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terça-feira, 11 de março de 2025

"Falas Femininas" inaugurou um novo e interessante formato para o especial da Globo

 Com leveza, bom-humor e direito a palco de stand up comedy, plateia e esquetes em cenários variados, o ‘Falas Femininas’ inaugurou o projeto ‘Falas’ de 2025 nesta segunda-feira, dia 10 de março, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Marisa Orth, Deborah Secco e Cacau Protásio comandaram a edição como apresentadoras e interpretaram diversas personagens no especial, que contou ainda com a participação de atrizes como Lilia Cabral, Arlete Salles, Elisa Lucinda, Heslaine Vieira, Evelyn Castro, Stella Miranda, Ademara, Marianna Armellini, Angela Dip e Betina Camara. 


Desde sua estreia, em 2020, o ‘Falas’ já experimentou diversos formatos: documentário, dramaturgia, experimento social foram alguns deles. Em 2025, o humor, que é um poderoso instrumento de comunicação, vai permear todos os especiais, mantendo sua função crítica, de gerar conversa, informar e conscientizar o público, convidando a todos para conhecer e discutir de forma criativa as mais importantes temáticas identitárias que temos no Brasil, de uma forma leve, por meio de formatos já conhecidos do público, que são o stand up comedy e esquetes. 

 Além de apresentadoras do ‘Falas Femininas’, Deborah Secco, Cacau Protásio e Marisa Orth apareceram ao lado de Gabriela Loran como paquitas.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Marisa Orth saiu da zona de conforto em "Haja Coração"

Todo ator foge do estigma. Nenhum intérprete gosta de ser conhecido apenas por um determinado tipo de papel. O sonho de um profissional das artes cênicas é justamente ter a possibilidade de exercer versatilidade, mostrando que é capaz de viver qualquer tipo. Nem todos conseguem. Alguns por falta de oportunidade e outros por falta de talento mesmo. Marisa Orth, por exemplo, ficou conhecida por muito tempo pelos seus papéis cômicos, especialmente a inesquecível Magda, de "Sai de Baixo". Mas em "Haja Coração", em sua última semana de reprise, pôde mostrar que também tem talento de sobra no drama.


A batalhadora Francesca se viu abandonada pelo marido ---- o sumiço de Guido (Wernner Schunemann) foi um dos 'mistérios' da novela, só sendo revelado no último mês ---- e criou os quatro filhos sozinha, trabalhando como feirante. Tem uma relação de cumplicidade com o filho Giovanni (Jayme Matarazzo), enquanto demonstra um grande afeto por Tancinha (Mariana Ximenes) e uma superproteção com Shirlei (Sabrina Petraglia). O seu relacionamento com Carmela (Chandelly Braz) é bastante problemático e ainda demorou muito para se abrir a um novo amor. Ou seja, é um perfil que não tem absolutamente nada de cômico.

Daniel Ortiz confiou no talento da atriz para o papel e valeu a pena. Inicialmente, a personagem seria interpretada por Christiane Torloni, com quem o autor trabalhou em "Alto Astral", mas a intérprete foi deslocada para "Velho Chico" na época, havendo assim a troca. Sorte da Marisa, que pôde exercer uma faceta não muito conhecida do grande público.

sábado, 1 de agosto de 2020

"Toma Lá Dá Cá" é uma reprise bem-vinda, mas no horário errado

Sucesso entre 2007 e 2009, o "Toma Lá Dá Cá" foi visto pelo grande público como uma espécie de nova versão do "Sai de Baixo", fenômeno exibido entre 1996 e 2002 na Globo. Isso porque há uma clara similaridade nos formatos: ambos com famílias repletas de figuras pitorescas e presença de plateia nas encenações. A produção que inspirou as duas, vale lembrar, foi a clássica Família Trapo, de 1960, exibida pela então TV Record. E os telespectadores desejavam a reprise da história criada e escrita por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa há muito tempo. A Globo finalmente atendeu ao pedido.


A emissora passou a reprisá-la neste sábado, dia 1º de agosto, na chamada "Sessão Comédia", substituindo a "Sessão de Sábado" e para algumas afiliadas entrando no lugar de "O Melhor da Escolinha". É verdade que "Toma Lá Dá Cá" já vem sendo reprisado no Canal Viva desde abril de 2012, mas obviamente o alcance da televisão aberta é muito maior. E a turma do condomínio Jambalaya Ocean Drive deixou uma marca na comédia nacional através de personagens até hoje lembrados e piadas certeiras que seguem atuais.

A série vale a pena ser revista por várias razões, entre elas o elenco primoroso. Miguel Falabella, Stella Miranda, Adriana Esteves, Arlete Salles, Alessandra Maestrini, Diogo Vilela, Marisa Orth e Fernanda Souza foram os principais destaques da história e os perfis refletem com perfeição a classe média alta brasileira, muitas vezes tão controversa.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Entrada de Ângela Vieira e Marisa Orth enriquece "Bom Sucesso"

O elenco de "Bom Sucesso" é muito bem escalado. Rosane Svartman e Paulo Halm, juntamente com o diretor Luiz Henrique Rios, fizeram uma seleção diversa e repleta de talentos. Não é por acaso que tantos nomes se destacam na atual novela das sete da Globo. E todo folhetim que se preza também conta com participações ao longo dos meses. Algumas funcionam tão bem que acabam permanecendo na história até o final. No caso da atual produção, a entrada de Ângela Vieira e Marisa Orth se mostrou uma grata surpresa.


O público matou um pouco da saudade de Ângela na recém-terminada reprise de "Por Amor", no "Vale a Pena Ver de Novo", onde viveu com brilhantismo a íntegra Virgínia, irmã de Helena (Regina Duarte). E a última novela da atriz foi "Pega Pega", em 2017, na pele de Lígia, um papel que não honrou seu talento. Aliás, há anos a intérprete não ganhava uma personagem realmente relevante na televisão. A cruel Janete, em "Terra Nostra", de 1999, foi a última que valorizou, de fato, Ângela. É por isso que tem valido tão a pena vê-la no atual sucesso das 19h.

Vera parece escrita especialmente para a atriz. A personagem chegou com o claro objetivo de mexer com a vida amorosa de Alberto (Antônio Fagundes), que vem passando seus últimos meses de vida alimentando uma paixão platônica por Paloma (Grazi Massafera). Mas o papel não foi criado apenas com essa função.

segunda-feira, 19 de março de 2018

"Tempo de Amar" teve uma linda embalagem, mas pecou no ritmo e na história

A novela das seis de Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago, dirigida por Jayme Monjardim, estreou no final de setembro e chegou ao fim nesta segunda-feira (19/03), cumprindo sua missão de manter bons índices de audiência para a faixa na Globo ---- derrubou apenas um ponto da antecessora, a primorosa e bem-sucedida "Novo Mundo". E foi uma novela bonita, com diálogos refinados e belíssimas imagens, incluindo figurino e cenários. Todavia, a produção pecou bastante no enredo e no ritmo, que se arrastou ao longo dos meses, testando a paciência de quem assistia.


O autor baseou seu folhetim no argumento de Rubem Fonseca, que ambientava a história de amor dos mocinhos entre 1886 e 1888, época em que ocorre o movimento abolicionista. Mas, decidiram mudar o contexto para os anos 20 (entre Portugal e Rio de Janeiro, filmando em locações lindas do Rio Grande do Sul). E não foi apenas essa a mudança de percurso dos escritores. Desde o início, ficou claro que seria quase impossível sustentar a trama apenas na separação e, consequentemente, no reencontro de Maria Vitória (Vitória Strada) e Inácio (Bruno Cabrerizo). A necessidade de outros conflitos era vital para o roteiro não ficar limitado. Mas, infelizmente ficou.

O primeiro erro foi juntar os protagonistas de forma tão súbita e pouco consistente. Aquele amor à primeira vista encantava noveleiros nos anos 70/80, mas não cabe mais no mundo atual. Mesmo sendo um enredo de época. A exceção fica por conta do desenvolvimento desse amor. Se o autor ou a autora souber conduzir com precisão, a chance de arrebatar o público é quase certa.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

"Edifício Paraíso": uma boa série do GNT

Após a exibição da terceira temporada de "Questão de Família" (seguiu ótima) e "Os Homens são de Marte" (já cansativa), o GNT estreou, na primeira segunda-feira de junho (05/06), "Edifício Paraíso", nova série do canal a cabo escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young. A produção tem 15 episódios, todos já disponíveis no GNT Play, e é exibida diariamente, ao contrário das duas outras recém-terminadas (exibidas semanalmente).


A premissa é criativa. Aborda a discussão de cinco casais vizinhos, com cada par morando em um andar no tal edifício que corresponde ao título. A briga de um começa depois que eles escutam o barraco de outro e por aí vai. Outra particularidade da série é o tempo: tudo se passa em uma noite. Ou seja, o relógio é mostrado para o telespectador sempre que um embate cede lugar ao outro. Por isso mesmo o cenário da história é o apartamento de cada morador.

Os personagens são bem construídos e as relações provocam identificação pela similaridade dos temas explorados em cada "DR" (discussão de relacionamento). Todo mundo já viveu alguma daquelas situações, por mais que o texto ferino dos autores ---- responsáveis pelos ótimos "Os Normais", "Os Aspones", "Separação?!", "Como Aproveitar o Fim do Mundo", "Macho Man", entre outros ---- esteja presente sempre.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

"Haja Coração" tinha todos os ingredientes de uma ótima novela das sete, mas deixou a desejar

Foram apenas cinco meses no ar e 139 capítulos. "Haja Coração" estreou em 31 de maio, excepcionalmente uma terça-feira, e chegou ao fim (também excepcionalmente) nesta terça, dia 8 de novembro ---- o caso da estreia houve a justificativa plausível de adiar o fim de "Totalmente Demais" para não enfrentar um feriado prolongado, mas no caso da trama atual foi algo gratuito e desnecessário mesmo. A segunda novela de Daniel Ortiz foi um remake de "Sassaricando" (1987), grande sucesso de Silvio de Abreu, e cumpriu sua missão no quesito audiência: teve média de 27,5 pontos, empatada tecnicamente com o fenômeno anterior de Rosane Svartman e Paulo Halm (27,4). Excelentes números. Porém, a produção poderia ter sido muito melhor do que foi.


Após seu bom trabalho como estreante em "Alto Astral" (2014), o autor apresentou um início promissor de seu segundo folhetim. Havia ali todos os ingredientes de uma deliciosa novela das sete. E o primeiro mês foi animador, onde a dupla formada por Fedora (Tatá Werneck) e Teodora (Grace Gianoukas) logo se destacou, assim como o trio impagável de amigas interesseiras formado por Rebeca (Malu Mader), Penélope (Carolina Ferraz) e Leonora (Ellen Roche). A composição de Mariana Ximenes como Tancinha também agradou e parecia uma ótima protagonista, tendo ainda a rivalidade com Fedora como um dos atrativos. Os erros observados em alguns núcleos paralelos deslocados e na história cansativa do mocinho Apolo (Malvino Salvador) pareciam pequenos diante dos acertos.

Entretanto, ao longo dos meses, Ortiz começou a dar claros sinais de falta de domínio de seu enredo. Os problemas começaram a crescer e até mesmo os pontos positivos começaram a ficar negativos. A falsa morte de Teodora foi um dos mais graves equívocos do autor, que preferiu seguir o roteiro original de "Sassaricando", ignorando a diferença do contexto atual. O resultado foi catastrófico para o núcleo Abdala, que era o melhor da novela. Com a saída da melhor personagem da família, todos os perfis ficaram sem função e perdidos na história.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Marisa Orth pôde explorar uma faceta dramática pouco conhecida em "Haja Coração"

Todo ator foge do estigma. Nenhum intérprete gosta de ser conhecido apenas por um determinado tipo de papel. O sonho de um profissional das artes cênicas é justamente ter a possibilidade de exercer versatilidade, mostrando que é capaz de viver qualquer tipo. Nem todos conseguem. Alguns por falta de oportunidade e outros por falta de talento mesmo. Marisa Orth, por exemplo, ficou conhecida por muito tempo pelos seus papéis cômicos, especialmente a inesquecível Magda, de "Sai de Baixo". Mas, em "Haja Coração", pôde mostrar que também tem talento de sobra no drama.


A batalhadora Francesca se viu abandonada pelo marido ---- o sumiço de Guido (Wernner Schunemann) foi um dos 'mistérios' da novela, só sendo revelado no último mês ---- e criou os quatro filhos sozinha, trabalhando como feirante. Tem uma relação de cumplicidade com o filho Giovanni (Jayme Matarazzo), enquanto demonstra um grande afeto por Tancinha (Mariana Ximenes) e uma superproteção com Shirlei (Sabrina Petraglia). O seu relacionamento com Carmela (Chandelly Braz) é bastante problemático e ainda demorou muito para se abrir a um novo amor. Ou seja, é um perfil que não tem absolutamente nada de cômico.

Daniel Ortiz confiou no talento da atriz para o papel e valeu a pena. Inicialmente, a personagem seria interpretada por Christiane Torloni, com quem o autor trabalhou em "Alto Astral", mas a intérprete foi deslocada para "Velho Chico", havendo assim a troca. Sorte da Marisa, que pôde exercer uma faceta não muito conhecida do grande público.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Os 20 anos do inesquecível "Sai de Baixo"

No dia 31 de março de 1996, há exatos 20 anos, estreava um dos mais icônicos humorísticos do país: o "Sai de Baixo". A atração deixou sua marca nas noites de domingo e nunca mais uma outra produção ficcional conseguiu repetir o êxito do sitcom, que ficou no ar até março de 2002. A equipe de redação contou com vários nomes conhecidos e que muitas vezes se revezavam em pequenos grupos: Maria Carmem Barbosa, Miguel Falabella, Rosana Hermann, Euclydes Marinho, Lícia Manzo, Aloísio de Abreu e Laerte eram alguns dos principais roteiristas que criavam as tramas bastante farsescas. Já Dennis Carvalho, Jorge Fernando e José Wilker foram os diretores mais conhecidos do formato.


A ideia surgiu de Luis Gustavo, o intérprete do inesquecível Vavá. O ator apresentou para Daniel Filho o formato de um programa de televisão gravado em um teatro, com plateia. O objetivo era incorporar na atração todos os imprevistos e improvisos, comuns durante um espetáculo teatral ou na época em que produções de tevê eram feitas ao vivo. A história ficaria voltada para uma família de classe média paulista que viveria em constante crise financeira. E a estrutura do sitcom já havia sido explorada no bem-sucedido "Família Trapo", na década de 60. Ou seja, era uma espécie de 'volta às origens', mas de maneira renovada.

Daniel Filho gostou da ideia e trabalhava como produtor independente na época. Tanto que chegou a oferecer o projeto para o SBT, mas a emissora de Silvio Santos negou. O diretor, então, enviou o planejamento para a Globo que topou na hora. E a decisão, como já é de conhecimento de todo o país, foi mais do que acertada.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

"Odeio Segundas": uma debochada e bem realizada série de Alexandre Machado e Fernanda Young

O GNT estreou uma nova série no dia 21 de outubro, uma quarta-feira, às 23h. Escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young, "Odeio Segundas" é fruto de uma parceria entre o canal a cabo e a Rede Globo, juntamente com a Conspiração Filmes. Um esquema de "Multiplataforma" bem semelhante ao realizado em "Animal", seriado protagonizado por Edson Celulari e Cristiana Oliveira, exibido em 2014. A nova produção, dirigida por Arthur Fontes, tem o humor debochado peculiar dos autores e se mostrou bem realizada.


A trama é ambientada em um meio corporativo (da empresa "Ashausa & Shuasha") e todos os episódios (a primeira temporada tem dez) são passados na segunda-feira, dia tipicamente depressivo para quase toda a população mundial. O enredo tem como base o ódio que os personagens sentem pelo fatídico dia e como os problemas parecem ficar ainda piores no primeiro dia útil da semana. A Fernanda Young, inclusive, faz a 'voz' da segunda e é uma espécie de narradora que se defende dos ataques dos perfis que compõem a história.

Marisa Orth protagoniza a série e vive a complexada Valéria, mulher que não tem um pingo de aptidão para liderança, mas que, por uma ironia do acaso, acaba promovida ao cargo de subgerente do grande escritório onde é ambientada a história.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

"Rainha da Sucata": o primeiro sucesso de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo

Exibida entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, "Rainha da Sucata" foi a estreia de Silvio de Abreu no horário nobre da Globo. Com o objetivo de substituir o fenômeno "Tieta", a novela teve um início turbulento e sofreu com a repercussão de "Pantanal", estrondoso sucesso da Rede Manchete, escrito por Benedito Ruy Barbosa --- vale lembrar que as tramas não concorriam diretamente. A forte linguagem cômica não foi muito bem aceita e o enredo ganhou alguns elementos mais dramáticos. Aos poucos, a trama foi se acertando e conquistando o público.


Reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1994 e no Canal Viva em 2013, a história abordava a ascensão dos novos ricos e a decadência da elite paulistana, através da rivalidade entre a emergente Maria do Carmo (interpretada pela sempre ótima Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueiroa (magistral Glória Menezes). A mocinha e a vilã, respectivamente, honraram o destaque que tinham e as atrizes até hoje são lembradas pelo grande desempenho neste folhetim.

Como acontece em todas as obras do autor, a trama tinha fortes elementos cômicos e uma boa dose de tensão. Maria do Carmo enriquece com os negócios do pai (Onofre - Lima Duarte -, vendedor de um ferro velho) e se torna uma rica empresária, apesar de manter os costumes e hábitos da época que era pobre.

sábado, 20 de dezembro de 2014

"Dupla Identidade" foi uma excelente série de Glória Perez e destacou o talento de Bruno Gagliasso

Foram três meses de muita tensão, cenas fortes, ótimas interpretações e uma história de suspense da melhor qualidade. "Dupla Identidade" presenteou o telespectador com uma trama muito bem escrita por Glória Perez e dirigida brilhantemente por Mauro Mendonça Filho. A série chegou ao fim nesta sexta-feira (19/12), encerrando a sequência de assassinatos cruéis, cometidos pelo temido serial killer que protagonizou a história.


Ao longo dos episódios, o público foi vendo toda a trajetória de Edu (Bruno Gagliasso) e como o frio psicopata seduzia as mulheres para matá-las com requintes de crueldade. Paralelamente a isso, eram exibidas as investigações da polícia ---- encabeçadas por Dias (Marcello Novaes) e Vera (Luana Piovani) ----, a estratégia de um senador canalha (Oto - Aderbal Freire Filho) para se manter no poder e o amor doentio que Ray (Débora Falabella) tinha pelo assassino. Todas as situações estavam diretamente entrelaçadas, fazendo com que todas as peças da série se encaixassem.

Bruno Gagliasso interpretou com maestria o maníaco Eduardo Borges, um homem inteligente, acima de qualquer suspeita, que era formado em direito, estudante de psicologia, braço direito de Oto, e ainda trabalhava como voluntário em um grupo de apoio à vida. Foi, sem dúvida alguma, o seu melhor personagem em toda carreira e a dedicação que ele teve neste trabalho foi perceptível do primeiro ao último episódio da série.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Com uma bem elaborada trama, "Dupla Identidade" tem ótima e promissora estreia

Após uma sucessão de chamadas atrativas e bem feitas, estreou, nesta sexta-feira (19/09), "Dupla Identidade", a nova série de Glória Perez. Dirigida por Mauro Mendonça Filho, a trama conta a história de um serial killer com sede de sangue e que é um homem acima de qualquer suspeita. Um enredo incomum no universo brasileiro, embora "As Noivas de Copacabana" (1992) tenha sido uma produção inesquecível e muito marcante.


Escalado para viver o assassino, após o próprio ator ter lutado pelo papel e ter feito testes para interpretá-lo, Bruno Gagliasso impressionou logo na estreia. Ele está impecável na pele do galanteador homem que manipula os outros com grande facilidade e demonstra uma absurda frieza quando elimina suas vítimas, sempre mulheres escolhidas de forma aleatória. Seu olhar diabólico, ao mesmo tempo parecendo um animal selvagem em busca da presa, assusta e impacta.

A ideia da autora de colocar o personagem como um homem inteligente, simpático, sedutor e solidário foi uma sacada de mestre, afinal, é um tipo acima de qualquer suspeita. Eduardo Borges é formado em direito e estudante de psicologia, que trabalha no escritório de advocacia de Assis (Gláucio Gomes) e se aproxima do senador Oto Veiga (Aderbal Freire Filho) para experimentar também o poder político.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Globo mira no saudosismo e acerta em cheio com a exibição dos especiais do "Sai de Baixo"

Para substituir a segunda temporada de "Revenge", a Globo resolveu apostar na exibição dos quatro episódios inéditos do "Sai de Baixo", gravados em junho para o especial de aniversário do Canal Viva. E levando em consideração os índices de audiência alcançados e a alegria que provocou no público saudosista, essa foi uma das decisões mais acertadas da emissora carioca nesse ano.


Após a exibição das duas temporadas de "Revenge", a Globo resolveu mirar no saudosismo através da volta do passado glorioso dos finais de domingo. Afinal, a partir de 1996, o telespectador tinha a obrigação de ver as confusões da família do Arouche antes de pensar que a segunda-feira estava chegando. Não foi por acaso que a atração virou um fenômeno, permanecendo no ar até 2002.

O humor politicamente incorreto, os improvisos, a burrice aguda de Magda (Marisa Orth), o preconceito de Caco Antibes (Miguel Falabella), a arrogância de Cassandra (Aracy Balabanian), o ar conciliador de

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Joaquim Lopes e Marisa Orth roubam a cena e transformam Lucindo e Damáris no casal mais divertido de "Sangue Bom"

São muitos os fatores que fazem um casal ser bem aceito em um folhetim. Sintonia, química, boa história e, claro, o talento dos atores, são ingredientes fundamentais para o sucesso de um par. Porém, há um casal em "Sangue Bom", que além de reunir todos esses elementos, se destaca e diverte por causa de uma peculiar característica: a maluquice. E essa introdução deixa claro que Lucindo e Damáris são os nomes que compõem o casal em questão, que vem a ser o mais engraçado da trama e Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.


Joaquim Lopes e Marisa Orth sempre se destacaram na novela. Lucindo protagoniza cenas impagáveis e profere pérolas desde o início de "Sangue Bom" e o sotaque forte do personagem deixa tudo ainda mais divertido. Já Damáris é uma das melhores figuras da história e a responsável pelas melhores sequências cômicas. Antes se sobressaía por causa da obsessão pelo seu marido Wilson (Marco Ricca) e depois fez uma hilária dupla com Bárbara Ellen (Giulia Gam). Também divertiu quando criou uma 'nova religião' que pregava a moral e os bons costumes. 

Mas se os personagens já eram divertidíssimos separados, pode-se dizer que o bom ficou ainda melhor quando eles se apaixonaram. E tudo só aconteceu por causa de mais uma loucura da perua, que resolveu incorporar Gládis, a irmã gêmea devassa de Damáris. Usando esse novo 'tipo' para se disfarçar e liberar

terça-feira, 16 de julho de 2013

Enquanto Damáris e Bárbara Ellen divertem, Marisa Orth e Giulia Gam se destacam em "Sangue Bom"

A novela das sete é recheada de atores jovens, incluindo os seis protagonistas. Alguns até chamam "Sangue Bom" de "Malhação" justamente por ter esse elevado número de atores entre 20 e 30 anos no seu elenco ---- e é importante ressaltar que esse tipo de comparação não se sustenta justamente por causa da história, que é bem mais complexa do que a que costuma ser contada na novelinha adolescente. Entretanto, ficou visível desde a estreia, e tem se confirmado a cada capítulo, que os grandes destaques da trama são justamente duas atrizes veteranas: Marisa Orth e Giulia Gam.


Damáris e Bárbara Ellen são as personagens que mais divertem o público na novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. As peruas exageradas e fúteis vêm protagonizando cenas engraçadíssimas desde que surgiram na história e os autores sempre escrevem inspirados diálogos para as duas. Aliás, as melhores frases da trama são sempre proferidas por elas e os momentos mais hilários da novela são proporcionados por essa dupla. Ambas não têm a menor noção do ridículo e as semelhanças não param por aí, embora a primeira seja uma boba e a segunda tenha sérios desvios de caráter.

Enquanto uma tentou impor sua nova religião em prol da moral e dos bons costumes, e agora planeja atrapalhar o romance do seu ex, a outra faz de tudo para conseguir voltar a se destacar na mídia. E em meio aos seus respectivos interesses, os filhos acabam ficando em segundo plano. Damáris pouco se importa com

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Sai de Baixo Chatice" mata a saudade do público e sai de cena como um dos grandes acertos do Canal Viva

Na última terça (02/07), foi ao ar o quarto e último episódio inédito de "Sai de Baixo". O especial com quatro episódios de um dos melhores humorísticos da televisão brasileira chegou ao fim comemorando os três anos do Canal Viva e o imenso sucesso que essa iniciativa proporcionou. O público estava morrendo de saudades de Caco Antibes (Miguel Falabella), Neide Aparecida (Márcia Cabrita), Vavá (Luis Gustavo), Cassandra (Aracy Balabanian) e Magda (Marisa Orth), e demonstrou esse sentimento prestigiando a volta do programa na televisão e disputando os convites que foram distribuídos para convidados e telespectadores.


Ideia de Letícia Muhana, diretora do Viva, o retorno da turma do Arouche foi um verdadeiro presente para os fãs e saudosistas. Apesar das inúmeras dificuldades, Letícia conseguiu convencer Falabella (que também era roteirista da atração) a entrar de cabeça nessa 'loucura'. Apesar de estar envolvido em inúmeros trabalhos (incluindo a série "Pé na Cova"), Miguel ainda dispôs seu tempo para colocar no papel o roteiro sobre a volta dessa família. Roteiro esse que ele já tinha na cabeça; ou seja, apesar de nunca ter cogitado esse retorno até então, havia uma esperança na cabeça do intérprete do impagável Caco.

Após quatro programas exibidos, todos excelentes e hilários, ficou claro que a iniciativa foi mais do que acertada. O risco de trazer de volta uma atração tão bem-sucedida e manchá-la com um fracasso era iminente. Um exemplo recente foi o remake de "Guerra dos Sexos". Apesar de ter sido uma novela muito agradável, o

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Canal Viva comemora três anos e presenteia o público com a volta do inesquecível "Sai de Baixo"

Para comemorar os três anos do Viva, o canal a cabo resolveu presentear o telespectador com quatro episódios inéditos de um programa que até hoje é lembrado: o "Sai de Baixo". Desde que começou a ser reprisado pela emissora, o humorístico, que conta a vida de uma hilária família falida do Arouche, não demorou muito para entrar na lista de atrações mais vistas do canal. Caco Antibes, Cassandra, Edileusa, Neide, Ribamar, Vavá e Magda nunca saíram da memória do público e a comprovação desse carinho pôde ser vista na estreia do primeiro episódio inédito exibido na última terça-feira (11/06).


Intitulado como "Sai de Baixo Chatice", o programa voltou se adequando aos novos tempos. Se aproveitando da nova 'PEC das domésticas', Neide Aparecida (Márcia Cabrita) enriqueceu após processar uma ex-patroa e comprou o apartamento do Arouche. Vavá (Luis Gustavo), aliás, perdeu o apartamento por não pagar o condomínio. O episódio se inicia quando os moradores do Largo do Arouche, que não se reúnem há 11 anos, recebem um convite anônimo para um jantar no apartamento onde viveram. Caco (que havia sido preso na Dinamarca), Vavá (que estava na Floresta Amazônica), Magda (que, depois de deportada, morava no aeroporto) e Cassandra (que estava morando na casa de uma tia pão-dura) aceitam o convite movidos pela curiosidade. Ao chegarem no local, se chocam quando vêem a antiga empregada como a nova proprietária do imóvel. Porém, apesar do susto, como estão todos falidos, acabam aceitando o convite da nova ricaça para morar de favor no antigo endereço. Entretanto, no final do episódio, graças ao golpe dado por Caco, Neide volta a ser pobre e o apartamento retorna para as mãos da família. Em suma: o "Sai de Baixo" está de volta.

E o retorno dessa inesquecível turma foi fantástico. O telespectador matou as saudades das piadas politicamente incorretas do Caco sobre a pobreza (agora envolvendo a famigerada classe C), das imbecilidades ditas pela Magda, dos improvisos de Miguel Falabella, do riso frouxo de Aracy Balabanian e

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sangue Bom: o que esperar da próxima novela das sete?

Desde que as chamadas de "Sangue Bom", a nova novela das sete que estreia na próxima segunda-feira (29/04), começaram a ir ao ar, ficou claro para o telespectador que a trama apresentada será baseada no universo adolescente. Os seis protagonistas são jovens e todos, pelo menos de acordo com o que tem sido mostrado, terão dramas que se intercalarão ao longo do tempo. Com ares de comédia romântica, a história tem grandes chances de agradar.



As chamadas estão alegres e a trilha sonora apresentada até agora reflete bem esse universo adolescente: muitas bandas tocariam facilmente na "Malhação", por exemplo. Aliás, Maria Adelaide Amaral, a autora ao lado de Vincent Villari, ficou irritada quando um repórter perguntou se sua trama seria uma espécie de "Malhação", por ter tantos atores jovens em papéis importantes. Mas fica difícil não fazer uma comparação, afinal, a novelinha duradoura da Globo sempre teve um elenco repleto do adolescentes. Porém, deixando as polêmicas de lado, a trama tem potencial para ser um sucesso.

Só pelo pouco do que foi apresentado ao público, está bem explícito que vários personagens se destacarão e muitos atores brilharão com seus papéis. É o caso de Isabelle Drummond, por exemplo, que viverá uma personagem masculinizada. Após angariar elogios em todos os seus trabalhos, a atriz tem