Mostrando postagens com marcador Jayme Matarazzo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jayme Matarazzo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Jayme Matarazzo e Debora Ozório encantam com o romance de Tenório e Olívia em "Além da Ilusão"

 A atual novela das seis está em plena reta final e uma das qualidades da história de Alessandra Poggi é a boa seleção de pares românticos. "Além da Ilusão" reúne todos os clichês de um folhetim de época, incluindo romances açucarados, típicos da faixa das 18h. A autora tem apostado em bons casais para despertar a torcida dos telespectadores. Um dos mais atrativos tem sido o par formado por Olívia (Debora Ozorio) e Tenório (Jayme Matarazzo). 


O mote do casal é um dos maiores clichês da teledramaturgia: a moça que se apaixona por um padre. A trama mais emblemática até hoje foi a protagonizada por padre Pedro (Nicola Siri) e Estela (Lavínia Vlasak) em "Mulheres Apaixonadas", exibida em 2003. O sucesso de Manoel Carlos caiu na boca do povo e um dos maiores êxitos era o amor que a 'senhorita Estela' sentia pelo padre. A música tema até hoje é lembrada (a canção italiana "Imbranato", cantada por Tiziano Ferro). O final feliz só aconteceu na última semana da produção, após muita insistência da ricaça e várias tentações passadas por Pedro. 

A história atual não teve tanta enrolação. A autora se preocupou em desenvolver o vínculo criado entre os personagens através de pensamentos em comum e atitudes solidárias que os uniam. Olívia logo se apaixonou pelo padre, mas Tenório demorou para perceber as reais intenções da então amiga. Até que levou um choque com a confissão da personagem em uma cena emocionante.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Além da Ilusão", próxima novela das seis

 A Globo promoveu ,nesta terça (25), a segunda coletiva online de "Além da Ilusão", nova novela das seis escrita por Alessandra Poggi e dirigida por Luiz Henrique Rios. Participaram a autora, o diretor e os atores do elenco jovem: Larissa Manoela, Rafael Vitti, Thiago Voltolini, Danilo Mesquita, Letícia Pedro, Debora Ozório, Larissa Nunes, Guilherme Prates, Caroline Dallarosa, Matheus Dias, Ricky Tavares e Jayme Matarazzo. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. 


Danilo Mesquita falou um pouco do preparo para viver seu primeiro vilão na televisão: "A preparação foi feita todo mundo junto. Os sentimentos que Joaquim passa são sentimentos humanos. O que diferencia um mau-caráter de um bom-caráter é o que ele faz com esses sentimentos. Acho que os colegas de trabalho também ajudam a construir o personagem. Cansei de chorar, quero fazer os outros chorarem agora. Queria muito viver um vilão após tantos mocinhos. Estava jogando para o universo. Estava desejando muito um outro lugar e fiquei empolgado. Achei que fosse mais fácil porque tenho dificuldade de fazer cenas esculhambando os outros. Tem uns momentos pesados, mas feliz em fazer coisas novas. Deu um medo danado", finalizou. "No início, Joaquim é meio ingênuo. A presença da mãe Úrsula mexe muito no comportamento do Joaquim, eu vejo isso", complementou o ator Thiago Voltolini, que vive o personagem de Danilo na primeira fase. 

Ricky Tavares falou sobre sua volta à Globo: "Estou muito feliz em poder voltar e nesta novela com um personagem tão incrível quanto o Inácio. É um personagem tão doce. E tenho certeza que com a Carolzinha (Dallarosa) vamos fazer o casal dar muito certo.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

"Haja Coração" faz boa estreia e tem tudo para agradar

Estreou, excepcionalmente em uma terça-feira (31/05) ---- em virtude do esticamento do final de "Totalmente Demais" para o fenômeno das sete não cair em uma emenda de feriado ----, "Haja Coração". A nova novela das sete é escrita por Daniel Ortiz (responsável pela agradável "Alto Astral", exibida entre 2014 e 2015) e recebe uma excelente audiência da produção que a antecedeu. Portanto, o objetivo do autor é ao menos conseguir segurar os bons índices da trama de Rosane Svartman e Paulo Halm e, claro, contar uma história atrativa.


A nova novela, ambientada em São Paulo, é uma releitura de "Sassaricando", sucesso de Silvio de Abreu que também era exibido no horário das sete, entre 1987 e 1988. Mas não é um remake porque apresenta novos conflitos e outros personagens. A personagem que era uma coadjuvante na obra original, agora, é a protagonista, interpretada por Mariana Ximenes. A inesquecível Tancinha era vivida por Cláudia Raia e foi um de seus papeis mais marcantes. Se o caricato perfil repetirá o sucesso não há como saber, entretanto, será defendido por uma talentosa atriz que já se destacou no primeiro capítulo.

Aliás, a estreia foi focada nas duas personagens que serão mesmo grandes destaques da história: Tancinha e Fedora Abdala. Mariana Ximenes está exuberante no papel e imprimiu um tom um pouco menos exagerado que o de sua colega anos atrás. Não é um perfil de fácil interpretação e muitas comparações serão feitas, mas a intérprete já mostrou seu talento e tem tudo para honrar o protagonismo do enredo com louvor.

terça-feira, 17 de maio de 2016

"Haja Coração": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão da próxima produção do horário das sete é complicadíssima: manter a boa audiência de "Totalmente Demais" e prender o público que ficará de luto com o fim de um dos maiores fenômenos da faixa. Alcançar os mesmos números impressionantes da trama de Rosane Svartman e Paulo Halm será quase impossível, porém, há chances de ao menos manter um bom resultado. Substituir um imenso sucesso é tão difícil quanto entrar no lugar de um imenso fracasso. Mas, deixando todas essas questões de números de lado, Daniel Ortiz tem tudo para contar uma boa história com a sua "Haja Coração" ---- cujo clipe pode ser visto aqui.


A nova novela é uma espécie de releitura de "Sassaricando", uma das tramas de sucesso de Silvio de Abreu, exibida entre 1987 e 1988 no mesmo horário das sete. Porém, segundo o próprio autor, o folhetim não é considerado um remake, tanto que o título foi mudado. Embora siga a premissa da obra original, a história terá vários novos personagens e situações distintas. Haverá até perfis de outras novelas, como a Shirley, inesquecível personagem manca de "Torre de Babel" (também de Silvio de Abreu), vivida por Karina Barum na época (1997). Agora a menina será interpretada por Sabrina Petraglia.

Só que, embora a classificação de remake seja rejeitada, o grande chamariz da nova produção é a Tancinha, um dos tipos mais icônicos da carreira de Cláudia Raia. Até hoje a personagem ingênua, burra, e com um sotaque paulista carregadíssimo, é lembrada pelo público e virou um dos clássicos da teledramaturgia. A cena marcante da mulher xucra na feira anunciando 'seus melão' é inesquecível. Agora, o perfil está nas mãos da linda e talentosa Mariana Ximenes.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Aclamada por público e crítica, "Sete Vidas" foi uma novela que primou pela sensibilidade

"O que é bom dura pouco." Esta frase conhecida pode ser aplicada facilmente ao segundo folhetim de Lícia Manzo na Globo. "Sete Vidas" chegou ao fim nesta sexta-feira (10/07), exibindo um último capítulo recheado de sensibilidade e cenas emocionantes, onde todo o contexto da trama foi fechado com maestria. O horário das seis foi premiado com uma produção que priorizou o cotidiano, excluindo a presença de vilões clássicos. A vida era a antagonista de todos. A novela teve apenas 106 capítulos e ficou cerca de quatro meses no ar. A curta duração evitou qualquer tipo de enrolação, mas não há como negar que deixou um gosto de quero mais.


Após o êxito da elogiada "A Vida da Gente", Lícia se aventurou novamente no horário das seis com uma história que tratava de arranjos familiares. Inicialmente prevista para a faixa das 23h, a duração da obra foi aumentada (seria ainda mais curta do que foi), mas o conjunto não foi mexido. E a autora apenas comprovou a sua competência ao contar uma história tão bem construída e envolvente quanto a exibida em 2011, marcando, na época, sua estreia como autora solo. As novas famílias (nem tão novas assim, diga-se) foram abordadas com um extremo detalhismo e a humanidade dos personagens cativou o telespectador, que logo se viu mergulhado naquele enredo tão bem elaborado.

O drama do solitário navegador Miguel (Domingos Montagner), que doou sêmen anos atrás no Estados Unidos, implicando no surgimento de cinco vidas, despertou atenção logo no primeiro capítulo, quando o mesmo iniciava sua saga, que era atormentada por um traumático acontecimento do passado. Toda a trama foi brilhantemente entrelaçada pela autora, onde a história de cada um foi sendo contada à medida que as semanas se passavam.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Triângulo amoroso protagonizado por Pedro, Júlia e Felipe é um dos trunfos da reta final de "Sete Vidas"

Lícia Manzo tem uma capacidade rara de emocionar o telespectador, evitando qualquer tipo de pieguice. A autora também sabe como envolver o público com seus personagens reais, cujas relações são sempre cheias de dificuldades impostas por decisões ou pela própria vida. E uma das muitas questões que tem norteado esta reta final de "Sete Vidas" é o dilema amoroso de Júlia (Isabelle Drummond), personagem que se vê dividida entre a razão e a emoção, encabeçando um triângulo amoroso bastante complexo.


A menina é o grande elo de ligação dos irmãos (todos filhos de Miguel - Domingos Montagner) e foi a responsável, direta ou indiretamente, pela aproximação de todos. E, ironicamente, ela é a única que não é filha do doador 251, uma vez que a mãe Marta (Gisele Fróes) mentiu a respeito de sua origem, provocando uma verdadeira avalanche sentimental em sua vida. O triângulo amoroso que a tem como protagonista, inclusive, é consequência de toda esta rede de mentiras.

Júlia e Pedro (Jayme Matarazzo) se apaixonaram perdidamente assim que se conheceram e logo tiveram que 'interromper' este forte sentimento em virtude da descoberta do laço sanguíneo ---- que nunca existiu, mas, na época, eles sequer imaginavam que não eram irmãos. Os dois tentaram seguir suas respectivas vidas até que ela descobriu toda a verdade e foi correndo contar a ele.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Encontro dos sete irmãos em um parque de diversões emociona e proporciona uma das cenas mais lindas de "Sete Vidas"

A sensibilidade de "Sete Vidas" pôde ser sentida logo na estreia da novela e quem acompanhou a série "Tudo Novo de Novo" e a novela "A Vida da Gente" não ficou surpreso com esta facilidade que Lícia Manzo tem de emocionar. Mas, ainda assim, a autora conseguiu surpreender com a tocante sequência do reencontro dos sete irmãos em um parque de diversões, exibida no capítulo de quinta- feira (14/05) desta semana ----- o vídeo pode ser assistido aqui.


Antes da reaproximação, houve um sério desentendimento entre eles. Isso porque Laila (Maria Eduarda de Carvalho) falsificou a carteira de identidade de Bernardo (Ghilherme Lobo) para 'ajudá-lo' a arrumar um emprego, uma vez que ele só tem 16 anos. Júlia (Isabelle Drummond) e Felipe (Michel Noher) não aprovaram, mas foram cúmplices do plano. Só que Marlene (Cyria Coentro), mãe do garoto, descobriu, brigou com o filho e ainda contou para Pedro (Jayme Matarazzo), que se indignou ---- aumentando ainda mais a raiva que o mesmo vem sentindo de tudo e de todos. Para culminar, Bernardo ainda desapareceu por um tempo, causando preocupação e despertando a indignação de Luiz (Thiago Rodrigues).

O resultado foi uma briga generalizada entre os irmãos, com direito a uma sucessão de verdades vomitadas por Laila, atingindo principalmente o malandro Durval (Cláudio Jaborandy). Esta cena, aliás, foi uma das melhores da novela, evidenciando bem a preciosidade do drama familiar que a autora inseriu em seu folhetim. Depois de tantos desencontros e muita procura, parecia que a reunião de todos aqueles parentes terminaria com um drástico rompimento e inúmeras feridas emocionais.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Volta de Miguel provoca uma aguardada reviravolta em "Sete Vidas" e deixa a novela ainda mais atrativa

Entre as muitas qualidades de "Sete Vidas", o bom ritmo se configura como uma das principais. Lícia Manzo conta sua história sem qualquer tipo de enrolação, ao mesmo tempo que consegue valorizar cada diálogo, cada momento e cada situação vivida pelos seus personagens. Ou seja, é uma novela que não tem um ritmo alucinante, mas apresenta vários acontecimentos diariamente. E, com o folhetim chegando praticamente na metade (ficará cerca de quatro meses no ar), a grande virada da trama aconteceu recentemente com a volta de Miguel (Domingos Montagner).


A razão para este retorno foi alheia à sua vontade, afinal, era uma questão de vida ou morte. Mais um filho do protagonista foi 'achado' e o rapaz corria sério risco de falecer porque precisava urgentemente de um transplante de fígado. Graças ao esforço de sua mãe (Beatriz - grande Lígia Cortez), Felipe (Michel Noher) conheceu Pedro (Jayme Matarazzo), Júlia (Isabelle Drummond), Laila (Maria Eduarda de Carvalho), Bernardo (Ghilherme Lobo) e Luis (Thiago Rodrigues) e logo se afeiçoou a esta 'nova família'. Mas, após a felicidade de ter encontrado vários irmãos, a decepção se fez presente depois que nenhum foi compatível para a doação de parte do órgão. Foi o estopim para a chegada de Miguel.

O navegador, incentivado pelo melhor amigo Lauro (Leonardo Medeiros), deixou a covardia de lado e resolveu voltar para salvar a vida deste novo filho. O retorno do personagem mais importante da trama provocou a mais aguardada virada de "Sete Vidas" e proporcionou uma sucessão de cenas dramáticas, muito bem interpretadas por todos os integrantes do ótimo elenco.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pedro e Júlia: um casal que transborda sensibilidade em "Sete Vidas"

O que fazer quando você se encontra apaixonado por um(a) irmão/irmã? Luta contra este sentimento? Ignora o incesto e busca a sua felicidade? Foge? Sem dúvida, são questionamentos nada fáceis e muito dolorosos. Mas e quando você descobre que o objeto do seu desejo na verdade não tem vínculo sanguíneo algum com a sua pessoa e que tudo não passou de uma grande mentira do passado? É a hora de finalmente se entregar ao amor ou o tempo passou e já é tarde demais? Estas são algumas questões que envolvem o lindo casal Pedro (Jayme Matarazzo) e Júlia (Isabelle Drummond), em "Sete Vidas".


Lícia Manzo tem uma facilidade gigantesca para emocionar através de envolventes histórias. A série "Tudo Novo de Novo" e a novela "A Vida da Gente" comprovam este fato e agora a autora conseguiu novamente sensibilizar através da impecável "Sete Vidas". E entre os vários acertos da trama está este casal. Pedro e Júlia se apaixonaram assim que se encontraram em uma manifestação, mas logo depois se deram conta que eram os meios-irmãos (filhos de Miguel - Domingos Montagner) que tinham marcado um encontro pelo telefone. A partir desta constrangedora constatação, o par passou a lutar contra a atração e o forte sentimento que os unia.

Em meio a algumas passagens de tempo, um beijo incontrolável foi o responsável pelo afastamento da dupla. Júlia agilizou seu casamento com Edgar (Fernando Belo) e Pedro viajou para Fernando de Noronha para estudar, mas encontrou Taís (Maria Flor) e se envolveu com ela. Ficou perceptível que os dois estavam seguindo a vida, apesar do vazio que sentiam em virtude desta relação interrompida.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Repleta de dramas envolventes, "Sete Vidas" é uma novela que merece ser contemplada

As chamadas iniciais já mostravam que a trama de Lícia Manzo seria recheada de densidade e delicadeza, o que foi confirmado no dia da estreia de "Sete Vidas". E, após algumas semanas de novela no ar, pode-se constatar que a história vem sendo muito bem desenvolvida pela autora. Repleto de dramas, o enredo envolve quem assiste e 'convida' a mergulhar naquele mundo vivido por tantos personagens cativantes.


Toda a trama em torno dos conflitos de Lígia (Débora Bloch) e Miguel (Domingos Montagner), e da aproximação dos filhos dele (oriundos de uma doação de sêmen), está sendo contada aos poucos e de forma detalhada. O mesmo vale para os núcleos paralelos, onde todos têm uma ligação direta ou indireta com o enredo principal. Mas não quer dizer que a novela esteja arrastada, tanto que já ocorreram inúmeros acontecimentos e várias passagens de tempo neste primeiro mês de folhetim.

A direção de Jayme Monjardim está em perfeita sintonia com a história de Lícia Manzo e a fotografia é de encher os olhos. O diretor, aliás, deixa o primoroso texto da autora ser a grande estrela de "Sete Vidas", focando também nos perfis construídos através de tomadas de câmera completas, exibindo os detalhes dos ambientes e a forma como cada um vive.

terça-feira, 10 de março de 2015

Estreia de "Sete Vidas" esbanja qualidade e traz de volta a sensibilidade de Lícia Manzo

"Às vezes uma parte do que a gente é vai embora e nos deixa para trás. E se a vida trouxesse de volta partes suas que você sequer conhecia? Quantas marcas deixamos pelo caminho? Não conhecer a própria origem é como estar distante de si mesmo. O desafio de buscar suas próprias origens é grande. Meio-irmão, meio-pai, meio-filho, de quantas metades é feita a nova família? Falta uma parte, sobram perguntas." Tendo estas dúvidas e premissas como base, estreou, nesta segunda (09/03), "Sete Vidas", a nova novela das seis da Globo.


Escrita por Lícia Manzo e dirigida por Jayme Monjardim, a história gira em torno da trajetória de Miguel (Domingos Montagner), homem solitário que faz questão de se manter livre de laços ou amarras. No passado, foi acusado pelo pai de ser o responsável pela morte da própria mãe, e este fato sempre o marcou. O protagonista se apaixona por Lígia (Débora Bloch), mas, com medo de se envolver, resolve fazer uma perigosa expedição à Antártica, deixando o amor de sua vida para trás, sem saber que a mesma está grávida dele. E em meio a todo este drama, há ainda os filhos gerados através de uma doação de sêmen ---- feita pelo navegador, 30 anos atrás, nos Estados Unidos, para ganhar dinheiro na época.

Ou seja, tudo o que Miguel não queria acontece: se vê apaixonado por uma mulher, a engravida e ainda 'ganha' seis filhos espalhados pelo mundo. No total, são as Sete Vidas do título. Repensar as relações familiares é a proposta da autora, que criou um universo interessantíssimo e muito envolvente. A saga dos jovens oriundos da inseminação em busca do pai e das próprias origens (o que implica em uma aproximação entre eles também, claro) é uma sacada e tanto para um folhetim.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"Sete Vidas": o que esperar da próxima novela das seis?

Prevista inicialmente para estrear na faixa das 23h, "Sete Vidas" foi remanejada para o horário das seis. Assim, algumas mudanças foram necessárias, tanto no número de capítulos (teria 56 e passou a ter 101), quanto no desenvolvimento de algumas tramas. Porém, o conjunto não mudou e os temas permaneceram da mesma forma como a autora planejou. E o clipe de 13 minutos apresentado (você pode ver aqui) foi bastante promissor.


O texto primoroso de Lícia Manzo já pôde ser notado com facilidade e as imagens deslumbrantes impressionam. O elenco foi muito bem escalado e os dramas dos personagens são muito envolventes. Aliás, a autora e o diretor Jayme Monjardim fizeram questão de ressaltar que a grande vilã da história será a vida, ou seja, a novela terá a mesma base da impecável "A Vida da Gente", produzida pela mesma dupla.

O enredo contará a história de Miguel (Domingos Montagner), um homem solitário que tem uma grande dificuldade em assumir relações duradouras. Quem sofre com isso é Lígia (Débora Bloch), uma competente jornalista que sonha em ser mãe (correndo contra o relógio biológico) e se apaixona por ele.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Sangue Bom": seis personagens, três casais e várias torcidas

"Sangue Bom" não emplacou na audiência. A novela das sete, infelizmente, nunca conseguiu atingir índices satisfatórios no ibope. Porém, apesar dessa grande injustiça nos números (afinal, a trama é excelente), a obra de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari despertou torcidas fervorosas na internet. Tudo por causa dos três casais centrais da história, composto pelos seis protagonistas.


À medida que os pares foram se formando, se separando e voltando, o público foi se envolvendo e torcendo pelos casais. E alguns torcedores levam a novela tão a sério que entram em discussões, com direito a xingamentos e ameaças, para defender seu personagem preferido e atacar tanto o perfil que detesta quanto o que gosta. Esse tipo de reação e envolvimento do telespectador costuma ocorrer quando não há vilões presentes nos imbróglios amorosos. "A Vida da Gente" e "Guerra dos Sexos" foram novelas relativamente recentes que apresentaram essa mesma situação.

Na trama de Lícia Manzo, havia o time torcedor da Manu (Marjorie Estiano) e o time torcedor da Ana (Fernanda Vasconcellos). E as torcidas queriam que suas personagens prediletas ficassem com Rodrigo (Rafael Cardoso) no final. A autora optou por seguir a sinopse e colocou Manu com Rodrigo, o que agradou o

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Complexidade do sexteto central é um dos grandes acertos de "Sangue Bom"

Criar um casal protagonista que agrade é, sem dúvida, uma das muitas dificuldades de um novelista. E não tem sido fácil alcançar esse objetivo, afinal, o telespectador não engole mais qualquer 'dupla'. Não faltam exemplos de personagens centrais que fracassaram, sendo sumariamente apagados pelos coadjuvantes. Portanto, pode-se dizer, tendo como base os riscos que esses papéis correm, que Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari resolveram apostar alto lançando logo seis protagonistas. Mas o que poderia ser uma catástrofe, acabou virando um dos grandes acertos de "Sangue Bom".


O sexteto central é claramente inspirado no poema "Quadrilha", um clássico do Carlos Drummond de Andrade: "João amava Tereza que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para a tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. de Pinto Fernandes que não tinha entrado na história". No caso da novela, Fabinho (Humberto Carrão) não ama ninguém, enquanto Malu (Fernanda Vasconcellos) ama Maurício (Jayme Matarazzo) que ama Amora (Sophie Charlotte) que ama Bento (Marco Pigossi) que também ama Amora, não correspondendo ao sentimento de Giane (Isabelle Drummond).

Porém, mesmo sendo perceptível essa inspiração dos autores, não há dúvidas que a confusão amorosa da trama é, com todo respeito ao Carlos Drummond, infinitamente superior ao poema. Cada protagonista tem uma