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sexta-feira, 11 de março de 2016

"A Regra do Jogo" elevou a audiência e teve bons momentos, mas prometeu muito e cumpriu pouco

Após o imenso fracasso de "Babilônia" e o sucesso de "Os Dez Mandamentos", a Globo decidiu antecipar a estreia de "A Regra do Jogo". A trama estreou no dia 31 de agosto e era vista como a salvação do horário nobre, em virtude do fenômeno "Avenida Brasil", escrita pelo autor em 2012. No entanto, a estratégia da emissora foi catastrófica. Iniciar uma nova história enquanto o folhetim bíblico da Record estava a pleno vapor foi um erro crasso e pagaram caro por isso ---- a novela da líder chegou a perder algumas vezes na audiência e demorou a reagir. Porém, pouco mais de seis meses depois, pode-se constatar que a trama chegou ao fim com bons momentos e conseguiu, apesar dos percalços iniciais, elevar o Ibope do horário nobre.


A novela foi, sem dúvida, a pior de João Emanuel Carneiro. Prometeu bastante e não cumpriu nem a metade. Entretanto, não pode ser considerada ruim. Foi um folhetim mediano, que conseguiu fechar seu ciclo com dignidade. A trama parecia promissora na primeira semana, quando começou a exibir a história de uma misteriosa facção criminosa, que tinha como um dos integrantes um ex-vereador defensor dos direitos humanos. A história instigante despertou atenção e o teaser de lançamento da produção provocou várias teorias a respeito do caráter de cada personagem. Ainda havia a promessa de um novo método de direção, apelidado pela diretora Amora Mautner de "Caixa Cênica". E, claro, a expectativa de acompanhar um novo folhetim do autor de quatro sucessos ("Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos", "A Favorita" e "Avenida Brasil") era imensa.

Mas, ao longo do desenrolar do enredo, pouca coisa se mostrou realmente atraente de fato. O núcleo central sempre teve a sua força, mas a demora em desdobrar os acontecimentos prejudicou a novela. E o destaque cada vez maior de vários núcleos paralelos completamente avulsos e repetitivos deixou o conjunto ainda mais desanimador.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Grandes cenas e momentos eletrizantes marcam reta final de "A Regra do Jogo"

João Emanuel Carneiro guardou os melhores momentos de sua novela para a reta final e tem tirado o fôlego do telespectador nas duas últimas semanas de trama. O autor tem focado praticamente no núcleo central, deixando os paralelos repetitivos de lado, proporcionando uma sucessão de grandes cenas e sequências eletrizantes. O folhetim já tinha apresentado uma ótima guinada com a falsa morte de Romero (Alexandre Nero) e conseguiu ficar ainda melhor com a queda de Gibson (José de Abreu).


O descontrole do grande vilão da história deixou o principal núcleo mais movimentado e o autor foi muito preciso ao retratar a corrupção em todos os setores da sociedade, expondo a presença de integrantes da facção em vários locais do país, incluindo instituições aparentemente 'incorruptíveis'. O início da derrocada de Gibson se deu quando Kiki (Deborah Evelyn) finalmente contou a Dante (Marco Pigossi) toda a verdade sobre seu sequestro. A cena primou pela emoção e os dois deram um show.

A partir de então, foi iniciada uma verdade caçada ao gangster e toda a sua família descobriu a verdadeira índole do todo poderoso. Belisa (Bruna Linzmeyer), Cesário (Johnny Massaro) e Nora (Renata Sorrah) entraram em desespero e o patriarca ainda tentou dissuadi-los, quando os flagrou escondidos na casa de Nonato (Ilya São Paulo) e Conceição (Séfora Rangel), sem sucesso.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nova fase de Tóia evidencia talento de Vanessa Giácomo e proporciona ótimas cenas em "A Regra do Jogo"

Ao contrário do que muito se imaginava, a maior reviravolta de "A Regra do Jogo" não se deu com a aguardada revelação da identidade do Pai (Gibson - José de Abreu), o todo poderoso da facção que move a trama. Após o ótimo momento em que Dante (Marco Pigossi) descobriu que seu pai era um canalha, a grande virada do folhetim de João Emanuel Carneiro ocorreu com o 'despertar' de Tóia (Vanessa Giácomo), que finalmente soube que Romero Rômulo (Alexandre Nero) sempre a enganou.


O capítulo 135 (cujo título foi "Dormindo com o inimigo") pode ser considerado um dos melhores (senão o melhor) da novela até agora. As cenas foram de tirar o fôlego, destacando grande parte do elenco e movimentando o atrativo enredo central, que sempre foi o maior acerto da produção. A aguardada cena em que Tóia descobre que o homem com quem ela se casou é um canalha da pior espécie foi brilhantemente interpretada por uma entregue Vanessa Giácomo. Ela foi visceral e honrou a importância daquele momento.

Todo o desespero da mocinha foi aumentado em virtude da sua gravidez, uma vez que ela está esperando um filho do homem que arruinou sua vida, direta ou indiretamente. O ódio que a personagem passou a sentir por Romero pôde ser constatado através do olhar da atriz, que também mostrar a dor da decepção.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Revelação do Pai não surpreende, mas provoca uma boa guinada em "A Regra do Jogo"

Nesta quarta-feira (16/12), foi revelada a identidade do grande líder da facção criminosa, o maior segredo de "A Regra do Jogo". Apelidado de Pai, o poderoso chefão era uma incógnita desde a estreia da novela e o mistério foi mantido até o capítulo 93. A revelação não surpreendeu em nada, uma vez que vazaram várias informações nos jornais e na imprensa semanas antes e a própria história já estava deixando claro que Gibson (José de Abreu) era o grande vilão. Porém, apesar da obviedade, a revelação deu uma boa guinada na história.


João Emanuel Carneiro guardou uma boa gama de explicações para toda esta questão e ainda conseguiu tocar em uma ferida que continua aberta na sociedade: a justiça com as próprias mãos. Isso porque Gibson resolveu criar a facção depois de sofrer um grande trauma, durante um assalto, quando sua casa foi invadida por marginais e sua família foi cruelmente torturada pelos criminosos. Após presenciar o momento de terror, ele constatou a ineficiência da justiça brasileira e resolveu sentenciar os bandidos. Assim, contratou Zé Maria (Tony Ramos) para assassiná-los, que por sua vez arrumou mais capangas para o 'serviço'. Foi o início da organização mais temida da novela.

A cena em que Gibson se revela para Orlando (Eduardo Moscovis) --- surgindo no meio da escuridão ---, deixando claro que sempre soube das armações do canalha e que estava apenas testando sua competência o tempo todo, foi ótima e brilhantemente interpretada por José de Abreu e Du Moscovis. O empresário explicou todo o seu objetivo para o subordinado e ainda fez questão de enfatizar que criou um exército para tirar toda a corja que está no poder.