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domingo, 22 de maio de 2011

Lara com Z não agrada

A idéia do seriado "Lara com Z" era ser uma espécie de continuação de "Cinquentinha", criado pelo mesmo Aguinaldo Silva anteriormente. De fato, temos muitos personagens do seriado passado, mas não é bem isso que nós vemos. Na realidade a série é um explícito festival de bajulações a Suzana Vieira, protagonista.
Enquanto no passado vímos três personagens centrais (interpretados pela Marília Gabriela, Betty Lago e a mesma Suzana) disputando uma empresa. Agora vemos Lara com conflitos que pareciam interessantes no início, mas já no terceiro episódio cansaram.

A história basicamente se consiste nas dívidas em que Lara se meteu e nos problemas com a justiça ao investir a verba que recebeu em um grande teatro, ao invés de fazer um filme como ela havia se proposto. Seria interessante abrir um diálogo sobre a Lei Rouanet, mas isso é pouquíssimo explorado, já que a série foi se encaminhando para as aventuras amorosas de Lara e de sua neta, interpretada pela talentosa Monique Alfradique.

O elenco é de primeiro time. Todos excelente atores, sem exceção, como: Dalton Vigh, Thais de Campos, Humberto Martins, Maria Helena Pader (mais conhecida com a dubladora da grande Glen Close), Emiliano Queiroz, Eliane Giardini, Roberto Naya, Priscila Marinho ,dentre tantos mais. Além,claro, de marcar o retorno da maravilhosa Beatriz Segall à tv. Temos como revelação, o ator Pierre Baitelli que em "Cinquentinha" tinha um bom destaque como um vilão homossexual, filho da personagem de Maria Padilha, mas agora não passa de um mero coadjuvante.

Infelizmente só um bom elenco não consegue sustentar uma história sem muitos atrativos. Suzana Vieira sempre foi uma grande atriz, basta relembrarmos de novelas como: "Por Amor" (alguém se esquece da vilã Branca Letícia de Barros Motta?), "Mulheres Apaixonadas", "Senhora do Destino", e muitas outras que não caberão aqui. Mas de uns tempos pra cá, ela acabou virando uma caricatura de si mesma. Não vemos mais uma personagem e sim a própria atriz participando de uma produção. Em "Duas Caras" também foi assim.

Aguinaldo Silva é um autor conhecido pela sua arrogância e que vive criticando as demais novelas de seus colegas. Em breve o autor passará de pedra à vidraça quando estrear no lugar de "Insensato Coração", "Fina Estampa", trama assinada por ele. Se a novela for do mesmo patamar que "Lara com Z", não temos notícias muito animadoras para o horário nobre.

domingo, 15 de maio de 2011

O previsível cancelamento de Batendo Ponto

Quando "Batendo Ponto" foi ao ar, como especial de fim de ano em dezembro do ano passado, o episódio foi bastante elogiado e a audiência satisfatória. Com isso, as chances de virar uma série em 2011 eram grandes. Dito e feito. Assim que se encerrou mais um Big Brother Brasil, o programa estreou após o "Fantástico", aos domingos.

Porém,as boas impressões que foram deixadas no ano passado simplesmente desapareceram rapidamente. O programa começava a ser muito criticado e a audiência insatisfatória para os padrões globais. As críticas eram justas? Sim, com certeza. Mas o programa estava longe de ser essa tragédia toda.

Sua principal qualidade era o grandioso elenco. Milagrosamente, não tínhamos um ator sequer para criticar. Todos estavam perfeitos. O entrosamento entre os atores era nítido. Alexandre Nero, Ingrid Guimarães, Fernando Ceylão, Luis Miranda, Danielle Valente, Stênio Garcia, Orã Figueiredo, Ícaro Silva, Cláudia Mello e o maravilhoso Pedro Paulo Rangel faziam parte desse time. Eram personagens caricatos? Sim, mas o objetivo era esse. As histórias é que deixavam muito a desejar. Muitas vezes eram bobas e sem graça. Então esse foi o motivo pelo fracasso da série? Talvez.

Porém, o real motivo para o fracasso (levando-se em conta os números que a emissora almeja, obviamente)é o ingrato horário. Quando foi anunciada a nova grade de programação, era notório que o "abacaxi" iria direto para quem recebesse de brinde o horário das 23h15m, aos domingos. Desde o término do "Sai de Baixo", a emissora carioca não consegue fazer sucesso após o "Fantástico". "Sob Nova Direção" ficou um bom tempo no ar, mas não gerava repercussão alguma. Lembra de "Norma" com a Denise Fraga? O programa era interessante, mas não vingou e também foi eliminado da grade sem dó ."SOS Emergência" teve duas temporadas e conseguia manter a liderança, mas com muita dificuldade. E agora "Batendo Ponto" naufraga. Todos esses programas eram uma porcaria? Com certeza não. Mas no fim de noite de um domingo, quase ninguém fica "ligado" em uma única atração. A "zapeada" é obrigatória. Com isso o "Pânico na Tv" e o "Programa Silvio Santos" conseguem bons índices, porém raramente ficam com os números estáveis. Um vai pra liderança, o outro desce e por aí vai.

Mas o "Sai de Baixo" era um sucesso! Como se explica isso,então? A época em que o programa era exibido, não pode ser comparada aos dias atuais. No ano de 2002 (em que houve o fim da sitcom), a novela das 21h marcava acima dos 50 pontos diariamente, o "Fantástico" passava dos 40, a internet estava começando a pregar seu espaço etc etc etc. E ainda temos que levar em consideração que o programa já começava a perder algumas vezes para a "Casa dos Artistas" (fenômeno na primeira temporada exibida pelo SBT). Era dito que o programa precisava acabar para não haver desgaste, mas muitos apostavam queo término tinha relação com essas perdas no ibope para a emissora do Silvio Santos.

Com o fim de "Batendo Ponto", talvez a Globo aprenda que nesse horário dificilmente alguma atração vá vingar. O melhor é colocar no ar os filmes recheados de sangue do "Domingo Maior" mesmo,pois caso ocorram algumas derrotas para a concorrência, será só um filme e não uma produção da emissora que gera gastos para a empresa. Se a série protagonizada pela Ingrid Guimarães fosse exibida no horário em que todas as demais ("Macho Man", "Divã","Lara com Z", "Tapas e Beijos") estão indo ao ar, alguém acha que daria números muito inferiores? A resposta é não.