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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Participação de Crô funcionou bem em "Três Graças"

 A participação de Crô em "Três Graças" chegou ao fim nesta segunda-feira (02/02) e se destacou pela maneira cuidadosa com que o personagem foi reapresentado ao público. Ao trazer uma figura tão conhecida de "Fina Estampa" para sua nova novela, Aguinaldo Silva optou por uma abordagem contida e funcional, sem recorrer ao excesso ou à simples repetição de fórmulas que já deram certo no passado. Crô surgiu inserido na narrativa de forma natural, respeitou o novo contexto da trama e dialogou com os personagens e conflitos que movem "Três Graças".


Marcelo Serrado demonstrou familiaridade absoluta com o papel. O ator manteve os elementos que definem Crô, vide o humor peculiar, a ironia fina e o jeito expansivo, mas soube moldá-lo ao novo contexto. Essa escolha tornou o personagem reconhecível, mas também coerente com a história em que esteve inserido. Não houve a sensação de um personagem “importado” apenas para chamar atenção; houve, sim, a impressão de alguém que fez sentido dentro daquele universo.

Do ponto de vista narrativo, Crô cumpriu uma função clara. Sua presença, ainda que breve, ajudou a movimentar a trama, criou situações específicas e provocou reações nos demais personagens, contribuindo para o desenvolvimento dos acontecimentos.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Lilia Cabral virou a 'dona' do horário nobre da Globo

 A pandemia do novo coronavírus ainda está longe de acabar e o descontrole da doença tem adiado cada vez mais a estreia de produções inéditas na teledramaturgia. A Globo, principal produtora de novelas do país e do mundo, tem gravado as novas tramas a passos lentos, seguindo os protocolos de segurança. E as reprises têm marcado a imagem de alguns atores, que estão em quase todas. É o caso de Lília Cabral, que virou uma figura frequente no horário nobre desde que as reexibições começaram. 


A interrupção de "Amor de Mãe" ano passado, quando o coronavírus chegou ao Brasil, implicou na reprise de "Fina Estampa", imenso sucesso de Aguinaldo Silva, exibida em 2011. A novela era repleta de equívocos, mas Lília Cabral brilhou na pele de sua primeira protagonista: a batalhadora Griselda. Mais conhecida como Pereirão, a personagem era o que se chamava antigamente de "Torneira Mecânica", uma espécie de 'faz tudo'. 

Após ter vivido muitas peruas elegantes, a atriz conseguiu se reinventar na pele de uma mulher humilde na novela das nove. Infelizmente, a personagem acabou apagada pela grande repercussão de Crô (Marcelo Serrado) e a dupla formada com a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni). Também perdeu a consistência do enredo quando Griselda ganhou na loteria e ficou rica.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: os piores do ano

 A pandemia do novo coronavírus impediu a produção de muitas atrações. As emissoras precisaram apelar para muitas reprises para preencher suas grades. Ainda assim, alguns formatos permaneceram inéditos e vários deles merecem entrar na lista de piores de 2020. E todos os canais sofreram deste mal, assim como costuma ocorrer nos anos sem pandemia. Vamos a eles. 



"Triturando":
O programa de fofocas do SBT sempre foi uma bagunça generalizada, mas em 2020 se superou nos próprios erros. Chamado inicialmente de "Fococando", depois mudou para "Fofocalizando", até virar, do nada, "Triturando". Isso porque Silvio Santos adorava o quadro que triturava a foto de figuras criticadas pelos apresentadores. Porém, a mudança de nome gerou uma rejeição maior do público e a audiência, que já era baixa, despencou. Cris Flores foi contratada para o lugar de Leão Lobo, dispensado por conta da pandemia, e a jornalista é ótima. Ana Paula Renault também foi uma boa aquisição, mas elas não fazem milagre diante dos temas debatidos. Já fizeram até uma enquete perguntando  como o telespectador preferia morrer (esfaqueado, com um tiro ou envenenado). Vergonha. 


"Se Joga":
O programa criado para ficar no lugar do "Vídeo Show" nunca deu certo. Nem um dia sequer. A Globo criou um formato vazio, cansativo e que misturava tudo e não apresentava nada. Érico Brás, Fabiana Karla e Fernanda Gentil nunca conseguiram um bom entrosamento e a artificialidade na apresentação predominava. A pandemia do novo coronavírus fez a emissora priorizar o jornalismo em sua programação e vários programas saíram do ar momentaneamente. O "Se Joga" entrou na lista. Porém, a emissora aproveitou a "oportunidade" para esquecer do programa. Mesmo com a volta da programação normal, aos poucos, o formato do trio de apresentadores não retornou. E ainda bem. Todavia, segundo vários sites, em 2021 a atração retornará aos sábados e somente com Fernanda no comando. Resta saber como será...

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Repleta de situações constrangedoras e personagens rasos, "Fina Estampa" não merecia qualquer reprise

A audiência prova que a Globo acertou em cheio quando escolheu "Fina Estampa" para ser reprisada no lugar de "Amor de Mãe", que teve as gravações interrompidas por conta da pandemia do coronavírus. Os elevados índices têm feito a alegria da emissora e são bem maiores que os números alcançados pela antecessora, escrita por Manuela Dias. Ainda assim não repetiu o sucesso de 2011, como aconteceu com "Êta Mundo Bom!" e "Totalmente Demais", que repetiram e até superaram as expectativas. Porém, deixando esse fator um pouco de lado, é fato que a trama de Aguinaldo Silva foi uma das piores do autor e só perde (ou talvez empate) para "O Sétimo Guardião", o último grande fracasso recente do escritor no horário nobre.


A trama central se baseia no chavão da mãe batalhadora que é humilhada pelo filho ambicioso e bonitão. A mulher em questão atende pelo nome peculiar de 'Griselda' e é interpretada pela grande Lília Cabral. Ainda entra em um triângulo amoroso com uma perua fútil e um homem educado e rico. René (Dalton Vigh) se interessa pelo lado puro da protagonista, o que provoca o ódio de sua esposa, Tereza Cristina (Christiane Torloni). E a vilã tem um mordomo (Crô - Marcelo Serrado), um gay caricato, que é tratado como um capacho. Um conjunto de clichês que costuma funcionar. Porém, nada disso se sustentou por muito tempo na época e fica possível constatar facilmente na reprise que chega ao fim nesta sexta-feira (18/09).

Tereza Cristina tentava ser engraçada em certos momentos e cruel em outros, mas nunca conseguiu. Christiane Torloni procurava fazer o que era proposto, mas sua vilã era tão irritante e sem rumo que a atriz não conseguia uma atuação digna de aplausos. Nem podia fazer milagre.

terça-feira, 17 de março de 2020

Mudança na grade da Globo expõe responsabilidade e boa estratégia

A Globo foi a primeira emissora do país a tomar medidas radicais por conta da pandemia do COVID-19 no mundo. Após muitas reuniões, a cúpula da emissora decidiu manter onze horas de programação ao vivo com jornalismo informativo sobre os cuidados necessários para evitar o contágio do corona vírus, cancelando programas como "Mais Você", "Se Joga" e "Altas Horas". Mas a decisão que mais surpreendeu o público foi a interrupção das gravações de todas as produções inéditas, implicando na substituição de todos os folhetins atuais por reprises.


A maior emissora do país e a segunda maior do mundo simplesmente resolveu parar com a produção da teledramaturgia até o surto melhorar ou o mundo entrar em normalidade. A indústria da Globo sempre foi a mais respeitada em virtude da extrema qualidade e organização de produção. Ao interromper os trabalhos, a empresa demonstra total preocupação com seus funcionários e respeito pelo público. Afinal, não adianta orientar a população para ficar em casa e não agir conforme o aconselhado. Mas a difícil e importante medida também expõe a estratégia sempre precisa do canal.

"Malhação - Toda Forma de Amar", escrita por Emanuel Jacobina, já se perdeu há muito tempo e chegaria ao fim com 278 capítulos. Houve um encurtamento grave e as gravações foram encerradas nesta terça.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

"I love Paraisópolis": a "Fina Estampa" das sete

A novela das sete da Globo, escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira (dirigida por Wolf Maya), está em plena reta final e não lembra mais em nada aquele folhetim apresentado nas primeiras semanas, quando estreou em maio. A produção descambou de vez para o besteirol, repleto de cenas soltas e um tanto quanto grotescas. Assim sendo, levando em consideração os fatores externos, inclusive --- como os bons números no Ibope (ainda que tenha apresentado uma queda nas últimas semanas) ---, é possível observar com mais clareza várias semelhanças com "Fina Estampa", exibida entre 2011 e 2012.


A trama de Aguinaldo Silva começou de uma forma 'contida', apresentando o enredo central e focando nas relações dos perfis principais. O contexto em torno de Griselda (Lília Cabral) e Tereza Cristina (Christiane Torloni) era um déjà vu, mas parecia promissor. Porém, ao longo dos meses, a novela se mostrou limitada, com um excesso de personagens sem função e núcleo central que não saía do lugar. Para culminar, o autor optou por um tom de escárnio em várias sequências, deixando o conjunto muitas vezes sem o menor sentido.

Todas as situações mencionadas vêm sendo repetidas em "I love Paraisópolis", que, no quesito escárnio, ainda tem o atenuante de ser uma obra das sete, faixa mais propícia para tal. A trama principal se mostrou sem sustentação, o número de personagens ultrapassou todos os limites do tolerável e vários acontecimentos vêm se mostrando sem lógica ou propósito.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Fina Estampa e Salve Jorge: duas novelas, dois autores e muitas semelhanças

Duas novelas com histórias totalmente distintas e elencos diferentes. Dois autores que apresentam estilos nada parecidos. Teoricamente "Fina Estampa" e "Salve Jorge" são obras diferentes em tudo e qualquer tipo de comparação soa estapafúrdia. No entanto, ao fazer uma análise mais detalhada, é possível observar muitas semelhanças tanto na forma da condução das histórias quanto na atitude dos respectivos autores.


No dia 22 de agosto de 2011, "Fina Estampa" começou a ir ao ar, substituindo "Insensato Coração". E não demorou muito para que as críticas à novela começassem a surgir. Os personagens caricatos e algumas situações esdrúxulas já começavam a incomodar. Nessa época o autor apenas soltava uma ou outra alfinetada em seu Twitter. Porém, com o tempo, os absurdos de sua história aumentaram gradativamente, o que acabou intensificando as críticas. Foi exatamente a partir daí que Aguinaldo Silva resolveu partir para o ataque.

O autor não se importava com o fato de uma queda de escada com poucos degraus fosse capaz de matar qualquer ser humano e um acidente grave de carro, por exemplo, não fizesse nem a vítima perder o bebê que esperava. Não ligava quando a vilã, uma assassina fria, se desesperava após ser amarrada com uma

sábado, 29 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012: os piores do ano

O ano de 2012 está acabando, e esse blog fará uma grande retrospectiva do que tivemos de melhor. Mas primeiramente é necessário fazer uma lista com os erros e os grandes constrangimentos ocorridos em nossa televisão no ano que passou. Não foi feita uma votação popular. Eu mesmo fiz a lista e fiquem à vontade para discordar ou concordar. Então vamos lá.




Encontro com Fátima Bernardes: Cercado de expectativas, o programa acabou sendo uma grande decepção. Após a saída da jornalista da bancada do Jornal Nacional, muito se especulou a respeito de seu novo programa que seria exibido na grade matutina. Como a atração demorou muito para ir ao ar, o telespectador e a crítica começaram a achar que seria algo revolucionário. Mas era apenas mais um programa de entrevistas, com uma plateia bastante tediosa e alguns famosos que são chamados para palpitar sobre assuntos quase sempre irrelevantes. E Fátima, apesar de ter melhorado, ainda está muito ansiosa e passa a impressão de que está querendo que todos falem rápido para o programa acabar logo. Costuma sempre interromper os convidados, irritando quem assiste.


Casseta & Planeta Vai Fundo: O humorístico da Globo voltou sem ter deixado saudades. E para piorar, os humoristas fizeram questão de dizer que fariam um programa totalmente reformulado e diferente. Era mentira. As mesmas piadas de duplo sentido e quadros que perderam a graça há tempos haviam voltado. Ainda resolveram insistir no erro, criando uma segunda temporada. Ao menos, a emissora acordou e cancelou a atração,

sábado, 24 de março de 2012

Desfecho de Fina Estampa debocha do público

Quem viu o último capítulo de "Fina Estampa" conseguiu se surpreender negativamente. Não que desse para esperar um término plausível em uma novela que abusou de situações totalmente absurdas e delirantes, porém, um mínimo de coerência se fazia necessária. E isso em qualquer obra de ficção, desde que a mesma não se utilize de 'licenças poéticas', como um mundo fantasioso, vampiros, ou algo do tipo.



O capítulo começou apresentando o sequestro de Griselda (Lilia Cabral). Ali haveria a 'revelação' do porquê de tanto ódio que Tereza Cristina (Christiane Torloni) sente por ela. O motivo? Vício. Ou seja, Aguinaldo, que tanto criticou seus colegas novelistas a respeito das maldades gratuitas dos últimos vilões da teledramaturgia, acabou criando uma vilã que justamente agiu de uma forma gratuita. O final dessa cena foi triste de se ver. Antenor e Patrícia salvaram a protagonista em uma sequência que deu sono. Caio Castro e Adriana Birolli apenas comprovaram o quanto atuaram mal durante a novela.

O assassinato de Ferdinand foi uma cópia

sexta-feira, 23 de março de 2012

Fina Estampa: um sucesso que não deixará saudades

Nessa sexta-feira (23/03/2012) termina "Fina Estampa", uma novela que teve uma audiência altíssima, recuperando a constante queda sofrida pelas quatro tramas anteriores e fez um imenso sucesso. Se anteriormente a Globo já estava se conformando com os 35 pontos de média geral que vinha obtendo no horário nobre, agora os constantes picos de 45 pontos da obra de Aguinaldo Silva, aumentou a responsabilidade de "Avenida Brasil", trama que irá substituí-la.


Mas se por um lado "Fina Estampa" fez um imenso sucesso, por outro a novela foi muito criticada pela imprensa especializada e por grande parte dos telespectadores. Foram críticas injustas? Não. Aguinaldo optou por uma trama recheada de absurdos , histórias óbvias, e situações nada atraentes.

Por várias vezes o autor disse que escreveria uma obra

domingo, 11 de março de 2012

Expectativa pela estreia de Avenida Brasil ofusca reta final de Fina Estampa

"Fina Estampa" está em em sua fase final e faltam duas semanas para seu término. A novela continua com uma audiência ótima e superior a das cinco antecessoras. Porém, a trama não vem obtendo altos picos, muito frequentes em sua fase inicial . Os índices se estabilizaram, o que não é para se preocupar, haja vista o sucesso que faz; entretanto, repercussão mesmo vem tendo a sua sucessora --- "Avenida Brasil", escrita por João Emanuel Carneiro.


Enquanto "Fina Estampa" continua apresentando situações absurdas --- como as tentativas totalmente despropositais de Tereza Cristina (Christiane Torloni) em tentar assassinar os filhos de Griselda (Lilia Cabral), seu ex-marido (René - Dalton Vigh), sua filha (Patricia - Adriana Birolli), seu capanga (Ferdinand - Carlos Machado) e qualquer um que aparecer em sua frente, além das bobagens envolvendo Solange (Carol Macedo) e seu funk entediante, a redenção de Teodora (Carolina Dieckmann) etc ---, "Avenida Brasil" começou nos mostrando um teaser instigante, onde uma criança reclama que lhe tiraram sua família e roubaram sua casa; e depois, na fase adulta, promete vingança.

Na semana passada --- após a Globo anunciar

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Arlete Salles: um talento desperdiçado

Arlete Salles é uma das nossas grandes atrizes brasileiras. Participou de várias novelas, e já viveu muitas personagens marcantes. Difícil se esquecer da delegada Francisquinha, de "Pedra Sobre Pedra"; Tonha da Pamonha, de "Meu Bem Querer"; Ademilde, de "A Lua me Disse"; ou então da hilária Copélia, de "Toma Lá Dá Cá", seu sucesso mais recente. Foram muitos tipos bem escritos e que marcaram sua carreira. Nem caberiam todos nesse texto. Mas não podemos dizer o mesmo de Vilma, seu papel em "Fina Estampa".


A história de sua personagem se resume a dirigir um táxi e acompanhar as aventuras amorosas de sua filha (Letícia, vivida por Tania Khallil). Vilma não tem função alguma e sempre aparece 'avulsa' nas cenas. Em um instante está ouvindo as lamúrias de sua amiga Griselda (Lilia Cabral), em outro momento está dando conselhos para sua filha, ou então à neta, e por aí vai. Sua única cena de maior importância, se é que se pode dizer isso, foi a participação da personagem no "Caldeirão do Huck" para reformar seu táxi, que havia sido destruído após um assalto. Triste ver tanto talento sendo desperdiçado dessa forma.

É bem verdade que Arlete

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Crô e Baltazar: um acerto de Fina Estampa

"Fina Estampa" está prevista para acabar em fins de março e continua com uma audiência excelente. Já superou os índices das quatro tramas anteriores ("Caminho das Índias", "Viver a Vida", "Passione" e "Insensato Coração"). Ou seja, Aguinaldo Silva está sorrindo de orelha a orelha e a Globo idem. Entretanto, a novela vem recebendo críticas ferrenhas desde que estreou. E isso parte tanto da imprensa especializada em entretenimento, quanto dos próprios telespectadores. Na minha opinião todas as críticas são mais do que justas, mas a novela tem alguns (poucos) pontos positivos. Um deles é a dupla Crodoaldo (Marcelo Serrado) e Baltazar (Alexandre Nero).



No início da novela Baltazar fazia parte do núcleo do chamado 'merchandising social'. Seu personagem espancava a esposa (Celeste - Dira Paes) e humilhava a filha (Solange), vivida pela Carol Macedo. Apesar de sempre ter sido o motorista da vilã, Tereza Cristina (Christiane Torloni), ele não tinha muita importância na mansão da perua. Enquanto isso, Crô já fazia sucesso com seus característicos elogios à patroa (tendo o 'Rainha do Nilo', como principal deles) e seus trejeitos afeminados já provocavam risos no telespectador.

domingo, 30 de outubro de 2011

Fina Estampa: uma sucessão de equívocos

Com pouco mais de dois meses no ar, "Fina Estampa" já conseguiu um feito e tanto: ter uma audiência que há tempos a Globo não obtinha no horário desde o início de uma obra. É normal que todas as novelas apresentem dificuldades iniciais nos números do ibope até realmente emplacar e cair nas graças do público. Mas isso não ocorreu com a trama de Aguinaldo Silva, que não se cansa de elogiar seu imenso sucesso no Twitter. O autor tem todos os motivos para comemorar, mas nesse caso a audiência não reflete em nada a qualidade.


Até agora a novela não mostrou a que veio e nos apresenta um festival de histórias desconexas e nada atraentes. São poucos os personagens que se salvam e que têm algo de interessante a mostrar. Muitos atribuem isso ao fato da trama ter um grande apelo popular. Não é verdade. "Senhora do Destino", "A Indomada", e "Tieta", só para citar algumas, eram imensamente populares e tinham qualidade. Em "Porto dos Milagres" e "Duas Caras", o autor já tinha errado a mão e o que vimos não foi nada interessante. Mas a atual novela das 21h conseguiu superá-las em todos os sentidos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A deselegância de Aguinaldo Silva

Que Aguinaldo Silva é ávido por polêmica todos estão cansados de saber. Ele sempre criticou tudo e todos como se fosse uma espécie de 'Deus'. Apresentadores, jornalistas, atores, diretores, e os próprios colegas autores já foram alvos de sua língua ferina. Atualmente quem vem sofrendo constantemente com acusações de plágio, vindas dele, é Walcyr Carrasco, autor de "Morde & Assopra".

Desde que a novela das 19 horas estreou que Aguinaldo vem acusando Carrasco de tê-lo copiado a partir de uma conversa que ambos tiveram em um jantar. O motivo da indignação é Dulce, vivida brilhantemente pela Cássia Kiss. A personagem tem uma história muito semelhante com a de Griselda que é interpretada pela igualmente competente Lília Cabral em "Fina Estampa".

sábado, 27 de agosto de 2011

Fina Estampa não entusiasma e parece um déjà vu

Após o término de "Insensato Coração", estreou nessa segunda-feira, dia 22, "Fina Estampa", do sempre polêmico Aguinaldo Silva. Depois de passar muito tempo criticando seus colegas autores, o mentor da atual novela das 21 horas, passou da condição de 'pedra' para 'vidraça'.


O que vimos até agora não é nada animador. A trama central se baseia no chavão da mãe batalhadora que é humilhada pelo filho ambicioso e bonitão. A mulher em questão atende pelo nome peculiar de 'Griselda' e é interpretada pela grande Lília Cabral. Essa situação lhe parece familiar? Óbvio que sim,uma vez que é praticamente o mesmo enredo de um dos núcleos de "Morde & Assopra", onde vemos a humilde Dulce (Cássia Kiss) sendo destratada pelo filho Guilherme (Klebber Toledo). Porém,ao contrário do que Aguinaldo espalhou aos quatro cantos,Walcyr Carrasco não o copiou. Isso é tão clichê que já foi abordado em várias novelas. Maria de Fátima não fazia o mesmo com sua mãe em "Vale Tudo"? São tantas situações iguais que não vale a pena citá-las, já que se perderia muito tempo.