O Brasil perdeu nesta segunda-feira, dia 17 de agosto, uma de suas maiores atrizes. Aos 98 anos, partiu Laura Cardoso, de causas naturais, deixando para trás uma trajetória que se confunde com a própria história da televisão, do rádio, do cinema e do teatro brasileiros.
A notícia era, de certa forma, aquela que o Brasil mais temia. Porque Laura não era apenas uma atriz admirada: era uma presença familiar. Era como se fosse a avó, a mãe, a vizinha, aquela pessoa querida que atravessou gerações levando talento, delicadeza, humor e humanidade para dentro de nossas casas. Sua partida deixa um vazio imenso, mas também a certeza de que alguns artistas jamais morrem por completo. Permanecem vivos nos personagens que criaram e nas emoções que provocaram.
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso, no Bixiga, em São Paulo, filha de imigrantes portugueses humildes, Laura descobriu ainda adolescente que queria ser atriz. Aos 15 anos, iniciou sua trajetória no radioteatro, numa época em que a televisão sequer havia chegado ao Brasil.