Há anos que os veteranos vêm perdendo cada vez mais espaço na teledramaturgia. Os elencos estão inchados de atores jovens, enquanto os mais experientes mal são escalados. É algo visível e incontestável. Um dos poucos autores que os valoriza é Walcyr Carrasco. Mas, justiça seja feita, Daniel Ortiz tem destacado dois nomes em "Família é Tudo": Cristina Pereira e Grace Gianoukas.
É verdade que o autor tem falhado em vários aspectos em sua novela das sete, incluindo no praticamente sumiço de Arlete Salles da história, que vem aparecendo muito pouco e sempre em cenas irrelevantes. As críticas que vem recebendo são justas. Porém, Ortiz tem acertado em cheio no destaque em cima da divertida dupla formada por Marieta e Leda. A primeira trabalhou como babá dos cinco irmãos protagonistas, mas se apegou a Júpiter (Thiago Martins) e acabou virando uma outra mãe. Já a segunda é a progenitora do playboy e nunca concordou com a vida mansa que o filho leva, muito menos com a sua conduta com as mulheres.
As duas fazem um contraponto que funciona e agora vêm protagonizando mais cenas juntas, sem a necessidade da presença de Júpiter, que antes estava o tempo todo com elas. Isso porque Leda tinha como lema de vida o conservadorismo e os bons costumes. A ricaça vivia proferindo frases de defesa da família.


