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sexta-feira, 13 de junho de 2025

"Tributo" fecha a temporada com merecida homenagem a Dennis Carvalho

 “Modéstia à parte, a gente fez muita coisa bonita”, se orgulha Dennis Carvalho ao revisitar cenas de alguns de seus grandes trabalhos na televisão, seja na posição de diretor ou de ator – às vezes, em ambas. Nesta sexta-feira, dia 13, após o ‘Globo Repórter’, ‘Tributo’ mergulhou na história de um dos mais importantes criadores e intérpretes da televisão brasileira. No especial, com a presença de amigos, familiares, parceiros de cena e de vida, Dennis Carvalho partilhou memórias hilárias, curiosidades de bastidores, e recebeu, emocionado, o carinho de quem muito se orgulha de ter convivido e trabalhado com ele.

A relação profissional de Dennis Carvalho com a televisão despontou em meados da década de 1960. Com passagens pela TV Paulista e pela TV Tupi, chegou à TV Globo em 1975, contratado para atuar na novela ‘Roque Santeiro’, que acabou tendo sua exibição proibida pela censura. Foi então com a novela ‘Locomotivas’ (1977), onde interpretava o personagem Netinho, que Dennis viveu sua primeira experiência em direção, conduzindo algumas cenas nas últimas semanas da trama e iniciando a tão marcante outra função de sua carreira artística. “Um talento imenso nas duas posições. Um grande ator e um grande diretor”, destaca Boni, ex-vice-presidente de operações da Rede Globo.

Depois de emendar vários trabalhos, Dennis deu vida a Pedro Henrique, no emblemático seriado ‘Malu Mulher’ (1979), onde viu consolidar sua vocação para a dupla jornada, tendo como um dos principais mentores o diretor Daniel Filho. “Quando eu estava fazendo uma novela, como ator, com o Daniel, e não estava gravando, subia no switcher [de onde se conduz as gravações] e ficava ao lado dele aprendendo como ele dirigia. Foi uma aula para mim”, lembra.

sexta-feira, 6 de junho de 2025

"Tributo" reverenciou a importância de Francisco Cuoco

 O desfecho de Carlão, protagonista da novela ‘Pecado Capital’, paralisou o país em 1975. A ousadia da autora Janete Clair, o olhar do diretor Daniel Filho e a verdade do ator Francisco Cuoco convergiram para a comoção nacional, que transformou a cena numa das sequências mais memoráveis da teledramaturgia brasileira. “Um certo luto cobriu o Brasil porque era um personagem que tinha uma simplicidade, uma realidade próxima de muita gente”, lembra Cuoco. Essa e outras histórias emocionantes foram conferidas no especial ‘Tributo’, que homenageou nesta sexta-feira um dos atores mais populares da nossa história. 


Paulistano que guarda boas lembranças do bairro do Brás, Francisco Cuoco nasceu em 1933. Sua vocação artística se manifestou ainda na infância, época em que ele gostava de reproduzir os espetáculos circenses pelos quais se encantava. A brincadeira virou profissão: fez parte do elenco da companhia Teatro dos Sete, e passou pelas TVs Tupi e Record, antes de integrar a TV Globo. “A arte, quando toca o coração, os sentimentos, é insubstituível”, afirma Cuoco, com sua voz inconfundível. “Ele foi o maior astro da televisão brasileira e foi fundamental para estruturar o gosto do brasileiro pela telenovela”, resume o escritor especialista em dramaturgia, Mauro Alencar, um dos entrevistados do especial.
 

O ator fez sua estreia na TV Globo em ‘Assim na Terra, Como no Céu’ (1970), trama de Dias Gomes; e foi com Janete Clair que Cuoco ganhou diversos protagonistas, que até hoje povoam o imaginário do público.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

"Tributo" a Tony Tornado destaca a sua multiplicidade

 Do alto da sabedoria cultivada ao longo dos seus 94 anos, Tony Tornado lembra: “Esse nome é muito forte. Tornado. Não é rodamoinho, é Tornado mesmo!”. O nome artístico que lhe consagrou veio dos passos e piruetas da dança que impressionaram quem teve o privilégio de assisti-lo nos anos 1970. Era o tempo dos festivais da canção, onde Tony Tornado imortalizou, ao lado do Trio Ternura, o jeito inconfundível de dançar e a música ‘BR-3’. “Teve uma época em que eu dancei muito e fiquei conhecido também pela dança, que era um mise-en-scène interessante, diferente. Não inventei nada, trouxe tudo isso de fora”, revela o homenageado de ‘Tributo’, que foi ao ar nesta sexta-feira (23), após o ‘Globo Repórter’.


Em ‘Tributo’, o público conheceu um pouco da história e da luta que Tony Tornado travou para conquistar seus sonhos. Quando tinha apenas 12 anos, Tony pegou a estrada pela primeira vez, rumo ao sonho de ser paraquedista no Rio. Desde então, seus caminhos foram muitos, sendo o mais especial o que o levou ao Harlem, em Nova York, onde testemunhou a efervescência do movimento negro e um novo estilo musical representado por nomes como James Brown e Chubby Checker. O período foi fundamental para a sua formação como artista. Tony também conta sua história inusitada com Janis Joplin e sobre a época da ditadura militar, que lhe obrigou a deixar o Brasil, cada vez mais incomodada com seu espírito combativo.

 Em um encontro especial com Tony, o ator e diretor Lázaro Ramos faz questão de destacar a importância do artista como símbolo e como um caminho a ser sonhado e seguido. “Eu, lá na Bahia, vendo o Tony, comecei a sonhar: ‘Olha aí, dá pra ir um pouco além, dá pra querer mais do que apenas isso que parece ser o que está estabelecido para mim’”, lembra Lázaro.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

"Tributo" a Neusa Borges foi merecido

 A conexão de Neusa Maria da Silva Borges com a arte é espiritual, segundo a própria cantora e atriz. A isso ela atribui o sucesso de tantos trabalhos que, por vezes, aconteciam a partir de pequenos personagens que tomavam grandes rumos, graças ao talento inestimável da artista. “A Neusa é uma atriz absolutamente visceral. Isso me apaixona”, afirma a autora Gloria Perez sobre a homenageada desta sexta-feira, dia 16, de ‘Tributo’, que foi ao ar após ‘Globo Repórter’. 

“Quando cheguei na última gravação, não esperava tanto amor e carinho. Foi uma surpresa olhar para todos os lados e me deparar com fotos dos personagens que já interpretei e ver aquele mundaréu de gente cantando: levei um susto! Ver todos ali me deu uma alegria no coração”, lembra Neusa, que desde menina sonhava com a vida de artista, tendo a cantora Emilinha Borba como uma das suas referências. Foi de Vinicius de Moraes que ela ouviu que seria uma das maiores atrizes do país quando desabrochasse o talento para a atuação, mas foi quando observou Léa Garcia brilhar no filme “Orfeu Negro” (1959), que Neusa Borges teve certeza do caminho que queria seguir. Anos mais tarde, estava no palco vivendo o estrondoso sucesso do espetáculo ‘Hair’ (1969).
 
Nascida em Florianópolis (SC) e criada no interior de São Paulo, a atriz vive atualmente em Salvador (BA). É na capital baiana que ela encontra, durante as gravações de ‘Tributo’, com o ator Luis Miranda, para uma conversa que revisita os grandes trabalhos de Neusa e as batalhas que teve de enfrentar ao longo da carreira. “É uma capacidade tão grande que ela tem de emocionar pela simplicidade, em pegar as palavras e transformar em vida”, acredita Luis Miranda.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

"Tributo" a Glória Menezes emociona

 Pioneira e revolucionária, Glória Menezes é dona de uma das mais longevas e bem-sucedidas carreiras da televisão brasileira, o veículo que, orgulhosamente, ela ajudou a construir e consolidar. Com seu carisma inconfundível, tornou-se um dos rostos mais conhecidos do país, que se encantou pelas dezenas de mulheres que ela interpretou ao longo de mais de 60 anos de atuação. “Glória Menezes é uma das grandes atrizes da história brasileira. Não só da televisão. É do teatro, é do cinema”, afirma Tony Ramos, sobre a homenageada de ‘Tributo’, que foi ao ar nesta sexta-feira, dia 9, logo após o ‘Globo Repórter’. .


Nascida em Pelotas (RS), em 1934, e criada em São Paulo (SP), Nilcedes Soares de Magalhães adotou Glória Menezes como nome artístico e ousou escolher seguir a profissão de atriz num tempo de preconceito e estigma com a carreira, principalmente em relação às mulheres. Sua estreia foi na novela ‘Um Lugar ao Sol’, exibida pela TV Tupi em 1959. Presente na televisão desde seus primórdios, Glória fala sobre um dos seus mais importantes legados. “Posso dizer, com orgulho, que ajudamos na formação e no desenvolvimento de algo novo e profundamente brasileiro: a teledramaturgia”, afirma a veterana que, poucos anos depois de estrear como atriz, viu seu trabalho conquistar o mundo. Em 1962, o Festival de Cannes premiou, com a Palma de Ouro, o filme ‘O Pagador de Promessas’, a única produção brasileira a ganhar o prêmio até hoje, na qual Glória interpretava a personagem Rosa.
 
Por quase seis décadas, Glória Menezes foi casada com o também ator Tarcísio Meira (1935-2021). Ao longo dos anos, a atriz protagonizou diversos trabalhos ao lado do marido, incluindo ‘2-5499 Ocupado’ (1963), da TV Excelsior (1963), a primeira telenovela diária exibida no Brasil. Os dois foram para a TV Globo em 1967 e atuaram juntos em novelas como ‘Irmãos Coragem’ (1970), ‘Guerra dos Sexos’ (1983) e ‘Torre de Babel’ (1998).

sexta-feira, 2 de maio de 2025

"Tributo" a Walcyr Carrasco reverenciou um dos maiores novelistas do país

 Se a telenovela ocupa um lugar central na cultura brasileira, Walcyr Carrasco é um dos protagonistas dessa missão de dar ao público as emoções que marcam vidas e fazem com que um país inteiro se enxergue através delas. Aos 72 anos, um dos autores mais importantes da televisão brasileira coleciona sucessos que arrebatam o público em todos os horários. O autor foi o homenageado do primeiro episódio da segunda temporada de "Tributo", que foi ao ar na TV Globo nesta sexta-feira, 02 de maio, depois do ‘Globo Repórter’. 


Vencedor de um Emmy Internacional de Melhor Novela, Walcyr é um autor de ofício: suas novelas vão de adaptações da literatura, como ‘O Cravo e a Rosa’ e ‘Xica da Silva’, a temáticas atuais, como ‘Verdades Secretas’, 'Amor à Vida', 'O Outro Lado do Paraíso' e 'Terra e Paixão'. “A matéria-prima do Walcyr é o sonho”, resume a atriz Juliana Paes, a Maria da Paz de ‘A Dona do Pedaço’, sobre o homenageado  

Escritor, dramaturgo e roteirista, Walcyr Carrasco tem sua história revisitada no especial, desde os tempos na pequena cidade de Bernardino de Campos, em São Paulo, passando pelos caminhos trilhados ao longo de uma carreira exitosa na televisão, literatura, teatro e jornalismo, até sua consagração como um dos grandes autores brasileiros. “Esse ‘Tributo’ é centrado em mim, toca diretamente na minha vida.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

"Tributo" homenageia Renato Aragão

 Em mais um episódio da série ‘Tributo’, a TV Globo homenageou o humorista Renato Aragão no mês em que ele completa 90 anos. O especial foi exibido nesta quarta-feira, dia 15 de janeiro, depois do ‘BBB 25’, dois dias após o aniversário de Renato


O programa revisita a trajetória do eterno Didi e seu sucesso com 'Os Trapalhões'. Desde a adolescência, quando assistia repetidamente aos filmes de Charles Chaplin e Oscarito, Renato Aragão sonhava ser humorista. Uma vocação herdada do temperamento da mãe, Dinorá, que gostava de contar piadas. Natural de Sobral, no Ceará, ele chegou a cursar Direito em Fortaleza, mas percebeu que teria grande chance de realizar seu objetivo quando foi inaugurada a primeira emissora de televisão no estado, a TV Ceará.

 Em novembro de 1960, Renato estreou um programa da dupla Didi e Frederico, interpretado pelo ator Américo Picanço, que participa do episódio dando depoimento. Anos mais tarde, já vivendo no Rio de Janeiro, conheceu Dedé Santana, com quem se conectou imediatamente. "Foi um amor à primeira vista, senti que ele era a outra metade artística minha. Sou o tipo de ator que precisa de um companheiro, não sou o comediante que diz a piada, alguém tem que preparar a situação para eu dar o desfecho", conta Renato. O primeiro filme de Didi e Dedé, 'Na Onda do Iê-Iê-Iê', lançado em 1966, bateu recorde de bilheteria.

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

"Tributo" faz linda homenagem a Fernanda Montenegro

 Uma das artistas mais celebradas do país, Fernanda Montenegro acumula várias paixões ao longo da vida: pela arte, família e por seu eterno companheiro, o também ator Fernando Torres, falecido em 2008. Todos esses temas são revisitados no episódio de ‘Tributo’ que ficou disponível no Globoplay nesta quarta-feira, 16 de outubro – dia em que a atriz faz aniversário –, e hoje, dia 17, foi exibido na TV Globo, após "Mania de Você". 

Após a adoção de um nome artístico – que ela mesma criou, ainda no início da carreira – a homenageada revela o segredo para equilibrar a convivência entre a celebridade e a pessoa física. “Sou, ao mesmo tempo, Arlette Pinheiro Monteiro Torres e Fernanda Montenegro. Uma é a chamada de uma arte, de uma profissão. A outra, sou eu de porta fechada, sólida, dentro de casa. Será que isso é sadio? Não sei! Mas é desafiador. E já que estou com essa idade, tenho sobrevivido”.
 
Embora tenha sido uma das pioneiras da televisão, Fernanda não esconde a sua identificação com o palco. Ou, como definiu a filha, Fernanda Torres, uma “devoção pelo teatro”. “Ela é um ser totalmente do presente. E trabalha mais do que nós todos: é chamada para filme, novela, peça, debate e comerciais. É requisitadíssima. E dá conta. Ao mesmo tempo, há atrás dela uma corrente de pessoas e de experiências.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Série "Tributo" presta merecidas homenagens, mas expõe a hipocrisia da Globo

 Uma reverência ao legado de artistas apaixonados por seu ofício. Com essa perspectiva, "Tributo" reúne um grupo de pessoas cujas trajetórias profissionais se confundem intensamente com a própria história da televisão brasileira e deixam marcas profundas na cultura da nossa sociedade. A série documental, que já conta com seis episódios no Globoplay, terá uma leva de quatro deles exibida na Globo e o primeiro foi ao ar nesta sexta-feira, dia 19, após o "Globo Repórter", em homenagem a Lima Duarte.


O projeto "Tributo" ---- com redação de Isadora Wilkinson e Lalo Homrich, direção artística de Antônia Prado, direção de Matheus Malafaia e direção de gênero de Mariano Boni ---- foi iniciado no Globoplay em 23 de agosto de 2023 com uma bonita homenagem a Léa Garcia em virtude de sua morte no mesmo dia. Ainda irão ao ar na tevê aberta as homenagens a Laura Cardoso, Manoel Carlos (que estreou recentemente no Globoplay), Zezé Motta, Fernanda Montenegro, Ary Fontoura e Boni. Além de um processo de pesquisa em diversas fontes ---- acervo da TV Globo, jornais, revistas e películas ----, foram captadas cerca de dez horas de gravações inéditas para cada um dos convidados. 

O programa sobre Lima Duarte valorizou a grandiosidade de um dos maiores atores do país, que aos 20 anos estava presente na cerimônia de inauguração da TV Tupi --- a emissora pioneira no país ---, em 18 de setembro de 1950.