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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Vários motivos para "A Vida da Gente", "Sangue Bom" e "Laços de Família" serem as próximas reprises da Globo

A Globo ainda não sabe o que fazer com a retomada das gravações das novelas. A única certeza é o adiamento de "Nos Tempos do Imperador", próxima trama das 18h, e "Um Lugar ao Sol", próximo folhetim das 21h, para 2021. E "Amor de Mãe" retornará apenas para fechar seu ciclo rapidamente em aproximadamente 25 capítulos (nem há mesmo muito mais história para contar), mas só ano que vem. Já no caso de "Salve-se Quem Puder", produção das 19h, a volta também ficou para 2021. Portanto, uma nova leva de reprises será escolhida pela emissora até a vida voltar ao normal (é o que todos torcem) ano que vem. E agora listo os vários motivos para que "A Vida da Gente", "Sangue Bom" e "Laços de Família" sejam as selecionadas.


A emissora tem cogitado, segundo alguns sites, a fraca e sonolenta "Flor do Caribe" (2013), de Walther Negrão, para substituir "Novo Mundo" (2017). Protagonizada por Henri Castelli e Grazi Massafera, com Igor Rockli de grande vilão, a trama teve um bom começo, mas se perdeu pelo caminho em capítulos arrastados e dramas que não marcaram. Tanto que muitos nem se lembram do enredo. A audiência ficou dentro da média, mas nada de números muito elevados. Então, como os altos índices não vêm sendo considerados pela emissora para a próxima reprise das seis, o enredo de Lícia Manzo merece ser escolhida.

Em "A Vida da Gente", dirigida por Jayme Monjardim, a escritora arrebatou o público com a envolvente história de Ana (Fernanda Vasconcellos), Manu (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso). A novela não foi um imenso sucesso, mas teve grande repercussão. As duas eram irmãs e cúmplices, enquanto o rapaz era praticamente um irmão de criação, pois cresceu com as meninas.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

"Sangue Bom" e "Totalmente Demais" têm algo em comum: a complexidade de Amora e Carolina

Nada é mais rico para um ator do que um personagem complexo. E para o enredo também. Um perfil que tem momentos de vilania e outros de fragilidade emocional enriquece a história, destacando o talento do intérprete e a boa construção do roteiro. É bem mais interessante não poder classificar um tipo como vilão ou mocinho. Mas o texto não é sobre Romero (Alexandre Nero), da recém-terminada "A Regra do Jogo". E, sim, sobre a similaridade de dois papéis ambíguos fascinantes, presentes em duas novelas das sete ótimas: a Amora Campana, de "Sangue Bom", e a Carolina Castilho, de "Totalmente Demais".


A personagem da excelente novela escrita por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, em 2013, era uma it-girl arrogante, que teve uma infância difícil até ser adotada pela esnobe Bárbara Ellen (Giulia Gam). Amora Campana (Sophie Charlotte) acabou 'moldada' pela mãe e virou uma mulher influente no mundo da moda, aparentemente forte, e que não media as consequências para alcançar seus objetivos, passando por cima de qualquer um. Sua grande fragilidade era seu imenso amor, desde criança, por Bento (Marco Pigossi), um sujeito que era exatamente o seu oposto ---- humilde e avesso à fama.

Já Carolina Castilho (Juliana Paes) é de origem pobre e nasceu no subúrbio. Mas, foi crescendo até virar a editora da redação da revista "Totalmente Demais", uma das mais influentes do mercado. Se transformou em uma mulher refinada e poderosa, que trata seus funcionários com extrema rigidez e transborda arrogância por onde passa.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O adeus a Yoná Magalhães, uma das mais queridas atrizes brasileiras

Em um curto espaço de tempo o Brasil perdeu três grandes figuras: Betty Lago, Luís Carlos Miele e, agora, Yoná Magalhães. A atriz estava internada há mais de um mês na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, em virtude de problemas cardiológicos e teve complicações após uma cirurgia. Ela havia completado 80 anos no dia 7 de agosto e era uma das profissionais mais respeitadas e queridas da teledramaturgia brasileira.


Com algumas peças, filmes e inúmeras novelas no currículo, Yoná começou sua carreira na década de 50 na rádio e na TV Tupi. Em 1965, foi contratada pela TV Globo, sendo a primeira mocinha do recém-criado canal, que viria a se tornar o principal do país. Atuou em produções como "Eu Compro Esta Mulher" (1966) ---- formando um casal com Carlos Alberto (com quem veio a se casar, inclusive), o primeiro par romântico da emissora ----, "O Sheik de Agadir" (1966), "A Sombra de Rebecca" (1967), "O Homem Proibido" (1968) e "A Gata de Vison" (1969).

Na década de 70 foi para a Tv Tupi com Carlos Alberto, onde atuaram em "Simplesmente Maria". Voltou à Globo em 1972, participando de "Uma Rosa com Amor", ao lado de Marília Pêra e Paulo Goulart. Ainda esteve em ""O Semideus" (1973), "Corrida do Ouro" (1974), "O Grito" (1975) e a emblemática "Saramandaia" (1976) ---- interpretando a revolucionária Zélia Tavares, que ficou com Leandra Leal no remake. Brilhou também em "Espelho Mágico", no ano de 1978.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"Amor à Vida" e os inadequados títulos de novelas

Quando o telespectador assiste "Amor à Vida", surge um questionamento em sua cabeça: "O que tem a ver o título da trama com a história apresentada?" Afinal, a novela expõe preconceito, vingança, dramas pesados, além de apresentar muitos personagens com desvio de caráter. E o conjunto em questão não combina com o nome do folhetim. São peças que não se encaixam. Entretanto, esse tipo de problema é mais comum do que se imagina na teledramaturgia.


No caso da trama de Walcyr Carrasco, o nome mais apropriado seria "Em nome do pai", que chegou a ser cogitado inicialmente, mas preterido pouco depois. O título tinha consistência, afinal, Félix (Mateus Solano) foi capaz de praticar inúmeras monstruosidades por causa da rejeição de sofria de César (Antônio Fagundes). Porém, optaram por "Amor à Vida", que faz sentido apenas em relação ao momento em que Bruno (Malvino Salvador) acha Paulinha (Klara Castanho) na caçamba e salva sua vida.

E várias novelas têm optado por essa estratégia, onde o título da obra só serve para explicar uma rápida situação, ignorando todo o contexto da história. Entre alguns exemplos mais recentes, há o fenômeno "Avenida Brasil", de João Emanuel Carneiro. O título nada tinha a ver com a história de vingança de Nina (Débora Falabella)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013: os destaques do ano

O ano, assim como todos os outros, foi marcado por altos e baixos. Entretanto, se comparado com 2012 ---- época do sucesso de "Cheias de Charme" e "Avenida Brasil", além da impecável "Lado a Lado" -----, houve uma queda no nível da programação, principalmente em relação aos números de audiência. Apenas "Amor à Vida" correspondeu às expectativas. Todas as demais não alcançaram suas metas e tiveram baixa repercussão. Entretanto, 2013 também apresentou muita coisa boa. Vamos aos destaques!




"Lado a Lado": Escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, a novela das seis --- encerrada em março --- impressionou pela qualidade e pelo conteúdo histórico nunca antes retratado em um folhetim. O grandioso elenco ajudou a contar a história, que entre muitos temas, apresentou a luta da mulher em busca da liberdade, o início do futebol no Brasil, a Revolta da Vacina, Revolta da Chibata e o preconceito da elite em relação à libertação dos escravos. Mas também havia romance, como todo bom folhetim: Laura (Marjorie Estiano) e Edgar (Thiago Fragoso), por exemplo, conquistaram o público e formaram o casal mais bonito da obra. Apesar da baixa audiência, a trama cumpriu sua missão e foi consagrada com o Emmy Internacional de 'Melhor Novela'. Muito justo.


"O Canto da Sereia": Baseado no livro de Nelson Motta, escrita por George Moura e dirigida por José Luiz Villamarim, a minissérie, que estreou no início do ano, prendeu o telespectador com uma história repleta de suspense e mistério, ambientada em Salvador. Isis Valverde, João Miguel, Camila Morgado e grande elenco deram um show e protagonizaram ótimas cenas. José Luiz e George assinarão "Amores Roubados" e provavelmente o remake da novela "O Rebu" em 2014. Se tudo o que foi mostrado na trama protagonizada por Sereia for repetido nos próximos trabalhos, o telespectador não terá do que se queixar.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013: os melhores casais do ano

Ao longo de 2013, a teledramaturgia presenteou o telespectador com ótimos casais. Claro que muitos pares não deram certo e esses nem merecem ser citados, entretanto, o público torceu e se apaixonou por muitos romances fictícios e que merecem ser lembrados.




Laura e Edgar ("Lado a Lado"): Marjorie Estiano e Thiago Fragoso esbanjaram química e formaram o melhor casal da ótima novela, escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, que merecidamente ganhou o Emmy Internacional no final desse ano. Ao som de Nando Reis, cantando "Sei", o telespectador se encantou com o par que lutou por justiça e protagonizou tórridas cenas de amor. Na internet, o nome "LaurEd" representava os fãs da dupla. Deixou saudade.



Nando e Juliana ("Guerra dos Sexos"): Reynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes repetiram a boa parceria de "Passione", onde interpretavam vilões, nesse remake de Silvio de Abreu. Um motorista apaixonado por uma ricaça é um clichê, mas sempre agrada. O casal despertou torcidas apaixonadas nas redes sociais e o autor acabou mudando o final da trama original, optando por deixá-los juntos e felizes no último capítulo. Porém, vale citar também a boa química que Gianecchini teve com Glória Pires (Roberta Leone).


sábado, 2 de novembro de 2013

Com um final coerente e emocionante, "Sangue Bom" fecha seu ciclo e sai de cena honrando suas inúmeras qualidades

A novela das sete que abusou da complexidade de seus personagens, da metalinguagem na história, do ótimo texto e da crítica ao mundo das celebridades fechou seu ciclo. Com 160 capítulos exibidos, "Sangue Bom", dirigida por Dennis Carvalho, chegou ao fim abusando da emoção e do bom humor, características que marcaram a trama desde o primeiro capítulo. E o telespectador que acompanhou, torceu, chorou, riu e se envolveu com esse folhetim com certeza terá boas lembranças para guardar.


A história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari foi a primeira novela inédita da dupla ---- a anterior ("Ti ti ti") era um remake, assim como "Anjo Mau", cujo autoria era somente de Maria Adelaide, já que Vincent na época era só colaborador. E essa estreia foi em grande estilo. Os autores conseguiram apresentar todos os elementos clássicos de uma novela das sete e ainda souberam brincar com muitas críticas sociais que eram inseridas na obra de uma forma ácida e totalmente real.

Através da Amora (Sophie Charlotte), a personagem que carregou a trama, foi abordado o conflito entre o 'ser' e o 'ter', em meio ao 'submundo' das celebridades, que servia como pano de fundo para toda a história central. A patricinha vivia de sua imagem, apresentava um programa que falava sobre a rica vida

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Érico e Verônica e Wilson e Charlene: os casais coadjuvantes que emocionaram em "Sangue Bom"

"Sangue Bom" apresentou um sexteto central que formou três casais, havendo algumas trocas ao longo da novela. E o relacionamento dos seis resultou em ótimas cenas, todas tendo Amora (Sophie Charlotte) como foco principal. Entretanto, dois casais coadjuvantes também ocasionaram bons conflitos e contaram lindas histórias. Vide Érico (Armando Babaioff) e Verônica (Letícia Sabatella), e Wilson (Marco Ricca) e Charlene (Mayana Neiva).


Wilson virou um sujeito amargurado e infeliz desde que sua esposa faleceu e costumava tratar todas as pessoas com extrema frieza. O início de sua relação com Charlene, como já era de se supor, foi recheada de conflitos e brigas. Sobrava até para o filho adotivo dela, que era destratado pelo empresário. Mas com o tempo e entre idas e vindas, o casal foi ficando cada vez mais próximo. Até o momento em que ela virou a grande 'salvação' do dono do Kim Park.

Charlene acabou sendo a grande responsável pela retomada da vida de Wilson, que passou a sorrir e voltou a sentir vontade de viver, como na época em que estava apaixonado pela filha de Glória (Yoná Magalhães).

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Sangue Bom": seis personagens, três casais e várias torcidas

"Sangue Bom" não emplacou na audiência. A novela das sete, infelizmente, nunca conseguiu atingir índices satisfatórios no ibope. Porém, apesar dessa grande injustiça nos números (afinal, a trama é excelente), a obra de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari despertou torcidas fervorosas na internet. Tudo por causa dos três casais centrais da história, composto pelos seis protagonistas.


À medida que os pares foram se formando, se separando e voltando, o público foi se envolvendo e torcendo pelos casais. E alguns torcedores levam a novela tão a sério que entram em discussões, com direito a xingamentos e ameaças, para defender seu personagem preferido e atacar tanto o perfil que detesta quanto o que gosta. Esse tipo de reação e envolvimento do telespectador costuma ocorrer quando não há vilões presentes nos imbróglios amorosos. "A Vida da Gente" e "Guerra dos Sexos" foram novelas relativamente recentes que apresentaram essa mesma situação.

Na trama de Lícia Manzo, havia o time torcedor da Manu (Marjorie Estiano) e o time torcedor da Ana (Fernanda Vasconcellos). E as torcidas queriam que suas personagens prediletas ficassem com Rodrigo (Rafael Cardoso) no final. A autora optou por seguir a sinopse e colocou Manu com Rodrigo, o que agradou o

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Fabinho e Amora de "Sangue Bom": dois personagens, duas histórias e muitas semelhanças

Eles apresentaram atitudes de vilões, mas nunca passaram perto disso. São personagens complexos, controversos, com um passado em comum a respeito do abandono, e que fizeram de tudo para alcançar seus objetivos, incluindo passar por cima dos outros sem se importar com as consequências futuras. E ainda são interpretados por dois excelentes atores, que se entregaram completamente desde o início da novela. Sim, Fabinho e Amora, interpretados brilhantemente por Humberto Carrão e Sophie Charlotte, têm muito mais semelhanças do que diferenças.


Fabinho foi abandonado por sua mãe (Irene - Débora Evelyn) e sempre guardou essa mágoa. Quando foi adotado por um casal rico, achou que teria a vida que sempre mereceu, porém, quando a 'nova' família perdeu tudo, o 'bad boy' se revoltou e passou a descontar toda sua raiva na mãe (Margot - Noemi Marinho), que sempre lhe tratou com muito carinho, aguentando todas as humilhações calada. Já Amora teve um agravante, pois foi abandonada duas vezes: na primeira, ela e a irmã (Simone - Andreia Horta) foram parar na rua. Na segunda, a sua própria irmã foi embora, a deixando sozinha sem ter para onde ir. Ela acabou indo parar no 'abrigo' de Gilson e Salma (Daniel Dantas e Louise Cardoso) até ser adotada por Bárbara Ellen (Giulia Gam), que lhe ensinou tudo o que havia de mais desprezível para conseguir 'vencer' na vida.

O 'bad boy' demonstrava uma frieza assustadora e sempre fazia questão de humilhar todos que apareciam na sua frente. Porém, na frente de quem tinha influência ou era rico, ele se transformava e fingia ser uma pessoa atenciosa e eficiente. Foi assim na agência de Natan (Bruno Garcia), onde bajulou

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sophie Charlotte e Andreia Horta brilham na cena mais emocionante de "Sangue Bom"

A novela das sete está cada vez mais perto do fim e o público que acompanhou a história já começa a sentir saudades. E as últimas semanas estão presenteando o telespectador com ótimas sequências. Mas, ainda que a trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari não tenha terminado, é preciso dizer que a cena mais triste, profunda, bem interpretada e tocante de "Sangue Bom" foi a da morte da Simone (Andreia Horta), exibida nessa quinta-feira (24/10).


Após muito lutar contra a leucemia, a irmã de Amora (Sophie Charlotte) não encontrou um doador de medula compatível e não conseguiu resistir. A semana marcou a piora do estado de saúde de Simone, que recebeu todo o apoio e ajuda da filha adotiva de Bárbara Ellen (Giulia Gam). Bento (Marco Pigossi) também sempre ficou do lado das irmãs, que estavam mais unidas do que nunca, depois da superação de um reencontro recheado de mágoas.

Todas as sequências que envolveram a despedida da personagem foram intensas e muito tristes. A mais tocante foi o momento em que Amora entra esperançosa no quarto da irmã e fala da grande campanha que Bento estava fazendo para encontrar um doador compatível. Simone, sorri e relembra a época em que a 'ex-it girl' cuidava dela quando a via doente e cantava enquanto deitava em seu colo. A partir de então,

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Através da Rosemere de "Sangue Bom", Malu Mader comprova que é capaz de interpretar qualquer papel

Ela foi e ainda é um ícone de beleza. Estreou na televisão em 1983 e desde então não parou mais. Após ter interpretado inúmeros papéis ao longo desses anos, sendo a maioria deles mulheres exuberantes e chiques, tem brilhado atualmente na pele da espalhafatosa Rosemere em "Sangue Bom", que já está chegando ao fim. A profissional em questão, que mais uma vez tem feito por merecer elogios, atende pelo nome de Malu Mader.


Malu começou sua carreira na Globo na novela "Eu Prometo" (1983) graças a Dennis Carvalho, que se encantou por ela quando a viu na peça "Os doze trabalhos de Hércules". Depois participou de "Corpo a Corpo" (1984) ---- folhetim que iniciava sua parceria com Gilberto Braga ---- e do sucesso "Ti ti ti" (1985), na pele de Walkíria, filha de Jacques Leclair (Reginaldo Faria). Encantou o Brasil vivendo a protagonista da minissérie "Anos Dourados" (1986), fenômeno de audiência que até hoje é lembrado pelos telespectadores saudosos.

Participou de "O Outro" (1987) e interpretou uma mocinha vingativa em "Fera Radical" (1988). Também se destacou em "Top Model", "O Dono do Mundo", "Anos Rebeldes", "O Mapa da Mina", "A Justiceira", "Labirinto" e brilhou em "Força de um Desejo" (1999), interpretando a elegante e sofrida Ester,

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Marco Pigossi e Sophie Charlotte: talento em dose dupla

Eles ainda têm um longo caminho para percorrer na carreira artística, mas pode-se dizer que Marco Pigossi e Sophie Charlotte estão amadurecendo a olhos vistos. E esse amadurecimento pôde ser analisado com mais clareza nas cenas protagonizadas por eles nos capítulos mais recentes de "Sangue Bom". Os atores, que fazem parte do sexteto protagonista, impressionaram.


Como já era de se esperar, todas as sequências envolvendo a queda da máscara de Amora foram intensas e muito bem escritas. A 'it girl' teve a troca do exame de DNA descoberta, sua falsa-gravidez foi desmascarada e todas as suas armações foram expostas. Para culminar, está acuada após receber várias mensagens ameaçadoras do verdadeiro autor da sabotagem do Kim Park e do empurrão dado em Malu (Fernanda Vasconcellos). A patricinha perdeu o chão e ainda se viu abandonada por sua mãe adotiva, Bárbara Ellen (Giulia Gam), que pulou do barco ao vê-lo afundando. E a mais dolorosa perda da complexa protagonista foi Bento, seu grande amor de infância.

Amora se desesperou por completo quando o florista a confrontou sobre as acusações feitas contra ela e, após transferir a responsabilidade para Socorro (sua talifã cúmplice, interpretada por Tatiana Alvim), chegou a culpar a própria irmã (Simone - Andreia Horta) pelos seus crimes. Bento se indignou com as mentiras

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida": três novelas, três histórias e muitas qualidades

Nos últimos anos, não tem sido fácil a Globo ficar com três ótimas novelas no ar. Quando normalmente a novela das seis é impecável, a das nove é mediana e a das sete péssima, ou assim por diante. Por isso mesmo pode-se dizer que a emissora está vivendo um bom período com suas três tramas: "Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida".


A novela das seis, escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, estreou recentemente. E a trama tem apresentado uma fotografia maravilhosa e um elenco praticamente impecável, apesar de abusar dos clichês em todos os núcleos. A história, cujo contexto político engrandece os conflitos, tem sido bem desenvolvida ---- ainda que não tenha apresentado muitos acontecimentos até então ----  e acabou de entrar em uma nova fase. Fase essa que contou com a entrada de novos atores, incluindo a carismática Mel Maia que entrou para interpretar Pérola mais crescida. Além de Mel, entraram também Suely Franco (Rosarinho), Tiago Abravanel (Odilon), Fabíula Nascimento (Matilde), Simone Gutierrez (Serena), João Fernandes (Peteleco), Miguel Rômulo (Décio), Marcelo Médici (Joel) e Mariana Ximenes (Aurora Lincoln). Nomes que, sem dúvida, engrandeceram o já bem escalado elenco. 

Mas enquanto "Joia Rara" começa a dar seus primeiros passos e ainda não apresenta nem metade dos seus dramas, "Sangue Bom" já vai se encaminhando para seu final. A trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari demorou um pouco para começar de fato --- seu prólogo foi muito longo ----, mas quando

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Joaquim Lopes e Marisa Orth roubam a cena e transformam Lucindo e Damáris no casal mais divertido de "Sangue Bom"

São muitos os fatores que fazem um casal ser bem aceito em um folhetim. Sintonia, química, boa história e, claro, o talento dos atores, são ingredientes fundamentais para o sucesso de um par. Porém, há um casal em "Sangue Bom", que além de reunir todos esses elementos, se destaca e diverte por causa de uma peculiar característica: a maluquice. E essa introdução deixa claro que Lucindo e Damáris são os nomes que compõem o casal em questão, que vem a ser o mais engraçado da trama e Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.


Joaquim Lopes e Marisa Orth sempre se destacaram na novela. Lucindo protagoniza cenas impagáveis e profere pérolas desde o início de "Sangue Bom" e o sotaque forte do personagem deixa tudo ainda mais divertido. Já Damáris é uma das melhores figuras da história e a responsável pelas melhores sequências cômicas. Antes se sobressaía por causa da obsessão pelo seu marido Wilson (Marco Ricca) e depois fez uma hilária dupla com Bárbara Ellen (Giulia Gam). Também divertiu quando criou uma 'nova religião' que pregava a moral e os bons costumes. 

Mas se os personagens já eram divertidíssimos separados, pode-se dizer que o bom ficou ainda melhor quando eles se apaixonaram. E tudo só aconteceu por causa de mais uma loucura da perua, que resolveu incorporar Gládis, a irmã gêmea devassa de Damáris. Usando esse novo 'tipo' para se disfarçar e liberar

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Giane e Fabinho se beijam, Isabelle Drummond e Humberto Carrão transbordam química e casal se sobressai em "Sangue Bom"

O capítulo de "Sangue Bom" exibido no último sábado (28/09) exibiu o aguardado primeiro beijo de Giane e Fabinho, um casal cuja implicância mútua é a principal característica. A cena foi linda e o que já havia ficado evidente desde o início da novela, e se intensificado nas últimas semanas, apenas se confirmou: a imensa química entre Isabelle Drummond e Humberto Carrão.


Os atores já haviam se destacado em "Cheias de Charme" quando encantaram o público com o bonito romance vivido por Cida e Elano. A doce empreguete e o íntegro advogado formaram um lindo par e eram um dos pontos altos da trama de sucesso de Filipe Miguez e Isabel de Oliveira. Agora, na história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, os dois novamente repetem a perfeita sintonia que tiveram na novela anterior e ainda mostram para o público o quanto que são versáteis.

Isabelle Drummond e Humberto Carrão ganharam personagens irônicos, agressivos e marrentos, ou seja, perfis completamente diferentes dos vividos por eles na novela das 'empreguetes'. Cida era meiga, tímica e inocente, enquanto que Giane é irônica, introspectiva e, antes de entrar no mundo da moda, masculinizada. Já Fabinho apresentou sérios desvios de caráter, deixou a mãe pagar por um crime que ele

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Entrada de Simone destaca Andreia Horta, expõe por completo a ambiguidade de Amora e movimenta "Sangue Bom"

Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari escreveram uma ótima novela das sete e, ao menos por enquanto, estão sabendo conduzir muito bem a história ---- apesar de alguns deslizes, mas que acabam sendo normais em qualquer folhetim. E a entrada de Simone (Andreia Horta) foi mais um acerto dos autores, uma vez que serviu para movimentar o núcleo principal de "Sangue Bom" e evidenciar a ambiguidade de Amora (Sophie Charlotte), a protagonista que move a trama.


No passado, Amora foi abandonada na rua por sua irmã biológica, que sumiu no mundo e nunca mais a procurou. A 'it girl' acabou ficando com uma mulher que a obrigava a pedir esmola e passou por muito sofrimento, sendo que até agora nem todos os percalços foram esclarecidos para o público ----- houve até uma cena onde ficou subentendido que ela chegou a ser abusada. Ou seja, desde que desapareceu, Simone passou a ser uma fonte de mágoa da protagonista, que nunca a perdoou e sempre se desestabilizava quando o assunto vinha à tona.

A chegada da personagem expôs por completo o que apenas havia ficado nas entrelinhas da história: a imensa complexidade de Amora. Após várias semanas tendo somente seu lado arrogante e maquiavélico explorado, a filha adotiva de Bárbara Ellen (Giulia Gam) teve sua fragilidade evidenciada perante os telespectadores,

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Giane de "Sangue Bom": mais um êxito na carreira de Isabelle Drummond

Ela demorou para se destacar em "Sangue Bom". Sua personagem sempre foi muito interessante e totalmente diferente de tudo o que a atriz já havia feito na televisão. Porém, Giane só começou a crescer na história quando deixou de ser a sombra de Bento (Marco Pigossi), passando a se amar e ter uma vida própria. A partir dessa guinada, o telespectador pôde ser agraciado com o talento de Isabelle Drummond, até então apagado em meio às poucas aparições que a filha de Silvério (Norival Rizzo) tinha.


Após ter se destacado na pele da atrevida Emília, no "Sítio do Pica-Pau Amarelo", enquanto ainda era uma criança, Isabelle conheceu o sucesso ao interpretar a esperta Bianca, em "Caras & Bocas" (2009), no início da adolescência. Seu bordão "É a treva!" é até hoje lembrado e a filha de Dafne (Flávia Alessandra) foi o seu melhor papel na carreira até agora. Depois a atriz foi escalada para "Cordel Encantado" (2011) e acabou não sendo valorizada. Sua personagem, Rosa, era a coadjuvante do coadjuvante e teve poucas cenas relevantes. Mas em "Cheias de Charme" (2012), ela pôde voltar a brilhar na pele da empreguete Cida e encantou o público. Agora, em "Sangue Bom", com o crescimento de Giane, a atriz vem protagonizando excelentes cenas através desse rico papel.

A personagem, depois que deixou de se vestir feito um menino e passou a se sentir mais mulher, tem feito sucesso como modelo. Já fez fotos para vários comerciais, desfilou e ainda tem se dedicado ao ofício de fotógrafa. Também arrumou um namorado (Caio - Thiago Amaral) e agora não vive mais em função do

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Armando Babaioff se destaca em "Sangue Bom" e mostra que merece mais oportunidades

Os autores e diretores confirmam: há uma escassez de 'galãs' no mercado. A dificuldade de encontrar um ator que reúna requisitos básicos para protagonizar uma novela tem ficado a cada dia mais evidente. Os grandes nomes de 20/30/40 anos atrás não têm mais idade viver um rapaz que se envolverá com a mocinha. E por causa disso, é comum o telespectador ver quase sempre os mesmos atores sendo escalados para o papel de mocinho. Rodrigo Lombardi, Bruno Gagliasso, Malvino Salvador, Cauã Reymond, Henri Castelli e Eriberto Leão, por exemplo, viraram figurinhas fáceis. São constantemente escolhidos para protagonizar tramas, causando um imenso desgaste de imagem. Porém, Armando Babaioff prova em "Sangue Bom" que nem tudo está perdido.


O ator, que começou a novela tendo poucas falas e quase todas declarações de amor para Renata (Regiane Alves), foi crescendo aos poucos até se estabelecer como um dos destaques da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Armando pôde mostrar com mais clareza seu talento quando aconteceu a reviravolta na vida de Érico, momento em que o rapaz flagra a traição de sua noiva.

A partir dessa traumática situação, o personagem saiu da posição de mera figuração e migrou imediatamente para a de destaque. Sofreu, chorou, terminou o relacionamento definitivamente com Renata e ainda encontrou um novo amor nos braços de Palmira/Verônica (Letícia Sabatella). Aliás, desde então, Érico

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Embates entre Malu e Amora engrandecem "Sangue Bom" e destacam o talento de Fernanda Vasconcellos e Sophie Charlotte

A novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari segue com um bom ritmo. Após a reviravolta causada pela troca do exame de DNA, Fabinho (Humberto Carrão) caiu em desgraça, Bento (Marco Pigossi) teve que romper seu namoro com Malu e Glória (Yoná Magalhães) chorou de decepção quando soube que o florista 'não era' seu neto. Ao mesmo tempo, Bárbara Ellen (Giulia Gam) segue divertindo com suas excentricidades e Damáris continua surtada, a ponto de criar até uma irmã gêmea (Gládis). E Verônica (Letícia Sabatella) ainda viu a farsa da Palmira Valente acabar. Porém, mesmo diante de tantas situações interessantes, os embates entre Malu (Fernanda Vasconcellos) e Amora (Sophie Charlotte) sempre acabam se sobressaindo na trama.


As últimas brigas protagonizadas pelas irmãs já entraram para a lista de melhores cenas de "Sangue Bom". E o embate exibido na última semana pode e deve ser considerado o melhor de todos até então. Malu se cansou de ver Amora bancando a boazinha e resolveu expor sua maior fragilidade no programa de Sueli Pedrosa (Tuna Dwek): o closet repleto de sapatos da filha predileta de Bárbara, que tem uma compulsão pela compra de calçados para curar uma ferida aberta na infância, época em que não tinha nada para calçar. Amora, após ver a matéria na televisão, se descontrolou e foi tirar satisfações com Malu, que revidou.

Não foi uma cena muito grande, porém, mesmo tendo pouco mais de dois minutos de briga, o telespectador pôde presenciar uma sequência magistral, onde as atrizes se doaram por completo. Além das atuações magistrais, o texto foi esplendoroso: "Não é você que quer ser uma pessoa melhor, que valoriza mais os afetos? Me explica pra que 600 pares de sapatos, meu amor? Você tem dois pés!" "Quem é você