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segunda-feira, 9 de março de 2015

"Império": uma novela onde os núcleos paralelos não funcionaram

A trama central de "Império" sempre foi o ponto alto da novela. Porém, há alguns meses, a estagnação, com o perdão do trocadilho, 'imperava' na obra de Aguinaldo Silva. A situação envolvendo a falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero) foi prolongada demais e cansou. Mas com o retorno do comendador ao 'mundo dos vivos', o núcleo principal voltou a despertar interesse e apresentar qualidades. Entretanto, em plena reta final (esta é a última semana), pode-se constatar que os núcleos paralelos não funcionaram.


Desde que a trama entrou em sua segunda fase, a família do protagonista se mostrou como o grande trunfo do autor. Os conflitos envolvendo o dono do império, Maria Marta (Lília Cabral), Maria Clara (Andreia Horta), João Lucas (Daniel Rocha), Du (Josie Pessoa), Zé Pedro (Caio Blat), Cristina (Leandra Leal) e Cora (Drica Moraes/Marjorie Estiano) são atrativos e promovem uma boa movimentação na história. Mas os enredos paralelos são desinteressantes e muitos se perderam ao longo da história.

Inicialmente, o núcleo envolvendo a bissexualidade de Cláudio Bolgari (José Mayer), a incrível benevolência de Beatriz (Suzy Rêgo) e a homofobia de Enrico (Joaquim Lopes), era responsável por boas cenas e dramas convincentes. No entanto, o romance do ricaço com Leo (Klebber Toledo) não caiu nas graças do público e, aos poucos, toda a trama daquela família foi se diluindo depois que o filho homofóbico abandonou Maria Clara no altar e viajou.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Surto de Enrico e coragem de Maria Clara proporcionam ótimas cenas em "Império"

Após um longo período de estagnação, "Império" apresentou boas cenas nos capítulos recentes. O surto de Enrico (Joaquim Lopes) na sua despedida de solteiro, após atacar um travesti que foi colocado em sua festa, movimentou o núcleo principal da novela, implicando em bem escritas sequências em cima do 'não casamento' de Maria Clara (Andreia Horta), que despertaram a atenção do telespectador. A trama, inclusive, obteve um recorde de audiência nesta semana ----- média de 36 pontos na segunda-feira ----, chegando a picos de 40 pontos no capítulo de terça.


Joaquim Lopes pôde mostrar uma faceta ainda desconhecida do grande público com o destempero do seu personagem homofóbico, que perdeu o controle e surtou depois que se deparou com um travesti em sua despedida de solteiro. O ator convenceu nas cenas difíceis escritas por Aguinaldo Silva e mostrou que também tem talento para interpretar tipos mais densos, após ter interpretado dois papéis cômicos em sequência ----- Josué em "Morde & Assopra" e Lucindo em "Sangue Bom".

O desespero de Enrico fez com que o rapaz desistisse do casamento com Maria Clara, por vergonha dos julgamentos alheios, e toda esta situação provocou uma sucessão de boas cenas, principalmente para Andreia Horta e Alexandre Nero.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Suzy Rêgo faz crescer sua participação em Amor Eterno Amor

Demorou, mas parece que Elizabeth Jhin finalmente viu a grande atriz que tinha escalado para sua novela e como estava a deixando de lado em "Amor Eterno Amor". Suzy Rêgo não teve, até então, chance de mostrar do que era capaz. Mas no capítulo da quinta-feira passada, a atriz teve uma cena crucial para a virada na vida de sua personagem (Jáqui) e deu um show de interpretação.


A sequência em que Jáqui flagra a amiga de sua filha (Cris - Mariana Molina) tirando fotos do seu marido (Kléber - Marcelo Faria), dentro de sua própria casa, foi muito bem feita e a atriz agarrou com unhas e dentes a oportunidade de mostrar o talento que tem. Aliás, todos os atores envolvidos (com exceção de Marcelo, que continua 'mais do mesmo') foram ótimos: Mariana Molina, Adelaide de Castro (Tati), Olivia Torres (Gabi) e Rosane Gofman (Valdirene) merecem elogios. O escândalo feito pela ciumenta personagem e o descontrole emocional da mesma foram muito bem defendidos pela grande atriz e a cena foi um presente para o público, que anda cansado de tanta monotonia na história escrita pela autora.

Suzy Rêgo tem um longa carreira no teatro e na televisão. Participou de novelas como "O Salvador da Pátria" (1989); "Top Model" (1989); "Salomé" (1991) e se destacou em "A Viagem" (1994), onde