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terça-feira, 17 de março de 2026

Participação de Luiz Fernando Guimarães em "Três Graças" foi breve, mas significativa

 A participação de Luiz Fernando Guimarães em "Três Graças" foi breve, mas cumpriu bem a função de dar densidade a um momento específico da trama. Como Michelangelo, ele apareceu inicialmente como um observador silencioso, acompanhando de longe a leveza do relacionamento entre Juquinha (Gabriela Medvedovski) e Lorena (Alanis Guillen) na piscina de um clube, até encontrar espaço para se aproximar e dividir um pouco de sua própria história.


O texto trabalhou um contraste direto entre gerações ---- de um lado, o passado marcado pelo medo, pela repressão e pela necessidade de esconder afetos; de outro, um presente mais aberto, ainda que não livre de julgamentos. Luiz Fernando Guimarães conduziu essa transição com sobriedade, evitando excessos. Seu Michelangelo não fez um grande discurso, mas um relato contido, quase casual, sobre uma vida inteira vivida com cautela, reprimindo desejos por medo de violência ou julgamento. Essa escolha deu mais naturalidade à cena e evitou que ela soasse didática.

Houve também um elemento extratextual que acabou enriquecendo a leitura do público. Casado há quase 30 anos com o empresário Adriano Medeiros, com quem tem um casal de filhos, o ator manteve por muito tempo sua vida pessoal de forma discreta, sem grande exposição.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

A segunda leva de homenagens na Calçada da Fama dos Estúdios Globo

 Nesta quarta-feira, dia 3 de dezembro, os Estúdios Globo realizaram mais uma homenagem na Calçada da Fama, consolidando o espaço como um marco permanente de reconhecimento aos talentos que ajudaram a escrever a história da televisão brasileira. Em clima de celebração e pertencimento, típico do encerramento do ano, a cerimônia reforça a Globo como “a casa” onde essas histórias se encontram. Mais que uma homenagem, a Calçada da Fama é um gesto de afeto e celebra quem fez e faz parte dessa história. A cerimônia foi aberta pelo diretor dos Estúdios Globo, Amauri Soares, e conduzida pela apresentadora Maria Beltrão.


“Esse evento entrou para o nosso calendário. É o momento de fazer um tributo para as pessoas que construíram a televisão que a gente conhece. Basta olhar para cada um destes talentos aqui e sentir o impacto que têm na nossa memória afetiva, na construção da nossa identidade, nas memórias dessa playlist incrível de conteúdos e personagens que a gente traz na cabeça. Nós inauguramos nossa calçada da fama em outubro deste ano e de tempos em tempos estaremos aqui, para colocar novos nomes e novas estrelas nessa constelação que vai se expandir para sempre”, conta Amauri Soares, diretor dos Estúdios Globo.

Nesta segunda edição, mais nomes icônicos tiveram suas trajetórias eternizadas com estrelas no local: Susana Vieira, Luiz Fernando Guimarães, Tony Tornado, Marcos Caruso, Nívea Maria, Zezé Motta, Daniel Filho, Dedé Santana, Osmar Prado, Arlete Salles, Regina Duarte, Walter Carvalho, Vera Fischer, Irene Ravache e Othon Bastos. Daniel Filho, Osmar Prado e Arlete Salles não puderam estar presentes na cerimônia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Vários personagens se perderam em "O Tempo Não Para"

Mário Teixeira conseguiu criar um folhetim criativo e com uma proposta ousada em torno o descongelamento de uma família de 1886 em pleno 2018. "O Tempo Não Para" começou muito bem explorando o ótimo recurso dos protagonistas precisando se acostumar com os novos tempos, se chocando com cada modernidade. E, além deles, os personagens secundários também eram promissores. Todavia, o fôlego do contexto dos congelados se esgotou. Ainda assim, a trama segue agradável e os protagonistas têm grande destaque. Mas, infelizmente, vários perfis dos outros núcleos se perderam.


O que se observa na novela, dirigida por Leonardo Nogueira, é a dificuldade que o autor tem em desenvolver ou destacar os personagens que não fazem parte do núcleo principal. A produção tem um elenco numeroso e já é um desafio valorizar tantos nomes escalados. Para piorar, alguns perfis que pareciam animadores (e com tudo para momentos de destaque) foram sumindo do enredo gradativamente. Mário prefere focar apenas na trama central, mesmo quando não há conflitos relevantes sendo desenvolvidos. Com isso, infelizmente, perde o conjunto do roteiro, os atores e o próprio público.

Amadeu (Luiz Fernando Guimarães), por exemplo, começou com um propósito bem criativo. O vilão sofre de uma doença incurável e precisa usar um tubo de oxigênio o tempo todo. Com a notícia do descongelamento de uma família de 1886, se animou com a possibilidade de poder se congelar até a medicina descobrir a cura de sua enfermidade. Para isso, fez questão de se aproximar da família Sabino Machado e virou grande amigo de Dom Sabino (Edson Celulari).