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terça-feira, 7 de agosto de 2018

"Orgulho e Paixão" se beneficia com ótimo trio de vilãs

Os textos enaltecendo "Orgulho e Paixão" neste blog viraram uma constante e a novela merece. Marcos Berstein segue com um desenvolvimento sem tropeços e a quantidade de ótimos casais impressiona, assim como os conflitos que permeiam a trama. Além de todos os pontos positivos já mencionados, é preciso ainda mencionar agora o ótimo trio de vilãs que surgiu mais recentemente formado por Margareth (Natália do Vale), Susana (Alessandra Negrini) e Josephine (Christine Fernandes).


Muito interessante observar as movimentações do roteiro com três víboras agindo em diferentes núcleos, apresentando características de ótimas vilãs e sendo interpretadas por grandes atrizes. Susana foi a primeira malvada do folhetim e sua parceria com Petúlia (Grace Gianoukas genial) sempre foi um dos trunfos do folhetim. Porém, a sua vilania é cômica. É até difícil ter raiva da interesseira e a inimiga da mocinha Elisabeta (Nathalia Dill) raramente triunfa em algum plano por muito tempo.

Alessandra Negrini é uma 'expert' em viver malvadas e novamente está se saindo muito bem na função. O autor, muito espertamente, inseriu Lady Margareth na história recentemente com o claro objetivo de provocar mais reviravoltas e ainda evitar que Susana fosse ofuscada. Isso porque a personagem começava a ficar mais apagada em virtude da felicidade de Elisabeta e Darcy (Thiago Lacerda) e do rompimento com Julieta (Gabriela Duarte), em processo de humanização ao lado de Aurélio (Marcelo Faria).

sexta-feira, 29 de junho de 2018

"Orgulho e Paixão" fica ainda melhor com a entrada de Natália do Vale

Uma das muitas qualidades de "Orgulho e Paixão" é o seu bom ritmo. O autor está sempre promovendo conflitos e acontecimentos na trama, evitando qualquer barriga ---- período onde nada de relevante ocorre. Como há vários casais atrativos no enredo e muitos personagens bem construídos, Marcos Bernstein consegue extrair o melhor desse bom conjunto até com certa facilidade. E agora o escritor inseriu uma grande vilã na história, o que resultou em uma ótima virada.


Lady Margareth Williamson é a irmã de Lorde Williamson (Tarcísio Meira) e a escolhida para representá-la foi Natália do Vale. A personagem chegou para tumultuar a relação de Darcy (Thiago Lacerda) e Elisabeta (Nathalia Dill), que estava até então harmoniosa em virtude da descoberta das cartas falsas usadas por Susana (Alessandra Negrini) para separá-los. A arrogante mulher trouxe sua filha, Briana (Bruna Spínola), para oficializar o casamento com o sobrinho, se aproveitando de um "acordo familiar" feito anos atrás. 

A tia do mocinho mal chegou e já movimentou a novela com sua empáfia, recheada de frases preconceituosas sobre o Brasil. Não esperou para intimar Darcy a casar com Briana e nem se preocupou em desprezar Charlotte (Isabella Santoni), lembrando da má reputação da sobrinha por causa do relacionamento com Uirapuru (Bruno Gissoni).

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Chamada de supersérie, "Os Dias Eram Assim" não teve nada de super e nem de série

Após seis novelas exibidas na faixa das onze ---- "O Astro", "Gabriela", "O Rebu", "Saramandaia", "Verdades Secretas" e "Liberdade, Liberdade"----, inserindo o folhetim em um horário mais tarde, permitindo maiores liberdades nas cenas, a Globo decidiu mudar a classificação do produto em 2017, optando por chamar "Os Dias Eram Assim" de 'supersérie'. O que seria a sétima novela da faixa (planejada anteriormente para às 18h, inclusive), virou a primeira supersérie da emissora. Mas, não podiam ter escolhido trama pior para fazer essa alteração. Isso porque a produção, que chegou ao fim nesta segunda-feira (18/09), não teve nada de super e muito menos de série.


Primeiro, porque teve 88 capítulos, ficando no ar por seis meses. Foi a produção mais longa das 23h, superando todas as novelas anteriores, que tinham como característica o menor número de capítulos (normalmente em torno de 60). E, segundo, porque o enredo das estreantes Angela Chaves e Alessandra Poggi apresentou todos os clichês possíveis de um folhetim, fazendo do conjunto um dramalhão clássico. Entretanto, infelizmente, todos esses recursos foram muito mal usados pelas autoras. Afinal, não há mal algum no clichê, desde que bem conduzido. Não foi o caso. Ainda mais em um produto que era classificado como 'supersérie'. Inclusive, nem ritmo de uma série teve. O enredo se arrastou ao longo dos meses e parecia interminável.

O início da trama, dirigida por Carlos Araújo, parecia promissor. Ambientada na década de 70, tendo a Ditadura Militar como pano de fundo, a história de amor protagonizada por Renato (Renato Góes) e Alice (Sophie Charlotte) despertou interesse e o primeiro capítulo deixou uma ótima impressão.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Ótima como Kiki em "Os Dias Eram Assim", Natália do Vale fazia falta na televisão

A última novela que contou com a presença de Natália do Vale do início ao fim foi a fracassada e problemática "Em Família", de Manoel Carlos, exibida em 2014. Ela, inclusive, protagonizou uma situação estapafúrdia, interpretando a mãe de Júlia Lemmertz. Dois anos depois, esteve apenas no primeiro capítulo de "Êta Mundo Bom!", vivendo a mãe da personagem de Nathalia Dill. Ou seja, a grande intérprete estava praticamente ausente da televisão há três anos. E agora, em "Os Dias Eram Assim", provou que estava fazendo muita falta.


A atriz está ótima na pele da passional Kiki, mulher que passou anos sendo submissa ao marido e vivendo uma relação conflituada com as duas filhas. Na primeira fase da trama de Angela Chaves e Alessandra Poggi, Natália conseguiu protagonizar grandes cenas ao lado de Sophie Charlotte e Antônio Calloni. As brigas que a personagem tinha com o autoritário Arnaldo eram intensas e os embates com Alice repletos de instantes dramáticos. Ela deu um show. Era uma fase, inclusive, que o enredo se mostrava promissor e atrativo.

Infelizmente, ao longo das semanas, a trama foi se esvaziando e Kiki perdeu a importância com a morte equivocada do marido. O assassinato do empresário em nada contribuiu para o andamento do roteiro e só prejudicou o núcleo central, tendo a intérprete como uma das principais 'vítimas'. Tanto que acabou avulsa na história por um bom tempo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

"Os Dias Eram Assim" tem estreia despretensiosa e promissora

"O que a história separou só o amor pode unir de novo". A nova novela das onze, agora chamada de "supersérie", representa bem a frase dita no teaser da produção: um amor entre dois jovens sendo atingido o tempo todo por um doloroso contexto histórico. "Os Dias Eram Assim" estreou nesta segunda-feira (17/04) com um capítulo despretensioso e que retratou muito bem (em apenas 40 minutos) tudo o que o enredo irá abordar ao longo dos próximos meses. Um romance clássico norteia o roteiro, cujo foco é a Ditadura Militar e todos os processos enfrentados pelo Brasil nas décadas de 70, 80 e 90. Ficção e a realidade que muitos viveram sendo mesclados.


Prevista inicialmente para ser um folhetim das seis, a produção foi transferida para o horário das onze e acabou beneficiada, pois a faixa permite uma exploração bem maior em torno das torturas, crimes e momentos mais fortes envolvendo o regime militar. Angela Chaves e Alessandra Poggi estreiam a primeira novela delas como autoras principais, após anos trabalhando como colaboradoras. A Globo vem investindo cada vez mais em escritores novos e a atitude é mais do que válida. A exibição do primeiro capítulo (disponível uma semana antes pelo aplicativo Globo Play) mostrou um enredo bem estruturado e dramas bastante convidativos.

A trama começou exibindo imagens reais de manifestações a favor da constituição, dos militares revistando pessoas nas ruas e capas de jornal a respeito do "AI-5" (o Ato Institucional mais duro do governo militar), do anúncio dos Gorilas de um golpe contra Jango, entre outras matérias. E toda essa compilação era embalada pela marcante música "Deus Lhe Pague", cantada pela saudosa Elis Regina.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

"Êta Mundo Bom!" tem estreia promissora e traz de volta o humor rasgado ao horário das seis

Após a mediana "Sete Pecados",  a popular "Caras & Bocas" e o universo de dinossauros e robôs em "Morde & Assopra" no horário das sete; a estreia bem-sucedida no horário nobre com a eternizada "Amor à Vida"; o ótimo remake de "Gabriela" e o fenômeno "Verdades Secretas" na faixa das onze, Walcyr Carrasco voltou para o horário das seis, que o consagrou na Globo com os sucessos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea". "Êta Mundo Bom!", sua nova produção, estreou nesta segunda-feira (18/01), substituindo a excelente "Além do Tempo", de Elizabeth Jhin.


A missão do autor não é nada simples, afinal, ele precisa manter a qualidade da faixa, após a impecável "Sete Vidas" e a elogiada trama recém terminada, que ousou com uma passagem de tempo de 120 anos. Porém, Walcyr tem boas chances de manter o nível, principalmente depois do ótimo e envolvente primeiro capítulo apresentado. Com a direção de Jorge Fernando e um elenco repleto de bons nomes, a nova novela teve um início movimentado e seu enredo está repleto de situações clássicas de um bom folhetim.

Ambientada na capital e no interior de São Paulo, em 1940, a história é inspirada no conhecido conto "Cândido ou o otimismo", de Voltaire, e na versão do clássico para o cinema brasileiro, cujo título foi "Candinho", protagonizado pelo grande e saudoso Mazzaropi, em 1954. O tom caipira da trama vem justamente dessa homenagem do autor.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Canal Viva acerta com a reprise de "Cambalacho", uma das marcantes novelas de Silvio de Abreu

Exibida entre 10 de março e 3 de outubro de 1986, "Cambalacho" foi uma das novelas das sete mais marcantes da Globo. Sucesso de Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, a trama marcou época, mesclou a comédia rasgada e o drama com maestria e ainda apresentou uma legião de personagens cativantes. Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1991, o folhetim começou a ser reexibido pelo Canal Viva em agosto de 2015.


A história é protagonizada por dois trambiqueiros natos: Leonarda Furtado, a Naná (Fernanda Montenegro), e Jerônimo Machado, o Gegê (saudoso Gianfrancesco Guarnieri). Os dois sobrevivem dos cambalachos (expressão que se popularizou na época) que fazem e ela ainda custeia os estudos da filha (Daniela - Cristina Pereira) no exterior. Naná, inclusive, recolhe crianças das ruas para aliviar sua culpa pelos trambiques. Já o seu comparsa é mais 'prático' e bem menos sentimental.

Apesar dos golpes que praticam, os protagonistas são pessoas bacanas e de bom coração. Fernanda e Gianfrancesco formaram uma dupla maravilhosa na trama e esbanjaram sintonia. Os perfis eram uma espécie de mocinhos às avessas.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Idade dos personagens prejudica "Em Família" e subestima telespectador

A nova e teoricamente última novela de Manoel Carlos ainda está dando seus primeiros passos. A história entrou em sua terceira fase, após a Globo interferir e acelerar os capítulos por causa da baixa audiência, e tem conseguido apresentar uma boa história. Claro que é cedo para saber se a trama se sustentará pelos próximos meses, mas o conjunto parece promissor. No entanto, a história apresenta um grave problema que afeta a verossimilhança da trama: a idade dos personagens principais.


A segunda fase de "Em Família" foi responsável pela apresentação do núcleo principal e pelo desenrolar do conflito que move o triângulo amoroso. Através desse conjunto, o telespectador pôde conhecer as características dos personagens e se familiarizar com os dilemas. Porém, apesar de ter proporcionado as melhores cenas da novela até então, essa fase acabou comprometendo ainda mais a realidade da terceira.

Maneco foi muito feliz na escalação de Júlia Lemmertz para viver sua última Helena, que começou com Lilian Lemmertz, mãe da atriz. Ela está ótima e nem chega a ser surpresa, já que seu talento é conhecido. Entretanto, subestimou o telespectador quando escalou Natália do Vale para interpretar a mãe