segunda-feira, 16 de março de 2026

Tudo sobre a primeira coletiva online de "A Nobreza do Amor", a nova novela das seis

 A Globo promoveu na primeira quarta-feira de março, dia 4, a primeira coletiva virtual de 'A Nobreza do Amor', a nova novela das seis, escrita por Duda Rachid, Elisio Lopes Jr. e Júlio Fisher e dirigida por Gustavo Fernandez. Estiveram presentes os autores, o diretor e os atores Ronald Sotto, Duda Santos, Danton Mello, Cesar Ferrario, Nicolas Prattes, Theresa Fonseca, Fabiana Karla, Cássio Gabus Mendes, Vitória Rodrigues, Quitéria Kelly, Daniel Rangel, Fábio Lago, Raíssa Xavier, Marcelo Médici, Samantha Jones, Júlia Lemos, Emanuelle Araújo, João Fontenele, Carol Badra, Ítalo Martins e Lukete. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.


Julio Fischer comentou sobre a essência do enredo: "É um universo fabular e temos elementos ficcionais, mas não são totalmente fantasiosos. Essa nossa ficção é muito calcada da pesquisa histórica. O protagonismo negro está desde a nossa primeira ideia, que foi contar a história de uma princesa negra. Foi uma preocupação nossa e a semente da novela foi a partir desse propósito. Vai existir um confronto para alcançar uma justiça e existe um confronto, mas visando um bem maior".

Duca Rachid complementou: "África não é uma só e trouxemos várias Áfricas. Trouxemos várias referências da literatura, assim como fizemos em 'Cordel Encantado', e podemos trazer uma riqueza de linguagem, mas calcada em pesquisa histórica. A gente tá fazendo uma novela dois em um e considero essa a mais difícil para mim.

sábado, 14 de março de 2026

Último capítulo de "Êta Mundo Melhor!" desrespeita elenco e público

 É normal que, em qualquer novela, algumas cenas gravadas acabem ficando de fora da edição final. A televisão trabalha com limites rígidos de tempo e, muitas vezes, pequenos ajustes são inevitáveis para que o capítulo caiba na duração prevista. No entanto, o que aconteceu no último capítulo de "Êta Mundo Melhor!" ultrapassa em muito esse tipo de ajuste comum. O episódio final foi marcado por cortes tão significativos que acabaram comprometendo a narrativa e demonstrando um profundo desrespeito tanto com o elenco quanto com o público.


Vários desfechos simplesmente desapareceram da tela. Personagens que acompanharam toda a trajetória da história tiveram seus destinos resumidos de forma abrupta ou sequer mostrados. Um dos casos envolve Olga (Maria Carol) e Carmem (Cristiane Amorim). As duas personagens foram parar na cadeia, mas as cenas gravadas pelas atrizes dentro da cela --- que dariam contexto e encerramento à punição --- não foram exibidas. O público só soube que elas existiam porque as próprias intérpretes publicaram fotos dos bastidores nas redes sociais. Ou seja, o material foi gravado, mas simplesmente não foi ao ar.

O mesmo aconteceu com o casamento de Zenaide (Evelyn Castro) e do detetive Sabiá (Fábio de Luca), outra sequência que acabou cortada.

sexta-feira, 13 de março de 2026

"Êta Mundo Melhor!" provou que "Êta Mundo Bom!" não precisava de continuação

 A continuação de "Êta Mundo Melhor!, que chegou ao fim nesta sexta-feira (13/03), após 220 capítulos, acabou provocando um efeito inesperado: ao tentar prolongar o universo de "Êta Mundo Bom!", a nova novela terminou evidenciando que a história original já estava completa. A obra criada por Walcyr Carrasco tinha um arco narrativo fechado e um desfecho satisfatório. Ao retomar esse universo, primeiro com textos do próprio autor e depois sob o comando de Mauro Wilson, a trama acabou revelando o risco de revisitar uma história cujo conflito principal já havia sido resolvido.


Desde os primeiros meses, a novela apresentou uma estrutura narrativa que parecia andar em círculos. A sensação recorrente era a de que o telespectador podia ficar semanas ou até meses sem assistir e, ao voltar, perceber que quase nada havia avançado. Isso aconteceu porque várias tramas foram reiniciadas ou reconfiguradas de maneira muito semelhante às histórias da obra anterior, criando uma estranha sensação de repetição constante, como se a continuação estivesse refazendo caminhos já percorridos.

A saga de Estela (Larissa Manoela) é um exemplo evidente disso. A personagem teve uma trajetória muito semelhante à de Maria (Bianca Bin) na novela original, inclusive no romance inicial com Celso (Rainer Cadete).

segunda-feira, 9 de março de 2026

Heloísa Perissé e Evelyn Castro formaram uma ótima dupla em "Êta Mundo Melhor!"

 Na reta final de "Êta Mundo Melhor!", uma das duplas mais saborosas de acompanhar tem sido a formada por Heloísa Perissé e Evelyn Castro, intérpretes da ambiciosa Zulma e de sua inseparável escudeira Zenaide. Em meio às tramas românticas típicas da novela, as duas construíram uma relação que mistura humor, afeto e conflito, que resultou em um equilíbrio raro que acabou se tornando um dos pontos mais interessantes da história de Walcyr Carrasco, desenvolvida por Mauro Wilson e dirigida por Amora Mautner.


Zulma e Zenaide são, à primeira vista, a clássica dupla de patroa e empregada: a vilã manipuladora e a assistente que executa seus planos. No entanto, a dinâmica criada por Perissé e Castro vai muito além desse arquétipo. Há entre elas uma cumplicidade evidente, quase como a de duas sobreviventes que se reconheceram no mundo. Mesmo quando discutem ---- e as brigas são frequentes, muitas vezes carregadas de ironia e impaciência ---- o público percebe um carinho genuíno que atravessa a relação. Zenaide reclama, retruca, ameaça ir embora… mas permanece. E Zulma, por trás da arrogância, parece saber que aquela é a única pessoa que realmente a conhece.

Grande parte dessa força vem da química entre as atrizes. Heloísa Perissé dá a Zulma um misto irresistível de veneno e comicidade, enquanto Evelyn Castro constrói uma Zenaide que oscila entre resignação e sagacidade.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Larissa Manoela se destacou em "Êta Mundo Melhor!"

 Faltando pouco mais de uma semana para o fim de "Êta Mundo Melhor!", a participação de Larissa Manoela como Estela se consolidou como um dos acertos da continuação de "Êta Mundo Bom!", escrita por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson dirigida por Amora Mautner. Esta é sua segunda novela na Globo, após a estreia como protagonista em "Além da Ilusão" (2022), e a personagem encontrou um espaço importante dentro da história.


Ao longo da trama, Larissa construiu uma Estela sensível, determinada e muito ligada à filha, sua única família. A atriz teve bons momentos nos embates da enfermeira com os vilões Sandra (Flávia Alessandra) e Ernesto (Eriberto Leão), especialmente nas cenas em que a personagem precisou confrontar ameaças diretas à própria vida e à segurança da filha. Nessas sequências, ela demonstrou firmeza sem perder o tom humano que caracteriza a enfermeira.

Entre os momentos mais marcantes está a delicada sequência da morte da mãe de Estela, em cena com Letícia Sabatella.

terça-feira, 3 de março de 2026

Lauro e Tobias foram apagados em "Êta Mundo Melhor!"

 A atual novela das seis da Globo, escrita por Walcyr Carrasco e desenvolvida por Mauro Wilson, está perto do seu fim, após longos meses andando em círculos. Entre os visíveis problemas de "Êta Mundo Melhor!", está a condução do casal Tobias (Cleiton Morais) e Lauro (Marcelo Argenta). O resultado é, no mínimo, frustrante, especialmente para quem acompanhou a trajetória dos dois em "Êta Mundo Bom!". Na novela anterior, o público viu a relação se encaminhar aos poucos com um raro cuidado dentro de uma narrativa de época. Eles terminaram juntos, consolidando um arco afetivo que, embora bem discreto, tinha significado.


Na continuação, porém, o que se viu foi um verdadeiro apagamento. Em vez de dar sequência natural ao relacionamento já estabelecido, a nova trama optou por regredir a história, recontando praticamente os mesmos conflitos, só que agora esvaziados de destaque e profundidade. Tobias e Lauro passaram grande parte da novela à margem dos acontecimentos centrais, quase como se sua existência fosse um detalhe inconveniente na narrativa.

Isso se torna ainda mais lamentável quando observamos que outras produções contemporâneas conseguiram avançar em representatividade com muito mais coragem.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Dennis Carvalho foi um dos melhores diretores da teledramaturgia brasileira

 A morte de Dennis Carvalho, neste sábado (28/02), aos 78 anos, não representa apenas a despedida de um diretor, como marca o fim de uma era em que a teledramaturgia brasileira consolidou linguagem, escala industrial e ambição estética sob um mesmo comando criativo. Dennis foi, ao longo de cinco décadas, uma engrenagem central da TV Globo, ajudando a moldar sua identidade artística e também suas contradições.


Sua chegada à emissora, em 1975, para atuar na primeira versão de "Roque Santeiro" foi simbólica. A novela acabou censurada pela ditadura militar antes da estreia, tornando-se um dos casos mais emblemáticos de intervenção política na cultura brasileira. A frustração daquele projeto abortado revelava o ambiente de tensão em que a televisão operava  e Dennis testemunhou, desde cedo, como arte e poder se entrelaçavam na dramaturgia nacional.

Como ator, mostrou talento ao viver Inácio, em "Brilhante" (1981), um personagem gay, filho de Chica (Fernanda Montenegro),  em um momento em que a representação LGBTQIA+ na TV aberta ainda era cercada de estigmas e limitações.

Romance de Lorena e Juquinha em "Três Graças" é um marco na teledramaturgia

 A novela "Três Graças" marca um divisor de águas na teledramaturgia brasileira ao construir com sensibilidade, profundidade e naturalidade o romance entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovski). Longe de estereótipos ou da superficialidade que por tantas vezes limitou personagens LGBTQIAPN+ na televisão aberta, o casal é desenvolvido com o mesmo cuidado, complexidade emocional e protagonismo tradicionalmente reservados aos pares heterossexuais. 


A construção de Lorena e Juquinha é um dos maiores acertos dramáticos da obra. Os autores Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Zé Dassilva pensaram muito bem no desenvolvimento das duas. A relação cresce diante do público de forma orgânica: começa na identificação mútua, amadurece nos conflitos cotidianos e se consolida no afeto explícito, vivido sem subterfúgios. Não há caricatura, nem fetichização e, sim, humanidade. O roteiro entende que o amor entre duas mulheres não é “tema”, é história. E isso faz toda a diferença.

Muito desse êxito se deve à química arrebatadora entre Alanis Guillen e Gabriela Medvedovski. As duas atrizes constroem uma parceria cênica deliciosa: os olhares sustentados, o toque que vira segurança, o riso compartilhado após o aumento gradativo da intimidade, enfim, tudo pulsa verdade.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

"Três Graças" apresenta sequências de tirar o fôlego

 O capítulo deste sábado, dia 21, de "Três Graças'", marcou uma nova virada na trama: Joélly (Alana Cabral) entrou em trabalho de parto depois que Lena (Bárbara Reis) bateu o carro enquanto era perseguida por Samira (Fernanda Vasconcellos). Muito assustada, a jovem, que estava indo ao shopping com a amiga para comprar peças do enxoval do bebê, percebeu que a bolsa estourou. Indecisa, ela acabou aceitando ser levada ao hospital por Samira e Edilberto (Júlio Rocha), já fazendo apelos para que não peguem a criança depois do nascimento. 

No local do acidente, Lena acordou, ferida e desorientada, enquanto Raul (Paulo Mendes) e Jorginho (Juliano Cazarré) a encontraram e perguntaram sobre Joélly. Uma pessoa que observou tudo afirmou que a jovem tinha sido levada por uma mulher de cabelo curto e Raul concluiu que se trata da chef do restaurante da Fundação Ferette. Ele lembrou do cartão que ela lhe entregou com um endereço para o momento de a bebê nascer e correu até o lugar com Jorginho. No trajeto, pressionado, Raul contou para o pai de Joélly sobre o acordo que fizeram com Samira em troca de pagar suas dívidas com Bagdá (Xamã). Revoltado com a atitude de Raul, Jorginho obrigou ele a descer do carro e seguiu sozinho para o endereço.

Enquanto isso, a chef de cozinha e Edilberto chegaram com Joélly numa clínica clandestina. A jovem estranhou o local e implorou para que Samira não levasse o bebê depois do parto, mas ela ignorou os apelos e disse que Joélly vai se acostumar com a falta da criança, assim como aconteceu na sua experiência pessoal.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

"O Testamento: O Segredo de Anita Harley", novo documentário do Globoplay

 Uma herdeira em coma, um império bilionário em jogo, uma batalha judicial que já dura quase uma década e que expõe laços de afeto, poder e fortuna. Esses são os elementos centrais da série documental ‘O Testamento: O Segredo de Anita Harley’, novo Original Globoplay, que estreia nesta segunda-feira, dia 23 de fevereiro. Com produção do Núcleo de Documentários dos Estúdios Globo, os cinco episódios chegam juntos ao streaming e o primeiro estará disponível para todo o público, incluindo não assinantes. A obra conta a trajetória empresarial e familiar complexa de Anita Harley, maior acionista individual das Casas Pernambucanas – uma das redes de varejo mais tradicionais do país –, e apresenta os bastidores das disputas envolvendo duas ex-funcionárias da empresária e o filho de uma delas em torno de sua curatela e herança avaliada em mais de R$ 1 bilhão. 


Criada no Recife, na década de 1940, Anita cresceu cercada pela tradição e influência da família no varejo nacional: a empresária é filha de Helena Groschke Lundgren e bisneta de Herman Lundgren, fundador da Pernambucanas. Nos anos 1990, após a morte da mãe, assumiu a presidência da companhia. No entanto, um evento inesperado mudou o rumo da sua carreira. Desde 2016, está em coma depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), desencadeando uma batalha judicial em volta da sua curatela – encargo legal atribuído a uma pessoa para representar alguém civilmente quando este não possui capacidade para fazê-lo, como a administração de seus bens. 

Nessa complexa batalha judicial, o documentário apresenta os principais envolvidos: de um lado, Cristine Rodrigues, secretária de confiança de Anita e designada como responsável por seus cuidados em testamento vital – documento em que uma pessoa pode expressar