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sexta-feira, 25 de agosto de 2023

"Segunda Chamada" apresentou uma segunda temporada impecável

 A primeira temporada de "Segunda Chamada" foi exibida no segundo semestre de 2019. E foi um sucesso. Chamada de "Sob Pressão" da educação, a trama abordou com propriedade a precária situação das escolas públicas do país e como os adultos enfrentam ainda mais dificuldades para o estudo. O êxito garantiu a produção da segunda temporada para 2020, mas veio a pandemia do novo coronavírus. Após muitos adiamentos, a continuação foi finalizada em 2021 e com apenas seis episódios. A Globo ainda optou por exibi-la somente na Globoplay e a disponibilizou completa no dia 10 de setembro de 2021. Dois anos depois, a emissora estreou a série em sua grade nesta terça-feira, dia 22 de agosto


Neste ano, o cenário do curso noturno para jovens e adultos da Escola Estadual Carolina Maria de Jesus é ainda mais preocupante do que o habitual e coloca em risco a própria existência do turno. As poucas matrículas não são suficientes para manter os portões abertos. O diretor Jaci (Paulo Gorgulho) não encontra solução para o problema e se vê obrigado a comunicar que não há mais nada a ser feito. Os professores se desanimam mais mais quando percebem que foram em vão os anos de luta contra a péssima infraestrutura, a falta de reconhecimento e o cansaço extremo em prol da educação. 

Para Lúcia (Deborah Bloch), todavia, a possibilidade de que o curso deixe de existir é inimaginável. A protagonista já tomava para si a responsabilidade de não perder um aluno sequer na temporada passada e agora sua missão se torna ainda maior.

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Tudo sobre a coletiva online de "Mar do Sertão", a nova novela das seis

 A Globo promoveu no dia 11 de agosto a coletiva virtual de "Mar do Sertão", a nova produção das 18h, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman, que entra no lugar de "Além da Ilusão". Participaram do encontro online o autor, o diretor e os atores Sérgio Guizé, Isadora Cruz, Debora Bloch, José de Abreu, Renato Góes, Enrique Diaz, Welder Rodrigues, Érico Brás, Mariana Sena, Theresa Fonseca e Giovana Cordeiro. Fui um dos convidados e conto tudo sobre o bate-papo.


Mário Teixeira comentou sobre a ambientação de sua história: "Passei parte da minha infância no Ceará e sempre tive vontade contar uma história de lá. Canta Pedra é uma cidade fictícia com paisagens que nós inventamos, mas o regionalismo é vital. É uma história que está dentro de todos nós. Fico orgulhoso de ter escrito essa novela. Já tive a chance de ver o primeiro bloco da novela e está incrível. É um sopro de esperança no Brasil de hoje. Como o Brasil poderia ser. A realização do sonho das pessoas e do meu também". 

O diretor Allan Fiterman contou um pouco sobre a ideia da essência do folhetim: "Conseguimos lugares incríveis para fazer Canta Pedra existir. Fomos para Piranhas, Vale do Catimbau, enfim. Conseguimos fazer várias cenas até o capítulo 60. Tentamos trazer uma geografia que não existe e a cultura nordestina de uma forma linda.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

"Segunda Chamada" conseguiu o que parecia impossível: uma segunda temporada melhor que a primeira

 A primeira temporada de "Segunda Chamada" foi exibida no segundo semestre de 2019. E foi um sucesso. Chamada de "Sob Pressão" da educação, a trama abordou com propriedade a precária situação das escolas públicas do país e como os adultos enfrentam ainda mais dificuldades para o estudo. O êxito garantiu a produção da segunda temporada para 2020, mas veio a pandemia do novo coronavírus. Após muitos adiamentos, a continuação foi finalizada em 2021 e com apenas seis episódios. A Globo ainda optou por exibi-la somente na Globoplay e a disponibilizou completa no dia 10 de setembro. 


Neste ano, o cenário do curso noturno para jovens e adultos da Escola Estadual Carolina Maria de Jesus é ainda mais preocupante do que o habitual e coloca em risco a própria existência do turno. As poucas matrículas não são suficientes para manter os portões abertos. O diretor Jaci (Paulo Gorgulho) não encontra solução para o problema e se vê obrigado a comunicar que não há mais nada a ser feito. Os professores se desanimam mais mais quando percebem que foram em vão os anos de luta contra a péssima infraestrutura, a falta de reconhecimento e o cansaço extremo em prol da educação. 

Para Lúcia (Deborah Bloch), todavia, a possibilidade de que o curso deixe de existir é inimaginável. A protagonista já tomava para si a responsabilidade de não perder um aluno sequer na temporada passada e agora sua missão se torna ainda maior.

sábado, 4 de julho de 2020

"Diário de um Confinado" diverte com a nova rotina imposta pela pandemia

O telespectador atualmente não consegue acompanhar muitos produtos inéditos na área da teledramaturgia na televisão aberta. E por razões óbvias: a pandemia do novo coronavírus implicou na interrupção de todas as gravações, tanto nacional quanto internacionalmente. Ou seja, nem mesmo as séries de fora escaparam das reprises ou hiatos ainda maiores. Por isso é tão necessário elogiar o esforço de muitos artistas que vêm tentando produzir conteúdo para o público em meio a tantas dificuldades. É o caso de Joana Jabace e Bruno Mazzeo, que criaram o "Diário de um Confinado".


A diretora e o ator/roteirista são casados e resolveram transformar a nova rotina, imposta a todas as pessoas do mundo por conta da pandemia, em uma divertida série de doze episódios de aproximadamente 12 minutos cada um. As situações apresentadas são de fácil identificação e parecem tão reais que às vezes o telespectador esquece que está vendo uma ficção e não um reality show da vida de Mazzeo. A ideia de apresentar capítulos curtos também funcionou e evitou um desgaste desnecessário. Tanto que é possível ver toda a série de uma vez só e ainda sentir um gostinho de quero mais.

A série foi criada literalmente em casa e em família. O projeto de dramaturgia foi idealizado para ser produzido durante a quarentena, de forma remota, com todas as limitações que o isolamento social requer, seguindo todas as normas de segurança.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

"APCA" consagra "Bom Sucesso", "Segunda Chamada" e outros merecidos vitoriosos

Nesta segunda-feira (10/12), a "Associação Paulista de Críticos de Arte" (APCA) escolheu os vencedores do Troféu APCA  - Os Melhores da Televisão de 2019. Todos já haviam escolhido os finalistas de cada categoria e os premiados levarão seus troféus em uma cerimônia a ser realizada no dia 17 de fevereiro de 2020 no Teatro Sérgio Cardoso em São Paulo. Como de costume, houve justiça em todas as sete categorias, ainda que algumas indicações tenham sido questionáveis.


"Bom Sucesso" foi eleita a Melhor Novela do ano com todo mérito. A trama de Rosane Svartman e Paulo Halm, dirigida por Luiz Henrique Rios, é repleta de qualidades e o sucesso que vem fazendo desde a estreia honra a história apresentada, o elenco diverso escalado, os personagens bem construídos, os casais apaixonantes e o incentivo ao mundo dos livros através da paixão de Alberto (Antônio Fagundes). É a melhor novela das sete da Globo desde "Totalmente Demais", dos mesmos autores.

Porém, "Espelho da Vida" também concorria e seria outra merecedora. O enredo ousado e emocionante de Elizabeth Jhin, que abordou com maestria uma viagem interdimensional e a temática do espiritismo, sofreu uma rejeição inicial, mas arrebatou parte do público, o que refletiu no crescimento da audiência na reta final. A história de amor de várias vidas de Julia Castelo (Vitória Strada) e Danilo Breton (Rafael Cardoso) foi desenvolvida com grande sensibilidade da autora.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Elenco é um dos muitos acertos de "Segunda Chamada"

A nova série da Globo causou a melhor das impressões quando estreou, no dia 8 de outubro, e o capricho da produção lembrou muito a qualidade de "Sob Pressão". Porém, na história atual o drama médico cede lugar para os inúmeros dilemas da educação pública no país. "Segunda Chamada" arrebata o público com um enredo pesado e extremamente realista, conseguindo inserir doses de sensibilidade e emoção ao longo dos episódios. Uma preciosidade. E um dos muitos acertos da trama é o elenco.


A história, escrita por Carla Faour e Julia Spadaccini, é protagonizada pela sofrida Lúcia (Débora Bloch), professora que se envolve com os conflitos de seus alunos e nunca conseguiu superar a trágica perda do filho, vítima de um atropelamento ---- que ainda culminou no AVC de seu marido Alberto (Marcos Winter). A escolha de Débora Bloch foi um tiro certeiro. Impressiona como a atriz vem brilhando cada vez mais em papéis carregados de drama, desde a novela "Sete Vidas", de 2015. Comoveu o telespectador na trama de Lícia Manzo, em "Justiça" (2016), "Treze Dias Longe do Sol" (2018), "Onde Nascem os Fortes" (2018) e agora não é diferente.

Os atores que cercam a intérprete não ficam atrás. Paulo Gorgulho voltou à Globo em grande estilo, após 14 anos na Record. Jaci é um professor que atua como diretor da escola Maria Carolina de Jesus e tenta se manter mais frio diante dos problemas. Tem um caso com Lúcia e protagoniza alguns embates com a parceira em virtude das discordâncias a respeito da conduta com os alunos. O ator está ótimo.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

"Segunda Chamada" tem tudo para repetir o sucesso de "Sob Pressão"

A parceria entre Globo e O2 Filmes já rendeu ótimos produtos e o mais aclamado é "Sob Pressão", série que retrata com maestria o caos na saúde pública do Rio de Janeiro e do próprio Brasil. Agora a emissora aposta em uma nova coprodução envolvendo outra temática de suma importância: a educação pública. Escrita pelas estreantes Carla Faour e Julia Spadaccini, a trama, que estreou nesta terça-feira (08/10), promete abordar vários dramas envolvendo o ensino da população mais velha e de jovens da periferia.


Dirigida por Joana Jabace, a série expõe a saga de cinco professores que resistem à péssima infraestrutura da escola, ao abandono institucional e à falta de reconhecimento e renovam, dia após dia, a fé no trabalho que realizam. A Educação é a esperança que move o quinteto e mostra que a segunda chance nunca é tarde na vida de tantas pessoas. A personagem que norteia esse enredo é a obstinada Lúcia, vivida pela sempre ótima Débora Bloch. A professora de Língua Portuguesa acaba se envolvendo com os dramas de seus alunos e sempre repete que eles podem até desistir da escola, mas ela jamais desistirá deles.

A protagonista tem um romance secreto com o diretor Jaci (Paulo Gorgulho), que tenta administrar o colégio como pode, embora mantenha uma certa distância em relação aos alunos que a amante nunca consegue. Sônia (Hermila Guedes), professora de História e Geografia; Marco André (Silvio Guindane), professor de Artes; e Eliete (Thalita Carauta), professora de Matemática; compõem o restante do time de educadores.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

"Treze Dias Longe do Sol" explorou o melhor e o pior do ser humano com habilidade

Após "O Canto da Sereia" (2013), "Amores Roubados" (2014), "Felizes para Sempre?" (2015), "Ligações Perigosas" (2016) e "Dois Irmãos" (2017), a Globo apresentou mais uma excelente minissérie abrindo a sua programação do ano. "Treze Dias Longe do Sol" se mostrou uma trama muito bem realizada, expondo o talento de Elena Soarez e Luciano Moura como roteiristas. Uma das principais qualidades do enredo foi a habilidade em explorar o melhor e o pior do ser humano, ainda mais em um período com tanta podridão no Brasil.


A história de dez capítulos, dirigida por Luciano Moura, mesclou suspense e drama de forma competente, tendo como foco o clima angustiante que toda a situação envolvendo o desmoronamento de um prédio provocou, tanto nas pessoas que ficaram 'longe do sol', quanto nas demais que tentaram lidar com as consequências do desastre ocasionado por ganância e irresponsabilidade. Todos se viram diante de situações limítrofes, tendo seus lados bons e maus totalmente expostos através do desespero.

O desabamento do edifício comercial 'transforma' o subsolo do estacionamento em uma espécie de presídio mortal para os sete sobreviventes, que precisam lidar com todas as adversidades possíveis para se manterem vivos, precisando ainda da esperança de alguém vir resgatá-los. Ao longo da história, o público acompanha o pânico, o desespero e os períodos de tristeza profunda daqueles personagens.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Débora Bloch é o grande destaque de "Treze Dias Longe do Sol"

Em uma minissérie com um elenco tão bem escalado, é até injusto mencionar apenas um ator. Porém, é inegável que Débora Bloch é o grande nome de "Treze Dias Longe do Sol", trama escrita por Elena Soárez e Luciano Moura, exibida pela Globo logo após "O Outro Lado do Paraíso", cujo enredo sufoca quem assiste, em virtude de todos os desdobramentos angustiantes ao longo dos capítulos.


Gilda é o perfil mais complexo da história e o mais atrativo. Sócia de Saulo (Selton Mello) no empreendimento em torno da construção do edifício comercial que desabou, a empresária demonstra uma frieza assustadora diante dos negócios e toda a sua conduta em torno do resultado trágico que a ambição do sócio ocasionou desperta nojo. Ela simplesmente ignora a dor das vítimas e só pensa em se safar das investigações da polícia, deixando de lado qualquer moralidade.

A influente mulher faz questão de incriminar um inocente ---- o passional Newton (Enrique Diaz) ----, sem pensar nas consequências, e ainda despacha todos os funcionários contratados irregularmente para evitar o flagra da imprensa.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

"Treze Dias Longe do Sol" instiga e prende telespectador com um enredo sufocante

Coprodução da Globo com a O2 Filmes, "Treze Dias Longe do Sol" estreou nesta segunda-feira, dia 8, dois meses após já ter os seus dez capítulos disponibilizados na Globo Play ---- a emissora liberou a produção completa para assinantes da sua plataforma no dia 2 de novembro de 2017. A minissérie, escrita por Elena Soárez e Luciano Moura (dirigida pelo próprio Moura), conta uma instigante história em torno do desabamento de um prédio, dividindo o contexto entre os sobreviventes lutando pela vida nos escombros e os envolvidos no acidente tentando escapar da culpa.


A trama é viciante. Quem se aventurou pela Globo Play com certeza viu todos os capítulos em menos de uma semana. Os autores usaram habilmente tragédias reais provocadas por canalhice humana (como a queda do Edifício Palace II, em 1998, no Rio de Janeiro, por exemplo) para contar um enredo sombrio e sufocante, repleto de perfis dúbios e incrivelmente reais. O intuito é a exploração das reações mais radicais do ser humano frente aos seus limites em situações extremas, revelando não só o instinto de sobrevivência (literal ou não), como também o verdadeiro caráter de cada um.

No início do primeiro capítulo, há um elemento de tensão que acaba sendo o protagonista: o temporal que cai enquanto a obra do prédio (construído para ser um centro médico) é realizada. Enquanto a chuva desaba do céu, o engenheiro Saulo (Selton Mello) se preocupa com os atrasos da equipe e ainda precisa lidar com a fiscalização de sua ex-namorada, Marion (Carolina Dieckmann), filha do dono desse empreendimento ---- o médico Rupp (Lima Duarte).

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Foram muitas grandes cenas ao longo de 2016. Portanto, isso implica em ótimas atuações, sendo mais do que necessário listar as melhores atrizes e atores do ano que está perto do seu fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, minisséries e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes:



1- Patrícia Pillar.
Um nome que engrandece qualquer produção. E não foi diferente em "Ligações Perigosas", primeira grande produção da Globo em 2016. A atriz se destacou na pele da ardilosa Isabel, figura que representava a manipulação e a sedução na minissérie de Manuela Dias. Sua parceria com Selton Mello foi maravilhosa e as cenas da personagem exigiam um toque de sarcasmo que Patrícia soube imprimir com maestria.





2- Selma Egrei.
O grande nome feminino de "Velho Chico". A atriz, veterana no teatro, mas com poucas participações na televisão, ganhou seu melhor papel na carreira na novela de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi. A amargurada Encarnação participou das suas fases da trama e chegou aos 100 anos, graças ao trabalho primoroso da equipe de caracterização. Selma brilhou em todos os momentos e mostrou o seu imenso talento ao longo dos meses. Foi um prazer vê-la em cena. Ela, por sinal, já ganhou dois prêmios merecidos: "Prêmio Extra" e "APCA".


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Narrativa ousada, elenco de peso e tramas fortes marcaram o sucesso de "Justiça"

"Toda justiça termina em castigo? Quem busca justiça aceita o perdão? Justiça a qualquer preço é justiça?" A minissérie escrita por uma inspirada Manuela Dias e dirigida por um brilhante José Luiz Villamarim respondeu essas perguntas na última semana, e ao longo da trama --- ambientada em Recife, fugindo do eixo RJ/SP ---, que já é uma das melhores produções do ano. Foram 20 episódios, exibidos durante cinco semanas, que apresentaram histórias extremamente fortes, prendendo o telespectador através de situações cruelmente reais e com personagens muito bem construídos pela autora.


A ousadia da narrativa foi a principal característica da minissérie, que apresentava um protagonista por dia e interligava os dramas de forma eficiente, exigindo uma maior atenção do público. A personagem principal da segunda era coadjuvante na terça e quase figurante na quinta e na sexta, por exemplo. Todos os perfis acabavam sendo vistos sempre, mas em diferentes posições e ângulos. A mesma cena era assistida várias vezes ao longo da semana, dependendo da mudança de foco do enredo. A 'novidade' bastante arriscada se mostrou um dos pontos altos de "Justiça", destacando o trabalho minucioso do diretor e sua equipe.

José Luiz Villamarim (que novamente teve o grande Walter Carvalho como parceiro, após as primorosas "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu") se preocupou em cada detalhe, valorizando a atuação do elenco, expondo a complexidade, a solidez e a controvérsia de todos aqueles personagens. O grau de dificuldade em gravar várias sequências de ângulos distintos era alto, mas o resultado foi o melhor possível.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Débora Bloch deu um show em "Justiça"

As quatro tramas de "Justiça" são muito pesadas e a seleção precisa do elenco foi fundamental para que toda a força das histórias fosse passada para o público com êxito. Infelizmente, a produção já está em sua última semana, encaminhando os desfechos de cada enredo. E a escalação de Débora Bloch para viver a instável Elisa está entre os acertos da minissérie escrita por Manuela Dias e dirigida por José Luiz Villamarim.


O drama de Elisa é, lamentavelmente, muito comum: a mãe que perde um filho. No caso, a filha Isabela (Marina Ruy Barbosa) foi assassinada com vários tiros pelo noivo Vicente (Jesuíta Barbosa), que flagrou a namorada transando com o ex no chuveiro. Um crime bárbaro, presenciado pela mãe da garota. A história da personagem é a de segunda-feira, ou seja, teve a missão de estrear a minissérie, fazendo a primeira apresentação da estrutura narrativa para o telespectador.

O enredo forte logo causou impacto, prendendo e envolvendo o público. Claro que a atuação da atriz ajudou bastante nisso. Débora Bloch se mostrou segura no papel assim que surgiu em cena, protagonizando a primeira sequência difícil da trama: quando Elisa terminou com o namorado Heitor (Cássio Gabus Mendes) e chorou desesperadamente, confessando que iria matar Vicente assim que ele saísse da cadeia, pois sete anos preso não era uma pena justa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Elenco bem escalado é um dos muitos êxitos de "Justiça"

"Justiça" tem se mostrado uma produção de altíssima qualidade, fazendo jus ao conjunto que vinha sendo apresentado nas caprichadas chamadas. A minissérie de Manuela Dias, dirigida com extremo brilhantismo por José Luiz Villamarim, é uma das melhores produções de 2016, honrando cada elogio recebido ao longo das quatro semanas de exibição. E o elenco estelar é uma das razões para o êxito dessa trama tão real e arrebatadora.


O cuidado na escalação ficou perceptível e não há equívocos, pois os atores foram muito bem selecionados e a distribuição dos papéis se mostrou acertada. Todos têm oportunidade de destaque e até mesmo os perfis 'menos importantes' são densos, valorizando o conjunto. Os protagonistas têm uma carga dramática intensa, expondo o talento dos intérpretes, que dominaram a cena logo no início. Até mesmo as curtas participações especiais deixaram uma marca forte na minissérie.

Débora Bloch (Elisa), Jesuíta Barbosa (Vicente), Adriana Esteves (Fátima), Leandra Leal (Kellen), Vladimir Brichta (Celso), Enrique Diaz (Douglas), Jéssica Ellen (Rose), Luisa Arraes (Débora) e Cauã Reymond (Maurício) são os principais da trama, honrando a posição que se encontram.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Ousada e caprichada, "Justiça" mostra a força de sua história logo no início

"Existe justiça na vingança? Fazer silêncio é fazer justiça? A justiça é mais cega do que a paixão? Se a lei não faz justiça, então ela serve para quê? Falta de justiça tem cura?" Baseada nessas premissas bastante pertinentes, estreou nesta segunda-feira (22/08) a nova minissérie da Globo. "Justiça" ---- escrita por Manuela Dias (responsável pela elogiada "Ligações Perigosas" no início do ano) e dirigida por José Luiz Villamarim (diretor das primorosas "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu") ---- estava cercada de expectativas em virtude das suas chamadas arrepiante. E o início da produção já honrou toda a ansiedade pela estreia, expondo a força de sua história (ambientada em Recife, fugindo um pouco do eixo RJ/SP) logo na primeira semana.


A minissérie conta o enredo de uma forma bem ousada, já observada nas séries "Sessão de Terapia", no canal a cabo GNT, e "Os Experientes", na Globo. São quatro histórias independentes que se cruzam, mudando a condição de destaque dos personagens de acordo com o dia. O protagonista de segunda é o coadjuvante de terça e quase uma figuração na quinta, servindo ainda de elenco de apoio na sexta, ou vice-versa. Mas todos acabam sempre presentes, independente do episódio. Na estreia, por exemplo, o público foi apresentado ao drama de Elisa (Debora Bloch), mulher que planeja se vingar do homem que matou sua filha.

O primeiro capítulo expôs o conjunto muito bem entrelaçado da minissérie, mesmo contando somente o enredo daquela mãe dilacerada por dentro. Isso porque já foi possível ver o estopim das três outras tramas: Rose (Jéssica Ellen) e Débora (Luisa Arraes) comprando drogas --- perfis centrais das quintas ---, e o pânico de Maurício (Cauã Reymond) --- protagonista das sextas ---, assim que sua esposa (Beatriz - Marjorie Estiano) é atropelada. O chocante atropelamento foi visto por Elisa, que saía de um restaurante com um rapaz mais novo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

"Justiça": o que esperar da próxima minissérie da Globo?

A autora Manuela Dias estreou sua primeira produção solo este ano. E foi muito bem-sucedida. A minissérie "Ligações Perigosas", exibida em janeiro, foi brilhante, destacando a boa adaptação da escritora do clássico romance de Choderlos de Laclos. Sete meses se passaram e agora ela estreia uma produção de sua autoria, cujas chamadas despertaram interesse assim que começaram a ir ao ar. "Justiça" entrará no ar no dia 22 de agosto, uma segunda-feira, logo após o término das Olimpíadas, sendo exibida depois de "Velho Chico".


A minissérie terá 20 capítulos e contará em cinco semanas quatro histórias diferentes. Todas se interligam em algum momento e cada dia haverá um protagonista. A produção tem o mesmo esquema das novelas das 23h, ou seja, quarta-feira não será exibida em virtude do futebol. Como o próprio site oficial mencionou, o protagonista de segunda-feira pode ser um coadjuvante na terça, ser figurante na quinta e ter uma aparição relâmpago na sexta. É uma narrativa muito ousada para a televisão aberta. Entretanto, não é inédita.

No canal cabo GNT, por exemplo, houve um formato semelhante na primorosa série "Sessão de Terapia", onde o psicólogo Teo (Zécarlos Machado) era o protagonista, mas cada dia da semana contava com um personagem central diferente. E, no caso, os enredos dos pacientes não se cruzavam. Somente o terapeuta 'transitava' na história. Outra situação que merece ser lembrada era a de "Os Experientes", grande série exibida em 2014 pela Globo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Assim como ocorreu em 2014, foram muitos os intérpretes que brilharam no ano que passou. A teledramaturgia está muito bem servida de atores e atrizes que dignificam a profissão, ainda que nem todas as produções sejam merecedoras de elogios. Vários profissionais se destacaram, esbanjando talento, tanto nas novelas quanto nas minisséries e séries. Portanto, nada mais justo do que listá-los a seguir.


Melhores Atrizes:


1- Irene Ravache.
Um verdadeiro show de atuação. A atriz é uma das melhores e mais respeitadas do país e ganhou uma personagem à sua altura em "Além do Tempo". Ela simplesmente brilhou absoluta na primeira fase da trama de Elizabeth jhin, quando interpretou a amarga e cruel Condessa Vitória Castellini. Elegante e arrogante, a toda poderosa proporcionou uma sucessão de grandes cenas para a intérprete. Agora, na segunda fase, a atriz continua se destacando, mas na pele de uma Vitória mais sofrida e bondosa. Todos os elogios que Irene vem recebendo desde o início deste folhetim são mais do que merecidos.




2 - Marieta Severo.
Após quase 14 anos dedicados ao seriado "A Grande Família", vivendo a doce Dona Nenê, a atriz voltou às novelas em grande estilo. Walcyr Carrasco a presenteou com uma grande personagem e ela soube aproveitar a chance. A ambiciosa e prepotente Fanny Richard era dona de uma agência de modelos e inseria suas 'meninas' no 'mercado' da prostituição. Ainda tinha um romance cercado de interesses com um homem bem mais novo (Anthony - Reynaldo Gianecchini). Marieta se destacou do primeiro ao último capítulo e não poderia ter retornado aos folhetins de forma melhor.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Canal Viva acerta com a reprise de "Cambalacho", uma das marcantes novelas de Silvio de Abreu

Exibida entre 10 de março e 3 de outubro de 1986, "Cambalacho" foi uma das novelas das sete mais marcantes da Globo. Sucesso de Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, a trama marcou época, mesclou a comédia rasgada e o drama com maestria e ainda apresentou uma legião de personagens cativantes. Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1991, o folhetim começou a ser reexibido pelo Canal Viva em agosto de 2015.


A história é protagonizada por dois trambiqueiros natos: Leonarda Furtado, a Naná (Fernanda Montenegro), e Jerônimo Machado, o Gegê (saudoso Gianfrancesco Guarnieri). Os dois sobrevivem dos cambalachos (expressão que se popularizou na época) que fazem e ela ainda custeia os estudos da filha (Daniela - Cristina Pereira) no exterior. Naná, inclusive, recolhe crianças das ruas para aliviar sua culpa pelos trambiques. Já o seu comparsa é mais 'prático' e bem menos sentimental.

Apesar dos golpes que praticam, os protagonistas são pessoas bacanas e de bom coração. Fernanda e Gianfrancesco formaram uma dupla maravilhosa na trama e esbanjaram sintonia. Os perfis eram uma espécie de mocinhos às avessas.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Aclamada por público e crítica, "Sete Vidas" foi uma novela que primou pela sensibilidade

"O que é bom dura pouco." Esta frase conhecida pode ser aplicada facilmente ao segundo folhetim de Lícia Manzo na Globo. "Sete Vidas" chegou ao fim nesta sexta-feira (10/07), exibindo um último capítulo recheado de sensibilidade e cenas emocionantes, onde todo o contexto da trama foi fechado com maestria. O horário das seis foi premiado com uma produção que priorizou o cotidiano, excluindo a presença de vilões clássicos. A vida era a antagonista de todos. A novela teve apenas 106 capítulos e ficou cerca de quatro meses no ar. A curta duração evitou qualquer tipo de enrolação, mas não há como negar que deixou um gosto de quero mais.


Após o êxito da elogiada "A Vida da Gente", Lícia se aventurou novamente no horário das seis com uma história que tratava de arranjos familiares. Inicialmente prevista para a faixa das 23h, a duração da obra foi aumentada (seria ainda mais curta do que foi), mas o conjunto não foi mexido. E a autora apenas comprovou a sua competência ao contar uma história tão bem construída e envolvente quanto a exibida em 2011, marcando, na época, sua estreia como autora solo. As novas famílias (nem tão novas assim, diga-se) foram abordadas com um extremo detalhismo e a humanidade dos personagens cativou o telespectador, que logo se viu mergulhado naquele enredo tão bem elaborado.

O drama do solitário navegador Miguel (Domingos Montagner), que doou sêmen anos atrás no Estados Unidos, implicando no surgimento de cinco vidas, despertou atenção logo no primeiro capítulo, quando o mesmo iniciava sua saga, que era atormentada por um traumático acontecimento do passado. Toda a trama foi brilhantemente entrelaçada pela autora, onde a história de cada um foi sendo contada à medida que as semanas se passavam.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Enquanto Débora Bloch e Domingos Montagner se destacam, Lígia e Miguel esbanjam química em "Sete Vidas"

O principal casal de "Sete Vidas" é um dos muitos acertos desta trama tão bem escrita por Lícia Manzo. A conturbada relação de Lígia e Miguel afeta, direta ou indiretamente, todos os personagens da novela e o par tem um enredo denso que os cerca desde o primeiro capítulo. O sentimento que os une é tão intenso que eles sempre estiveram ligados, mesmo com tanto tempo de afastamento e conflitos. Débora Bloch e Domingos Montagner são muito exigidos e vêm correspondendo desde a estreia.


A jornalista sempre foi apaixonada pelo oceanógrafo e ambientalista, sendo plenamente correspondida. A relação acabou justamente quando o relógio biológico dela tocou, e o desejo de ter uma família estável afastou o navegador. Em meio ao término da relação, já houve um tudo: uma morte que na verdade era um desaparecimento, culminando em uma fuga; o nascimento de um bebê, fruto deste amor; um casamento; o aparecimento de cinco filhos gerados através da doação de sêmen feita pelo protagonista no passado; um retorno (após um longo isolamento em Fernando de Noronha) que chocou a todos; e um transplante de fígado que provocou sérias complicações. Praticamente uma avalanche de dramas e acontecimentos.

Porém, mesmo com tantas mudanças drásticas, novas formações familiares, mágoas, cruel passagem do tempo e reviravoltas impensáveis, eles nunca ficaram separados no pensamento. E a resistência de Miguel em estabelecer vínculos ---- sendo justamente esta questão a responsável por todos os conflitos gerados ---- está em seu traumático passado, já amplamente abordado na história.