O capítulo desta terça-feira (03/11) foi, sem dúvida, o melhor de A Nobreza do Amor até aqui. Finalmente, a novela de Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr. entregou aquilo que o público esperava assistir desde o início: uma sequência de confrontos de verdade, embates carregados de tensão, cenas catárticas e acontecimentos de impacto, elementos que fizeram falta ao longo de boa parte da trama. Depois de meses de situações repetitivas, pouca movimentação narrativa e uma distância injustificável entre vilão e mocinha, a história finalmente encontrou a grandiosidade que sua proposta sempre prometeu.
A guerra entre a resistência e os soldados de Jendal (Lázaro Ramos) teve todo o impacto necessário, mesmo ocupando apenas um bloco. A direção de Gustavo Fernández e sua equipe foi de encher os olhos, conduzindo uma sequência espetacular, com enfrentamentos muito bem coreografados e interpretados. Mais do que uma batalha, a sequência representou uma espécie de correção dos três maiores problemas da novela: a figuração frequentemente deficitária, o pouco enfrentamento direto entre o vilão e a protagonista e a ausência de momentos verdadeiramente catárticos.
É verdade que os embates foram construídos predominantemente em planos fechados, estratégia que ajuda a disfarçar a limitação da figuração, cuja insuficiência sempre foi perceptível até para o espectador menos familiarizado com os recursos da televisão e do cinema.









