quinta-feira, 19 de maio de 2022

Evelyn Castro e Thardelly Lima roubaram a cena em "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A novela das sete que marca a estreia de Mauro Wilson como autor solo está a poucos capítulos do seu fim. "Quanto Mais Vida, Melhor!", dirigida por Allan Fiterman, tem feito por merecer muitos elogios e a trama envolvendo os quatro protagonistas é muito bem desenvolvida pelo autor, incluindo a divertida troca e destroca de corpos Mas a história também tem ótimos perfis secundários e a melhor surpresa foi a dupla formada por Evelyn Castro e Thardelly Lima. 

Deusa e Odaílson trabalham na mansão de Guilherme (Mateus Solano). Ela é a empregada da casa e ele o motorista. Os dois se destacaram logo no início da novela e foram crescendo cada vez mais ao longo dos capítulos. O paraibano de alma tijucana sempre foi apaixonado, mas recebia vários foras de Deusa, que tinha medo de gostar de alguém por conta da mãe que era maltratada pelo marido. Aos poucos, porém, a personagem cedeu aos encantos de seu colega. 

Se os dois já eram hilários como 'amigos', como um casal ficaram ainda melhor. Um dos momentos mais engraçados protagonizados pelo casal foi a primeira transa no motel "Arriba Caracas", com direito a muita cafonice e situações constrangedoras. É aquele típico casal que vive como gato e rato, um clichê que raramente falha na dramaturgia.

terça-feira, 17 de maio de 2022

Bruno Luperi conseguiu corrigir o maior problema de "Velho Chico" em "Pantanal"

 O remake de "Pantanal" vem apresentando vários acertos e a adaptação de Bruno Luperi tem feito jus ao brilhante trabalho de seu avô, Benedito Ruy Barbosa, em 1990, na Rede Manchete. Um dos maiores êxitos da novela da Globo foi a escalação do elenco. Principalmente com a mudança de fase. Impressiona como os atores realmente parecem fisicamente com os colegas da primeira fase, além da atuação ter mantido um padrão com o dos intérpretes que deixaram a trama. 


A que mais se destaca na questão das similaridades é Karine Teles. A premiada atriz de cinema conseguiu pegar todos os trejeitos de Bruna Linzmeyer, que brilhou na primeira fase como Madeleine. Realmente parece que vinte anos se passaram para personagem no quesito envelhecimento. Claro que o trabalho de caracterização tem uma grande responsabilidade, mas o desempenho de Karine fez a diferença. Até porque Madeleine amadureceu apenas por fora, pois por dentro segue egoísta e instável emocionalmente. É visível que houve uma preocupação em imitar a forma de Bruna falar e até o revirar dos olhos. 

Camila Morgado também está muito bem como Irma. A irmã invejosa de Madeleine foi defendida com talento por Malu Rodrigues e o jeito sonso de agir era exposto de uma forma sutil, sem maiores exageros. O tom suave na fala era outra característica da personagem. Camila conseguiu incorporar tudo e vem brilhando na segunda fase. Aliás, vê-la em cena com Karine Teles remete sempre aos momentos entre Bruna Linzmeyer e Malu.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Flávia e Guilherme formam o melhor casal de "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A atual novela das sete vem se encaminhando para seus últimos momentos e foram vários acertos de "Quanto Mais Vida, Melhor!". Mauro Wilson fugiu da mesmice com uma proposta inovadora da troca de corpos na teledramaturgia, além da ótima premissa dos quatro protagonistas receberem o aviso da suposta morte de um deles em um ano. Mas embora tenha situações que marcam pela ousadia, a novela tem clichês típicos de uma boa história, incluindo o romance. E o casal que mais se destaca é o formado por Flávia e Guilherme. 

Valentina Herszage e Mateus Solano viveram Bebeth e Eric, filha e pai em "Pega Pega", trama das sete exibida em 2017. Não seria um problema caso a novela não tivesse sido reprisada justamente antes da trama de Mauro Wilson estrear e retomar a saga de produções inéditas na faixa, após reprises por conta da pandemia do novo coronavírus. O risco do público rejeitar era real. Mas isso nunca aconteceu. A força da história, a boa construção dos personagens e o talento dos atores foram fundamentais para evitar o estranhamento. 

Os intérpretes em nada parecem seus personagens do folhetim de Cláudia Souto. Aliás, são perfis infinitamente mais atrativos. Flávia é uma dançarina de pole dance que veste uma armadura de mulher bem resolvida para camuflar todas as inseguranças e traumas de sua vida. A personagem acredita ter sido abandonada pela mãe biológica e nunca se deu bem com a madrasta, Odete (Luciana Paes), ainda que tenha tido o carinho do pai, Juca (Fábio Herford). Sempre viveu com dificuldades e precisando de pequenos golpes para sobreviver.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Amor bem construído entre Juma e Jove é um dos maiores trunfos de "Pantanal"

 O remake de "Pantanal" vem sendo muito bem desenvolvido por Bruno Luperi. O autor tem feito poucas mudanças na obra original de Benedito Ruy Barbosa, seu avô, exibida em 1990 na Rede Manchete. Tanto que muitas cenas podem ser comparadas com a versão de 32 anos atrás de tão parecidas. O bem construído romance de Juma Marruá e Joventino é uma das situações que não foram quase alteradas e o encantamento da primeira trama vem se repetindo na adaptação. 

A química vista com Cristiana Oliveira e Marcos Winter em 1990 segue arrebatadora com Alanis Guillen e Jesuíta Barbosa. O acerto da escalação é visível. A única grande mudança foi em cima da personalidade de Joventino. Antes debochado e extrovertido, o personagem agora é melancólico e problemático. Muitos reclamam da mudança nas redes sociais, mas o autor se mostrou inteligente ao retratar o jovem de hoje em dia. São gerações totalmente diferentes. O mocinho de 32 anos atrás tecia comentários que o de hoje condena. E quem viveu a juventude na década de 90 tinha motivos para sorrir e ter otimismo, afinal, era uma época que marcou o recente fim da ditadura militar, por exemplo. Já atualmente anda difícil ter esperança. 

Mas voltando ao casal, a essência dos personagens segue presente, o que é fundamental para despertar comoção pelo nascimento do amor que os une. São duas pessoas com vivências distintas e temperamentos opostos. Enquanto Juma esbanja coragem e ameaça qualquer um que apareça em sua casa com um espingarda, Joventino é tímido e morre de medo de qualquer animal, principalmente de cavalo. Também foge de briga.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Ótima como Celina, Ana Lucia Torre foi valorizada em "Quanto Mais Vida, Melhor!"

 A novela das sete de Mauro Wilson está perto de seu fim. O sentimento que já vai ficando é o de saudade. "Quanto Mais Vida, Melhor!" teve muitos acertos e um deles foi a boa escalação do quarteto protagonista. Mas os coadjuvantes também foram selecionados com precisão. Os secundários tiveram um bom espaço no enredo e um dos principais destaques foi Celina, vivida pela grande Ana Lucia Torre. 


A personagem é a principal vilã do folhetim e representa a típica mãe controladora que não aceita ver o filho tomando as rédeas da própria vida. Psicóloga aposentada, Celina é uma mulher que esbanja arrogância e elitismo. Sempre fez da vida de Rose (Bárbara Colen), sua ex-nora, um inferno. Nunca respeitou seu marido, Daniel (Tato Gabus Mendes), e sua adoração por Guilherme virou uma obsessão doentia. Agora o alvo da vez é Flávia (Valentina Herszage), a nova esposa do cirurgião. Tanto que uma medida mais drástica foi tomada pela matriarca: a interdição do herdeiro.

Todos os acontecimentos do núcleo de Guilherme (Mateus Solano) são movidos por Celina. A personagem é um elemento essencial para o roteiro. E a atriz tem sido valorizada como merece desde o início da produção. É sempre um prazer ver Ana Lucia Torre em cena. Uma profissional que engrandece qualquer elenco.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

"O Clone" foi um grande acerto de Glória Perez

 Entre 1º de outubro de 2001 e 14 de junho de 2002, a Globo exibiu "O Clone", um de seus maiores sucessos. Ainda conseguiu emplacá-lo em vários países, consolidando seu êxito. A novela de Glória Perez foi um de seus melhores trabalhos da carreira e a autora foi muito feliz na construção desta história tão rica e repleta de personagens atraentes. A produção foi reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" pela primeira vez entre 10 de janeiro e 9 de setembro de 2011, repetindo a boa aceitação que teve na época. Não foi diferente com a reexibição no Canal Viva em 2020. E a segunda reprise na faixa vespertina da Globo, que chega ao fim nesta sexta-feira, dia 13, novamente foi bem-sucedida.


Protagonizada por Giovanna Antonelli e Murilo Benício, o folhetim estreou pouco depois do atentado às Torres Gêmeas, tragédia que abalou os Estados Unidos e chocou o mundo. Houve até um certo desconforto inicial, uma vez que parte da trama era ambientada em Marrocos, na cidade de Fez, onde viviam vários muçulmanos. Mas a polêmica não durou muito tempo e os costumes daquele povo caíram no gosto popular, comprovando que o núcleo foi um dos muitos acertos da produção.

A novela abordou vários temas polêmicos e soube explorá-los com competência. Dividida em duas fases, a história começa em 1983, apresentando a vida de Leônidas (Reginaldo Faria), rico empresário, pai de gêmeos idênticos (Lucas e Diogo, vividos por Murilo), que não tem muito tempo para os filhos.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

"Além da Ilusão", "Quanto Mais Vida, Melhor!" e "Pantanal" formam uma trinca de qualidade na grade da Globo

 A Globo está com uma boa trinca de novelas inéditas no ar. É raro quando acontece algo do tipo, ainda mais no atual momento, onde a pandemia ainda não acabou e o setor da teledramaturgia inicia de fato sua retomada com gravações já em processo praticamente normal, sem maiores dificuldades. "Além da Ilusão" e "Pantanal" são estreias recentes, enquanto "Quanto Mais Vida, Melhor!" se encaminha para sua reta final. 


Ironicamente, as três novelas são de autores 'novatos'. Ainda que o termo 'novato' não seja o mais apropriado. Afinal, o trio já tem uma longa experiência em equipes de colaboradores. Alessandra Poggi, autora de "Além da Ilusão", estreia sua primeira produção como titular, após a parceria com Ângela Chaves em "Os Dias Eram Assim", trama das 23h, exibida em 2017. Mauro Wilson, autor de "Quanto Mais Vida, Melhor!", escreveu séries como "Os Amadores", "A Fórmula" e "Ilha de Ferro", mas agora encara sua primeira missão como escritor principal em um folhetim. 

Já Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa, escreveu a problemática "Velho Chico", em 2016, com o avô e a mãe, Edmara Barbosa. Ganhou da Globo o desafio de adaptar "Pantanal" 32 anos depois da exibição da versão original em 1990 na Rede Manchete. Aceitou a missão e até agora vem honrando a confiança depositada.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

"No Limite" estreia tentando corrigir os erros da temporada anterior

 A temporada de "No Limite" de 2021 marcou a volta do reality após 13 anos de hiato. A terceira edição foi exibida em 2009, depois de outro longo período fora do ar ---- o formato estreou no ano 2000 e foi encerrado em 2002. Porém, não deu certo. As provas repetitivas, a falta de foco na convivência dos participantes, a apresentação equivocada de André Marques e o excesso de regalias afastaram o público. Nem mesmo a seleção de um elenco apenas com ex-bbbs gerou repercussão. Agora a nova fase estreou, nesta terça (03/05), com a missão de superar os erros que passaram. 

Neste ano, Fernando Fernandes assume o comando do ‘No Limite’. Reality show não é uma novidade na vida do atleta ---- ele esteve na segunda edição do "BBB". Amante do mundo dos esportes, atleta profissional, tetracampeão de paracanoagem e amante dos esportes, o apresentador se mostrou muito à vontade na função. Até porque já tem uma experiência diante das câmeras. Na televisão, já apresentou o quadro "Sobre Rodas" no "Esporte Espetacular" e também o "Além dos Limites", no Canal OFF. Empolgado, narrou bem as primeiras provas e tem tudo para ser um dos pontos positivos da nova temporada. 

O cenário paradisíaco tem nome próprio no programa: Praia Dura. Assim que chegaram, os competidores foram divididos em duas tribos (Sol e Lua) e encararam uma prova que definiu a escolha dos acampamentos.

terça-feira, 3 de maio de 2022

Larissa Manoela estreia na Globo com o pé direito em "Além da Ilusão"

 A estreia de Larissa Manoela na Globo gerou uma boa expectativa. Após oito anos no SBT, onde ganhou um novo olhar da mídia quando viveu a vilã Maria Joaquina, do remake de "Carrossel" (2012/2013), e depois protagonizou "Cúmplices de um Resgate" (2015/2016) e marcou presença em "As Aventuras de Poliana" (2018/2020), a atriz ganhou a chance de protagonizar uma novela das seis na emissora mais assistida do país. Sua contratação ocorreu em janeiro de 2020. Mas "Além da Ilusão" só foi iniciada agora, em fevereiro de 2022, por conta do caos da pandemia do novo coronavírus. 


E a estreia de Larissa na Globo tem sido a melhor possível. A atriz emocionou na primeira fase a trama, ambientada em 1934, na pele de Elisa, uma jovem doce, romântica e que tinha um ar de princesa da Disney. Com um figurino de cores mais suaves e em alguns tons de azul, a personagem fez jus ao posto da mocinha que o folhetim de Alessandra Poggi precisava naquele momento. Acostumada a adotar um tom mais exagerado por conta das várias tramas infantis e adolescentes que protagoniza, a intérprete não teve dificuldade de se encaixar em um enredo adulto. Sua atuação é sóbria e precisa. 

As cenas finais de Elisa destacaram o talento de Larissa, que protagonizou cenas muito fortes com Antônio Calloni, intérprete do juiz Matias, pai da mocinha e assassino da própria filha. Aliás, a sequência da morte da personagem é uma das melhores da trama até o momento.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Tudo sobre a coletiva online da segunda temporada de "Desalma", série exclusiva da Globoplay

 A Globo promoveu na quarta-feira passada (dia 20) uma coletiva online sobre a segunda temporada de "Desalma", série exclusiva da Globoplay, cuja primeira temporada foi disponibilizada em 2019. Participaram a autora Ana Paula Maia, o diretor Carlos Manga Jr. e os atores Cássia Kiss e Fábio Assunção. Fui um dos convidados e aqui conto sobre o que rolou no bate-papo. 

Ana Paula Maia falou um pouco sobre o gênero da série tão pouco exposto na teledramaturgia nacional: "Poucos quiseram seguir por esse caminho do terror e eu sempre gostei. Mas as oportunidades estão aí e basta ter uma história que se adeque. Eu vejo "Desalma" como uma história de muitas camadas e subtextos. É uma roupagem muito agradável para se acompanhar com essa linguagem sobrenatural ao fundo. Talvez a minha geração comece a trazer mais o terror para a televisão e o cinema. E minha história na primeira temporada definiu todos os parâmetros da obra. Bruxaria, os elementos da mitologia eslava. A transitoriedade da vida, a aceitação da morte. A primeira termina no ápice. E não tem o mistério de quem matou quem. A gente sabe. Mas o que interessa é o que isso gera. Agora na segunda tem mais ação, mais terror e mais suspense. É mais potente. Porque a gente já está na estrada. Já ganhamos velocidade. O obra amadurece e vamos para outro estágio. Que é o que eu espero de uma série", contou a autora. 

Carlos Manga Jr. endossou a fala da autora: "As resoluções abrem para outras possibilidades. A primeira apresenta um lugar, as pessoas. A atmosfera. Que é um subgênero onde estamos acostumados a assistir ao que vem de fora. E a segunda temporada é realmente mais potente, a resolução é outra. A Ana já disse tudo. Eu não sou um diretor naturalista, mas Ana cria universos e não é maniqueísta.