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sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Jô Soares era um gênio

 O Brasil amanheceu mais triste nesta sexta-feira, dia 05. A notícia do falecimento de Jô Soares, aos 84 anos, deixou uma legião de fãs e admiradores de luto. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 28 de julho e a causa da morte não foi divulgada. O anúncio foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher e grande amiga de Jô. 


José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938, filho único do empresário Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Leal Soares. Aos 12 anos de idade, foi estudar na Suíça, onde ficou até os 17. Lá passou a se interessar por teatro e shows. Foram mais de 300 personagens, sendo o Capitão Gay um dos mais lembrados. Um dos maiores humoristas do país, Jô era o melhor em tudo o que se propunha a fazer. Era um respeitado dramaturgo, escritor, diretor teatral, artista plástico, ator e músico. 

A estreia na televisão foi em 1956 no elenco da "Praça da Alegria", na época da TV Record, onde ficou por dez anos. Em 1967, roteirizava a inesquecível "Família Trapo" ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega. Também atuava como o mordomo Gordon. Foi seu último trabalho da Record.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

As madrugadas não serão as mesmas sem o "Programa do Jô"

Nesta sexta, dia 16, o "Programa do Jô" saiu da grade da Globo definitivamente. A atração estreou na emissora em abril de 2000, ou seja, ficou 16 anos no ar. Um tempo respeitável. Porém, Jô já havia comandado por 11 anos o "Jô Soares Onze e Meia", no SBT, entre agosto de 1988 e dezembro de 1999. Portanto, juntando os dois períodos da carreira, o apresentador fez parte das madrugadas do telespectador por 27 anos. Foram 5.600 programas e 14.426 entrevistas somando todo esse período. Analisando essa vitoriosa trajetória, é impossível não se indignar com a estupidez da Globo em acabar com um programa tão icônico.


Jô foi o pioneiro no formato popularmente conhecido como "talk-show", engrandecendo a televisão brasileira com um produto que fazia (e ainda faz) muito sucesso no exterior. Mas, claro, a atração nunca foi uma mera cópia. Havia a identidade do apresentador, que ainda contava com um quinteto de talentosos músicos, que posteriormente viraria um sexteto. Humorista nato, Jô sempre contava piadas e fazia introduções bem-humoradas em todo programa, usando com talento a sua trupe musical como escada. A intimidade deles fazia diferença nas interações, dando um charme à parte e criando um clima confortável de família.

Até mesmo durante as entrevistas, Jô costumava pedir a opinião de alguns dos integrantes da banda, principalmente Derico, um dos mais sacaneados por ele. E a gargalhada contagiante de Bira virou uma das maiores marcas da atração, assim como os clipes musicais que faziam para divulgar o e-mail do programa.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Entrevista de Faustão entra para os melhores momentos da história do "Programa do Jô"

O "Programa do Jô", lamentavelmente, está em seu último ano na Globo. E, para fechar esse vitorioso ciclo, o apresentador tem procurado trazer várias pessoas ilustres que já passaram pelo seu sofá ao longo de 28 anos de entrevistas, incluindo a sua época no SBT, quando comandava o "Jô Soares onze e meia". Portanto, fazendo jus ao que foi proposto no início desse ano, o apresentador tem conversado com muitas figuras interessantes. Mas, sem dúvida, o bate papo com Faustão já pode ser considerado um dos melhores momentos da atração.


Exibida na última sexta-feira (02/09), a conversa foi uma das mais deliciosas do Jô e mais parecia uma confraternização de amigos. Até porque é exatamente isso que eles são. Todos sabem que Faustão é um profissional que raramente dá entrevistas e o público está acostumado a vê-lo somente aos domingos, pois não há aparições suas em nenhum outro programa (nem da Globo e muito menos das concorrentes). É verdade que ele já apareceu em algumas atrações ----- como no "Mais Você" em 1999 e no "Estrelas" em 2014 (aliás, recentemente até conversou com Otávio Mesquita no "Okay Pessoal") ----, mas é bem raro.

A característica mais reservada do apresentador serviu para aumentar ainda mais a expectativa por esse momento de 'encontro de gigantes' (nos dois sentidos, inclusive). E o bate papo fez jus a essa longa espera. Os dois brincaram, relembraram o passado deles na televisão, comentaram sobre futebol, e ainda falaram da cirurgia bariátrica do Fausto ---- também houve tempo de relembrar a sua trajetória no rádio. Foram dois blocos de bate papo descontraído e nem deu para sentir o tempo passar.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Os vencedores da 58ª edição de um obsoleto "Troféu Imprensa"

A 58ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (22/05), tendo Silvio Santos como o grande protagonista, fazendo jus aos anos anteriores da premiação, que contou com praticamente o mesmo time de jurados já conhecidos das outras edições: Sônia Abrão, Leão Lobo, Décio Piccinini, Flávio Ricco, Ricardo Feltrin, José Armando Vanucci, Cristina Padiglioni, Nelson Rubens, entre outros. O esquema de votação seguiu da mesma forma equivocada (selecionando apenas cinco jurados por categoria) e a escolha dos finalistas se mostra a cada ano mais absurda por conta do método utilizado (votos pela internet).


Portanto, fica claro o quanto que a premiação perdeu a sua relevância ao longo do tempo, não conseguindo evoluir e ficando estagnada. Até porque uma das poucas mudanças feitas durante os últimos dez anos, por exemplo, foi justamente a seleção dos finalistas por escolha popular, conseguindo deixar o conjunto ainda pior e mais injusto. Afinal, é natural que o produto ou o artista que tenha fãs mais dedicados seja beneficiado com larga vantagem. E é exatamente isso que acontece. Vide, por exemplo, Alexandre Nero ter como concorrentes na categoria de Melhor Ator Caio Castro e Guilherme Winter (cujos desempenhos foram apenas medianos).

Ou seja, embora costume ser considerado mais justo por abranger todas as emissoras, o "Troféu Imprensa" insiste em manter falhas nas votações que já deveriam ter sido corrigidas há tempos. E outro fato que comprova a obsolescência da premiação é a categoria Melhor Programa Infantil. Todas as emissoras abertas já extinguiram seus eventos infantis e a única emissora que ainda mantém é justamente o SBT. Não por acaso o "Bom Dia e Cia" ganhou a estatueta mais uma vez, pois seus concorrentes eram de bem menos relevância ---- "Mundo Disney" (formato comprado de fora pelo mesmo SBT) e o ótimo "Cocoricó" (que deixou de ser produzido há um bom tempo) .

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"As Meninas do Jô": um quadro que debate política de forma descontraída e informativa

O "Programa do Jô", por ser um talk-show (o primeiro formato nacional, vale lembrar ----- que acabou sendo o precursor dos atuais "Agora é Tarde" e "The Noite"), não tem como se inovar. Portanto, é perfeitamente compreensível que a atração comandada há mais de vinte anos (incluindo o "Jô Soares Onze e Meia, do SBT) não tenha sofrido grandes mudanças. Porém, o quadro semanal apelidado de "As Meninas do Jô" foi uma excelente ideia e engrandeceu o formato.


O intuito nada mais é do que debater sobre política e os rumos do país. Cristiana Lôbo, Lilian Witte Fibe, Ana Maria Tahan e Cristina Serra entendem do assunto e expõem seus respectivos pontos de vista com competência, assim como o próprio Jô, que participa ativamente da conversa. Já a inteligente Lúcia Hippólito havia se afastado do programa por causa de uma grave de doença que afetou muito sua saúde (Síndrome de Guillain-Barré); porém, a jornalista ----- ainda em recuperação, mas bem melhor ---- voltou ao quadro, engrandecendo o time.

Aliás, Lúcia retornou junto com o quadro, que precisou ser interrompido durante o período eleitoral. Infelizmente, há uma lei no país que proíbe que se fale dos candidatos em programas de entretenimento nos canais abertos em época de eleições.

sexta-feira, 16 de março de 2012

As Meninas do Jô: um quadro que estava fazendo falta

Nessa segunda-feira (11/03/2012) o já desgastado "Programa do Jô" voltou ao ar, após suas tradicionais férias. Ao contrário do que prometia nas chamadas, o programa não trouxe novidade alguma. As entrevistas desinteressantes e engessadas, em sua maioria, continuam e o mesmo se pode dizer das piadinhas do apresentador. Porém, houve ao menos uma agradável surpresa: o quadro "As Meninas do Jô" estava de volta.


Esse excelente quadro foi uma ideia de Jô Soares, e consiste num debate descontraído sobre política e atualidades.  As jornalistas Cristiana Lôbo, Ana Maria Tahan, Lúcia Hipólito e Lilian Witte Fibe iam ao programa toda quarta-feira e o quadro se estendia durante todo o programa. Era um formato diferente e que agradou. De uma maneira clara e precisa, esse ótimo quarteto consegue despertar o interesse até de quem não gosta de política. Simpáticas e muito entrosadas com Jô, as quatro parecem que estão batendo papo  num barzinho.  Após um certo tempo, a jornalista Flávia Oliveira se juntou ao grupo e só acrescentou.

Apesar da boa repercussão, o quadro acabou sumindo