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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: as melhores cenas do ano

Mais um ano se passou e foram muitas cenas merecedoras de elogios exibidas ao longo de 12 meses. Vários atores se destacaram, protagonizando sequências repletas de drama, tensão e comicidade. Teve momento para todos os gostos e uma retrospectiva dessas grandiosas interpretações (incluindo, claro, direção e texto) merece ser feita. Vamos, então, relembrar tudo o que aconteceu de mais marcante na teledramaturgia em 2016.





Cena final do penhasco em "Além do Tempo":
Elizabeth Jhin foi muito feliz nessa sua novela e o último capítulo foi em grande estilo, reproduzindo a sequência mais marcante do final da primeira fase, mas com um desfecho diferente. Pedro (Emílio Dantas) matou Melissa (Paolla Oliveira) e os mocinhos Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) na vida passada, só que mais de cem anos depois foi ele quem pagou por tudo o que fez. Melissa matou o vilão com um tiro e se regenerou, salvando a vida dos até então inimigos, os retirando do precipício com a ajuda do anjo Ariel (Michel Melamed). A sequência ficou tão boa quanto a da primeira fase e os atores deram um show.




Mariana morre de tristeza em "Ligações Perigosas":
Após descobrir que Augusto (Selton Mello) era um galanteador e estava apenas a usando, Mariana começa a definhar. A religiosa que adorava a vida perdeu a alegria que tinha e mergulhou em uma profunda depressão, vivendo praticamente estática em uma cama. Apesar dos cuidados das freiras e de pessoas próximas, não conseguia mais comer e mal andava. Só tinha força para chorar. No final, se entregou para a morte. A interpretação visceral de Marjorie Estiano impressionou e a atriz mais uma vez mostrou a grande atriz que é. Foi impossível não ter se emocionado vendo a personagem naquele estado deplorável.


terça-feira, 7 de junho de 2016

Após quase 14 anos em "A Grande Família", Marieta Severo, Tonico Pereira, Marco Nanini e Marcos Oliveira retornaram aos folhetins em grande estilo

Foram quase 14 anos em "A Grande Família", uma das séries mais longevas da Globo. Marieta Severo, Tonico Pereira, Marco Nanini e Marcos Oliveira abrilhantaram o seriado da família Silva por todo esse tempo e deram show vivendo Dona Nenê, Mendonça, Lineu e Beiçola, respectivamente. Entretanto, os quatro (principalmente Marieta e Nanini, sempre bastante requisitados antes da produção) estavam fazendo muita falta nas novelas. E a ausência deles já tem sido devidamente preenchida desde que a série chegou ao fim. Todos, por sinal, tiveram muita sorte, pois ganharam ótimos papéis em bons folhetins.


A primeira agraciada foi Marieta Severo. Convidada por Walcyr Carrasco, a atriz aceitou na hora interpretar a arrogante e ambiciosa Fanny em "Verdades Secretas". A novela --- que estreou nesta segunda em Portugal --- virou um fenômeno de audiência e repercussão, se transformando no maior sucesso das 23h e de 2015. Ela ganhou do autor um perfil que representava o oposto do que era aquela doce dona de casa do subúrbio. Uma quase vilã, cuja profissão de agenciadora de modelos era usada como disfarce para um esquema de prostituição de luxo. Ou seja, um tipo que qualquer atriz gostaria de interpretar.

A personagem era um dos pilares da trama das onze e Marieta fez jus ao tamanho do papel, como já era de se esperar. Sua atuação angariou inúmeros elogios e ela chegou a ganhar o Prêmio Extra de Melhor Atriz pelo seu admirável desempenho. Suas cenas com Rodrigo Lombardi, Camila Queiroz, Drica Moraes, Agatha Moreira, entre outros ótimos nomes, eram sempre boas e bem interpretadas.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Protagonistas das cenas mais emocionantes do final, Romero e Atena formaram o melhor casal de "A Regra do Jogo"

"A Regra do Jogo" teve seu último capítulo exibido nesta sexta, dia 11, e fechou seu ciclo apresentando altos e baixos. João Emanuel Carneiro apresentou uma novela mediana e a produção ficou bem aquém do esperado. Entretanto, o folhetim teve bons momentos e um dos maiores acertos foi a dupla Romero e Atena, beneficiada pela imensa química entre Alexandre Nero e Giovanna Antonelli. Tanto que as melhores cenas finais da trama foram protagonizadas por eles, além de Tonico Pereira, o gênio intérprete do trambiqueiro Ascânio.


Nada mais propício do que uma novela sobre uma facção criminosa ter um casal protagonista de bandidos. E foi exatamente isso que aconteceu. Assim que os dois se conheceram, ficou perceptível a sintonia da canalhice e não demorou muito para se apaixonarem. Porém, como era um sujeito covarde e controverso, Romero fazia de tudo para negar o que sentia pela vigarista, até porque ela representava o lado que ele queria fugir. Já ela expunha justamente o contrário: fazia questão de declarar seu amor pelo ex-vereador envolvido com o crime.

Só que o verdadeiro sentimento dele sempre aflorava na hora das dificuldades. Por exemplo, quando Atena foi sentenciada à morte pela facção. Durante aquele instante de terror, o personagem não escondeu o seu amor e ainda sofreu achando que ela havia morrido.

sexta-feira, 11 de março de 2016

"A Regra do Jogo" elevou a audiência e teve bons momentos, mas prometeu muito e cumpriu pouco

Após o imenso fracasso de "Babilônia" e o sucesso de "Os Dez Mandamentos", a Globo decidiu antecipar a estreia de "A Regra do Jogo". A trama estreou no dia 31 de agosto e era vista como a salvação do horário nobre, em virtude do fenômeno "Avenida Brasil", escrita pelo autor em 2012. No entanto, a estratégia da emissora foi catastrófica. Iniciar uma nova história enquanto o folhetim bíblico da Record estava a pleno vapor foi um erro crasso e pagaram caro por isso ---- a novela da líder chegou a perder algumas vezes na audiência e demorou a reagir. Porém, pouco mais de seis meses depois, pode-se constatar que a trama chegou ao fim com bons momentos e conseguiu, apesar dos percalços iniciais, elevar o Ibope do horário nobre.


A novela foi, sem dúvida, a pior de João Emanuel Carneiro. Prometeu bastante e não cumpriu nem a metade. Entretanto, não pode ser considerada ruim. Foi um folhetim mediano, que conseguiu fechar seu ciclo com dignidade. A trama parecia promissora na primeira semana, quando começou a exibir a história de uma misteriosa facção criminosa, que tinha como um dos integrantes um ex-vereador defensor dos direitos humanos. A história instigante despertou atenção e o teaser de lançamento da produção provocou várias teorias a respeito do caráter de cada personagem. Ainda havia a promessa de um novo método de direção, apelidado pela diretora Amora Mautner de "Caixa Cênica". E, claro, a expectativa de acompanhar um novo folhetim do autor de quatro sucessos ("Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos", "A Favorita" e "Avenida Brasil") era imensa.

Mas, ao longo do desenrolar do enredo, pouca coisa se mostrou realmente atraente de fato. O núcleo central sempre teve a sua força, mas a demora em desdobrar os acontecimentos prejudicou a novela. E o destaque cada vez maior de vários núcleos paralelos completamente avulsos e repetitivos deixou o conjunto ainda mais desanimador.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Grandes cenas e momentos eletrizantes marcam reta final de "A Regra do Jogo"

João Emanuel Carneiro guardou os melhores momentos de sua novela para a reta final e tem tirado o fôlego do telespectador nas duas últimas semanas de trama. O autor tem focado praticamente no núcleo central, deixando os paralelos repetitivos de lado, proporcionando uma sucessão de grandes cenas e sequências eletrizantes. O folhetim já tinha apresentado uma ótima guinada com a falsa morte de Romero (Alexandre Nero) e conseguiu ficar ainda melhor com a queda de Gibson (José de Abreu).


O descontrole do grande vilão da história deixou o principal núcleo mais movimentado e o autor foi muito preciso ao retratar a corrupção em todos os setores da sociedade, expondo a presença de integrantes da facção em vários locais do país, incluindo instituições aparentemente 'incorruptíveis'. O início da derrocada de Gibson se deu quando Kiki (Deborah Evelyn) finalmente contou a Dante (Marco Pigossi) toda a verdade sobre seu sequestro. A cena primou pela emoção e os dois deram um show.

A partir de então, foi iniciada uma verdade caçada ao gangster e toda a sua família descobriu a verdadeira índole do todo poderoso. Belisa (Bruna Linzmeyer), Cesário (Johnny Massaro) e Nora (Renata Sorrah) entraram em desespero e o patriarca ainda tentou dissuadi-los, quando os flagrou escondidos na casa de Nonato (Ilya São Paulo) e Conceição (Séfora Rangel), sem sucesso.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Com a competência de sempre, Tony Ramos honra a importância de Zé Maria em "A Regra do Jogo"

Um dos melhores e mais complexos personagens de "A Regra do Jogo" é, sem dúvida, o Zé Maria. E o ex-integrante da maior facção da novela está sendo interpretado simplesmente por um dos melhores atores do país. Apesar do clichê, pode-se afirmar que Tony Ramos ganhou um grande presente de João Emanuel Carneiro, que já havia trabalhado com ele no primeiro capítulo de "Avenida Brasil", onde o intérprete viveu o íntegro Genésio ---- pai de Rita (Mel Maia) e marido enganado de Carminha (Adriana Esteves).


O ator está colhendo merecidos elogios por mais um ótimo trabalho e é admirável ver a sua dedicação. O pai de Juliano (Cauã Reymond) começou a novela jurando inocência, apesar de ser um fugitivo da polícia, acusado de ser o grande responsável pela Chacina de Seropédica. No entanto, algum tempo depois, foi revelado que o personagem era na verdade um monstro, integrante da mais temida facção criminosa do Rio de Janeiro. Esse início lembrou muito o da Flora (Patrícia Pillar), em "A Favorita", que também se dizia inocente, até se revelar uma verdadeira psicopata com fome de sangue.

E quando a verdadeira face de Zé foi exposta para o público, ele se portou como um grande vilão, proporcionando ótimas cenas para Tony. O autor criou vários momentos aterrorizantes do bandido, onde até os colegas da facção temiam o braço direito do Pai (Gibson - José de Abreu).

terça-feira, 1 de março de 2016

Núcleos paralelos repetitivos e desinteressantes prejudicam narrativa de "A Regra do Jogo"

"A Regra do Jogo" mostrou, desde a estreia, que tem uma trama central muito interessante. João Emanuel Carneiro conseguiu criar um enredo atrativo, embora com muitos furos, em torno de uma perigosa facção criminosa, criada por um poderoso empresário (Gibson - José de Abreu) que planeja acabar com a corrupção e a criminalidade através da violência. Quando a novela foca nisso, prende atenção com facilidade. Entretanto, a narrativa é muito prejudicada pelo núcleos paralelos repetitivos e desinteressantes.


Todo folhetim precisa ter subtramas para a história central poder se sustentar por vários meses no ar. Principalmente as produções do horário nobre, que costumam ter capítulos maiores que as exibidas na faixa das seis, das sete e das onze. Caso contrário, não há criatividade que consiga elaborar constantes conflitos para o núcleo principal se manter atraente por praticamente sete meses. Portanto, nada mais normal do que a criação dos enredos paralelos ---- isso desde a criação da telenovela.

E é fundamental que o autor desenvolva situações secundárias tão envolventes quanto a central. Porém, não é o caso de "A Regra do Jogo". O que o enredo que engloba a facção tem de atrativo, os que movem a família de Feliciano (Marcos Caruso) e o Morro da Macaca têm de desinteressantes. Curiosamente, todos são voltados para a comicidade, com exceção da trama pesada que cerca a vida de Domingas (Maeve Jinkings).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Giovanna Antonelli e Vanessa Giácomo brilham na reta final de "A Regra do Jogo"

A reta final de "A Regra do Jogo" está bem movimentada e tudo graças ao bom andamento da trama central, que deslanchou de vez. Apesar dos absurdos do enredo ---- como o surto de Romero (Alexandre Nero), que resolve sequestrar Tóia para provar que mudou (?) ----, a principal trama da novela tem prendido a atenção do público. Após o destaque de Débora Evelyn (que brilhou com a volta de Kiki ao casarão da família), Vanessa Giácomo e Giovanna Antonelli vêm sendo cada vez mais exigidas em virtude do rapto da filha de Djanira (Cássia Kiss), que proporcionou interessantes desdobramentos.


O embate entre mocinha e vilã ficou explícito quando a parceira de Romero achou o cativeiro onde ele mantinha a mãe do seu filho presa. Atena até conseguiu evitar a fuga da inimiga, mesmo quando Tóia ameaçou enfiar uma faca no seu algoz ---- debilitado por causa da esclerose múltipla. As atrizes se destacaram e fizeram uma ótima dobradinha. Já toda a sequência que expôs a 'união' das rivais teve o terror psicológico como grande protagonista, uma vez que Atena se aproveitou do estado de desespero de Tóia para manipulá-la.

E os momentos de puro desespero da refém foram angustiantes, fazendo jus a bons filmes de suspense. Percebendo o estado de Tóia, Atena conseguiu convencê-la a matar Romero, relembrando tudo o que ele fez com a inimiga. As cenas exigiram uma completa entrega das atrizes e ambas mostraram o quão são competentes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Deborah Evelyn e Renata Sorrah emocionam em mais uma boa virada de "A Regra do Jogo"

João Emanuel Carneiro prometeu boas viradas na reta final de "A Regra do Jogo" e vem cumprindo o que assegurou. Após a ótima virada de Dante (Marco Pigossi) ---- que finalmente descobriu o verdadeiro caráter de seu pai, Romero (Alexandre Nero) ---- e a nova fase de Tóia (Vanessa Giácomo) ---- deixando de ser uma mocinha passiva, virando uma vingativa feroz ----, a novela das nove apresentou mais uma reviravolta com o retorno de Kiki (Deborah Evelyn) à mansão da família Stewart.


O aguardado momento do reencontro de mãe e filha fez valer a longa espera, destacando Deborah Evelyn e Renata Sorrah. As duas protagonizaram uma linda cena, onde o amor era o grande elo de ligação entre personagens que estavam afastadas há anos, após o sequestro de Kiki, planejado pelo próprio pai (Gibson - José de Abreu). A sequência foi longa, tocante e exigiu muita entrega das intérpretes, que corresponderam, sem qualquer surpresa levando em conta o talento que têm ---- o capítulo, inclusive, rendeu 35 pontos em São Paulo e 42 (recorde) no Rio de Janeiro.

A cena em torno do festival de afeto promovido por ambas funcionou como um raro instante de paz, em meio ao contexto pesado daquela família completamente doente, vítima da obsessão do próprio patriarca. A troca de olhares carinhosos foi transmitido com imensa transparência, emocionando quem assistia.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

"Êta Mundo Bom!", "Totalmente Demais" e "A Regra do Jogo" elevam a audiência da Globo

Pode-se constatar que a Globo começou o ano de 2016 muito bem. Isso porque as suas três novelas vêm conseguindo ótimos índices de audiência, elevando a média da faixa noturna. As três produções estão em períodos completamente distintos ---- uma acabou de começar, a outra está praticamente na metade e a terceira entra em plena reta final ----, mas vêm conseguindo prender a atenção do telespectador com ótimas tramas.


A nova novela das seis estreou com o pé direito, contando uma história despretensiosa, leve e gostosa, em torno da saga do ingênuo Candinho (Sérgio Guizé), um caipira que acha que tudo que acontece de ruim na sua vida é para melhorar. A trama estreou com impressionantes 25 pontos, média que o horário não alcançava desde 2010. Os números continuam altos ao longo das semanas, ficando entre 22 e 24 pontos, surpreendendo até a Globo, que jamais esperava tamanho sucesso, ainda mais em pleno horário de verão.

"Êta Mundo Bom!" vem honrando essa boa aceitação popular e Walcyr Carrasco vem fazendo jus ao título de 'Rei das seis', após os fenômenos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea". O seu novo folhetim reúne absolutamente tudo o que ele sempre apresentou nesta faixa e era o que o público estava com saudades, após ter assistido histórias mais ousadas em "Amor à Vida" e "Verdades Secretas", por exemplo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nova fase de Tóia evidencia talento de Vanessa Giácomo e proporciona ótimas cenas em "A Regra do Jogo"

Ao contrário do que muito se imaginava, a maior reviravolta de "A Regra do Jogo" não se deu com a aguardada revelação da identidade do Pai (Gibson - José de Abreu), o todo poderoso da facção que move a trama. Após o ótimo momento em que Dante (Marco Pigossi) descobriu que seu pai era um canalha, a grande virada do folhetim de João Emanuel Carneiro ocorreu com o 'despertar' de Tóia (Vanessa Giácomo), que finalmente soube que Romero Rômulo (Alexandre Nero) sempre a enganou.


O capítulo 135 (cujo título foi "Dormindo com o inimigo") pode ser considerado um dos melhores (senão o melhor) da novela até agora. As cenas foram de tirar o fôlego, destacando grande parte do elenco e movimentando o atrativo enredo central, que sempre foi o maior acerto da produção. A aguardada cena em que Tóia descobre que o homem com quem ela se casou é um canalha da pior espécie foi brilhantemente interpretada por uma entregue Vanessa Giácomo. Ela foi visceral e honrou a importância daquele momento.

Todo o desespero da mocinha foi aumentado em virtude da sua gravidez, uma vez que ela está esperando um filho do homem que arruinou sua vida, direta ou indiretamente. O ódio que a personagem passou a sentir por Romero pôde ser constatado através do olhar da atriz, que também mostrar a dor da decepção.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Marco Pigossi se destaca com a virada de Dante em "A Regra do Jogo"

A missão de Marco Pigossi não era nada fácil: interpretar um policial passivo, alheio a todos os acontecimentos da novela. Ou seja, um investigador que era facilmente feito de trouxa por todo mundo. Porém, apesar do ingrato perfil, o ator conseguiu mais uma vez mostrar o seu talento e pôde se destacar ainda mais nesta semana de "A Regra do Jogo", a partir do momento que o seu personagem finalmente descobriu que Romero Rômulo (Alexandre Nero) é membro da facção.


Dante passou a trama inteira sendo enganado e não conseguindo ver o que estava diante de seus olhos. Mesmo constantemente alertado por Juliano (Cauã Reymond) e Belisa (Bruna Linzmeyer), o policial se negava a acreditar em várias evidências a respeito da facção, inclusive a respeito de Orlando (Eduardo Moscovis). João Emanuel Carneiro abusou da paciência do telespectador e demorou demais para fazer um dos principais mocinhos da trama acordar. Mas, apesar de toda a demora, é preciso ressaltar que Marco protagonizou várias cenas boas.

O ator fez muitas sequências ótimas com Cauã, Bruna, Carolina Dieckmann (Lara), José de Abreu (Gibson), Renata Sorrah (Nora), Du Moscovis, entre outros. Só que o grande momento do intérprete na novela veio mesmo com a aguardada cena da descoberta do policial, que flagra o pai de conchavo com Tio (Jackson Antunes).

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Eduardo Moscovis pôde mostrar seu talento nos momentos finais de Orlando em "A Regra do Jogo"

Foram longos dez anos longe das novelas. O último folhetim que contou com o talento de Eduardo Moscovis foi "Alma Gêmea", fenômeno de audiência escrito por Walcyr Carrasco em 2005, onde interpretou o mocinho Rafael. Durante este período de 'afastamento', o ator fez uma participação em um episódio de "As Cariocas" (2010) e protagonizou duas séries: "Louco por Elas" (2012/2013), na Globo, e "Questão de Família" (2014/2015), no canal a cabo GNT. Até que finalmente ele voltou aos folhetins em "A Regra do Jogo", onde pôde ser visto desde setembro, na pele do canalha Orlando.


Inicialmente, o vilão escrito por João Emanuel Carneiro parecia promissor. Irônico, dissimulado e extremamente ambicioso, o personagem aparentava ser um dos melhores da facção criminosa que move o roteiro. Entretanto, o perfil ---- que na sinopse era um homossexual enrustido, mas cuja sexualidade foi alterada por receio da rejeição do público ---- foi perdendo a importância. Todo o atrativo início, que consistia em sua aproximação da família de Gibson (José de Abreu), se diluiu com o tempo e a situação ficou estagnada e repetitiva. Ou seja, a frustração pelo subaproveitamento do ator, ainda mais levando em conta os dez anos que o mesmo ficou longe das novelas, começou a se fazer presente.

Mas o autor se redimiu quando houve a esperada revelação do Pai em "A Regra do Jogo". Obviamente, o José de Abreu passou a ter o triplo de destaque que tinha quando seu personagem foi exposto, no capítulo 93, como o maior vilão da história. Só que Eduardo Moscovis foi beneficiado juntamente com ele.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: as melhores cenas do ano

Como foi um ano de grandes interpretações, automaticamente foi um ano de grandiosas cenas também. Vários atores se destacaram em 2015 (colocados na lista anterior) e foram muitas as sequências merecedoras de aplausos. Quase todas as novelas e séries contaram com bons momentos que merecem ser mencionados em mais uma retrospectiva. Vamos a eles.






Passeio no parque em "Sete Vidas". 
Foi a cena mais linda e tocante do ano. Lícia Manzo escreveu e os atores interpretaram uma delicada sequência, onde os sete irmãos do título se encontraram em um parque de diversões, retomando uma infância não vivida. Isso depois de uma briga séria protagonizada por todos. O momento serviu para uma bonita reconciliação, que resultou em um show de sensibilidade. Isabelle Drummond, Jayme Matarazzo, Thiago Rodrigues, Michel Noher, Ghilherme Lobo e Maria Eduarda de Carvalho emocionaram em meio a uma perfeita trilha sonora ("Reckoner", do Radiohead, em uma linda versão de Vitamin String Quartet). Foi impossível não ter chorado assistindo. 




Condessa finalmente encontra Bernardo em "Além do Tempo".
Irene Ravache protagonizou inúmeras cenas grandiosas na trama de Elizabeth Jhin e essa foi uma delas. O momento em que Vitória, após anos procurando, reencontra o filho desaparecido foi lindo demais. A atriz expôs toda a alegria da personagem só pelo olhar e Felipe Camargo também merece elogios por sua atuação. Apesar do Conde ter sido amarrado por Bento, a delicadeza do momento se fez presente. A cena ainda culminou em uma virada na reta final da primeira fase da história, o que resultou em ótimas sequências posteriores. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Revelação do Pai não surpreende, mas provoca uma boa guinada em "A Regra do Jogo"

Nesta quarta-feira (16/12), foi revelada a identidade do grande líder da facção criminosa, o maior segredo de "A Regra do Jogo". Apelidado de Pai, o poderoso chefão era uma incógnita desde a estreia da novela e o mistério foi mantido até o capítulo 93. A revelação não surpreendeu em nada, uma vez que vazaram várias informações nos jornais e na imprensa semanas antes e a própria história já estava deixando claro que Gibson (José de Abreu) era o grande vilão. Porém, apesar da obviedade, a revelação deu uma boa guinada na história.


João Emanuel Carneiro guardou uma boa gama de explicações para toda esta questão e ainda conseguiu tocar em uma ferida que continua aberta na sociedade: a justiça com as próprias mãos. Isso porque Gibson resolveu criar a facção depois de sofrer um grande trauma, durante um assalto, quando sua casa foi invadida por marginais e sua família foi cruelmente torturada pelos criminosos. Após presenciar o momento de terror, ele constatou a ineficiência da justiça brasileira e resolveu sentenciar os bandidos. Assim, contratou Zé Maria (Tony Ramos) para assassiná-los, que por sua vez arrumou mais capangas para o 'serviço'. Foi o início da organização mais temida da novela.

A cena em que Gibson se revela para Orlando (Eduardo Moscovis) --- surgindo no meio da escuridão ---, deixando claro que sempre soube das armações do canalha e que estava apenas testando sua competência o tempo todo, foi ótima e brilhantemente interpretada por José de Abreu e Du Moscovis. O empresário explicou todo o seu objetivo para o subordinado e ainda fez questão de enfatizar que criou um exército para tirar toda a corja que está no poder.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Na pele do sarcástico Ascânio, Tonico Pereira se destaca merecidamente em "A Regra do Jogo"

Ele tem 67 anos de idade e mais de 40 de carreira. São mais de 50 filmes e mais de 30 trabalhos na televisão, incluindo novelas e séries. Tonico Pereira é um grande ator e vem se destacando na pele do picareta Ascânio, em "A Regra do Jogo". João Emanuel Carneiro o presenteou com um dos melhores personagens da atual trama das nove, proporcionando para o intérprete uma volta aos folhetins em grande estilo.


Afinal, a última novela que contou com sua participação foi "Desejos de Mulher", em 2002. Desde então, Tonico passou a integrar o elenco fixo de "A Grande Família", vivendo o hilário Mendonça, e ficou até o final do seriado de sucesso. Porém, ao contrário da maioria dos colegas da série da Família Silva, o ator também chegou a marcar presença em outras produções ao longo deste tempo. Por exemplo, nas minisséries "A Casa das Sete Mulheres" (2003) e "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes" (2007), além do seriado "Carga Pesada" (2004) e da série "Decamerão - A Comédia do Sexo" (2009).

Agora, em "A Regra do Jogo", Tonico tem defendido com competência o sarcástico Ascânio, ex-braço direito de Romero Rômulo (Alexandre Nero). O personagem, na verdade, não passa de um pobre coitado que não tem onde cair morto. Ele praticamente criou o protagonista da história, logo após 'conhecê-lo', quando o mesmo tentou roubá-lo quando ainda era uma criança.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

João Emanuel Carneiro e o assassinato dos personagens queridos de suas histórias

Todo autor tem a sua marca ou ao menos uma identidade. Isso no cinema, no teatro e na televisão. Quem começa a acompanhar a carreira de vários deles consegue captar tranquilamente isso. E não é diferente com João Emanuel Carneiro. Embora seja considerado ainda um 'novato' como escritor solo ("A Regra do Jogo" é apenas a sua quinta novela na carreira), ele já apresenta algumas características peculiares, como o assassinato de perfis queridos do público, por exemplo.


Claro que a sua maior identidade é a mescla entre suspense e humor popularesco, entretanto, esse pequeno detalhe em torno da morte de personagens cativantes tem se sobressaído nos seus trabalhos. O seu primeiro folhetim foi "Da Cor do Pecado", em 2004, supervisionado por Silvio de Abreu. E essa produção marcou não só o início de sua carreira solo, como também o começo da 'saga' de fins trágicos de tipos que caem no gosto popular.

Afinal, é impossível não se lembrar o triste assassinato de Afonso Lambertini (Lima Duarte em um de seus melhores desempenhos). O personagem, inicialmente, se mostrou um empresário frio e calculista, que só se preocupava com os negócios e fazia questão de controlar o seu filho Paco (Reynaldo Gianecchini).

terça-feira, 3 de novembro de 2015

As teorias sobre o enigmático teaser de "A Regra do Jogo"

O teaser de "A Regra do Jogo" despertou uma grande curiosidade assim que foi lançado. A imagem dos atores em cima de um tabuleiro de xadrez gigantesco serviu para evidenciar aquilo que seria a trama de João Emanuel Carneiro: um jogo, onde um tenta derrubar o outro, até a hora do aguardado xeque-mate ----- ataque decisivo ao Rei, peça mais importante do jogo de xadrez, em que não há chance de fuga ou defesa, implicando no término da partida e na derrota do jogador atacado.


De acordo com o que foi mostrado no teaser ---- que pode ser assistido aqui ----, os jogadores que estão de branco representam o bem e os que estão de preto representam o mal. Já a música de abertura, cantada por Alcione ("Juízo Final"), fala justamente da batalha entre o bem e o mal. Só que na trama do autor, não há ninguém (com algumas exceções) completamente bonzinho e nem completamente malvado. Ao menos até agora. 

E o próprio teaser evidencia as dúvidas em cima do caráter de cada um. A primeira imagem que surge é a de Romero Rômulo (Alexandre Nero), de branco, encarando Zé Maria (Tony Ramos), de preto. E logo depois é possível ver Nelita (Bárbara Paz), Merlô (Juliano Cazarré), Djanira (Cássia Kiss) e Ascânio de branco no tabuleiro.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O show de Cássia Kiss e a falta que Djanira fará em "A Regra do Jogo"

"A Regra do Jogo" apresenta vários personagens dúbios, que não são o que aparentam. O conflito entre o bem e o mal está sempre presente, inclusive nas 'guerras internas' de cada um. De todos os perfis apresentados, houve um que se sobressaiu pela intensa carga dramática: a Djanira, interpretada pela magistral Cássia Kiss. E, infelizmente, a moradora do fictício Morro da Macaca deixou a trama nesta última segunda-feira (19/10), no capítulo 43.


Mãe biológica de Romero Rômulo (Alexandre Nero) e adotiva de Tóia (Vanessa Giácomo) e Juliano (Cauã Reymond), a personagem expulsou o filho de sangue de casa, quando ele ainda era uma criança, em virtude dos constantes furtos praticados pelo garoto, que se encaminhava cada vez mais para o mundo do crime. Ela acabou pegando para criar a mocinha da novela, órfã de pai, assassinado no chocante massacre de Seropédica, cujo autor foi o temido Zé Maria (Tony Ramos). Ou seja, um perfil repleto de dramas e complexidades.

A atriz se destacou em todos os capítulos que contaram com sua luxuosa presença e foi possível perceber a força dessa personagem logo na estreia, quando a mesma quase morreu e foi salva pela filha. Ainda internada no hospital, após uma delicada cirurgia, a batalhadora mulher ligou para Romero (apelidado de Capeta em seu celular) ---- depois de um longo período de afastamento ---- e os dois travaram o primeiro duelo de palavras em plena CTI (Centro de Tratamento de Terapia Intensiva).

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Trama central deslancha e movimenta "A Regra do Jogo"

A atual novela das nove estreou cercada de expectativas, substituindo o fracasso "Babilônia". Após o fenômeno "Avenida Brasil", a ansiedade para assistir ao novo trabalho de João Emanuel Carneiro era alta. A produção teve um ótimo início e apresentou um bom enredo central. Porém, ao longo dos capítulos, o folhetim foi apresentando personagens demais e a trama foi se diluindo, deixando o conjunto desinteressante. A desconfiança em torno da capacidade da história aumentou, assim como os números de audiência foram diminuindo, em virtude ainda do sucesso de "Os Dez Mandamentos".


Entretanto, depois de um mês de novela no ar, o autor mostrou que ainda está em plena forma e provocou uma excelente virada na trama. Em uma situação parecida com a revelação da verdadeira identidade de Flora (Patrícia Pillar em "A Favorita"), guardadas as devidas proporções, a cena em que Zé Maria (Tony Ramos) se mostra um cruel bandido sanguinário, proporcionou uma grande guinada na história, que imediatamente começou a ser encaminhada com agilidade. Agora, realmente parece que o folhetim começou de fato, após longas semanas de prólogo, onde o bandido da facção se dizia inocente do massacre de Seropédica.

Todo o núcleo central voltou a ser o foco de "A Regra do Jogo", depois de muitas cenas desnecessárias das tramas paralelas, quase todas cômicas, que não precisavam ter ocupado tanto espaço neste início. Com certeza o autor teve esta atitude em virtude das discussões em torno do 'excesso de violência' das novelas do horário nobre e da 'rejeição' do público, que preferia ver algo mais leve.