma das muitas produções originais do serviço de streaming da Globo e teve um bom retorno com o assinantes --- é um dos produtos mais assistidos. Tanto que a segunda temporada foi garantida e com gravações já iniciadas. Como a pandemia do novo coronavírus ainda está longe de acabar, a emissora segue com dificuldades para estrear tramas inéditas em sua grade e acertou com a escolha. 

Mikhael (Marcello Melo Jr.) é o líder da equipe Arcanjo e Primeiro-Sargento do Bope (Batalhação de Operações Especiais) no Rio de Janeiro. Para ele, não existem desafios. Destemido e extremamente focado, comanda a experiente equipe em arriscadas ações, que vão desde o combate ao tráfico de drogas em comunidades cariocas até missões especiais. O enredo é bastante denso e o protagonista repleto de feridas não cicatrizadas de seu passado. 

Filho de um ex-policial, Sargento Afonso (Marcello Melo, pai do ator na vida real), Mikhael ficou órfão ainda criança quando o pai foi assassinado. Por isso, foi obrigado desde muito cedo a encarar as dificuldades da vida e se tornou cada vez mais introspectivo. Ainda assim, ele mantém uma forte ligação com sua irmã Sarah (Erika Januza).

quarta-feira, 31 de março de 2021

"G3" não foi um delírio do público e teve um traumático fim no "BBB 21"

 A vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" já se encaminha para o terceiro mês. A temporada é um sucesso de audiência e era de se esperar: um dos raros produtos de entretenimento inédito da programação noturna. Muita água ainda vai rolar na casa mais vigiada do Brasil até maio, mês do encerramento do reality. E várias reviravoltas já aconteceram no programa, mas a maior delas foi a destruição do chamado "G3", composto por Juliette, Gil e Sarah. 


Embora alguns insistam, o "G3" não foi uma ilusão do público. A união realmente chegou a existir. Cada um teve uma razão para virar querido da audiência nas primeiras semanas de reality. A primeira foi Juliette. O público simpatizou de cara com a participante, tanto que foi uma das seis imunizadas logo na estreia do "BBB 21". Todavia, a paraibana acabou detonada nas redes sociais por conta de seu jeito exagerado e a 'perseguição' imediata a Fiuk. Mas, pouco tempo depois que o sexteto do andar de cima se mudou para a casa e conheceu o restante do elenco, houve uma virada a favor de Ju. 

Ninguém suportou a personalidade forte de Juliette. Nem as brincadeiras que fazia. Não demorou para se transformar na perseguida. Isolada e humilhada por todos os colegas, Ju virou uma espécie de mocinha injustiçada. E como o público reage quando uma situação do tipo acontece? Acolhe.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Volta de "Amor de Mãe" comprova que Vitória nunca foi protagonista

 Uma mulher negra bem-sucedida e respeitada. Advogada que virou uma referência na profissão e sabia diferenciar o seu lado profissional do pessoal. Aparentemente fria, sonhava em ser mãe. Defensora de um dos empresários mais corruptos do país, Vitória (Taís Araújo) nunca sentiu peso na consciência. Afinal, era apenas seu trabalho. Mas tudo começou a mudar quando adotou uma criança e ainda engravidou acidentalmente. Todas essas características faziam do perfil um dos melhores de "Amor de Mãe", que retornou recentemente, após quase um ano de pausa em virtude da pandemia. Mas tudo foi por água abaixo quando a autora inventou uma ruína financeira para forçar uma virada nada convincente.


Toda a trajetória de uma das ditas protagonistas da atual novela das nove da Globo acabou destruída. Vitória cansou de passar por cima de seus princípios para advogar para Álvaro (Irandhir Santos) e decidiu romper o contrato, pagando uma multa milionária. Era um momento aguardado pelos telespectadores. Mas resultou em uma reviravolta que afetou drasticamente a imagem da personagem. Aquela profissional inteligente, empoderada e cheia de atitude morreu. Manuela Dias parece ter criado outra mulher e colocado no lugar da anterior.

Vitória resolveu ajudar o ex, Davi (Vladimir Brichta), contra seu antigo cliente e em nenhum momento achou que havia o risco de ser flagrada. A situação, claro, resultou em um desvio de ética que acabou ocasionando a cassação de seu registro profissional e ainda culminou na influência do empresário para nenhum outro cliente poderoso a contratar.

quarta-feira, 24 de março de 2021

Evolução da sociedade expõe o péssimo envelhecimento de Pedro em "Laços de Família"

 A evolução do comportamento do público já deixou bem claro que o galã de uma novela da década de 80 pode se tornar quase um vilão em 2021. Por isso a teledramaturgia é tão estudada e apreciada por vários historiadores, além dos tradicionais noveleiros. Há até ótimas monografias de faculdade sobre o tema. A atual reprise de "Laços de Família", em plena reta final, por exemplo, expõe uma completa mudança do olhar do público diante do personagem Pedro, interpretado por José Mayer. 

O sucesso de Manoel Carlos vem repetindo o êxito no "Vale a Pena Ver de Novo". A audiência está elevada. E com todo mérito. É um dos melhores trabalhos do autor, além de ser um dos mais lembrados com carinho pelo telespectador. Porém, Pedro é o tipo que pior 'envelheceu' no enredo. A expressão 'envelheceu mal' virou uma espécie de 'meme' na internet justamente por mostrar como determinadas situações, antes vistas como naturais, soam problemáticas hoje em dia. E pouco se salva deste perfil criado por Maneco. 

O administrador do Haras de Alma (Marieta Severo) é um sujeito solitário e rabugento. Transborda grosseria com todos ao seu redor, principalmente com as mulheres. Chegou a ter um casamento relativamente duradouro, mas acabou se divorciando. Os cavalos são sua única paixão.

segunda-feira, 22 de março de 2021

De mocinha a vilã: a trajetória catastrófica de Sarah no "BBB 21"

 O "BBB 21" tem muito mais gente odiada do que amada. Não por acaso, o início do reality se mostrou tão problemático e controverso. Aos poucos, no entanto, a narrativa de 'mocinhos' contra 'vilões' ganhou corpo e transformou a temporada em uma boa novela. Uma das gratas surpresas do elenco foi Sarah, que começou apagada e de semana em semana foi mostrando uma excelente jogadora, até virar uma das favoritas. Parecia uma forte candidata ao prêmio. Mas só parecia. 

A participante representa um típico 'padrão' de "BBB": a loira linda que logo chama atenção. Toda edição tem pelo menos umas três com tais características. Mas Sarah foi expondo o seu diferencial sem forçar situações. Sua afinidade imediata com Gilberto a beneficiou bastante e uma dupla impagável acabou formada de forma inesperada. Fizeram a primeira prova de resistência juntos, mas o laço só se firmou quando perceberam uma má impressão em comum sobre Pocah. A partir de então uma boa trajetória se iniciou. 

Sarah também confessou uma tática de 'espionagem': deixar sua mala no quarto colorido com o intuito de se arrumar lá e ouvir as conversas dos demais, enquanto dorme diariamente no quarto cordel. E por incrível que pareça conseguiu cumprir seu plano com facilidade.

sexta-feira, 19 de março de 2021

Fracasso da reprise de "Haja Coração" corrigiu uma injustiça do passado

A Globo resolveu repetir a estratégia que funcionou em 2016: duas novelas das sete de sucesso em sequência. Há quase cinco anos, "Totalmente Demais" era um fenômeno de repercussão, elogiada por público e crítica. Foi substituída por "Haja Coração", uma produção tão popular quanto a anterior, mas de qualidade bastante inferior. A trama de Daniel Ortiz acabou com um décimo a mais na média de audiência que o produto de Rosane Svartman e Paulo Halm (27,5 pontos, enquanto a antecessora marcou 27,4). Todavia, a estratégia não deu certo com as reprises. A primeira conseguiu fazer ainda mais sucesso que em 2016 (obteve 29 pontos de média). Já a segunda conseguiu apenas 25 pontos. 

 Após seu bom trabalho como estreante em "Alto Astral" (2014), Daniel Ortiz apresentou um início promissor de seu segundo folhetim. Havia ali todos os ingredientes de uma deliciosa novela das sete. E o primeiro mês foi animador, onde a dupla formada por Fedora (Tatá Werneck) e Teodora (Grace Gianoukas) logo se destacou, assim como o trio impagável de amigas interesseiras formado por Rebeca (Malu Mader), Penélope (Carolina Ferraz) e Leonora (Ellen Roche). A composição de Mariana Ximenes como Tancinha também agradou e parecia uma ótima protagonista, tendo ainda a rivalidade com Fedora como um dos atrativos. Os erros observados em alguns núcleos paralelos deslocados e na história cansativa do mocinho Apolo (Malvino Salvador) pareciam pequenos diante dos acertos.

Entretanto, ao longo dos meses, Ortiz começou a dar claros sinais de falta de domínio de seu enredo. Os problemas começaram a crescer e até mesmo os pontos positivos começaram a ficar negativos. A falsa morte de Teodora foi um dos mais graves equívocos do autor, que preferiu seguir o roteiro original de "Sassaricando", ignorando a diferença do contexto. O resultado foi catastrófico para o núcleo Abdala, que era o melhor da novela. Com a saída da melhor personagem da família, todos os perfis ficaram sem função e perdidos na história.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Acidente de Ana e Manu foi a cena mais bem realizada de "A Vida da Gente"

 A reprise de "A Vida da Gente" tem sido um presente para o público. Com o perdão do clichê, a novela de Lícia Manzo é um primor e os pedidos para uma reexibição eram constantes. Desde o dia 1º de março que o telespectador tem acompanhado mais uma vez essa história tão envolvente. E nesta quarta-feira (17/03) foi ao ar a cena mais impactante da trama e uma das mais emblemáticas da teledramaturgia: o acidente de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). 


Após uma avalanche emocional em virtude da obsessão de Eva (Ana Beatriz Nogueira) e Vitória (Gisele Fróes) pelo sucesso profissional de Ana, a personagem decide fugir com sua filha e a irmã aceita ir junto. O destino é a casa da avó, Iná (Nicette Bruno). Um sopro de felicidade e empolgação surge na vida das protagonistas depois de tantas brigas e conflitos familiares. E as duas contam com o apoio de Alice (Sthefany Britto), que empresta seu carro para a fuga. Há toda uma preparação para essa viagem que implica na natural torcida do público. Mas uma desgraça acontece. 

Na estrada para a Serra, as irmãs sofrem um acidente de carro. O capricho da cena impressiona. A direção da equipe de Jayme Monjardim deu uma verdadeira aula de como fazer um momento de pura ficção parecer muito real. O capotamento do veículo e o grito das personagens já seriam suficientes para marcar uma sequência como essa.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Marisa Orth saiu da zona de conforto em "Haja Coração"

Todo ator foge do estigma. Nenhum intérprete gosta de ser conhecido apenas por um determinado tipo de papel. O sonho de um profissional das artes cênicas é justamente ter a possibilidade de exercer versatilidade, mostrando que é capaz de viver qualquer tipo. Nem todos conseguem. Alguns por falta de oportunidade e outros por falta de talento mesmo. Marisa Orth, por exemplo, ficou conhecida por muito tempo pelos seus papéis cômicos, especialmente a inesquecível Magda, de "Sai de Baixo". Mas em "Haja Coração", em sua última semana de reprise, pôde mostrar que também tem talento de sobra no drama.


A batalhadora Francesca se viu abandonada pelo marido ---- o sumiço de Guido (Wernner Schunemann) foi um dos 'mistérios' da novela, só sendo revelado no último mês ---- e criou os quatro filhos sozinha, trabalhando como feirante. Tem uma relação de cumplicidade com o filho Giovanni (Jayme Matarazzo), enquanto demonstra um grande afeto por Tancinha (Mariana Ximenes) e uma superproteção com Shirlei (Sabrina Petraglia). O seu relacionamento com Carmela (Chandelly Braz) é bastante problemático e ainda demorou muito para se abrir a um novo amor. Ou seja, é um perfil que não tem absolutamente nada de cômico.

Daniel Ortiz confiou no talento da atriz para o papel e valeu a pena. Inicialmente, a personagem seria interpretada por Christiane Torloni, com quem o autor trabalhou em "Alto Astral", mas a intérprete foi deslocada para "Velho Chico" na época, havendo assim a troca. Sorte da Marisa, que pôde exercer uma faceta não muito conhecida do grande público.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Reprise comprovou que "A Força do Querer" foi a melhor novela de Glória Perez

A missão de Glória Perez era complicada em 2017. Levantar a média do horário nobre da Globo, após uma sucessão de novelas fracassadas e/ou problemáticas. Para culminar, o seu retorno era cercado de desconfianças, em virtude da equivocada "Salve Jorge", seu pior folhetim, exibido em 2013. Mas, a autora conseguiu cumprir o objetivo com louvor e calou a boca de quem duvidava. "A Força do Querer" elevou a média da faixa em nove pontos, ao longo de 173 capítulos, obtendo 36 de média geral (contra 27 de "A Lei do Amor"), se firmando como o maior sucesso do horário desde "Amor à Vida" (também com 36 pontos). Não é pouca coisa. E a reprise, em virtude da pandemia do novo coronavírus, comprovou todos os acertos da novela.


"A Força do Querer" foi a melhor novela da escritora, conseguindo superar até a elogiada e inesquecível "O Clone", de 2001. Isso porque Glória soube se reciclar, corrigindo os vários erros observados em tramas como "Caminho das Índias", "América" e a já citada "Salve Jorge". Após abusar do recurso da exploração de culturas estrangeiras, a autora resolveu apostar em um enredo 100% nacional, tendo o Pará (através da fictícia Parazinho) como um dos locais de sua história. Ainda assim, o ambiente esteve presente apenas no primeiro mês, sendo logo 'abandonado' quando todos os personagens de lá se mudaram para o Rio de Janeiro. E foi ótimo não ter 'dancinhas' ou bordões com expressões estrangeiras. Estava bastante repetitivo.

Outra medida adotada com êxito foi a escolha do protagonismo. Em meio ao empoderamento feminino, Glória colocou três mulheres como figuras centrais, intercalando o destaque de cada uma. E escalou três atrizes de peso: Paolla Oliveira, Juliana Paes e Isis Valverde. O trio honrou a confiança da escritora, fazendo de Jeiza, Bibi e Ritinha tipos marcantes, que caíram na boca do povo.

quinta-feira, 11 de março de 2021

Humberto Martins divertiu na pele do conservador Eurico em "A Força do Querer"

A um dia do seu fim, a reprise de "A Força do Querer reforçou as qualidades da produção. E um dos muitos pontos positivos da novela de Glória Perez foi a figura de Eurico. A autora se mostrou muito criativa na abordagem do preconceito, machismo e conservadorismo, evitando o tradicional maniqueísmo e expondo a ignorância de uma pessoa íntegra. Humberto Martins se destacou cada vez mais na história e a cena mais aguardada foi ao ar somente no penúltimo capítulo: a descoberta da vida dupla de Nonato (Silvero Pereira).


Após meses achando que seu motorista era um conquistador nato e típico machão, Eurico o viu se apresentando como Elis Miranda em um desfile de moda e entrou em estado de choque. Antes de se dar conta que era Nonato no palco, o empresário chegou a elogiar o talento da artista. Esse momento era um dos mais esperados da trama e é uma pena que Glória tenha deixado apenas para o final, deixando de aproveitar todo o período de entendimento e aceitação daquele homem tão machista.

Afinal, o personagem representou uma união de preconceitos. Nunca entendeu a homossexualidade e sempre recriminou o cabelo longo de Nonato, achando coisa de 'maricas'. Achou um absurdo Ivana (Carol Duarte) ter se descoberto trans, se descobrindo Ivan, e nunca tolerou mulher mandando mais que homem. O lado criativo dessa situação foi o fato de Eurico não ser um canalha. Pelo contrário, é um homem justo, honesto, atencioso com a esposa e fiel.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Juliana Paiva mostrou competência mesmo em um papel secundário em "A Força do Querer"

'Orelha' é um termo usado na teledramaturgia para definir um personagem criado exclusivamente para outro, sempre com maior destaque ou até protagonista, desabafar. O perfil não tem trama própria e vive a vida dos outros. Quase sempre resulta em um subaproveitamento de atores, sejam menos conhecidos ou consagrados. Por isso, muitas vezes os autores optam pela escalação de nomes pouco relevantes. Mas, no caso de Simone, em "A Força do Querer", em sua última semana de reprise, toda essa 'regra' foi deixada de lado.


A filha de Silvana foi escolhida pela própria Lília Cabral, que adorou o trabalho da colega em "Totalmente Demais" (onde viveu a hilária Cassandra, em 2016), e já vinha acompanhando a trajetória de Juliana. A veterana sugeriu o nome para o diretor Rogério Gomes, que prontamente atendeu, recebendo o aval de Glória Perez. E a escalação não poderia ter sido mais certeira. A atriz se sobressaiu logo no começo, mesmo tendo ainda cenas pequenas. Pouco tempo depois da estreia, ficou perceptível que era um tipo promissor no enredo. Uma expectativa acabou gerada.

Todavia, a ausência de uma trama própria frustrou parte do público e da própria crítica, em virtude do conhecido talento da atriz. Não há um conflito para chamar de seu. Realmente, vive o dos outros, principalmente o da mãe e o da prima(o) Ivana/Ivan (Carol Duarte). E nunca foi prometido algo diferente, até porque era uma personagem inicialmente nem pensada para ela --- e, sim, provavelmente, para uma intérprete menos conhecida.

segunda-feira, 8 de março de 2021

Paralelo entre Ivan e Nonato foi um dos trunfos de "A Força do Querer"

A reprise de "A Força do Querer" está em plena reta final e todas as qualidades da melhor novela de Glória Perez puderam ser constatadas mais uma vez. A maior ousadia da autora foi o drama de Ivana (Carol Duarte), uma menina que não se identificava com seu corpo e sofria diante da pressão da mãe e da sociedade. A situação foi um dos principais trunfos do folhetim, ganhando novos contornos através de um interessante paralelo criado com um outro personagem que cresceu: o Nonato (Silvero Pereira).


A questão do transgênero ser explorada em uma novela foi um bom avanço e a escritora se mostrou muito corajosa. O método escolhido expôs a sua criatividade, além de ter servido como uma explicação objetiva, sem parecer didático ou piegas. Isso porque a dualidade que focalizada no enredo funcionou para destacar os dois perfis, ao mesmo tempo que expôs as diferenças que os separam, embora enfrentem o mesmo tipo de preconceito. O que o público via era um homem muito bem resolvido com seu corpo e uma mulher que não se identificava com o seu reflexo no espelho.

Ivana sempre sofreu pressão da mãe, a fútil Joyce (Maria Fernanda Cândido), para que fosse quase um clone seu. Na breve primeira fase da novela, que durou apenas o primeiro bloco do primeiro capítulo, ficou explícita a intenção da perua para com sua filha, transformando a criança em uma cópia mirim de si mesma.

sábado, 6 de março de 2021

Ao invés de retornar com o querido "Vídeo Show", Globo prefere transformar "Se Joga" em uma cópia

 O "Se Joga" foi uma das grandes apostas da Globo em 2019. O objetivo na época era enfrentar o "Balanço Geral", da Record, que derrotava o extinto "Vídeo Show" quase diariamente. Não por acaso o longevo programa sobre os bastidores da televisão foi retirado da grade, após quase 36 anos no ar. Mas não deu certo. As derrotas continuaram e a atração comandada por Fernanda Gentil, Fabiana Karla e Érico Brás sofreu um massacre de justas críticas. A pandemia do novo coronavírus, iniciada em março de 2020, foi um bom pretexto para cancelar o formato. Mas a emissora resolveu recolocá-lo no ar. 

Neste sábado, dia 6, o "Se Joga" retornou com uma nova roupagem em formato semanal. Agora está na faixa vespertina, no lugar do cansativo "Simples Assim," da Angélica. Também não há mais três apresentadores. Fabiana deixou o programa e Érico virou repórter. Fernanda está sozinha no comando. E a ótima Tati Machado ----- integrante do site Gshow que ganhou várias oportunidades em outras atrações, como "Encontro" e "É de Casa" ---- segue na equipe falando sobre novelas e artistas do canal. Mas não demorou para constatar a intenção da Globo: voltar com o "Vídeo Show", mas com o título de "Se Joga". 

A própria descrição das 'novas características' do programa entrega a inspiração, para não dizer plágio: "Serão tardes cheias de conteúdos especiais, entrevistas exclusivas, revisitas ao passado da TV, spoilers de cena, interatividade, e muitas curiosidades sobre o que acontece por trás das câmeras. Uma programação que faz o balanço da semana na vida dos famosos".

quinta-feira, 4 de março de 2021

Paolla Oliveira viveu grande momento na pele de Jeiza em "A Força do Querer"

Glória Perez conseguiu despertar a atenção do público com uma trama concisa e bem estruturada em "A Força do Querer", cujos conflitos foram conduzidos com competência. A reprise, atualmente na Globo e já em reta final, comprovou. Um dos acertos da novela é a escolha das protagonistas, pois os três perfis femininos são fortes e ganharam intérpretes talentosas. Bibi (Juliana Paes), Ritinha (Isis Valverde) e Jeiza movem o enredo. E Paolla Oliveira sobressaiu em virtude do bom destaque da policial empoderada no folhetim dirigido por Rogério Gomes.


A personagem se mostrou a mais forte do trio. Mulher bem-sucedida no trabalho, dona de si e imponente, Jeiza se destaca como policial e é tratada como líder na sua equipe. Corajosa, a PM não pensa duas vezes antes de prender algum bandido ou ajudar alguém. Mas sua firmeza não a faz antipática ou fria. Ela se mostra bem-humorada e debochada na sua vida 'normal' e vive uma relação de cumplicidade com a mãe, Cândida (Gisele Fróes). Para fechar esse bom conjunto, a mulher ainda luta MMA e é uma campeã nata, amedrontando suas adversárias no ringue.

Portanto, fica claro que o perfil é repleto de atrativos. E, claro, o fato de ser linda deixa a situação ainda mais interessante, pois é um 'padrão' que costuma despertar estranhamento diante da profissão ou da luta. Afinal, mulheres belas são sempre taxadas pela sociedade como modelos ou pessoas fúteis.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Reprise de "A Vida da Gente" é a oportunidade de ampliar público de uma das melhores novelas já produzidas

 Nesta segunda-feira (01/03), começou a ser reprisada "A Vida da Gente", folhetim que marcou a estreia de Lícia Manzo como novelista da Globo em 2011. E a autora não poderia ter estreado melhor. A novela é a terceira mais vendida da emissora no mercado internacional e um primor. O público já pedia a reprise nas redes sociais há muitos anos, mas nunca era atendido. Nem mesmo no Canal Viva. Porém, como as gravações de "Nos Tempos do Imperador", próxima trama das 18h, atrasaram por conta da pandemia do coronavírus, uma outra produção precisou ser colocada para substituir "Flor do Caribe" (2013). E finalmente o pedido dos telespectadores acabou aceito. 

A história tem uma veia dramática arrebatadora e poucos personagens, o que acaba conquistando quem assiste com mais rapidez. Vide o irretocável primeiro capítulo apenas com os protagonistas no núcleo central. É fácil se sentir integrante daquela família. Íntimo daquelas pessoas. O êxito da autora foi total. Tanto na condução da novela, quanto na escalação do elenco e na boa e intensa repercussão que teve há dez anos. O telespectador foi conquistado imediatamente pela história das irmãs que se amavam e tiveram a linda relação rompida após uma tragédia causada por conta de uma sucessão de desentendimentos familiares.

O trio protagonista era composto por Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso, que eram Manuela, Ana e Rodrigo: o triângulo amoroso que despertou torcidas fanáticas e proporcionou inúmeras cenas marcantes ao longo da trama. Manu e Ana eram irmãs que se amavam e se respeitavam, apesar da mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que não escondia sua predileção por Ana e seu imenso desprezo