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sexta-feira, 17 de outubro de 2025

"Vale Tudo" foi um remake apolítico, descaracterizado, raso, absurdo e covarde

 O remake de "Vale Tudo" sofreu um massacre de críticas muito antes da sua estreia. A ideia de uma nova versão da melhor novela já feita na teledramaturgia provocou uma série de desconfianças por razões óbvias e a rejeição nas redes sociais foi gigante, o que fez a missão da nova trama ser ainda mais complicada. Afinal, o objetivo era repetir o sucesso, manter a qualidade, não desrespeitar a obra original e provar que todas as críticas tinham sido precipitadas. Porém, a adaptação de Manuela Dias, dirigida por Paulo Silvestrini, chegou ao fim nesta sexta-feira (17/10) sem conseguir alcançar nem um terço das metas.  


A autora até conseguiu enganar o público e a imprensa no começo do remake, quando as similaridades com a obra de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères eram muitas. Mas, ao longo dos messes, foi ficando evidente a precariedade do texto, a destruição de arcos dramáticos fundamentais, a direção repleta de equívocos e novos conflitos que só empobreceram a narrativa, a ponto da essência do enredo ter se perdido por completo. A pergunta central --- "Vale a pena ser honesto no Brasil?" --- perdeu a relevância porque não houve discussão alguma de temas pertinentes e incômodos para a sociedade. 

A principal característica do remake foi a covardia. A história de 1988 transbordava política e abordava assuntos que geravam debates. Mas é importante ressaltar que não se tratava de política partidária e, sim, a política do dia a dia de todo cidadão brasileiro, aquelas atitudes que quase sempre caminhavam na linha tênue entre a integridade e a canalhice. Tanto que não havia personagem perfeito em "Vale Tudo". Todos tinham algum tipo de falha, o que proporcionava uma sucessão de embates éticos e controversos sobre a conduta de cada um.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Última semana de "Vale Tudo" destrói trajetória de Fátima e mistério sobre o assassino de Odete Roitman

 A dois capítulos de seu fim, "Vale Tudo" apresentou uma das piores últimas semanas da história da teledramaturgia. Nem parece que o remake adaptado por Manuela Dias e dirigido por Paulo Silvestrini está acabando. Não acontece praticamente nada de relevante e os poucos acontecimentos exibidos serviram apenas para destruir qualquer resquício de lógica na saga de Maria de Fátima (Bella Campos) e ainda tirou todo o clímax para a revelação do verdadeiro assassino de Odete Roitman (Debora Bloch). 


Para disfarçar a falta de enredo na reta final, a autora optou por reprisar inúmeras vezes as cenas de Odete dialogando com cada um dos cinco suspeitos de seu assassinato, com uma preferência para Celina (Malu Galli) e Heleninha (Paolla Oliveira), que já apareceram em quase todos os capítulos da última semana enfrentando a vilã e apontando a arma para ela. Tanto que as duas já assumiram o crime para uma inocentar a outra. O delegado não fez em nenhum momento o teste de pólvora nas mãos das suspeitas e ambas também confessaram o crime sem a presença de um advogado sequer. Nem cela na delegacia tem para elas ficarem. Tanto que as cenas são sempre em uma sala. Faltou verba para o cenário e para a contratação de um ator?

A quantidade de reprises minou qualquer expectativa para a revelação do assassino de Odete. Claro que a curiosidade persiste, mas já foram exibidas tantas vezes as mesmas cenas que é inevitável a diminuição do impacto da sequência verdadeira no último capítulo. Ficou maçante, o que é raro em se tratando de situações enigmáticas envolvendo um grande crime.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Manuela Dias aniquila a força do embate entre Raquel e Fátima em "Vale Tudo"

 Nesta quinta-feira (28/08), foi ao ar em "Vale Tudo" uma das cenas mais aguardadas pelo público em 1988: o momento em que Maria de Fátima (Bella Campos) bate na porta da casa da mãe e pede ajuda, exatamente como Raquel (Taís Araújo) disse que aconteceria no dia do rompimento entre as duas. A cena da obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères é de lavar a alma. Só que não teve o mínimo impacto no remake e não por culpa das atrizes, mas do contexto criado por Manuela Dias na nova versão, que esvaziou todo o simbolismo da sequência. 

Há 37 anos, a cena foi ao ar dentro de um contexto que honrou a essência da novela. A pergunta 'Vale a pena ser honesto no Brasil?' foi respondida especificamente nesta sequência, bem antes do final da obra. Raquel estava milionária graças ao sucesso de seu restaurante, fruto de seu trabalho ao lado do melhor amigo Poliana (Pedro Paulo Rangel). Não precisou passar a perna em ninguém, dar golpes, mentir, nada. Enriqueceu com a sua luta. Ainda que seja uma utopia diante de tantas desigualdades no país e da narrativa errônea em torno da meritocracia, uma vez que a oportunidade nunca é igual para todos, foi um momento catártico. 

Raquel se negou a ajudar a filha e a expulsou seu seu apartamento de luxo em 1988. E na trama original, vale lembrar, Fátima já tinha parido e estava com uma criança nos braços para cuidar sozinha. A profecia daquela mãe se cumpriu depois da antológica cena em que Raquel rasgou o vestido de noiva de Fátima e disse em alto e bom som que sua queda era certa e nunca mais contaria com ela para nada.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Surto de Heleninha destaca talento de Paolla Oliveira em "Vale Tudo"

 Nesta terça-feira (29/07), foi ao ar a melhor sequência de Heleninha Roitman no remake de "Vale Tudo". A personagem vem enfrentando uma trajetória bem irregular na adaptação de Manuela Dias, assim como vários perfis na nova versão da obra de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères. E os problemas que transbordam na narrativa às vezes recaem no trabalho dos atores, de uma forma injusta em sua maioria. No caso de Paolla, houve agora a possibilidade da atriz demonstrar um grande desempenho em uma sucessão de cenas difíceis. 


O capítulo foi quase todo voltado para Heleninha, que mais uma vez teve uma recaída e bebeu todas por causa da crise no casamento com Ivan (Renato Góes). O ex de Raquel (Taís Araújo) saiu de casa decidido a terminar a relação, o que desesperou a filha de Odete Roitman (Debora Bloch). A personagem chegou a ir até o apartamento do sogro, Bartolomeu (Luis Mello), caindo de bêbada, para implorar o perdão do marido, o que só piorou a situação. 

Heleninha ainda decidiu seguir Ivan e flagrou Raquel subindo até o apartamento do seu ex. Não houve beijo ou outra situação de maior intimidade, mas a situação foi o bastante para Heleninha desistir de qualquer chance de permanecer sóbria.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Cena emblemática prova que Taís Araújo foi a melhor escalação do remake de "Vale Tudo"

 Nesta segunda-feira (07/07), foi exibida uma das cenas mais emblemáticas de "Vale Tudo" e da história da teledramaturgia nacional: o momento em que Raquel (Taís Araújo) desmascara Maria de Fátima (Bella Campos) e rasga o vestido de noiva da filha. A sequência original, interpretada por Regina Duarte e Gloria Pires em 1988, é uma das mais reproduzidas até hoje nas redes sociais e foi reprisada inúmeras vezes na televisão em programas, como o extinto "Vídeo Show". 


A cena foi muito aguardada, mas por motivos de desconfiança. Afinal, o remake vem se mostrando um fracasso de audiência e enfrenta uma avalanche de críticas (quase todas muito justas), tanto do público quanto dos jornalistas especializados em televisão. Então, havia o receio da destruição de um dos momentos mais lembrados pelos telespectadores da versão original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasséres. Porém, o resultado foi bastante positivo e comprovou o acerto da escalação de Taís Araújo. 

O desafio de escolher uma nova atriz para defender uma personagem tão ingênua e correta era grande, até porque Regina Duarte teve um desempenho brilhante em um papel de difícil composição. Todavia, ao contrário de vários outros nomes, a escalação de Taís foi quase uma unanimidade quando anunciada. Os elogios dominaram os espaços porque todos acreditavam no potencial da atriz, que já esbanjou talento em vários papéis, desde a sua estreia na televisão, em "Xica da Silva", aos 17 anos.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

"Vale Tudo" apresenta ótimo começo e tem dura missão pela frente

 O remake de "Vale Tudo" é a maior aposta da Globo em 2025, o que foi refletido na intensa campanha de divulgação, tanto nas redes sociais quanto nos programas do canal, além de ações coordenadas promovidas pela emissora que completa 60 anos no dia 26 de abril. E não por acaso será neste dia que Odete Roitman (Debora Bloch) entrará na história, adaptada por Manuela Dias, dirigida por Paulo Silvestrini e baseada na obra de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères.


A coragem de refazer a produção que é considerada a novela das novelas e uma obra prima da teledramaturgia tem o seu preço e um deles é a inevitável comparação. Tanto que a emissora vem sofrendo uma avalanche de críticas nas redes sociais desde que anunciou o remake. A escalação do elenco foi o principal alvo dos ataques, além de possíveis mudanças no texto primoroso do folhetim. Porém, o antídoto para esse veneno é um trabalho bem feito e que ao menos não desrespeite o conjunto tão harmonioso, visto em 1988, e até hoje tão aclamado.

Ao menos por enquanto, a produção não tem feito por merecer críticas. É verdade que está apenas há uma semana no ar e muita água vai rolar até o final do enredo, mas até o momento a novela vem despertando atenção e curiosidade a respeito dos próximos acontecimentos.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

"Vale Tudo": o que esperar do novo remake das nove?

 Vale tudo para vencer na vida? É a questão que separa mãe e filha no novo remake das nove da TV Globo, adaptado por Manuela Dias com direção artística de Paulo Silvestrini. A nova versão de ‘Vale Tudo’, um dos maiores títulos da teledramaturgia brasileira, escrito por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, e exibido originalmente em 1988, estreou nesta segunda-feira (31/03) e promete conduzir o público a uma jornada atual sobre caráter, ética, honestidade, com enfrentamentos morais e romance. 


A relação entre mãe e filha com visões opostas sobre o caminho a se vencer na vida desencadeia um embate sobre se vale tudo para ser bem-sucedido e, ao mesmo tempo, honesto no Brasil. Enquanto Raquel (Taís Araujo), uma mulher batalhadora, típica mãe brasileira, acredita que é possível ganhar a vida com integridade e de forma honesta, sua filha, Maria de Fátima (Bella Campos), se dispõe a fazer qualquer coisa para alcançar o sucesso e abandonar a vida simples que leva em Foz do Iguaçu, no Paraná. O conflito entre essas duas mulheres está no centro da trama de ‘Vale Tudo’. 

A história começa focando em Raquel, que foi criada por seu pai, Salvador (Antonio Pitanga), segundo as mais rígidas regras de ética e moral, e, tenta educar Maria de Fátima da mesma maneira. Mas a jovem não vê a hora de conquistar a vida glamourosa que tanto sonhou, custe o que custar.  

quarta-feira, 26 de março de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Vale Tudo", o novo remake das nove

 A Globo promoveu na terça-feira retrasada, dia 11, a segunda coletiva virtual de "Vale Tudo". Participaram os atores Cauã Reymond, Debora Bloch, Paolla Oliveira, Carolina Dieckmann, Pedro Waddington, Edvana Carvalho, Ramille, Ricardo Teodoro, Malu Galli, Luis Lobianco, Alice Wegmann, Humberto Carrão, Samuel Melo, Rhaisa Batista, Luis Melo e Bella Campos. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Cauã Reymond falou como enxerga o futuro romance de seu personagem com a Odete: "Nunca parei pra pensar nisso. Tive o cuidado de ver um pouco a versão anterior, mas não quis ver muito porque como a Débora falou muito bem estamos fazendo um clássico e é um novo texto e uma nova 'Vale Tudo'. Se a gente fizer a metade do sucesso que ela fez, ficarei mito feliz. Não fiz ainda cenas com a Odete e estou na fase do plano com a Maria de Fátima pra ela conquistar o Afonso. Estou torcendo pra encontrar com a Débora que admiro muito, mas nunca contracenamos".

Debora Bloch comentou se assistiu ao produto original, como é sua parceria com Malu Galli e como enxerga a Odete em 2025: "Eu na época eu vi a novela um pouco porque estava no teatro, mas não via todo dia. Depois comecei a rever e achei que aquilo não estava me ajudando e achei melhor concentrar no texto da nova versão e concentrar na minha Odete. A novela virou um clássico e sempre que se remonta um clássico os atores vão dar a sua leitura daquele clássico, acrescentar seu repertório. Eu já assistia Malu no teatro e depois a gente fez a minissérie 'Queridos Amigos', onde ficamos amigas, e depois 'Sete Vidas'. Fizemos duas amigas na série e depois irmãs na novela. A gente se dá bem em cena, temos um jogo bom juntas, mas agora é uma relação diferente dessas irmãs.

quinta-feira, 20 de março de 2025

Tudo sobre a festa de lançamento do remake de "Vale Tudo"

 Uma festa “bafônica”, como diria Milton Cunha! Assim foi o lançamento de ‘Vale Tudo’, nesta quinta-feira, dia 20, no Copacabana Palace, Rio de Janeiro. A noite foi repleta de experiências imersivas, intervenções e referências à novela em todos os espaços, pensados para traduzir o mundo de luxo da família Roitman e o despojamento do universo dos influencers da agência Tomorrow da trama. 

Um desfile de modelos vestindo as capas de chuva coloridas de cenas do primeiro capítulo deu um toque especial ao evento, enquanto o ponto alto da noite foram os shows. Os  Garotin transformaram o Golden Room num baile coreografado, e uma roda de samba com Pretinho da Serrinha e Mariene de Castro levou o elenco ao palco para cantar “Brasil”, tema da abertura da novela.  

Em um dos salões principais do hotel, a equipe de cenografia reproduziu o ambiente da mansão dos Roitman, com uma atmosfera elegante e aconchegante. O espaço foi decorado com detalhes especiais, como produção de arte com fotos do elenco em porta retratos. O evento ainda teve dois estilos de bar, com drinks nomeados com bordões da novela.

terça-feira, 4 de março de 2025

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Vale Tudo", o novo remake das nove

 A Globo promoveu na terça-feira passada, dia 25, a primeira coletiva virtual de "Vale Tudo", remake de Manuela Dias, dirigido por Paulo Silvestrini, baseado na obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasséres. Participaram a autora, o diretor e os atores Lucas Leto, Cacá Ottoni, Karine Teles, Belize Pombal, Maeve Jinkings, Lorena Lima, Breno Ferreira, Bruna Aiiso, Letícia Vieira, Jéssica Marques e Taís Araújo. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Paulo Silvestrini comentou sobre a diferença do remake: "A gente assina e entrega uma carta de intenções. A gente espera que tenha tocado no coração dos fãs. Para o fã a essência da obra está preservada, os personagens estão ali. A gente brinda o público com pequenas homenagens, busco homenagear Dennis Carvalho e Ricardo Washington, enfim, é uma releitura vintage e para quem não conhece é uma oportunidade para entrar em contato com essa obra clássica. Vou fazer com muita atenção e vontade que todos se sintam recompensados em ligar a televisão". 

Manuela Dias falou das mudanças ao longo do tempo para a realização do remake: "Depois de 37 anos, a nossa expectativa é que 40% terá contato com a obra original. Mas é uma novela para todos. Está atualizada com um cheiro vintage e acho que para quem já viu é como se reencontrar um amigo, mas com o tempo fazendo seu trabalho. O mundo mudou muito, ainda bem, no quesito de sustentabilidade, enfim.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

"Cabocla" foi um remake saboroso

 A edição especial de "Cabocla" chega ao fim nesta sexta-feira, dia 14. O remake exibido em 2004 foi a terceira adaptação da obra de Benedito Ruy Barbosa, após a versão de 1959 da TV Rio e a de 1979 da própria Globo. A reprise ocupou a faixa 'pós-Jornal Hoje', preenchida anteriormente pelo extinto "Vídeo Show", que até hoje a emissora não nomeou. Então segue mantendo a classificação de 'edição especial', sendo que de especial não tem nada, já que tem a mesma duração das reexibições do "Vale a Pena Ver de Novo". 


"Cabocla" é inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto – escritor da primeira fase do Modernismo - e se passa no fictício município rural de Vila da Mata, em 1918. De um lado da história, a disputa por terras entre os coronéis Boanerges (Tony Ramos) e Justino (Mauro Mendonça) e, do outro, a paixão de Zuca, personagem que revelou a atriz Vanessa Giácomo na TV, pelo "almofadinha" Luís Jerônimo, primo de Boanerges.

No começo da trama, a jovem está noiva do peão Tobias - vivido por Malvino Salvador, também em sua estreia na TV - mas acaba se encantando pelo bon-vivant depois de o rapaz passar uma noite no hotel de seus pais, Zé da Estação (Otávio Augusto) e Sinhá Bina (Jussara Freire). Luís, filho do exportador de açúcar Joaquim (Reginaldo Faria) e um assíduo frequentador de festas no Rio de Janeiro, é aconselhado pelo doutor Edmundo (Othon Bastos) a se mudar para o Interior ao ser diagnosticado com tuberculose.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Globo inicia seu marketing em cima do remake de "Vale Tudo" na CCXP

 No último dia de CCXP, neste domingo, dia 9, a TV Globo mostrou que desistiu de vez do fracasso 'Mania de Você' e a partir de agora focará no remake do sucesso de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères ----- que passou a ser chamado de releitura, após as várias polêmicas que notícias sobre a 'nova' trama causaram. Em seu painel no Palco Thunder, a emissora levou alguns atores, a adaptadora e o diretor. O público, atento e curioso sobre a nova versão de 'Vale Tudo', foi surpreendido por um grupo de mascarados com o rosto da vilã icônica Odete Roitman, que subiu ao palco e revelou Paulo Vieira. O ator e humorista comandou o painel em que foram apresentados detalhes sobre a nova produção, com estreia prevista para abril de 2025, ano em que a TV Globo celebra 60 anos.  


A autora Manuela Dias e o diretor artístico Paulo Silvestrini adiantaram curiosidades sobre a obra, que se conecta com a memória afetiva dos brasileiros, e tem a missão de conquistar novos fãs das grandes histórias da dramaturgia. “'Vale Tudo' é uma novela que ajudou a fundar esse gênero tão brasileiro, que é a nossa especialidade. É uma honra pra mim adaptar um texto do Gilberto Braga para os dias de hoje, e acho que todas as histórias incríveis merecem ser recontadas”, disse Manuela Dias. “O clássico, quando a gente relê, continua fazendo sentido, e isso acontece com ‘Vale Tudo’. Mas, como em toda grande história, quando recontada, a gente agrega valores e referências da contemporaneidade. A gente está fazendo ‘Vale Tudo’ para o público de hoje, para quem viu e para quem não viu. Afinal, as grandes histórias da dramaturgia não têm idade”, completou Paulo Silvestrini. 

Integrantes do elenco, como Taís Araujo, Bella Campos, Paolla Oliveira, Alice Wegmann, Renato Góes, Humberto Carrão e Luis Lobianco participaram da conversa e falaram sobre seus personagens e a importância de fazer parte do remake da “novela das novelas”.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Fracasso de remake expôs que "Renascer" nunca foi uma obra prima

 A Globo anunciou com pompa e circunstância o remake de "Renascer". Em todas as chamadas, a novela era classificada como 'a obra prima de Benedito Ruy Barbosa'. Tamanha pretensão tinha um objetivo: chamar atenção para repetir o sucesso do remake de "Pantanal", copiado a colado por Bruno Luperi em 2022 e que caiu na boca do povo. Mas a adaptação da trama de 1993 diminuiu em um ponto a média geral de "Terra e Paixão", que tinha elevado em três pontos a média do fiasco "Travessia". Só se falou em outra coisa enquanto a trama estava no ar. Ou seja, a emissora queria um novo êxito e conseguiu um novo fracasso. 


As razões são muitas para explicar a baixa audiência da produção e a repercussão praticamente nula. "Renascer" apresentou diversos problemas quando foi exibida e nenhum deles foi corrigido pelo neto do autor na nova leitura. A ausência de carisma de vários personagens, a falta de enredo para 213 capítulos, o ritmo modorrento, a total falta de acontecimentos relevantes ao longo dos meses e os raros e pouco atrativos conflitos já eram percebidos em 1993. Mas, como o folhetim foi um fenômeno há 31 anos, apenas os acertos foram aclamados, enquanto os erros acabaram convenientemente ignorados.

A história original está longe de ser muito significativa na teledramaturgia em comparação a outros sucessos de Benedito, como a já citada "Pantanal", além de "O Rei do Gado" e "Terra Nostra". A própria concepção dela se mostra controversa porque a criação se deu a um pedido da Globo, após o fenômeno de "Pantanal" na extinta Rede Manchete. A emissora queria uma "Pantanal" para chamar de sua e pediu ao autor para criá-la. A trama marcou o retorno de Benedito à líder, após o êxito na concorrência.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Trama de Tião Galinha não funcionou no remake de "Renascer"

 Sucesso da versão original exibida em 1993, a saga de Tião Galinha foi um dos trunfos da obra de Benedito Ruy Barbosa. A interpretação magistral de Osmar Prado e a inocência do personagem arrebataram o público na época, mesmo com o final trágico que acabou antecipado por contra de desentendimentos entre o ator e a cúpula da Globo. O mesmo, infelizmente, não aconteceu no remake de "Renascer".


A sequência do surgimento do personagem foi tão visceral quanto a exibida há 31 anos. Tião mergulhado na lama, catando caranguejo, e protagonizando um monólogo de destruir o coração de qualquer um. A vida miserável daquele homem foi traduzida através de uma atuação emblemática de Irandhir Santos. Até porque ter um ator do seu nível é um privilégio para qualquer elenco. A força daquele sujeito batalhador foi demonstrada com uma entrega admirável. Destaque também para a maravilhosa Alice Carvalho, que entrou na trama no mesmo momento, interpretando a sofrida Joaninha. 

A cena em que os dois conseguiram emprego na fazenda de Egídio (Vladimir Brichta) e se deslumbraram com um casebre caindo ao pedaços só porque tinha uma cama, luz elétrica e uma geladeira, se mostrou um retrato fiel da vida de tanta gente sem oportunidades e que acaba se contentando com tão pouco.

quinta-feira, 25 de julho de 2024

"Renascer" está no ar há seis meses e só se fala em outra coisa

 O remake da obra original de Benedito Ruy Barbosa, exibida em 1993, está muito longe de repetir o sucesso de 31 anos atrás. "Renascer" está até o momento com uma média de 25,4 pontos e até hoje nenhum capítulo chegou aos 30 pontos, índice tão almejado pela Globo. Os números são preocupantes porque "Terra e Paixão", de Walcyr Carrasco, conseguiu elevar em 3 pontos a média do fracasso de "Travessia", escrita por Glória Perez. Ou seja, chegou ao fim com 27 pontos e vários capítulos chegaram aos 32 de média com picos de 34. E a atual trama não reage, nem repercute e muito menos desperta qualquer interesse do grande público.


No ar desde o dia 22 de janeiro, a novela só acaba na primeira semana de setembro. E a longa duração não reflete na atratividade do enredo, que se arrasta e apresenta pouquíssimos acontecimentos relevantes. Vale lembrar que a versão original já tinha sido criticada na época por conta da segunda fase modorrenta e sem conflitos. A primeira fase sempre foi a mais lembrada e querida pelos telespectadores. Mas é preciso ressaltar que nas décadas de 1970, 1980 e 1990 era comum qualquer folhetim ter um ritmo mais devagar, afinal, não havia internet, celular, plataformas de streaming e nada que provocasse maiores distrações na audiência. Era raro alguma produção receber críticas por causa de narrativas arrastadas, o que só reforça o quão vagarosa era "Renascer", a ponto da crítica especializada da época ter apontado esse defeito.

A produção de um remake exigia um mínimo de cuidado em relação ao roteiro na obra. Mudanças eram necessárias para manter o interesse do telespectador. Bruno Luperi ficou conhecido por ter copiado e colado praticamente todo o texto do avô na nova versão de "Pantanal", exibida em 2022.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

"Elas por Elas" teve problemas visíveis, mas foi prejudicada pelo horário

 Ao contrário do que a atual cúpula da Globo pensa, remake não é garantia de sucesso. Até porque a emissora já teve muitas provas disso ao longo de seus quase 60 anos de existência. E "Elas por Elas", que chegou ao fim nesta sexta-feira (12/04), entra para a lista de adaptações que não deram certo na teledramaturgia. No entanto, a releitura da obra de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1982, não merece ser classificada como uma novela ruim. Muitos pontos precisam ser analisados a respeito da rejeição do público ao enredo que contou a saga de sete amigas. 


A sinopse era simples. Lara (Deborah Secco), Taís (Késia), Helena (Isabel Teixeira), Adriana (Thalita Carauta), Renée (Maria Clara Spinelli), Natália (Mariana Santos) e Carol (Karine Teles) se conheceram em um curso de inglês e, inseparáveis, compartilharam as alegrias e desafios típicos da juventude. Porém, em uma viagem de fim de semana, um trágico acontecimento quebra esse laço e provoca um hiato nessa amizade. Duas décadas e meia depois, Lara encontra uma foto antiga e tem a ideia de juntar o grupo novamente em sua casa, sem desconfiar que o momento do reencontro, que deveria ser de apenas alegria, iria trazer também grandes revelações e desenterrar mágoas que tinham ficado guardadas no passado. 

A trama original era marcada pelo marasmo, onde a ausência de grandes conflitos era uma constante. Até porque era outra época. Não havia internet, celular, redes sociais, enfim, uma avalanche de distrações para o telespectador. Nem mesmo a concorrência nos demais canais de televisão provocava uma disputa. Mas já naquela época o quesito comicidade fazia a diferença nos folhetins das sete.

segunda-feira, 25 de março de 2024

Chico Diaz fará falta em "Renascer"

 Nesta segunda-feira (25/03), a segunda fase de "Renascer" sofreu mais uma dura perda. Após o final da primeira fase do remake de Bruno Luperi, muitos personagens desapareceram do enredo, mas ainda estão na memória do público ---- e suas ausências são sentidas. Um dos poucos que continuaram foi padre Santo, interpretado com magnitude por Chico Diaz. 


O personagem teve uma licença poética para se manter na história com a passagem de tempo. Afinal, o padre já tinha certa idade na primeira fase e com o avanço de mais de 30 anos era para estar bem mais idoso do que o apresentado no enredo baseado na obra original de Benedito Ruy Barbosa. No entanto, esse tipo de situação é sempre relevado, tanto por público quanto crítica em virtude do talento do intérprete. É sempre bom ver um veterano em cena, ainda mais em um momento em que o etarismo reina na teledramaturgia. 

Padre Santo representou uma figura que transmitia amor e sabedoria. Chico declarou em várias entrevistas que pesquisou a vida do padre Júlio Lancelloti para compor o personagem e não havia ninguém melhor para representar a bondade do ser humano.

quinta-feira, 21 de março de 2024

Divina como Inácia, Edvana Carvalho é o maior destaque da segunda fase de "Renascer"

 O remake de "Renascer vem apresentando mudanças praticamente imperceptíveis em relação ao enredo original de Benedito Ruy Barbosa, exibido em 1993. Bruno Luperi vem seguindo à risca o método que adotou no remake de "Pantanal": copiando e colando praticamente todo o texto de 31 anos atrás e alterando o que hoje não é mais aceitável na sociedade. No entanto, o neto do autor vem aproveitando melhor a potência de Inácia, vivida por Edvana Carvalho.


A personagem foi interpretada em 1993 por Solange Couto na primeira fase e pela saudosa Chica Xavier na segunda. Luperi chegou a convidar a grandiosa Lea Garcia para interpretá-la no remake, mas a veterana não aceitou de imediato por ser mais uma empregada doméstica que viveria na ficção em seus quase setenta anos de carreira. Porém, lamentavelmente, a atriz faleceu no dia 15 de agosto de 2023, aos 90 anos, durante o Festival de Cinema de Gramado, onde receberia o Troféu Oscarito. Partiu sem dar uma resposta. 

O autor então escalou Edvana Carvalho e preferiu mantê-la nas duas fases ao invés de escalar outra atriz mais velha para o papel na segunda. Houve apenas um 'embranquecimento' de seu cabelo, mas nada de maquiagem artificial, como fizeram com Juliana Paes na pele de Jacutinga.

quinta-feira, 14 de março de 2024

Segunda fase de "Renascer" apresenta histórias principais cansativas e sem construção

 A primeira fase de "Renascer" foi um primor. E Bruno Luperi acertou em cheio ao deixá-la com 13 capítulos, nove a mais que a da versão original que teve apenas quatro por ordens de Boni, que tinha medo do público se apegar demais aos personagens e rejeitar a segunda. O todo poderoso da Globo, no entanto, tinha sua razão. A segunda fase da trama de Benedito Ruy Barbosa apresenta uma queda brusca de qualidade em 1993 e o mesmo acontece agora com o remake. 


Um dos grandes problemas da história é o triângulo central formado por Zé Inocêncio (Marcos Palmeira), Mariana (Theresa Fonseca) e João Pedro (Juan Paiva). Há 31 anos, o enredo sofreu uma forte rejeição do público e quem mais sofreu foi Adriana Esteves, que teve sua atuação massacrada pela crítica especializada e entrou em depressão no fim da novela. No entanto, a atriz não teve culpa e a imprensa preferiu criticá-la ao invés de apontar o equívoco na condução do autor. Tudo o que envolve o trio principal é ruim. 

O fator decisivo para o estranhamento dos telespectadores na época, além do incômodo contexto envolvendo pai e filho se apaixonando pela mesma mulher, foi a rapidez com que tudo aconteceu. Não houve uma mínima construção para deixar aquelas relações críveis. Tudo foi simplesmente jogado e o público que engolisse. Pois não engoliu.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Núcleo de Helena é o que sustenta "Elas por Elas"

 O remake de "Elas por Elas" está a cerca de dois meses de seu fim. A produção baseada na obra original de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1982, e adaptada por Alessandro Marson e Thereza Falcão, tem sete protagonistas, mas ao longo dos meses foi ficando evidente que a novela era sustentada pelos dramas do núcleo de Helena, interpretada com brilhantismo por Isabel Teixeira. 


As outras seis protagonistas até têm conflitos e dramas, mas poucos se mostram realmente convidativos. Já todos os conflitos em cima da família Aranha são dignos de um dramalhão e vêm rendendo bons desdobramentos. Todos os personagens do núcleo enfrentam atualmente um momento caótico, fruto de reviravoltas que explodiram no centésimo capítulo. Vale lembrar que agora o público está acompanhando uma obra inédita porque a trama de 1982 chegou ao fim logo depois que o mistério envolvendo a troca de bebês foi revelado, o que causou uma solução rasa para os dramas na época. 

Na obra original, Helena nem pode ser considerada uma vilã de fato. Havia muito mais sutileza em tudo. Agora as tintas são bem mais carregadas e em todos os personagens integrantes da família. Cassiano criou uma troca de bebês na maternidade promovida por Sérgio (antes Mário Lago e agora Marcos Caruso), já que o dono da empresa queria um sucessor e não uma sucessora.