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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Luiz Lira foi o 1º campeão do "Chef de Alto Nível" e reality precisa de ajustes para 2026

 Luiz Lira é o grande campeão do ‘Chef de Alto Nível’, consagrado no episódio desta quinta-feira, dia 21, depois de uma disputa com Arika Messa e Allan Mamede. Cozinheiro profissional, Lira integrou o time de Alex Atala e se destacou, ao longo da temporada, com a entrega de pratos sempre elogiados. O chef leva para casa o prêmio de meio milhão de reais, uma mentoria exclusiva com Alex Atala, Renata Vanzetto e Jefferson Rueda, uma viagem para os Estados Unidos para conhecer a sede do Outback, além de uma imersão pela rede no Brasil, e o inédito título de ‘Chef de Alto Nível’.

 

Com o desafio de entregar um menu campeão, com entrada e pratos de peixe e carne, a prova final foi realizada nas três cozinhas, começando pelo porão, com mentoria de Renata Vanzetto. Jefferson Rueda e Alex Atala conduziram, respectivamente, as provas no meio e no topo. Como entrada, feita no porão, Lira apresentou um creme de couve-flor, ostras frescas, redução de balsâmico e salada de brotos pétalas. Do meio, o cozinheiro entregou um robalo grelhado na manteiga, alcachofras, bottarga, coentro frito e redução de tucupi. Fechando o menu que lhe deu o título de ‘Chef de Alto Nível’, o representante de Brasília preparou, na cozinha do topo, um carré de cordeiro em persillade, com molho vin jaune, molho de vinho branco, molho de pimentão amarelo e laranja tostada.
 
Lira, de 35 anos, nasceu na cidade de São Paulo e mora em Brasília, Distrito Federal. Consultor técnico de gastronomia, já atuou em cozinhas do Brasil, França e Espanha, trabalhando ao lado de chefs renomados e em restaurantes estrelados.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

"Chef de Alto Nível": o que esperar do novo reality culinário da Globo?

 Tensão, criatividade, pensamento rápido, pratos de dar água na boca e boas doses de emoção são alguns dos ingredientes principais de ‘Chef de Alto Nível’, novo reality de gastronomia da Globo, com formato inédito na TV brasileira, que coloca em disputa 24 cozinheiros encarando desafios em três cozinhas com diferentes níveis de dificuldade. Ligadas por uma plataforma de alimentos, do nível mais alto ao mais baixo, elas testam a agilidade e a capacidade de reinvenção de cada competidor. A apresentação é de Ana Maria Braga, e o programa conta com os chefs Alex Atala, Renata Vanzetto e Jefferson Rueda na missão de mentoria dos cozinheiros e avaliação das provas. 


O formato estreou no dia 15 de julho e será sempre exibido às terças e quintas, após ‘Vale Tudo’. O reality é baseado no formato do Studio Ramsay Global, LLC, tem produção de Rodrigo Tapias e Taluana Grieco, direção geral de Carlo Milani e direção de gênero de Rodrigo Dourado. A disputa é exibida no GNT às quartas e sextas, às 21h15. O canal exibe ainda às sextas, às 22h30, a partir de 18 de julho, o spin-off ‘Cozinha de Alto Nível’ com o trio de mentores.

Para abrigar a competição, foi construída no Centro de Produção de Realities dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, a Torre das Cozinhas, uma superestrutura com três cozinhas empilhadas, sob uma tenda de aproximadamente 17 metros de altura, em uma área total de 1.500 metros quadrados.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

"Troféu Imprensa" vira a 'festa da firma' do SBT

 A 55ª edição do "Troféu Imprensa" foi ao ar neste domingo (04/05) e marcou o início de um novo ciclo. Afinal, é o primeiro ano sem Silvio Santos no comando da premiação mais antiga da televisão brasileira. Vale lembrar que em 2020 e 2021 não houve a cerimônia por conta da pandemia e em 2023 em virtude da ausência do apresentador, que já tinha se aposentado de suas funções no SBT. Ano passado, diante do atraso nas indicações, ocorreu o cancelamento do prêmio. 


A premiação sempre foi elogiada pelos profissionais diante presença de programas e artistas de todas as emissoras, bem diferente do que ocorre no "Melhores do Ano", no "Domingão", que acabou apelidado de 'festa da firma' por só ter indicados da Globo. Porém, o retorno do "Troféu Imprensa" acabou virando uma nova festa da firma, mas agora do SBT. É verdade que os jurados sempre puxaram a sardinha para as produções da emissora, mas Silvio Santos conseguia dar um freio no festival de bajulações. O maior comunicador do país conseguia se mostrar imparcial, algo que não aconteceu com Patricia Abravanel e Celso Portiolli, os dois novos apresentadores da cerimônia. Pelo contrário, os dois ficavam envaidecidos com o show de puxa-saquismo de grande parte do júri. Celso ainda concordava com algumas críticas feitas a profissionais da concorrência. 

E também é preciso ressaltar que desde a 40ª edição que o "Troféu" Imprensa" passou a sofrer muitas críticas merecidas a respeito da escolha dos três finalistas em cada categoria. Antes eram os profissionais da produção que selecionavam, mas o público que vota no site que passou a selecionar os melhores para serem escolhidos pelos jurados depois que foi criada a categoria "Troféu Internet", o que é um absurdo porque privilegia determinados programas ou artistas que têm mais fãs dedicados.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

"The Voice +" trouxe um sopro de renovação, mas foi ao ar em um mau momento e manteve o principal equívoco do formato

 Não é novidade que o "The Voice Brasil" está a cada ano mais desgastado e com uma repercussão fraca. Ano passado foi o pior momento do reality musical da Globo, que perdia toda semana para "A Fazenda 12", da Record. O "The Voice Kids" ainda tinha um pouco mais de fôlego, mas até o formato com crianças sofreu desgaste. Com o intuito de retomar o fôlego de um produto rentável, a emissora criou o "The Voice +", que estreou no dia 17 de janeiro e chega ao fim neste domingo, dia 4 de abril. 

Com candidatos de 60 anos ou mais, a temporada nova conseguiu despertar interesse. Isso porque há muitos cantores veteranos no ostracismo que ganharam uma boa oportunidade com o programa, além de figuras carismáticas e de grande talento. Vários aposentados e que já nem tinham mais motivação na carreira. Ou então que querem alçar novos voos. É contagiante ver a animação e a emoção de vários vovôs e vovós no palco. E muitos que nem aparentam a idade que têm, vale ressaltar. O êxito da audiência nas tardes de domingo prova que funcionou. 

Entretanto, o equívoco observado no "The Voice Brasil e Kids" novamente aparece. A escalação dos técnicos. Cláudia Leitte e Daniel novamente? Nada contra os talentosos cantores, mas estiveram em várias temporadas dos outros formatos. Não tinha nomes diferentes? Ludmilla e Mumuzinho foram boas novidades, mas como não ter um técnico com mais de 60 anos para avaliar participantes que têm mais de 60?

quinta-feira, 11 de junho de 2020

"Mestre do Sabor" é chato, desinteressante e sem emoção

O término do "BBB 20" deixou o público com um vazio grande. Afinal, a décima edição do Big Brother Brasil" fez sucesso e foi a companhia dos telespectadores que estão em quarentena por conta da pandemia do coronavírus. O reality era um dos poucos formatos inéditos em meio ao mar de reprises que ocorrem no mundo do entretenimento por conta da necessária interrupção das gravações. E após uma fraca primeira temporada, o "Mestre do Sabor" estreou para tentar suprir um pouco essa ''carência" da audiência por novidades. Isso porque as gravações foram finalizadas antes da pandemia. O problema é que não tem como se interessar pelo tipo de formato da disputa.


Apresentado pelo querido chef Claude Troisgros e seu inseparável amigo Batista, o programa conta com José Avillez, Kátia Barbosa e Leo Paixão como jurados. Os três são renomados chefs, donos de restaurantes, e também figuras conhecidas do público em virtude de muitas participações em atrações da Globo, como o "Mais Você", "É de Casa", entre outros. Ao contrário da concorrência, todavia, não há comentários mais pesados ou análises muito rígidas. Sem o jurado carrasco, o que é decepcionante. Afinal, um dos maiores chamarizes desse tipo de formato é o 'sincericídio' dos avaliadores. Tudo parece sempre perfeito ou quase.

A fórmula do programa é da própria Globo, portanto, não foi comprado de fora --- todos os derivados das demais emissoras são conteúdos prontos. Ainda assim, é perceptível a ''inspiração" nas regras do "The Voice Brasil", reality musical exibido desde 2012 pela líder --- e esse, sim, um formato do exterior.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

"Mestre do Sabor" parece uma versão culinária do "The Voice Brasil"

A Globo sempre ignorou o sucesso de programas culinários da concorrência, tendo o "MasterChef", da Band, como o maior protagonista. Isso porque conseguia explorar o formato através de ótimos quadros no "Mais Você". Vale até lembrar que o "Superchef" ---- que virou "Superchef Celebridades" posteriormente ---- foi lançado por Ana Maria Braga bem antes da atração da Bandeirantes. No entanto, finalmente, a líder se rendeu e criou o "Mestre do Sabor", novo reality gastronômico que estreou na quinta-feira retrasada (10/10), logo após "A Dona do Pedaço".


Apresentado pelo querido chef Claude Troisgros e seu inseparável amigo Batista, o programa conta com José Avillez, Kátia Barbosa e Leo Paixão como jurados. Os três são renomados chefs, donos de restaurantes, e também figuras conhecidas do público em virtude de muitas participações em atrações da Globo, como o já citado "Mais Você", "É de Casa", entre outros. Ao contrário da concorrência, todavia, não há comentários mais pesados ou análises muito rígidas. Ou seja, sem jurado carrasco, o que é uma pena. Afinal, um dos maiores chamarizes desse tipo de formato é o 'sincericídio' dos avaliadores.

A fórmula do programa é da própria Globo, portanto, não foi comprado de fora --- todos os derivados das demais emissoras são conteúdos prontos. Ainda assim, é perceptível a ''inspiração" nas regras do "The Voice Brasil", reality musical exibido desde 2012 pela líder --- e esse, sim, um formato do exterior.

domingo, 4 de março de 2018

Os vencedores da 60ª edição do desgastado "Troféu Imprensa"

Foi ao ar na noite deste domingo (04/03), a 60ª edição do "Troféu Imprensa". Comandada por Silvio Santos, a premiação contou com Márcia Piovesan (Revista "Tititi"), Sônia Abrão ("A Tarde é Sua" - Rede TV!), Nelson Rubens ("TV Fama" - Rede TV!), Flávio Ricco (Portal Uol e Diário de São Paulo), Ricardo Feltrin (Portal Uol), Keila Gimenez (R7), Marcelo Bartolomei (Revista Caras e Contigo), Jorge Luiz Brasil (Revista Minha Novela), Vivian Maranhão (TV Brasil) e uma grata novidade: Léo Dias (O Dia e Fofocalizando).



O maior absurdo segue sendo a escolha dos três finalistas para o juri selecionar o vencedor. Todos são definidos por votação popular (170 mil pessoas votaram pelo site do SBT e pelo Portal MSN) e isso resulta em situações inacreditáveis, como "Pega Pega" concorrer em Melhor Novela no lugar de "Novo Mundo" ou "Rock Story", por exemplo. Ao menos "A Força do Querer" saiu merecidamente vitoriosa, concorrendo também com "Carinha de Anjo", do SBT. O próprio sistema de votação do juri continua injusto, pois só cinco são escolhidos aleatoriamente em cada categoria. Ou seja, não são todos que votam em cada rodada. Se a questão é o tempo, bastaria selecionar os votos com comentários e os sem. Simples assim. Mas, infelizmente, esse tipo de reclamação é algo recorrente e nunca mudam. 

Voltando aos premiados, é importante questionar a categoria Melhor Programa Infantil, que já deveria ter sido extinta há tempos. Primeiro porque os programas do gênero se resumem aos canais a cabo e a única rede aberta que segue presenteando o público infantil é justamente o SBT. Ou seja, dois finalistas foram da emissora e ainda assim todos se resumem em exibições de desenhos e séries prontas. "Bom Dia & Cia" mais uma vez venceu (Imprensa e Internet), concorrendo com "Mundo Disney" e "Parque Patati e Patatá".

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Homenagem ao centenário de Chacrinha se mostrou nostálgica e acertada

No último sábado (26/08), o Canal Viva exibiu uma ótima homenagem a Abelardo Barbosa (1917-1988), cujo centenário se comemora neste ano. Através de "Chacrinha - o Eterno Guerreiro", o canal a cabo recriou a atração mais lembrada de um dos mais queridos comunicadores do país: o "Cassino do Chacrinha", exibido pela Globo entre 1982 e 1988. O programa ---- que será exibido pela Globo no dia 6 de setembro ---- ficou muito bem realizado, conseguindo provocar uma gostosa nostalgia em quem assistia.


Stepan Nercessian foi o escolhido para representar o velho guerreiro e nem tinha como ser outra pessoa, pois o ator deu um show no espetáculo "Chacrinha, o musical", dando vida a esse ícone. E novamente ele mostrou como conseguiu pegar com maestria vários trejeitos do apresentador, inclusive a maneira de se portar diante dos convidados e números musicais. Chama atenção também a forma não caricata que o ator compõe o personagem. Até porque Chacrinha já era uma grande caricatura, parecendo um carro alegórico em desfile de escola de samba. As imitações de vários humoristas descambam para o exagero e o intérprete acaba se diferenciando por isso. 

A atração recriou com riqueza o cenário do clássico "Cassino do Chacrinha", mas imprimindo características mais modernas em torno da iluminação e de detalhes do palco, naturalmente. Também ficou perceptível um maior afastamento da plateia, evitando aquela sensação de tumulto que existia no formato original. Nesse caso, poderiam ter mantido para preservar o DNA do produto. Afinal, na época era mesmo algo 'trash' (de gosto duvidoso) e extremamente popular. Outra característica que foi visivelmente alterada foi a vestimenta das chacretes.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Dancing Brasil" é um bom entretenimento

A estreia da Xuxa na Record foi desastrosa. Após quase 30 anos de Globo, apresentadora migrou para a concorrente em 2015 e recomeçou com o programa "Xuxa Meneghel" em agosto. A atração foi um equívoco e fracassou logo no início, deixando a emissora em terceiro lugar quase sempre. Ela, inclusive, já não fazia mais sucesso na líder, muitas vezes perdendo audiência para, ironicamente, a própria Record. A rainha dos baixinhos não conseguia mesmo voltar ao seu auge e a sua contratação pelo canal dos bispos chegou a ser considerada um erro pelos próprios responsáveis. Mas, ao menos agora, depois de mais de um ano fracassando, a apresentadora ganhou um bom formato: o "Dancing Brasil".


O novo programa nada mais é do que um formato estrangeiro de muito sucesso, exibido pela BBC na Inglaterra e pela ABC nos Estados Unidos: o "Dancing With the Stars". Embora muito parecido com a "Dança dos Famosos", quadro de maior sucesso do "Domingão do Faustão", a produção da Globo é baseada na versão britânica "Stricly Come Dancing". E basta ver a atração da Record para comprovar a diferença nas apresentações. Aliás, também basta assistir ao programa para perceber que Xuxa é uma mera coadjuvante, como já era de se esperar em um reality de dança. Ou seja, a emissora resolveu 'usar' a apresentadora em um produto consagrado internacionalmente ao invés de continuar insistindo com seu fracassado "Xuxa Meneghel". Foi uma boa ideia ao mesmo tempo que comprovou que o canal não sabe o que fazer com a sua contratada --- a peso de ouro, inclusive.

Xuxa conta ainda com o 'auxílio' de Sérgio Marone que divide o comando da atração com ela, tendo a função de entrevistar os concorrentes. A presença dele, por sinal, se mostra um equívoco, pois suas perguntas são sempre irrelevantes e o ator se mostra artificial na posição de entrevistador.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Os vencedores da 59ª edição do ultrapassado "Troféu Imprensa"

Foi ao ar na noite deste domingo (09/04), a quinquagésima nona edição do "Troféu Imprensa". Comandada por Silvio Santos, a premiação contou com Márcia Piovesan (Revista "Tititi"), Sônia Abrão ("A Tarde é Sua" - Rede TV!), Nelson Rubens ("TV Fama" - Rede TV!), Flávio Ricco (Portal Uol e Diário de São Paulo), Ricardo Feltrin (Portal Uol), Ligia Mesquita (Folha de São Paulo), Marcelo Bartolomei (Revista Caras e Contigo) e duas novidades: o blogueiro Hugo Gloss e Jorge Luiz Brasil, da Revista Minha Novela. Como ocorre em todos os anos, várias injustiças foram cometidas na seleção dos finalistas de cada categoria, resultando em algumas vitórias questionáveis, embora alguns vencedores tenham sido merecedores.


O maior absurdo segue sendo a escolha dos três finalistas para o juri selecionar o vencedor. Todos são definidos por votação popular (170 mil pessoas votaram pelo site do SBT e pelo Portal MSN) e isso resulta em situações inacreditáveis, como Bruno Gagliasso e Malvino Salvador concorrerem como Melhor Ator, por exemplo, ao lado do ótimo Sérgio Guizé, que deu show como Candinho em "Êta Mundo Bom!". Bruno é talentoso, mas seu mocinho em "Sol Nascente" foi totalmente insosso. Já Malvino Salvador nem deveria estar ali. Ao menos venceu merecidamente o Sérgio, incluindo o Troféu Internet. O esquecimento de nomes como Marco Nanini ("Êta Mundo Bom!"), Mateus Solano, Marco Ricca (ambos por "Liberdade, Liberdade") e o saudoso Domingos Montagner ("Velho Chico") foi surreal.

O próprio sistema de votação do juri também continua injusto, pois só cinco são escolhidos aleatoriamente em cada categoria. Ou seja, não são todos que votam em cada rodada. Se a questão é o tempo, bastaria selecionar os votos com comentários e os sem. Simples assim. Mas, infelizmente, esse tipo de reclamação é algo recorrente e nunca mudarão.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Mudanças no "The Voice Brasil" foram válidas, mas não surtiram efeito

A quinta temporada do "The Voice Brasil" estreou excepcionalmente em uma quarta-feira (05/10), a primeira de outubro, iniciando mais um ciclo de apresentações de novos talentos da música. O conjunto, após cinco anos, precisava urgentemente de novidades. E ficou perceptível a tentativa de alterações nesta edição. Os técnicos continuaram os mesmos ---- Cláudia Leitte, Lulu Santos e Carlinhos Brown seguem no time, além de Michel Teló que estreou na função em 2015 ----, mas as mudanças em relação aos anos anteriores ocorreram a partir da segunda fase da atração, que é justamente a mais atrativa: a das batalhas.


Ivete Sangalo virou a supertécnica, a novidade da edição. Ao invés de quatro assistentes (um para cada técnico), a etapa das batalhas teve a cantora como auxiliar geral. Ela foi a conselheira de todos, participando do 'treinamento' dos cantores. Essa alteração se deve, com toda certeza, ao imenso sucesso do "The Voice Kids", onde Ivete se destacou como técnica ao lado de Carlinhos, Victor e Leo. A novidade foi mais do que bem-vinda, até porque o formato está desgastado, principalmente pela permanência dos mesmos jurados por tanto tempo. Porém, não surtiu efeito.

Ao contrário do que se esperava, Ivete não esteve no palco junto dos técnicos participando das avaliações. Ela apenas aparecia rapidamente na hora em que os candidatos ensaiavam. E foi só. Ou seja, além de ter sido uma espécie de propaganda enganosa, a cantora de 'supertécnica' não tinha nada.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Jurados equivocados e candidatos fracos fazem do "X Factor" uma decepção

O "X Factor" é um vitorioso formato que faz sucesso no mundo todo. Criado em 2004 por Simon Cowell, a atração não é muito diferente dos inúmeros outros programas do gênero. Consiste em achar talentos musicais e transformá-los em estrelas. Quatro jurados são os responsáveis em julgar os concorrentes até a grande final. A versão nacional até que demorou bastante para surgir, mas finalmente veio e na Band, que adquiriu o produto em coprodução com a TNT e a Freemantle, estreando a primeira temporada no dia 29 de agosto.


Apresentado por Fernanda Paes Leme (que está em seu primeiro trabalho fora da Globo), o programa tem o produtor musical Rick Bonadio e os cantores Paulo Miklos, Di Ferrero e Alinne Rosa integrando o juri. A emissora, com o intuito de resolver um pouco os buracos que surgiram na sua grade após a desistência dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, colocou a atração em dois dias da semana: segundas e quartas, às 22h30. Em virtude do sucesso do formato, havia um otimismo grande em relação ao retorno do público. Porém, já há quase dois meses no ar, o resultado não poderia ser mais desanimador.

Infelizmente, quase nada tem funcionado na versão nacional. O nível dos candidatos é fraquíssimo; os jurados estão cada vez mais equivocados e muitas vezes forçados; não houve explicação em cima da seleção dos escolhidos para as primeiras audições; e a duração do programa (mais de duas horas, ou seja, praticamente quatro horas e meia por semana) se mostra acima do necessário em função do que vem sendo apresentado.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Terceira temporada do "SuperStar" deixa muito a desejar

O "SuperStar" estreou em 2014 e não demorou muito para ficar desacreditado. Isso porque, exibido logo após o "Fantástico", a atração não foi um sucesso de audiência e perdia várias vezes para o "Programa Silvio Santos", do SBT. Entretanto, independente dos números, o formato funcionou no quesito entretenimento e ainda alcançou um feito que o "The Voice Brasil" nunca conseguiu: lançar vários talentos no mercado musical. E, apesar de alguns erros pontuais, o programa se firmou na grade da Globo com méritos. Mas, infelizmente, a terceira temporada não se mostrou muito atrativa.


Após duas ótimas temporadas ---- embora com alguns problemas no juri, pois Ivete Sangalo, Fábio Jr. e Dinho Ouro Preto foram muito bonzinhos na primeira temporada e a presença de Thiaguinho na segunda foi um equívoco completo ----, a atração não vem apresentando uma competição interessante neste terceiro ano. Ao contrário dos anos anteriores, não houve uma quantidade boa de bandas promissoras. Poucas se destacaram realmente e não há uma franca favorita. Isso até poderia ser bom se fosse por causa do alto nível, mas é justamente ao contrário. São muitas bandas parecidas e sem identidade.

O nível da competição caiu e as rodadas não empolgam, principalmente se comparadas com as duas outras temporadas. Claro que há alguns grupos bons e de talento, porém, não são o bastante para deixar o programa realmente convidativo. Tanto que a produção inseriu uma novidade nessa edição, com a atração já em andamento (ou seja, evidentemente criada de última hora): a presença de uma banda convidada, encabeçada por algum ator ou atriz que tem também uma carreira musical.

domingo, 27 de março de 2016

Grata surpresa de 2016, "The Voice Kids" engrandeceu as tardes de domingo

Foram praticamente três meses de competição. O "The Voice Kids" estreou no primeiro domingo de janeiro (03/01) e chegou ao fim no último domingo de março (27/03), tendo a final composta por Rafa Gomes, Wagner Barreto e Pérola Crepaldi. A primeira temporada do formato infantil foi um grande acerto da Globo e uma das gratas surpresas deste início de ano. Repleta de talentos mirins e com rodadas emocionantes, a disputal musical engrandeceu as tardes de domingo e fez um merecido sucesso desde o primeiro dia.


Após duas temporadas fracas do "The Voice Brasil" (a terceira e a quarta), a estreia da 'versão mirim' começou cercada de desconfianças. Afinal, o formato dava sinais de desgaste, principalmente por conta da mesmice dos jurados e da falta de grandes candidatos. Mas o "The Voice Kids" dissipou qualquer dúvida logo na estreia, apresentando um juri bem entrosado e crianças talentosíssimas. A permanência de Tiago Leifert no comando da atração também foi uma boa decisão, pois o apresentador tem um bom domínio de palco e sabe lidar com os participantes.

O acerto na escolha de Ivete Sangalo e da dupla Victor e Leo pôde ser observado com certa facilidade, deixando até mesmo o cansativo Carlinhos Brown mais leve e espontâneo ao lado dos novos colegas de juri. Ele ---- que estava a cada temporada mais repetitivo e 'over' ao lado de Cláudia Leitte, Lulu Santos e Daniel/Michel Teló ---- conseguiu se renovar na versão Kids, tendo um entrosamento até maior com os 'novos' companheiros, além de ter um jeito especial de lidar com as crianças.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

"The Voice Kids" já é uma das gratas surpresas da Globo em 2016

Estreou no primeiro domingo de 2016 (dia 3 de janeiro), a versão infantil do "The Voice Brasil". O "The Voice Kids" chegou para ocupar a vaga deixada pelo "Esquenta!" (que entrou de férias e voltará em abril), entrando no ar justamente no horário da primeira temporada da versão adulta da competição musical. E a estreia foi bastante promissora, recheada de talentos mirins, e os demais programas vêm conseguindo manter a boa impressão inicial.


Tiago Leifert segue na apresentação e Carlinhos Brown continua no juri. Porém, finalmente houve uma renovação maior no time. Cláudia Leitte, Michel Teló e Lulu Santos não participam do Kids, cedendo lugar para Ivete Sangalo e a dupla sertaneja Victor e Leo. Aliás, embora quatro jurados continuem fazendo parte da atração, o esquema funciona com três times, um a menos que a versão adulta. Isso porque os sertanejos agem como 'um só'. Ou seja, eles sentam em duas cadeiras, mas as mesmas só viraram juntas. Um tinha que concordar sempre com o outro na hora de selecionar um candidato.

O programa foi uma grata surpresa. Principalmente levando em consideração a terceira e a quarta temporadas do "The Voice Brasil", que foram muito fracas ----- poucos participantes se salvavam e os técnicos cansaram fazendo as mesmas observações e gracinhas, deixando claro que uma renovação era mais do que necessária.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Desgastado, "The Voice Brasil" precisa urgentemente de uma reformulação

A quarta temporada do "The Voice Brasil" estreou no dia 1º de outubro e fica no ar até dia 25 de dezembro. A atração musical manteve Thiago Leifert na apresentação e mais uma vez vários cantores se candidataram para a disputa, norteada por quatro cantores que exercem a função de técnicos e avaliadores. Mas, o reality, que era um dos melhores do país, não tem conseguido mais evitar o cada vez mais implacável desgaste do formato brasileiro.


E a culpa recai na produção do programa, que não procurou renovar os jurados e nem conseguiu melhorar, ou ao menos manter, o nível dos participantes selecionados para se apresentarem no palco na primeira fase. A competição ainda é relativamente atrativa, assim como todas as etapas que os candidatos precisam passar até a grande final. Porém, todos os problemas citados ficaram mais explícitos nesta edição e, ainda por cima, encurtaram a fase das batalhas (a melhor da atração), piorando o que já não estava bom. Ou seja, será necessário um novo olhar na temporada de 2016.

Entre todas as situações que precisam ser reformuladas, ou aperfeiçoadas, a principal segue sendo a questão dos técnicos. É um grande erro mudar apenas um jurado, após três anos com as mesmas pessoas. Se ao menos o juri estivesse tão interessante quanto antes, valeria até a pena, mas não é o caso. Carlinhos Brown, Lulu Santos e Cláudia Leitte, infelizmente, se perderam e têm se equivocado cada vez mais nas avaliações.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Com boas provas e ótimos participantes, "MasterChef Júnior" se mostra tão atrativo quanto a versão adulta

Apostando no sucesso da primeira e da segunda temporada do "MasterChef", a Band resolveu lançar a versão infantil do reality culinário, que também já é produzido em vários países, assim como a versão original. O "MasterChef Júnior" estreou no dia 20 de outubro, mantendo os mesmos jurados, a mesma apresentadora e o esquema de sempre: uma prova de imunidade (que pode ser em equipe ou não) e uma de eliminação.


Mas ao contrário do que ocorre na versão com adultos, não houve a etapa de seleção ---- onde vários candidatos apresentam seus pratos para o juri, sendo aprovados ou reprovados para a próxima fase. O programa já começou com vinte participantes selecionados e logo na estreia quatro foram eliminados. Outra diferença na edição com as crianças é a forma da eliminação. Isso porque são sempre duas por vez e não uma. O intuito é evitar que o eliminado (a) se sinta sozinho (a) na despedida.

A edição vem se mostrando tão atrativa quanto a adulta e as crianças impressionam pela capacidade que têm de cozinhar. Elas fazem todas as provas com dedicação e mostram um domínio que muita 'gente grande' não tem.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Com mais uma ótima temporada, "MasterChef" se firma como o maior sucesso da Band

A segunda temporada do "MasterChef" conseguiu fazer mais sucesso que a primeira. A edição estreou em maio e chegou ao fim em setembro (15/09), sendo o programa de maior popularidade e êxito comercial da Band em 2015. O reality culinário, exibido durante todas as noites de terça, chegou a ficar na vice-liderança várias vezes, conseguindo até o primeiro lugar, por poucos minutos, em algumas ocasiões.


E o principal motivo para o êxito dessa atração continuou sendo o time de jurados. Erick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella são carismáticos, sabem como se comportar diante da câmera, são rígidos ao mesmo tempo que simpáticos, têm personalidade forte e conseguem impor respeito, além de, claro, entenderem de gastronomia. Tanto que é impensável uma temporada sem o trio. Com certeza o reality perderia e muito.

Já Ana Paula Padrão continuou tendo como principal função medir o tempo das provas e explicar a dinâmica das mesmas para os concorrentes. Nesta edição, ela ainda fez rápidas entrevistas com os eliminados, logo após cada eliminação.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

"Super Chef Celebridades" peca ao insistir na votação popular, mas continua sendo um ótimo reality culinário

A quarta edição do "Super Chef Celebridades" estreou no dia 10 de agosto e chegou ao fim na primeira quinta-feira de setembro (dia 3). A temporada se mostrou tão atrativa quanto as anteriores e o reality ---- que foi um dos primeiros realities culinários realizados no Brasil, antes da 'moda' disseminar pelos demais canais ---- novamente conseguiu (apesar de insistir no erro da votação popular) cumprir bem sua missão ao longo destas três semanas: entreter com provas criativas e ensinar através de aulas descomplicadas.


Bianca Rinaldi, Júlio Rocha, Totia Meirelles, Mc Leozinho, Miá Mello, Fiuk, Fernando Ceylão e Giba foram os sete selecionados desta temporada. Todos se mostraram competitivos e se interessaram em aprender durante os interessantes Workshops, comandados por vários chefs renomados que participaram ao longo da edição. Já a jurada principal continuou sendo a ácida e sempre ótima Ludmilla Soeiro, enquanto os outros dois que a acompanhavam (um chef e um artista da emissora) variavam em cada prova, repetindo o que já ocorria nos outros anos.

As provas (tanto as de imunidade, quanto as de eliminação) mais uma vez foram bem realizadas, assim como todas as 'aulas práticas'. A seleção dos participantes também foi acertada, com destaque para o bom humor de Miá Mello, as tiradas de Fernando Ceylão, a espontaneidade de Totia Meirelles e a simpatia de Bianca Rinaldi.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

"SuperStar" atinge seu objetivo ao entreter e lançar bandas promissoras no mercado musical

Quando o "SuperStar" estreou em 2014, na Globo, houve um grande estranhamento em relação ao programa. O esquema de votação (através de um aplicativo) começou apresentando problemas e a competição musical (como era de se esperar) foi comparada ao "The Voice Brasil". Porém, passado este período de 'adaptação', a atração chegou ao fim se mostrando um grande acerto, emplacando, inclusive, vários competidores no mercado musical. E a segunda temporada ---- que estreou em abril deste ano e chegou ao fim neste domingo (12/07) ----- manteve basicamente toda a fórmula, fazendo apenas algumas alterações.


A apresentação continuou com a talentosa Fernanda Lima, tendo André Marques como companheiro para explicar as etapas da competição e entrevistar convidados na plateia. Rafa Brittes entrou no lugar de Fernanda Paes Leme para conversar com as bandas aprovadas e a repórter é um poço de carisma, além de desenvolta. Já o time de jurados foi completamente reformulado: Dinho Ouro Preto, Fábio Jr. e Ivete Sangalo saíram, cedendo os lugares para Paulo Ricardo, Thiaguinho e Sandy.

No começo das audições, 35 bandas se apresentaram, onde 24 foram aprovadas com cada jurado apadrinhando 8 delas. A repescagem foi uma das novidades, proporcionando para dos grupos musicais eliminados uma segunda chance. O Super Passe também foi uma boa surpresa, uma vez que destacou mais os jurados, dando a eles o poder de salvar uma das três menos votadas da noite ---- sendo que duas saíam obrigatoriamente.