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sábado, 30 de novembro de 2019

"Popstar" segue como ótimo entretenimento aos domingos

A Globo estreou a primeira temporada do "Popstar" em 2017, sem alarde ou grande divulgação. Era uma tentativa de emplacar um novo formato nas tardes de domingo. Resolveram utilizar a dinâmica do extinto "SuperStar" --- ótimo programa que apresentava bandas desconhecidas ao grande publico ---- em uma disputa com famosos. Todos cantando no mesmo palco e sendo avaliados por um juri repleto de estrelas da música nacional. O tiro no escuro virou tiro certeiro. O produto agradou. Tanto que emplacou a segunda temporada em 2018 e agora estreou a terceira no final de outubro.


Fernanda Lima foi a primeira apresentadora e Taís Araújo entrou em seu lugar ano passado. Insegura na segunda temporada --- afinal, era sua primeira experiência na função de comunicadora ---, a atriz está bem mais desenvolta agora. E o êxito da atração nos anos anteriores facilitou a escalação dos participantes. Muitos até se oferecem para o time. Em 2017, o vencedor foi André Frateschi e Jeniffer Nascimento triunfou em 2018. Ambos campeões com méritos. Agora a disputa tem Marcelo Serrado, Letícia Sabatella, George Sauma, Babi Xavier, Robson Nunes, Totia Meirelles, Eriberto Leão, Helga Nemetik, Jakson Follman, Danilo Vieira, Cláudia Ohana, Yara Charry e Nany People.

A composição do juri segue como um dos acertos do formato. São dez especialistas que avaliam os candidatos com notas entre 9,7 e 10, levando em conta ainda a possibilidade da estrela bônus, uma espécie de ponto extra pela performance do candidato.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Fracassada e problemática, "O Sétimo Guardião" já foi tarde

A Globo viveu um grande pesadelo no horário nobre durante os quase sete meses que "O Sétimo Guardião" esteve no ar. E a emissora já estava 'traumatizada' com as igualmente equivocadas "Babilônia" (que afundou a faixa em 2015) e "A Lei do Amor" (2017). Mas impressionou o conjunto de equívocos do folhetim de Aguinaldo Silva e os vários problemas que ocorreram nos bastidores da produção. Não é exagero afirmar que absolutamente tudo deu errado. Não por acaso há uma sensação de alívio com o final da história, exibido nesta sexta-feira (17/05), tanto para os profissionais envolvidos quanto para o público.


O autor já enfrentava uma batalha judicial antes mesmo da estreia da novela. Isso porque um dos alunos de Aguinaldo (Silvio Cerceau) moveu uma ação contra ele exigindo a coautoria da trama. Pouco tempo depois, ainda conseguiu o apoio de outros colegas do curso administrado pelo escritor (o Master Class), que também exigiram reconhecimento ---- todos alegaram que criaram a sinopse junto com Aguinaldo em plena sala de aula. Em virtude da questão com a Justiça, o autor chegou a desistir de escrever "O Sétimo Guardião" e já trabalhava em outra sinopse. Mas Silvio de Abreu, responsável pelo setor de teledramaturgia, acabou o convencendo a retomar o projeto.

Os dois, obviamente, devem ter se arrependido amargamente. Até porque o enredo que marcou a volta de Aguinaldo ao realismo fantástico ---- visto nos sucessos "Roque Santeiro"(1985), "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992) e "A Indomada" (1997) ---- só poderia ser um sucesso ou um fracasso. Não tinha possibilidade do meio termo em uma trama sobre uma fonte milagrosa e um gato preto que virava homem.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Nany People foi um dos raros acertos de "O Sétimo Guardião"

A atual novela das nove da Globo, em plena reta final, é um festival de problemas. Audiência muito abaixo do esperado, história mal desenvolvida por Aguinaldo Silva, elenco subaproveitado, personagens desinteressantes e brigas nos bastidores. A emissora e parte do elenco, com razão, torcem para a produção chegar ao fim logo. No entanto, tem um nome que não tem do que reclamar: Nany People.


A intérprete de Marcos Paulo tem um bom destaque na história e a personagem é um dos poucos pontos positivos da trama. Vale lembrar que o braço direito de Valentina Marsalla (Lília Cabral) seria a Nazaré Tedesco. Sim, a vilã icônica de "Senhora do Destino" (2004) voltaria em "O Sétimo Guardião". Porém, Renata Sorrah, muito sábia, convenceu o autor a desistir da ideia. E a decisão não poderia ter sido mais acertada. Seria lamentável ver um perfil tão marcante na teledramaturgia em um folhetim tão equivocado.

Sorte da Nany que acabou escalada e ganhou um perfil "adaptado" especialmente para ela. O amigo do passado de Valentina é um ótimo químico e pouco antes de surgir na história se recuperava de uma cirurgia que o transformou em uma quase mulher. No entanto, mesmo após a completa 'recauchutagem', continuou com o nome no masculino.