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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Cercada de expectativas, "A Regra do Jogo" estreia com forte e instigante trama central

"Qual o limite entre o certo e o errado?" "Até que ponto você condena ou absolve alguém?" "No jogo da vida, quais são as regras para você?" "Herói? Bandido? Certo? Errado? Depende de que lado você está." Estes são os principais questionamentos que nortearão a nova novela das nove, que abordará injustiça, vingança, trambique, crime organizado, entre outros temas inseridos por João Emanuel Carneiro em "A Regra do Jogo". A trama, dirigida por Amora Mautner, estreou nesta segunda-feira (31/08) e todos os holofotes estarão voltados para este folhetim, afinal, a responsabilidade de substituir "Babilônia" (o maior fracasso do horário nobre global) e reerguer a audiência da faixa mais cobiçada da emissora é imensa.


Para culminar, a última novela do autor foi "Avenida Brasil", um fenômeno que fez um grande sucesso, se tornando, inclusive, uma das novelas mais vendidas da Globo. Porém, pressões à parte, João Emanuel não tem obrigação de emplacar uma 'nova versão' do seu trabalho bem-sucedido de 2012, e precisa justamente evitar qualquer tipo de comparação. Outro ciclo foi iniciado e uma distinta história será contada. Ao menos é o que se espera. Mas as chamadas já deixavam claro que o escritor manterá toda a sua essência, ou seja, uma trama central forte e núcleos paralelos bem popularescos. A estreia, portanto, foi apenas a comprovação.

Fazendo jus ao que já virou uma espécie de 'tradição' em estreias (recentemente houve até em "Malhação - Seu Lugar no Mundo"), foi exibida uma cena do futuro, com a mocinha presa por ter furtado dinheiro da sua chefe, para depois voltar ao passado, mostrando como aquela situação tinha chegado naquele ponto.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ótimas atuações, texto preciso e trama instigante foram as principais qualidades de "Felizes para sempre?"

As chamadas prometiam uma produção de grande qualidade e os dez capítulos exibidos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro cumpriram a promessa com louvor. Escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, "Felizes para sempre?" chegou ao fim nesta sexta-feira com um excelente e dramático capítulo, fechando o curto ciclo da microssérie, que mesclou política e relacionamentos com competência, em grande estilo.


A obra foi baseada em "Quem ama não mata" (1982), escrita pelo mesmo autor, mas apenas a essência da trama se manteve: os conflitos familiares e um crime passional. A nova história tinha a prostituta Danny Bond (Paolla Oliveira) como responsável pelas principais reviravoltas e todos os conflitos foram alterados. Já a inserção de Brasília como ambiente foi uma grande sacada para abordar as falcatruas de Cláudio (talentoso Enrique Diaz, escolha acertada de protagonista), poderoso dono de empreiteira que se envolvia em esquemas de corrupção.

E alguns personagens foram batizados com os nomes dos atores que participaram da produção da década de 80, em uma bela homenagem feita pelo autor. Os primeiros capítulos foram praticamente voltados para o casal principal, que teve seus problemas agravados depois da entrada da garota de programa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Com grande elenco e texto perspicaz, "Felizes para sempre?" estreia mesclando relacionamentos, sexo e poder

E se a paixão morre? E se a convivência é interrompida? E quando o prazer é poder? E se na família corre veneno? E se a cumplicidade é corrompida? E se o casamento vira uma mentira? Todos estes questionamentos estão presentes em "Felizes para sempre?", produção escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, que estreou nesta segunda-feira (26/01), na Globo. Sexo, corrupção, poder e traição são alguns dos pontos centrais desta microssérie, cuja estreia agradou e muito.


Baseada em "Quem ama não mata" (de 20 capítulos), escrita em 1982 pelo mesmo autor, a trama ---- ambientada em Brasília ---- conta a história de cinco casais interligados, com problemas distintos que abalam suas respectivas vidas, que se envolvem em um crime passional. O enredo é voltado para as rupturas das relações familiares, sexuais e afetivas; onde a dinâmica destes relacionamentos se coloca como estrutura central da série.

Maria Fernanda Cândido e Enrique Diaz interpretam Marília e Cláudio, um casal em crise que resolve chamar uma garota de programa para apimentar a relação. Ela (vivida por Paolla Oliveira) é apelidada de Danny Bond, mas na realidade se chama Denise e tem um relacionamento homossexual com Daniela (Martha Nowill), que não desconfia da vida dupla da namorada ---- estas personagens, inclusive, não existiam da produção de 1982.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Com "Amores Roubados" e "O Rebu" se destacando, 58ª edição da "APCA" faz justiça na premiação dos melhores de 2014

Na primeira segunda feira de dezembro (dia 1º), foi realizada a tradicional assembleia da Associação Paulista de Críticos de Artes, mais conhecida como "APCA", que reuniu mais de 50 críticos do Sindicado dos Jornalistas do Estado de São Paulo para escolher os melhores em várias categorias, como Arquitetura, Cinema, Artes Visuais, Música Popular, Literatura, Dança, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.


E na categoria Televisão (sem excluir as demais, vale ressaltar), tanto os finalistas quanto os vencedores foram merecidos. A 58ª edição da "APCA" honrou as qualidades de várias produções e o trabalho de talentosos atores que brilharam em 2014. "Amores Roubados" e "O Rebu" foram as grandes premiadas e, curiosamente, ambas foram encabeçadas pela mesma equipe, que inclusive contou com a participação de alguns atores nas duas produções.

"Amores Roubados" ganhou na categoria "Dramaturgia" e o troféu foi muito justo. A minissérie de George Moura, com direção de José Luiz Villamarim, fez um grande sucesso e arrebatou público e crítica com uma história que mesclava suspense e muito drama.

sábado, 13 de setembro de 2014

Com fortes cenas e grandes interpretações, "O Rebu" chega ao fim considerada uma das novelas mais caprichadas da Globo

Após 36 capítulos de muito luxo, qualidade, fortes embates, grandiosas interpretações e uma intensa investigação policial, chegou ao fim "O Rebu", uma das mais caprichadas novelas já produzidas pela Globo. O remake baseado na obra de Bráulio Pedroso impressionou logo no primeiro capítulo e manteve a boa impressão durante toda a sua exibição, prendendo o telespectador através de uma trama instigante, bem entrelaçada e repleta de tipos ambíguos.


Escrita primorosamente por Sérgio Goldenberg e George Moura, a novela teve uma direção impecável de José Luiz Villamarim e uma fotografia de encher os olhos de Walter Carvalho ---- mesma competente equipe de "O Canto da Sereia" e "Amores Roubados". Todo este belo conjunto foi acrescido de uma gama de personagens cheios de nuances e de um elenco maravilhoso. Para culminar, a trilha sonora era repleta de clássicos nacionais e internacionais. Com tantas qualidades reunidas, ficou difícil não se encantar por esta produção, que engrandeceu o horário das onze.

Aos poucos, foi sendo possível perceber que a história era muito mais que um simples 'Quem matou?'. Os autores fizeram questão de construir um enredo riquíssimo, inserindo fortes dramas na vida de todos os personagens, valorizando automaticamente a interpretação dos atores que fizeram parte deste tão bem escalado time.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O talento de Cássia Kiss

Tem alguns atores que engrandecem qualquer produção. Isso ocorre devido ao imenso talento, ao prestígio que conquistam com o tempo de carreira e aos grandes trabalhos que já fizeram na teledramaturgia. E Cássia Kiss está neste seleto time de estrelas. O folhetim, série, espetáculo ou minissérie que pode contar com sua presença é automaticamente acrescido de um 'bônus' e tanto. Portanto, é óbvio que sua participação na impecável "O Rebu" deixou esta obra ainda melhor.


Cássia ganhou a enigmática e intensa Gilda, advogada e braço-direito de Angela Mahler (Patrícia Pillar), uma personagem repleta de nuances e ambiguidade. Todas as cenas exigem uma expressão corporal intensa da atriz, que se dedica ao extremo e se destaca com louvor. A esposa de Bernardo (José de Abreu) é uma mulher ressentida, arrogante, infeliz e firme. Ao longo da novela, por exemplo, dá para contar nos dedos de uma só mão quantas vezes ela sorriu.

Vivendo um casamento de aparências, a advogada tinha um caso com Bruno (Daniel de Oliveira) e este parecia ser sua única válvula de escape. Com o passar dos capítulos, o drama pessoal da personagem foi sendo exposto, principalmente a partir da chegada dos filhos Michel e Valentina (Olívia Torres).