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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A Globo cometerá mesmo a estupidez de acabar com "Malhação"?

 A colunista Patricia Kogut noticiou nesta terça-feira, dia 28, em seu blog do Jornal O Globo, que a nova temporada de "Malhação", já em processo de escalação e com vários capítulos prontos, foi cancelada pela Globo. E, com isso, uma nova grade seria criada. Decretou-se o fim do seriado adolescente. A produção é uma das mais longevas da emissora. Estreou em 24 de abril de 1995. Está há mais de 25 anos no ar. Um fechamento de ciclo desta forma, pela porta dos fundos, se mostra um desrespeito com o público e vários profissionais. 

É verdade que a Globo estava totalmente perdida sobre o que fazer com a faixa das 17h45 desde o início da pandemia do novo coronavírus, expondo o amadorismo da nova gestão do setor de teledramaturgia, agora sob o comando de José Luiz Villamarim e Ricardo Waddington. A chegada do vírus ao Brasil, aliás, implicou no encurtamento da temporada escrita por Emanoel Jacobina, ainda na gestão de Silvio de Abreu. A trama precisou ser concluída às pressas e o resultado foi um completo equívoco. Vários finais não foram gravados, o maior mistério da história --- o motivo do sequestro de Rita (Alanis Guillen) --- não foi revelado, os mocinhos narraram os desfechos dos personagens e ainda misturaram realidade e ficção falando da pandemia. Ficou tudo péssimo. Mas era uma emergência, a segurança prevaleceu.

Todavia, é assim que a emissora quer marcar o final de um produto tão vitorioso? Com um desfecho sem qualquer cuidado e com uma temporada que se perdeu pelo caminho? Ainda se aproveitar da paralisação das gravações por mais de um ano para expor a decisão? Parece uma decisão covarde e impensada.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Os 25 anos de "Malhação"

No dia 24 de abril de 1995, estreava um seriado que se tornaria um fenômeno entre os adolescentes e os adultos: "Malhação". Criada por Emanuel Jacobina e os saudosos Andrea Maltarolli e Roberto Thalma, a trama tinha o intuito de conquistar uma parcela do público até então ignorada pela emissora: os jovens. O título refletia a identidade do enredo que era ambientado em uma academia de ginástica. Os conflitos eram baseados nos problemas de todo adolescente: gravidez, virgindade, rivalidades entre grupinhos, o bad-boy ameaçador, enfim. Os primeiros protagonistas foram Danton Mello e Juliana Martins: Héricles e Isabella. Nascia ali um formato que dura até hoje.


O formato logo caiu nas graças da audiência. Afinal, é uma típica novela com capítulos bem mais curtos (em torno de 25 minutos) e apresentada através de temporadas. Durante um bom tempo, vale lembrar, vários personagens eram mantidos na temporada seguinte para não afastar o público. E funcionava, mesmo com situações muitas vezes repetitivas. A história dos mocinhos separados pelo vilão ou vilã virou praticamente um padrão a ser seguido, enquanto os núcleos paralelos desenvolviam clichês da adolescência.

A segunda temporada foi protagonizada por Claudio Heinrich (Dado) e Luiza (Fernanda Rodrigues), um dos mais lembrados. Já a permanência de Mocotó (André Marques) consagrou o sucesso do personagem e o transformou em uma espécie de ícone de "Malhação". Tanto que seguiu na terceira temporada, protagonizada por Pedro Vasconcellos (Vudu) e Luana Piovani (Patrícia).

terça-feira, 31 de março de 2020

Paloma Duarte emociona na reta final de "Malhação - Toda Forma de Amar"

A última semana de "Malhação - Toda Forma de Amar" não iria ao ar agora. Estava prevista para o final de maio. Mas, por conda da pandemia do coronavírus, a Globo resolveu encerrar as gravações dos Estúdios Globo semana passada. Assim, o desfecho da atual temporada foi antecipado. Emanuel Jacobina deixou tudo para o final e sua história será muito prejudicada. Que sirva de lição para seu próximo trabalho: não enrolar o público atrasando quase todos os acontecimentos relevantes. Ao menos os capítulos da reta final têm valorizado o talento de Paloma Duarte.


O último trabalho da atriz na Globo havia sido na fraca "Começar de Novo", novela de Antônio Calmon, exibida em 2004. Migrou para a Record em 2006 e lá fez cinco novelas: "Cidadão Brasileiro" (2006), "Luz do Sol" (2007), "Poder Paralelo" (2009), "Máscaras" (2012) e "Pecado Mortal" (2013). Brilhou em todas. Voltou para a emissora que a lançou --- em "Armação Limitada" (1988) --- justamente na atual "Malhação". E tinha tudo para ser um de seus melhores trabalhos.

Infelizmente, não foi o que aconteceu. Lígia era uma das principais personagens do enredo e Paloma logo se destacou no início da trama. Todo o contexto da adoção da filha biológica de Rita (Alanis Guillen) resultou em bons embates nos tribunais que ajudaram a atriz a crescer em cena junto da colega, ainda iniciante, Alanis.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Alanis Guillen foi uma das melhores revelações de "Malhação - Toda Forma de Amar"

Não é fácil criar mocinhas que provoquem empatia no público e ainda ganhem torcida. No caso de "Malhação", seriado adolescente longevo da Globo, há outro agravante: lançar um novo talento com esse tipo de papel.  Ou seja, o autor precisa se preocupar com uma boa história, uma personagem bem construída e escolher (juntamente com a direção) uma intérprete desconhecida que convença em cena. É possível afirmar, portanto, que, apesar dos seus vários equívocos no conjunto da obra, Emanuel Jacobina conseguiu cumprir essa ingrata missão em "Malhação - Toda Forma de Amar".


Rita  é uma adolescente que teve sua filha tirada de seus braços pelo próprio pai e só soube da verdade durante a missa de sétimo dia do avô do bebê. Ao contrário do que acreditava, a menina não morreu no parto. A saga da personagem é lutar pela guarda da criança e enfrentar uma séria disputa judicial com a família que a adotou, no caso, Lígia (Paloma Duarte), Joaquim (Joaquim Lopes), Lara (Rosanne Mulholhand) e Filipe (Pedro Novaes), por quem ironicamente se apaixona e acaba correspondida. Um contexto que utilizou vários clichês da teledramaturgia e funcionou.

Alanis Guillen foi uma escolha bastante acertada para viver a determinada menina. No início da temporada, é preciso ressaltar, apresentou uma certa insegurança. Em algumas cenas mais pesadas, onde a emoção era muito exigida, acabou deixando a desejar. Compreensível. É sua estreia na televisão e quase sempre os jovens talentos do seriado começam irregulares.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

"Malhação - Toda Forma de Amar" apresenta uma boa abordagem do racismo

O racismo é um tema comum na ficção. Várias novelas e séries já exploraram a questão, que infelizmente segue em alta no Brasil (e no mundo). A lei que torna o ato um crime no país, inclusive, completou 30 anos em janeiro deste ano. Ainda assim há vários casos o tempo todo. Por isso é tão válido seguir abordando o assunto na teledramaturgia. E o preconceito racial vem sendo bem apresentado em "Malhação - Toda Forma de Amar" através de Jaqueline, interpretado com talento por Gabz.


A personagem é uma das principais da temporada de Emanuel Jacobina e sempre foi uma menina cheia de atitude, que não tolera injustiças ou covardias. É a maior parceira da mãe, a batalhadora Vânia (Olívia Araújo), e seu maior drama no início da história foi a tentativa de aproximação com o pai, César (Tato Gabus Mendes), que até então a ignorava. Após muitos embates e encontros fracassados, a relação de pai e filha acabou se construindo aos poucos. A menina ainda descobriu que tinha uma irmã surda, Milena (Giovanna Rispoli), e logo virou uma grande amiga. 

No entanto, seu relacionamento com Karina (Christine Fernandes), esposa de César, sempre foi péssima. A madrasta claramente racista nunca tolerou a aproximação de Jaqueline e fez de tudo para separá-la de Milena.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

"Malhação - Toda Forma de Amar" chega ao capítulo 100 com trama estagnada

A atual temporada de "Malhação" está surfando na onda de ótimas audiências da Globo nos últimos meses. "Malhação - Toda Forma de Amar" está até agora com média de 18 pontos, um ótimo índice, e um ponto a mais que a péssima fase anterior. E Emanuel Jacobina fez por merecer a aceitação do público, após duas tramas sofríveis do seriado adolescente escritas por ele em sequência entre 2015 e 2016 ("Seu Lugar no Mundo" e "Pro Dia Nascer Feliz"). Todavia, a produção chegou ao centésimo capítulo nesta segunda-feira (02/08) com o roteiro estagnado.


A história teve um início promissor e quase todos os personagens cativam de alguma forma, assim como seus respectivos conflitos. O mote central, inclusive, se baseia no clichê da mãe biológica lutando pela guarda da filha com a família adotiva. É uma temática que costuma conquistar o telespectador e a saga de Rita (Alanis Guillen) desperta interesse, assim como sua relação de discussões e beijos com Filipe (Pedro Novaes), filho da mulher que adotou a menina que a adolescente pariu.

As paralelas também têm várias qualidades, vide o mistério em torno do assassinato de Zé Carlos (Peter Brandão), o romance mais 'bruto' de Anjinha (Carol Dallarosa) e Cleber (Gabriel Santana), as tiradas de Thiago (Danilo Maia) e seu novo relacionamento com Jaqueline (Gabz), o triângulo cômico protagonizado por Carla (Mariana Santos),

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Mariana Santos está ótima em "Malhação - Toda Forma de Amar"

Entre 2006 e 2015, o grande público pôde conhecer Mariana Santos. A atriz integrava o elenco do antigo "Zorra Total" (hoje apenas "Zorra"), humorístico da Globo exibido aos sábados. Embora tenha interpretado várias personagens no programa ao longo dos anos, ganhou destaque como a tagarela Dirce e o bordão "Você fala demais, Aderbal" fez um imenso sucesso. Hoje, ótima como Carla em "Malhação - Toda Forma de Amar", a intérprete expõe sua versatilidade e prova que merecia oportunidades como essa há um bom tempo.


Carla é uma perfil com boas camadas e tem momentos de drama e comédia. Ou seja, um prato cheio para a atriz mostrar do que é capaz. A dona da lanchonete "Baixadas" é mãe de Thiago (Danilo Maia) e Raíssa (Dora de Assis). Criou os filhos praticamente sozinha porque o marido acabou assassinado em uma tentativa de assalto. Em virtude da tragédia, é uma mãe superprotetora. Ainda transborda empatia, pois abrigou Rita (Alanis Guillen) em sua casa e a ajudou em um momento difícil. O quarteto acabou virando uma família unida.

A personagem ainda protagoniza um divertido triângulo amoroso com Madureira (Henri Castelli) e Marco Rodrigo (Júlio Machado). A amizade colorida com o responsável pela ONG "Boa Luta" rende boas cenas e as brigas com o policial sempre provocam risadas.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Danilo Maia se destaca em "Malhação - Toda Forma de Amar"

A atual temporada de "Malhação", dirigida por Adriano Melo, tem agradado. A história de Emanuel Jacobina se mostra repleta de dramas envolventes, casais bem construídos e ótimos personagens. O elenco é outro acerto e vários nomes vêm se sobressaindo na trama, entre boas revelações e atores mais experientes. Tanto que uma das gratas surpresas de "Malhação - Toda Forma de Amar" é Danilo Maia.


O intérprete do debochado Thiago não demorou para virar um dos destaques do elenco. Ele ganhou um dos melhores personagens da história e está sabendo aproveitar a oportunidade dada pelo autor. O menino é filho da autoritária Carla (Mariana Santos) e irmão da tímida Raíssa (Dora de Assis). Seu maior trauma é a perda do pai, assassinado durante um assalto, anos atrás. Essa questão foi mais exposta quando a lanchonete da mãe foi assaltada e o rapaz decidiu comprar uma arma para se defender. A abordagem em torno da posse de armas, por sinal, merece elogios. Trataram bem do controverso tema.

Embora tenha um drama considerado pesado, o personagem funciona na maior parte do tempo como alívio cômico. Isso porque vive levando bronca de Carla (que sempre chama sua atenção aos berros) e ama implicar com a irmã.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Construção do relacionamento dos mocinhos é o principal acerto de "Malhação - Toda Forma de Amar"

A nova temporada de "Malhação" estreou em 16 de abril, ou seja, está há pouco menos de dois meses no ar. Embora ainda esteja no início, a trama vem despertando atenção em virtude dos bons conflitos apresentados por Emanuel Jacobina até então. São vários personagens carismáticos e bem construídos, convidativos dramas e lindos pares que começam a ser formados. A melhor construção, por sinal, vem sendo a do casal de mocinhos.


Filipe (Pedro Novaes) e Rita (Alanis Guillen) se conhecem por causa de Nina, a filha da mocinha que é adotada pelos pais do mocinho. O pai da garota colocou o neto para a adoção e Rita nem conseguiu pegar na filha depois que pariu. Ela nem sabia que a criança estava viva e só descobriu a verdade no dia da missa de sétimo dia do pai, mais de um ano depois do nascimento do bebê. Tudo isso foi contado no primeiro capítulo e desde então o público vem acompanhando os desdobamentos desse clichê tão comum na teledramaturgia.

O autor não teve pressa na junção do casal. Eles mal se olharam nas vezes que se viram diante da tensão de todo o contexto: Rita sempre agia com destempero diante da filha e recebia como troco o enfrentamento de Lígia (Paloma Duarte), Joaquim (Joaquim Lopes) e Lara (Rosanne Mulholhand). O único que aparentava uma certa empatia por aquela mãe desesperada era Filipe.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

"Malhação - Vidas Brasileiras" aborda temas importantes de forma rasa e gratuita

A missão de um autor não é fácil. Criar bons personagens, dramas atraentes e histórias convincentes é um desafio para qualquer escritor. E inserir esse conjunto em uma produção televisiva consegue ser ainda mais complicado. Porém, apesar das inúmeras dificuldades, é praticamente impossível falhar em absolutamente tudo. Por pior que seja uma novela ou série, há ao menos um núcleo ou uns poucos personagens que se salvam. E é exatamente por isso que o caso de "Malhação - Vidas Brasileiras" se mostra tão atípico: a atual temporada falha em todos os aspectos.


Patrícia Moretzohn tem pecado desde o início de seu enredo e uma dos muitos equívocos é a abordagem de temas importantes. O chamado "merchandising social" na teledramaturgia é uma constante sempre bem-vinda, desde que agregue ao roteiro, engrandeça os personagens e consiga mesclar ficção com realidade com competência. Mas nada disso tem sido observado na história da autora, que enfia os pés pelas mãos em todos os momentos que pretende explorar dramas como alcoolismo, gordofobia, bulimia, entre outros.

A ideia de se inspirar no formato canadense "30 Vies" foi um dos maiores erros da atual temporada. É impossível desenvolver um drama de um personagem em menos de dez capítulos sem parecer raso ou gratuito. Com o objetivo de elaborar um 'rodízio' de protagonismo, a história explora um conflito por vez colocando um adolescente ou adulto como perfil central. E o desenvolvimento de todas as situações até então se mostrou catastrófico.

terça-feira, 3 de julho de 2018

"Malhação - Vidas Brasileiras" falha na construção de todos os casais

A atual temporada de "Malhação" já merece ser considerada uma das piores da história do seriado adolescente. A tentativa de copiar o esquema da trama canadense "30 Vies", que apresentava um novo enredo a cada quinze capítulos, não deu certo e fica impossível o público ter qualquer empatia pelos personagens. O resultado é uma história rasa, forçada e desinteressante. Para culminar, a autora ainda fracassou na construção de absolutamente todos os casais de "Vidas Brasileiras".


Na verdade, a ausência de romances bem construídos é consequência de um roteiro limitado. Não há qualquer personagem carismático na trama, o que nunca aconteceu em 26 temporadas. Mesmo nas fases mais fracas, havia pelo menos um casal atrativo ou um perfil que roubava a cena. Não há nada disso agora. Então, é até compreensível a inexistência de pares que despertem algum tipo de torcida ou empatia.

Os protagonistas, por exemplo, formam um casal que provoca tédio. A intrometida professora Gabriela (Camila Morgado) e o apático Rafael (Carmo Dalla Vechia) sempre foram apaixonados, mas nunca conseguiram firmar a relação por conta de imprevistos do cotidiano. Os dois seguiram suas vidas e se reencontraram no início da história.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A sina de "Malhação"

Mais uma temporada de "Malhação" (cujo nome foi "Malhação - Viva a Diferença") está chegando ao fim. O seriado adolescente, que completou 20 anos em 2015, segue revelando talentos e ocupando o posto de uma das produções mais longevas da Globo. Porém, há uma espécie de sina que vem perseguindo o formato desde 2010: uma temporada ótima é sempre substituída por uma muito ruim. Claro que a conjuntura é apenas uma mera coincidência. Todavia, é algo que, involuntariamente, desperta atenção.


Entre 2002 e 2004, por exemplo, foi possível observar a alternância de qualidade entre uma estreia e outra. A fase de 2002 foi protagonizada por Juliana Silveira (Júlia) e Henri Castelli (Pedro), entrando para a lista de melhores temporadas do seriado. A trama tinha um enredo principal forte (famílias que passaram a se odiar em virtude de um erro médico) e um casal protagonista repleto de química. A vilã vivida por Bárbara Borges (Thaíssa) também era ótima, assim como os núcleos paralelos, vide a dupla cômica formada por Maumau (Cauã Reymond) e Cabeção (Sérgio Hondjakoff). Fez um merecido sucesso.

Já a temporada substituta, a de 2003, decaiu visivelmente. Ao contrário da anterior, o casal principal era insosso. Manuela do Monte e Sérgio Marone não convenceram e todo o drama do par cansava pelo nível de infantilidade. A vilã obsessiva, interpretada por Nathalia Rodrigues, também não empolgou e o conjunto era fraquíssimo.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"Vidas Brasileiras": o que esperar da próxima temporada de "Malhação"?

Substituir um sucesso é tão desafiador quanto entrar no lugar de um fracasso. Manter os altos índices de audiência de uma faixa é tão complicado quanto reerguer os números abaixo do esperado. Portanto, a missão de Patrícia Moretzohn não será nada fácil. "Malhação - Viva a Diferença" acaba no dia 6 de março e a temporada de Cao Hamburger, dirigida por Paulo Silvestrini, foi um sucesso de público e crítica. A autora agora precisará manter a qualidade do seriado adolescente com "Malhação - Vidas Brasileiras", dirigida por Natália Grimberg.


A ambientação volta para o Rio de Janeiro ---- a atual fase foi a primeira que migrou para São Paulo ---- e será baseada na produção canadense "30 Vies", premiada série que estreou em 2011 e teve 11 temporadas, completando 660 capítulos. É a primeira vez que "Malhação" não terá uma sinopse original. Chegou-se, inclusive, a especular o fim do título "Malhação", mas a força comercial do mesmo acabou recuando os interessados da Globo em encerrar o ciclo. E foi um acerto. Mudar depois de 25 temporadas seria desnecessário, gerando sempre comparações inevitáveis.

Outra novidade é o protagonismo da trama. Não serão os adolescentes e, sim, uma professora, a dedicada Gabriela, interpretada por Camila Morgado. Ela se envolverá com os conflitos dos alunos, agindo como uma espécie de 'anjo da guarda'. Mas também terá família, precisando lidar com seus próprios problemas.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Irretocável como Benê, Daphne Bozaski é o grande destaque de "Malhação - Viva a Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" vem fazendo um justo sucesso de público e crítica. As razões para tamanho êxito são muitas e uma delas é a escolha certeira do time de protagonistas. Tanto na escalação das atrizes, quanto na construção das cinco personagens. O autor Cao Hamburger e o diretor Paulo Silvestrini foram muito felizes. Entretanto, embora todas as meninas sejam apaixonantes, recheadas de qualidades e defeitos, há uma que sempre se destacou em virtude da sua 'diferença', que acaba sendo mais visível: a fofa Benê.


Daphne Bozaski está simplesmente perfeita na composição primorosa de sua personagem, que tinha o sério risco de virar uma caricatura pouco crível. Afinal, a menina doce, extremamente carente e com aspecto de nerd sofre de Síndrome de Asperger, um grau mais leve de autismo. Esse transtorno neurobiológico é pouco conhecido e o autor acertou em cheio quando o colocou em uma de suas protagonistas. Embora ainda não tenha sido falado claramente na trama, o problema vem sendo exposto através das atitudes da menina.

Benedita tem problemas de convívio social e sempre foi uma pessoa solitária. Tudo mudou quando conheceu Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski) e Tina (Ana Hikari) no metrô, fazendo questão de adicioná-las no WhatsApp, organizando um novo quinteto que se tornou inseparável. Contudo, as dificuldades da frágil menina sempre se mostraram presentes, apesar dessa evolução em torno de um maior vínculo de amizade.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

"Malhação - Viva a Diferença" trata temas importantes com propriedade e competência

Além do ótimo elenco, personagens ricos e boa condução do enredo, Cao Hamburger vem acertando em outro ponto com a sua deliciosa "Malhação - Viva a Diferença": a abordagem cuidadosa de vários temas importantes. Racismo, gravidez na adolescência, autismo, uso de drogas, alcoolismo, abuso sexual, direitos humanos, assexualidade, problemas de uma escola pública, automutilação, enfim, não faltam situações exploradas ao longo da temporada, sempre tendo perfis complexos como protagonistas dos mesmos.


Não é fácil inserir tantas temáticas em um enredo ficcional sem parecer gratuito ou forçado, mas o autor vem conseguindo com louvor. Todos os dramas estão inseridos no contexto, complementando os conflitos da trama e deixando os personagens ainda mais cativantes, despertando atenção de quem assiste. A primeira situação abordada foi a gravidez na adolescência, através de Keyla (Gabriela Medvedoski), que pariu em pleno metrô de São Paulo, implicando na aproximação das cinco protagonistas.

Os problemas da menina em criar um filho sem pai e em época escolar foram o foco do começo da temporada, servindo para reforçar cada vez mais o elo do quinteto central, uma vez que todas ajudavam nos cuidados com o pequeno Tonico. Aos poucos, essa dificuldade de Keyla foi cedendo espaço para outras, que eram inseridas com o intuito de destacar outros personagens.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Abuso sexual é tratado de forma corajosa em "Malhação", destacando o talento de Talita Younan

Após tantos elogios seguidos e vários acertos constatados, seria possível elogiar mais uma vez a atual temporada de "Malhação"? A resposta é sim. Cao Hamburger está, com o perdão do trocadilho, fazendo a diferença. O autor vem abordando temas muito importantes e um dos mais difíceis de serem explorados ganhou destaque com o drama de K1: o abuso sexual. E Talita Younan está aproveitando a chance para mostrar seu talento.


K1 sempre foi a venenosa da turma e praticou muito bullying com vários colegas, incluindo Benê (Daphne Bozaski). No entanto, a menina sempre teve um lado mais humano e até inocente, principalmente nos momentos de conversa com K2 (Carol Macedo) ou quando tentava escapar das investidas mais pesadas de MB (Vinicius Wester). Foram muitas cenas hilárias e outras mais vilanescas ao longo da trama; mas, recentemente, a curva dramática começou a mudar. A garota passou a chorar escondido e fazia questão de se isolar. Era o primeiro sinal do abuso.

A personagem até se reaproximou de Keyla (Gabriela Medvedovski), que formava o trio K1, K2 e K3 no passado, antes da filha de Roney (Lúcio Mauro Filho) engravidar e formar as 'five'. Foi a partir dessa aproximação que o público teve maior conhecimento do drama que a menina enfrentava.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Novos conflitos enriquecem trajetória de Ellen e destacam Heslaine Vieira em "Malhação - Viva a Diferença"

A atual temporada de "Malhação" tem merecido elogios diários e não é exagero. Cao Hamburger está exibindo uma trama repleta de bons personagens, tratando a adolescência com total veracidade. "Viva a Diferença" não podia ser um subtítulo melhor. O enredo prioriza o cotidiano, valorizando a vivência de cada perfil, revezando o destaque de cada um, focando mais nas cinco protagonistas, obviamente. E, agora, o autor iniciou uma nova saga para Ellen, vivida pela ótima Heslaine Vieira.


A menina do subúrbio foi a mais resistente em iniciar uma amizade com Lica (Manoela Aliperti), Tina (Ana Hikari), Keyla (Gabriela Medvedovski) e Benê (Daphne Bozaski), alegando a diferença social que as separavam. Mas, com o tempo, acabou se apegando demais a essas novas amigas, formando um quinteto inseparável. Ela, Benê e Keyla estudavam no Colégio Cora Coralina, instituição pública, enquanto Tina e Lica frequentam o Colégio Grupo, uma escola particular. Porém, o verbo ficou no passado para Ellen porque a garota conseguiu uma bolsa de estudos no colégio das amigas mais ricas.

E iniciou-se uma nova fase para a personagem a partir desse ponto. Bóris (Mouhamed Harfouch) foi quem conseguiu essa bolsa, após ter enfrentado Malu (Daniela Galli) e Edgar (Marcello Antony). A bolsa só veio, por sinal, depois de uma difícil prova aplicada, em uma tentativa do pai de Lica de barrar a entrada da menina humilde. Mas, ela passou com louvor e agora é uma aluna do Grupo.

terça-feira, 9 de maio de 2017

"Malhação - Viva a Diferença" tem estreia emocionante e envolvente

"A gente cresce com o que é diferente da gente. Se existe uma hora que se aprende que o diferente é ruim, eu não quero aprender isso nunca. O que eu quero é mostrar que a riqueza é a diferença." Essa simples, mas significativa mensagem fez parte do teaser de "Malhação - Viva a Diferença", já deixando clara a  intenção da nova temporada do seriado adolescente, que estreou nesta segunda-feira (08/05), após a exibição de uma prévia na última sexta e cinco vídeos com cerca de cinco minutos na Globo Play sobre os perfis principais.


A história, dirigida por Paulo Silvestrini, marca a estreia do talentoso Cao Hamburger como novelista na produção dramatúrgica mais longeva da Globo. O autor de sucessos infantis como "Disney Club" (1997), "Um Menino Muito Maluquinho" (2006), "Que Monstro te Mordeu?" (2014) e o inesquecível "Castelo Rá-tim-bum" (1994), que marcou toda uma geração, já mostrou sua competência em lidar com as crianças e agora terá o desafio de se comunicar com os adolescentes, embora "Malhação" seja para todos os públicos e tenha um forte apelo infanto-juvenil.

As chamadas da nova temporada foram promissoras e a estreia honrou todas as expectativas, após a convidativa sinopse ter sido divulgada amplamente nas últimas semanas. Pela primeira vez o seriado tem São Paulo como pano de fundo, depois de 24 fases ambientadas no Rio de Janeiro. E outra novidade é a questão envolvendo o protagonismo.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

"Viva a Diferença": o que esperar da próxima temporada de "Malhação"?

"Malhação - Pro Dia Nascer Feliz" não deixará saudades. Após um começo promissor, Emanuel Jacobina repetiu todos os seus erros de "Malhação - Seu Lugar No Mundo". Após duas temporadas seguidas com o mesmo autor, o seriado adolescente contará agora com um 'estreante' na Globo: o competente Cao Hamburger. Responsável por sucessos como "Castelo Rá-Tim-Bum" (1994), "Disney Club" (1997), "Um Menino muito Maluquinho" (2006), "Que Monstro te Mordeu?" (2014), entre outros, o escritor agora se aventurará na produção dramatúrgica mais longeva da emissora.


Experiente em lidar com o público jovem, o autor preparou um enredo bastante convidativo em torno da amizade de cinco meninas completamente diferentes uma da outra. Isso porque pela primeira vez o seriado adolescente não contará com um casal protagonista. Serão cinco mulheres norteando a trama. Outra novidade é a ambientação. Após 24 temporadas tendo o Rio de Janeiro como cenário, agora é São Paulo a cidade selecionada como pano de fundo para os conflitos adolescentes. As zonas leste e sul de SP foram as escolhidas.

Entretanto, haverá uma similaridade com a fraca "Malhação - seu lugar no mundo": a presença de dois colégios, um particular e outro público. Resta torcer para que agora os dramas sejam abordados com competência, explorando bem as diferenças de ensino e da própria vida dos alunos, uma vez que Jacobina falhou totalmente na missão.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O que a televisão reserva para o telespectador em 2017?

O ano de 2017 não será muito diferente de 2016 em relação ao momento de crise que o país vive. Portanto, a televisão terá que se adequar ao período complicado. Porém, apesar das dificuldades, todas as emissoras conseguiram apresentar vários produtos de qualidade no ano que passou. E por tudo o que vem sendo noticiado e anunciado, é possível constatar que o mesmo ocorrerá ao longo dos próximos doze meses. Boas produções, aparentemente, se aproximam.





"Dois Irmãos":
A série começou a ser gravada em fins de 2014 e estava prevista para 2015. Porém, a Globo a adiou para 2016 e depois para 2017. A produção é dirigida por Luiz Fernando Carvalho, escrita por Maria Camargo, e protagonizada por Cauã Reymond, que interpreta dois irmãos gêmeos. Na primeira fase, aliás, o personagem principal será vivido pelo estreante Matheus Abreu. A trama, que terá dez episódios, é uma adaptação do romance homônimo de Milton Hatoum. A história é em torno de uma família de imigrantes libaneses, ambientada na Amazônia, no início do século XX. O conflito central é a difícil relação dos gêmeos. Aliás, a mãe dos rapazes acaba escolhendo um deles para ir morar no Líbano, longe da família. Juliana Paes, Antônio Fagundes, Irandhir Santos, Antônio Calloni, Maria Fernanda Cândido, Ary Fontoura e Eliane Giadini são alguns nomes do elenco. Estreia dia 9 de janeiro. Pelas chamadas, promete muito.




"The Voice Kids":
Após uma bem-sucedida primeira temporada, levantando a audiência das tardes de domingo, a versão infantil do desgastado "The Voice Brasil" tem tudo para repetir o sucesso, obtendo um ótimo retorno do público. Os técnicos Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e Victor e Leo foram mantidos, mas agora André Marques assume a função de apresentador e Thalita Rebouças de repórter. Estreia dia 8 de janeiro. Que venham mais crianças talentosas e carismáticas, ensinando muito adulto a emocionar a plateia.