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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

"Por Você" começa com o pé direito e mostra força para se firmar como um grande dramalhão das sete

 Estreada na última segunda-feira, 17 de agosto, na TV Globo, Por Você já deixa, em quase duas semanas, uma impressão bastante positiva. Criada e escrita por Dino Cantelli e Juliana Peres, com direção artística de André Câmara, a novela das sete encontrou rapidamente o tom que pretende seguir: um melodrama popular, emocional, bem amarrado e com personagens capazes de sustentar diferentes frentes narrativas.


A história de Bela (Sheron Menezzes) e Juli (Lucy Ramos) é o coração da trama. Amigas de infância e irmãs de coração, as duas construíram trajetórias muito diferentes, mas permaneceram profundamente ligadas. Enquanto Bela se tornou uma obstetra bem-sucedida e dedicada à profissão, Juli constituiu uma família e criou sozinha os quatro filhos, Peixe (Cauê Campos), Glorinha (Laura Luz), Ítalo (Fabrício Assis) e Samuca (Kadu Spinola).

O primeiro capítulo foi especialmente feliz ao apresentar esse universo. Bela, logo de cara, protagoniza um parto de emergência no corredor de um supermercado, situação que viraliza e evidencia seu olhar humanizado para a Medicina.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Por Você", a nova novela das sete

 A Globo promoveu a segunda coletiva virtual de 'Por Você', a nova novela das sete escrita por Dino Cantelli e Juliana Peres, dirigida por André Câmara. Participaram os autores, o diretor,  produtora Érika da Matta e os atores Paulo Vilhena, Lucas Leto, Renata Sorrah, Thiago Lacerda, Alinne Moraes, Ana Rosa, Pietra Quintela, Giovanna Grigio, Daniela Fontan, Fernanda de Freitas, Lucianna Magalhães, Larissa Murai,  Ariane Souza e Gustavo Arthidoro. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Juliana Peres falou da homenagem ao Manoel Carlos com a novela: "Eu e o Dino sempre quisemos falar de famílias grandes que é um universo onde tudo pode acontecer, né. Para a teledramaturgia é um prato cheio falar de família. Fiz muitas novelas com o Maneco, é minha escola, meu mestre, mas eu e o Dino também gostamos de falar de relações humanas e do feminino, que são temas que esbarram na teledramaturgia do Maneco. E nós quisemos falar da zona sul carioca que é meu ali entre Humaitá, Botafogo, Lagoa, a comunidade Dona Marta que é a nossa Vila Maravilha. E uma coincidência é que Maneco faleceu esse ano e ficou esse astral da minha história com ele e com o Dino. A vida vai se imponto. A nossa história se chama Por Você porque é sobre entrega, renúncia e todos fazem algo por alguém. E tem o Por Amor que também é de entrega".

Dino Cantelli complementou: "Se a gente está aqui hoje é por causa do Maneco, Benedito Ruy Barbosa, Ivani Ribeiro, Janete Clair, por isso é um privilégio pra gente contar essas histórias através do que esses mestres pavimentaram pra gente". 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Tudo sobre a festa de lançamento de "Por Você", a próxima novela das sete

 Com estreia marcada para o próximo dia 17 de agosto, ‘Por Você’ ganhou uma celebração à altura de sua chegada à programação da TV Globo. Na tarde desta segunda-feira, 3 de agosto, elenco, criadores e equipe da nova novela das sete se reuniram no Edifício Touring, na Praça Mauá, para marcar o lançamento da trama criada por Dino Cantelli e Juliana Peres. O encontro também reuniu jornalistas, formadores de opinião e familiares dos atores e atrizes da obra, em uma prévia do universo afetuoso e contemporâneo que o público acompanhará em breve na TV.


As chamadas da novela exibidas pela Globo já vêm despertando expectativa e indicam uma produção promissora. O clima de entusiasmo também tomou conta da festa de lançamento, que foi marcada pela descontração, pela animação do elenco e pela celebração de um projeto que chega cercado de boas expectativas.

Localizado entre o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã, símbolos da renovação urbana da região portuária carioca, o centenário Edifício Touring foi escolhido para receber a comemoração.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Sucesso de 'Jotília' em "Guerreiros do Sol" pavimentou o caminho para 'Loquinha' em "Três Graças"

 Diante de uma sucessão de retrocessos na atual teledramaturgia da Globo, onde o conservadorismo vem tirando o destaque e a presença de casais homoafetivos na ficção, foi um alento o desenvolvimento do amor de Jânia e Otília em "Guerreiros do Sol", novela do Globoplay, escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, e dirigida por Rogério Gomes, exibida ano passado e em reta final na Globo. O sucesso que o casal fez com o público nas redes sociais ainda foi fundamental para o êxito do casal lésbico em "Três Graças", encerrada há pouco tempo.


O casal não está no mote central do enredo, mas nem por isso a relação das personagens é tratada de forma superficial. Há uma preocupação dos autores em explorar o sentimento genuíno que surgiu entre as duas e que vem sendo trabalhado com muita delicadeza, em meio a um enredo repleto de assassinatos e cenas fortes. Quando as duas surgem em cena é quase um respiro para o telespectador, que não tem como deixar a tensão de lado enquanto acompanha o enredo impactante e arrebatador, protagonizado por personagens densos e defendidos por um elenco repleto de talentos. 

Jânia iniciou a novela como uma típica mulher de 1920: submissa ao marido, Idálio (Daniel de Oliveira), e sem voz na fazenda do sogro, Elói (José de Abreu). Otília também teve um começo parecido: cresceu sendo reprimida pelo pai, Seu Neném (Cláudio Jaborandy), e dedicou sua vida à irmã, Rosa (Isadora Cruz), por quem tem imensa cumplicidade.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 Com mais de cento e setenta cenas na retrospectiva de melhores cenas da televisão, obviamente não faltou ator talentoso na telinha. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, séries e minisséries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes: 


1- Alinne Moraes. 

 Bárbara foi uma das personagens mais complexas de "Um Lugar ao Sol". Embora algumas atitudes parecessem de uma vilã, a patricinha vivia uma avalanche de sentimentos e tinha uma relação tóxica com Christian/Renato. Alinne esteve irretocável em cena e sua parceria com Cauã Reymond, Ana Beatriz Nogueira e Ana Baird foi incrível. 



2- Alanis Guillen.

A Juma Marruá do remake de "Pantanal" tinha que ser dela. A atriz teve um trabalho de composição fantástico e fugiu do elevado risco de cair na caricatura. A menina-onça que vivia com 'reiva' foi defendida com brilhantismo e a atriz saiu gigante da novela. Um reconhecimento que estava merecendo desde sua estreia na última temporada de "Malhação"

sexta-feira, 25 de março de 2022

Apesar dos obstáculos e último capítulo decepcionante, "Um Lugar ao Sol" termina com mais qualidades que defeitos

 A estreia de Lícia Manzo no horário nobre da Globo foi complicada. "Um Lugar ao Sol" não teve um caminho fácil. Foram vários empecilhos que atrapalharam seu primeiro folhetim na faixa mais importante da emissora, após dois bem-sucedidos trabalhos às 18h com "A Vida da Gente" e "Sete Vidas". Foi uma novela impecável? Não. Mas mesmo contra todos os obstáculos e dificuldades, a autora conseguiu entregar para o público uma ótima história, repleta de cenas densas, boas viradas e conflitos bem construídos, cujo ciclo se fechou nesta sexta-feira, dia 25. 

A história contou a saga de Christian (Cauã Reymond) que tomou o lugar de seu irmão gêmeo, Renato, porque nunca aceitou o destino difícil que a vida lhe impôs. Inicialmente íntegro e repleto de princípios, o protagonista foi deixando seu caráter de lado pela ambição desmedida e acabou se transformando em um sujeito muito pior que o problemático e instável irmão que acabou assassinado quando tentou negociar a dívida do sujeito que era sua cópia e tinha acabado de conhecer. Os irmãos conviveram por apenas algumas horas. Não foi uma mera novela sobre gêmeos. Foi uma novela sobre um homem que conquistou seu lugar ao sol através de atos condenáveis e que foram se agravando a cada momento. 

A coragem em exibir uma trama onde o protagonista se transformava no vilão de sua própria vida merece muitos elogios. Lícia arriscou ao fazer com que o público virasse o julgador da vida de Christian. O telespectador era a testemunha, o promotor e o juiz. Tanto que foi impossível torcer por ele. Na verdade, a expectativa sempre foi em cima da derrocada do personagem.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Brilhantemente defendida por Alinne Moraes, Bárbara é a personagem mais complexa de "Um Lugar ao Sol"

 Lícia Manzo é uma autora detalhista. Seus personagens costumam ter várias características que os tornam humanos e nada maniqueístas. Mesmo um perfil que aparenta ser um vilão analisando superficialmente suas atitudes, na verdade não é. Um dos maiores exemplos é a Bárbara, de "Um Lugar ao Sol", interpretada com brilhantismo por Alinne Moraes. 

Bárbara é uma típica patricinha da elite carioca. Mimada e vivendo em uma bolha, a personagem não sabe nada da realidade da vida. As únicas pessoas com quem se importa são Renato (Cauã Reymond), o marido por quem nutre uma assustadora dependência emocional, e Nicole (Ana Baird), a irmã que sempre cuidou dela. Outra pessoa que recebe seu carinho é a sogra, Elenice (Ana Beatriz Nogueira), por se tratar da idealização de uma mãe que ela nunca teve. Isso porque sua mãe sofria de bipolaridade e faleceu por conta da doença --- ainda não ficou claro, mas tudo indica que se tratou de suicídio.

Embora seja arrogante e se ache acima dos outros, a personagem já sofreu muito em sua vida. Problemas de uma branca, jovem, rica e cis? Ok, mas ainda assim questões bem sérias. Os surtos constantes sofridos pela mãe deixaram um trauma em Bárbara e Nicole. Apenas um flashback até o momento retratou a vida das irmãs na adolescência, mas foi o suficiente para observar como nasceu a cumplicidade delas e seus respectivos traumas.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Repleta de bons ganchos, "Um Lugar ao Sol" merece mais prestígio da Globo e do telespectador

 A estreia de Lícia Manzo no horário nobre, após as primorosas "A Vida da Gente" e "Sete Vidas", vem sendo o melhor dos presentes. "Um Lugar ao Sol" está no ar há menos de um mês, mas a autora já conseguiu apresentar sua história central com bastante habilidade e, aos poucos, os núcleos paralelos vão surgindo e, também, com vários conflitos bem construídos. Não há cena desnecessária. Tudo tem um sentido ou uma razão para estar ali. 


Impressiona como Lícia vem desenvolvendo seu roteiro sem enrolação ou pontas soltas. Todos os núcleos têm uma ligação e as peças acabam se encaixando mais cedo ou mais tarde. A autora está conseguindo contar sua história com dinamismo, apresentando capítulos repletos de acontecimentos e encerrados sempre com ganchos de tirar o fôlego. Como a produção terá apenas 107 capítulos, há uma maior facilidade para evitar a chamada barriga (período de enrolação). Mas, ao mesmo tempo, havia o risco de uma pressa que atrapalharia o entendimento e a densidade do enredo, o que não tem acontecido. 

A escritora está mostrando um novo lado até então desconhecido do público que acompanhou suas duas novelas anteriores. Isso porque as já citadas "A Vida da Gente" e "Sete Vidas" não eram folhetins de grandes viradas ou ganchos impactantes. Eram folhetins que retratavam o cotidiano de uma forma delicada e envolvente.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Um Lugar ao Sol", a nova novela das nove

 A Globo promoveu duas coletivas online de "Um Lugar ao Sol", nova novela das nove que estreia no dia 8 de novembro. A primeira, realizada nesta quinta-feira (28/10), contou com a autora Lícia Manzo, o diretor artístico Mauricio Farias, e os protagonistas Cauã Reymond, Alinne Moraes e Andreia Horta. Já a segunda foi feita nesta sexta-feira (29/10) e teve Marieta Severo, Ana Beatriz Nogueira, Andrea Beltrão, Gabriel Leone, Denise Fraga, Pathy Desejus, Mariana Lima, Marco Ricca, além de Mauricio e Lícia. Participei das duas entrevistas e conto um pouco como foi. 

Perguntada se teria mais liberdade para abordar novos assuntos no horário nobre, Lícia Manzo declarou: "Na TV Globo nunca me senti coibida a falar de qualquer tema. Na minha última novela tive uma avó gay. Nunca tive rejeição. Se você coloca o público sob uma perspectiva humana, ele vai se abrir. Se você não rotular o outro. Nunca deixei de tratar de nenhum assunto que eu queria em outro horário". Maurício Farias complementou: "Existe na tevê uma preocupação que você possa falar para todo mundo. O que a Lícia está falando foi o caminho que encontrei para falar de determinados assuntos. É realmente uma chave muito poderosa quando você coloca isso de forma mais carinhosa, com empatia sobre o assunto. Sempre que eu consegui atingir essa chave, a gente conseguiu fazer coisas onde a repercussão foi muito positiva. Cláudio Paiva (roteirista) fez comigo um episódio de 'A Grande Família' só sobre maconha. Em 'Tapas & Beijos' tinha um personagem casado com outro que era trans, por exemplo. Nunca tive nada que me impediu de fazer algo. Essa é uma das muitas qualidades que a Globo tem".

Perguntado sobre a preparação para viver gêmeos, Cauã Reymond respondeu: "Já tinha feito 'Dois Irmãos' (minissérie de 2017) e tive a sorte de fazer irmãos gêmeos. Isso é raro. Ainda mais interpretar gêmeos duas vezes. Fico intimidado em ver a Lícia agora porque o texto dela é muito bom. O texto dela era muito sólido sobre os irmãos. A gente gravou tudo com muito cuidado. A gente teve um cuidado com a novela quase como se fosse uma série.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Ousada e emocionante, "Espelho da Vida" consagrou o estilo de Elizabeth Jhin

Elizabeth Jhin deixou a melhor das impressões com sua última novela. Após duas tramas baseadas no espiritismo e em reencarnações ---- a ótima "Escrito nas Estrelas" (2010) e a fraca "Amor Eterno Amor" (2012) ----, "Além do Tempo" (2015) arrebatou o público com uma corajosa história de época que apresentou uma passagem de tempo de cerca de 150 anos, com todos os personagens reencarnados nos dias atuais e se 'reencontrando' séculos depois, reescrevendo seus destinos. Portanto, o desafio da autora era complicado em seu próximo trabalho: como surpreender o telespectador depois de um enredo tão ousado? Mas a sensível escritora conseguiu. "Espelho da Vida", que chegou ao fim nesta segunda (01/04), foi um novelão inovador da melhor qualidade.


A trama, muito bem dirigida por Pedro Vasconcelos (que estreou com o pé direito na direção geral sem a parceria com Rogério Gomes), teve uma premissa comum em algumas séries ou filmes estrangeiros, mas não em folhetins: uma viagem no tempo. A mocinha Cris Valência (Vitória Strada) teve como missão voltar ao passado para descobrir quem matou Júlia Castelo, sua vida anterior, e inocentar Danilo Breton (Rafael Cardoso), acusado e condenado pelo assassinato da mulher que tanto amava. A trágica história de um amor infinito que nunca tinha um final feliz precisava ser alterada. Não no passado e, sim, no presente. Mas, obviamente, no início ninguém sabia ainda quem havia cometido o crime e nem se o rapaz era mesmo inocente. Essa curiosidade mexeu com a protagonista e o público.

A forma como o enredo foi sendo desencadeado primou pela preciosa amarração de conflitos e personagens. Aos poucos, tudo foi se encaixando perfeitamente. A grande habilidade da autora de apresentar cada peça do quebra-cabeça impressionou, tanto pelo impacto das cenas quanto pela estruturação do roteiro. Ficou evidente que Jhin já tinha plena consciência da história que iria contar e que não promoveu qualquer tipo de mudança na novela, mesmo diante dos baixos índices de audiência.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Momentos finais de "Espelho da Vida" emocionam e arrepiam telespectador

Outro texto sobre "Espelho da Vida"? Sim, é necessário. A dois capítulos de seu fim, a trama de Elizabeth Jhin tem impactado o público com uma avalanche de cenas de elevada carga dramática. A autora reservou realmente os melhores momentos para o final e quem esperou ansiosamente por tudo o que vem sendo apresentado não tem do que reclamar. Quem soube aguardar foi recompensado.


O antepenúltimo capítulo da novela parecia o último. Foram 40 minutos de tirar o fôlego de quem assistia. A grande mistério em torno do assassinato de Júlia Castelo (Vitória Strada) foi finalmente desvendado em uma sequência magistral, onde o elenco se entregou por completo e Pedro Vasconcelos demonstrou uma direção irretocável.

"Por ele vou viver e morrer até o fim dos dias". A frase de Júlia, lida tantas vezes em seu diário, já era um ''spoiler" a respeito da sua morte. O pesadelo de Américo (Felipe Camargo) no dia em que o picareta entrou na mansão em ruínas da falecida também já havia exposto o trágico final da bela flor colhida antes do tempo. Tensão, adrenalina e emoção nortearam a tão aguardada cena.

quarta-feira, 27 de março de 2019

"Espelho da Vida" presenteia público com grandes cenas em sua última semana

A última semana de "Espelho da Vida" vem proporcionando uma sucessão de cenas arrebatadoras e impactantes para o público. Elizabeth Jhin exibe uma reta final digna de um novelão da melhor qualidade. E o melhor: sem correria. São tantas sequências merecedoras de elogios que fica difícil citar todas (fora ainda as que estão por vir). Porém, algumas merecem uma menção especial por várias razões.


O momento mais aguardado da novela é o encontro de Daniel (Rafael Cardoso) e Cris (Vitória Strada), sem dúvida. Mas, outra cena também era muito esperada pelos telespectadores apaixonados pela obra tão bem escrita pela autora: o encontro de Margot (Irene Ravache) e seu neto. Após anos sofrendo pelo desaparecimento de seu filho, Pedro, e, posteriormente, com a descoberta de sua morte, a personagem finalmente ganhou a surpresa maravilhosa que tanto merecia. E a espera valeu muito a pena.

Encantada com o fato de Daniel ser a reencarnação de Danilo Breton, amor de Júlia Castelo, Margot fez questão de saber um pouco sobre as sensações que o rapaz sentia ao tocar nos objetos da falecida. Mas, ironicamente, acabou descobrindo que ele era filho de um homem cuja origem era desconhecida e que havia aparecido na Hungria chamando pela mãe. Já certa de que Daniel era seu neto, a viúva perguntou o nome do pai do fotógrafo, que respondeu Pedro.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Ótima em "Espelho da Vida", Alinne Moraes é uma atriz que nunca decepciona

O elenco de "Espelho da Vida" foi muito bem escalado, com raras exceções. Elizabeth Jhin escolheu bem seus atores e a autora tem a sua 'panelinha', assim como todos os novelistas. Alinne Moraes entrou nesse time quando viveu Lívia, a mocinha das duas fases da primorosa "Além do Tempo" (2015). É compreensível, afinal, a atriz deu um show como protagonista e não foram poucas as cenas grandiosas da intérprete. Agora, a escritora a presenteou com duas vilãs interessantíssimas.


Isabel e Dora são personagens complexas e muito bem construídas pela autora, o que proporciona ótimos momentos para Alinne na atual novela das seis da Globo. A mulher de 2019 é calculista, fria e irônica, mas carrega um trauma da infância ainda não muito explorado no enredo: foi abandonada pela mãe em um colégio interno das Irmãs Benditas, sem maiores explicações. Nunca perdoou Grace (Patricya Travassos) por isso e a relação das duas ---- iniciada há pouco tempo, após um longo período de afastamento ---- é péssima.

Interesseira, se relacionou com Alain (João Vicente de Castro) no passado com o intuito de sair de Rosa Branca, uma cidade pacata, e melhorar de vida. Como não atingiu seu objetivo, o traiu com Felipe (Patrick Sampaio), primo do então noivo, que estava de viagem marcada para o exterior. A relação resultou em uma tragédia: o rapaz sofreu um acidente de carro no dia que iam fugir e Alain flagrou os dois juntos no local do capotamento.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

"Espelho da Vida" vem se mostrando um novelão imperdível

Novamente um texto sobre "Espelho da Vida"? Sim, é necessário. A atual novela das seis da Globo vem presenteando o telespectador com uma sucessão de acontecimentos e grandes cenas, fazendo jus a séries internacionais de maior qualidade. Elizabeth Jhin se preocupou em apresentar sua história com cautela no início (que infelizmente implicou em um ritmo arrastado demais) e agora mostra um enredo com ousadas viradas a menos de dois meses do seu final.


O embate entre Cris e Isabel, exibido nesta segunda-feira (11/02), valorizou o incontestável talento de Vitória Strada e Alinne Moraes. Todo bom folhetim tem briga de mocinha e vilã, mas a autora, ao menos por enquanto, prefere o jogo de palavras e a discussão das duas foi a mais calorosa até o momento. Isabel flagrou Cris em frente ao espelho da mansão de Júlia Castelo e fez questão de debochar da rival, que não deixou barato e a imobilizou logo após uma ironia sobre seu romance com Danilo (Rafael Cardoso). Uma cena ótima.

Mas o elemento catártico viria pouco tempo depois, assim que a vilã viu Cris sendo sugada pelo espelho para outra dimensão. O choque da personagem foi transmitido com maestria por Alinne e iniciou uma espécie de surto que tem tudo para se agravar ao longo das próximas semanas.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

"Espelho da Vida" tem estreia correta e elegante

"Sabe a sensação de já ter estado ali? De já ter conhecido alguém? De já ter vivido aquele momento? Vivido uma outra vida? E se não for apenas uma sensação?" Essa é a premissa de "Espelho da Vida", nova novela das seis, que estreou nesta terça-feira (25/09), com a difícil missão de substituir "Orgulho e Paixão", trama que foi merecidamente um sucesso de público e crítica. A trama de Elizabeth Jhin, dirigida por Pedro Vasconcelos (em sua primeira produção como diretor geral), tem a reencarnação como mote central, um tema que virou especialidade da autora ---- vide suas últimas novelas, como "Escrito nas Estrelas" (2010), "Amor Eterno Amor" (2012) e "Além do Tempo" (2015).


A história tem um mote totalmente diferente da produção passada. Saiu de cena um enredo leve, cômico e romântico, e entrou no lugar um roteiro repleto de mistério em torno da doce Cris Valência (Vitória Strada), talentosa atriz de teatro que se vê diante de seu enigmático passado quando começa a pesquisar sobre Júlia Castelo, uma mulher que foi assassinada em 1930, para interpretá-la em um filme. A personagem sente uma estranha sensação de já ter estado em vários locais por onde a falecida passou (a fictícia cidade de Rosa Branca, em Minas Gerais) e acaba descobrindo muito mais do que previa, precisando lidar com uma drástica mudança em sua vida.

A mocinha já começa o enredo namorando o cineasta Alain Dutra (João Vicente de Castro) e a situação foge do comum, pois o ''padrão" é justamente exibir o primeiro encontro, o nascimento do amor, enfim... Os dois chegam em Rosa Branca por causa do estado terminal de Vicente (Reginaldo Faria), avô do rapaz, que pede para vê-lo pela última vez.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Mesclando música e romance, "Rock Story" cumpriu sua missão com louvor

A estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo na Globo foi a melhor possível. A sua primeira novela --- após 20 anos de casa e de ter trabalhado como colaboradora de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva, entre outros --- ousou ao quebrar a sequência de comédias românticas que a faixa das sete vinha exibindo com êxito e conseguiu conquistar o público com uma história simples, mas repleta de histórias convidativas e bons personagens. O resultado foi um folhetim gostoso de ser acompanhado, cujos deslizes (observados principalmente nos dois últimos meses) ficaram menores que os acertos.


A trama, que teve uma ótima direção de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, apresentou a música como protagonista e usou o rock como elemento diferenciador. Afinal, o gênero tem cada vez menos espaço nas rádios e na televisão em virtude da dominação quase total do sertanejo, funk e afins. Portanto, tê-o como foco em um enredo foi muito benéfico e a ideia de contar a trajetória de um roqueiro decadente não poderia ter sido melhor. Gui Santiago foi um protagonista apaixonante e a escolha de Vladimir Brichta --- marcando seu retorno às novelas após 12 anos ---- se mostrou de uma precisão cirúrgica.

O ator deu um show vivendo um perfil nada politicamente correto e cheio de defeitos. Não foi difícil torcer por ele de imediato. Nathalia Dill, por sua vez, novamente se destacou e convenceu na pele da destemida Júlia, tendo uma clara sintonia com Vladimir. Ela ainda brilhou vivendo a gêmea Lorena e é uma pena que a irmã malvada da mocinha não tenha sido bem aproveitada pela autora.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Alinne Moraes brilha na pele da complexa Diana em "Rock Story"

Uma das qualidades da atual novela das sete é a presença de vários personagens bem construídos. "Rock Story" apresenta muitos perfis cheios de camadas, evitando o tradicional maniqueísmo de bem X mal, embora algumas vezes tenha mesmo esse tradicional embate, até para honrar os elementos de um bom folhetim. E o tipo mais complexo da trama de Maria Helena Nascimento, dirigida por Maria de Médicis e Dennis Carvalho, é a Diana, vivida com brilhantismo por Alinne Moraes.


A personagem foi casada com o protagonista Gui Santiago (Vladmir Brichta) e tem uma filha com ele. Empresária bem-sucedida e sócia da Som Discos, empresa que tem em sociedade com seu pai, o bonachão Gordo (Herson Capri), Diana é uma mulher arrogante e mimada. Trata os outros com um ar de superioridade e não mede esforços para conseguir o que quer. Sempre foi perdidamente apaixonada pelo marido, mas acabou dando um basta na relação, após várias atitudes inconsequentes dele, levando em consideração ainda muitas traições do roqueiro.

Para se vingar do pai da sua filha, acabou iniciando um relacionamento com Léo Régis (Rafael Vitti), o grande rival do marido, que fez um grande sucesso cantando "Sonha Comigo", música de autoria de Gui (que o acusa de roubo). Porém, ela nunca amou o rapaz mais jovem e sempre o tratou como um mero passatempo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

"Rock Story" vem se mostrando uma agradável surpresa

A atual novela das sete estreou no dia 9 de novembro, ou seja, está há pouco mais de um mês no ar. E a trama da estreante Maria Helena Nascimento vem agradando bastante. "Rock Story" reúne elementos de um delicioso folhetim, ao mesmo tempo que foge das características das últimas produções da faixa. Afinal, a história não tem muito humor, não há excesso de cores ou casais adolescentes em posições de destaque e seu protagonista é um roqueiro falido quarentão. Para culminar, como o próprio título comprova, a trilha é composta por rock e pop.


A ousadia da autora é muito válida, mas vale ressaltar que não há nada de errado em ter personagens jovens protagonistas ou apresentar a comédia contrabalançando o drama. Afinal, o fenômeno "Totalmente Demais" foi um dos maiores acertos de 2016, reunindo um conjunto impecável que arrebatou o público. Já "I Love Paraisópolis" foi péssima e "Haja Coração" começou promissora, mas se perdeu por completo. Portanto, repetir fórmulas nem sempre dá certo, assim como fugir do comum pode ser um grave erro.

No caso da atual trama, houve uma nova proposta, cujo maior objetivo é mesclar a música com a dramaturgia, tendo uma premissa semelhante ao sucesso "Cheias de Charme", mas deixando de lado o tom caricato e carnavalesco da obra atualmente reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo". Em "Rock Story há um tom mais 'sombrio', principalmente em torno do protagonista, que representa a figura de um ídolo que viu tudo o que conquistou escorrer pelos seus dedos.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"Rock Story" tem estreia movimentada e com elementos promissores

"Uma história de amor movida a música e uma história de música movida a amor". Esse slogan anunciado nas chamas iniciais resume o enredo de "Rock Story", nova novela das sete, que estreou nesta quarta (09/11) ---- em virtude do término atípico da produção anterior ----, substituindo "Haja Coração". A trama marca a estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo, após vários trabalhos como colaboradora. O desafio maior será manter a média alta da obra de Daniel Ortiz, que por sua vez manteve os ótimos índices de "Totalmente Demais". E o primeiro capítulo conseguiu mostrar tudo o que está por vir, priorizando os conflitos que envolvem o núcleo central, não poupando acontecimentos.


Dirigida por Dennis Carvalho e Maria de Médicis, a novela tem a música como pano de fundo e o imenso sucesso de "Cheias de Charme" (reprisada atualmente no "Vale a Pena Ver de Novo") é um bom indicativo para a atual produção. Claro que repetir o fenômeno é quase impossível, mas há bons elementos para atrair o público. Afinal, não é nem um pouco anormal observar a rivalidade entre dois cantores famosos, disputando espaço entre os fãs lançando hits que estouram no mercado musical. E o folhetim retrata justamente isso, expondo ainda todos os meandros que costumam ficar nos bastidores. O intuito não é ser um retrato da realidade, mas as situações são de fácil comparação com alguns casos da vida real, embora a ficção seja bem mais exagerada, obviamente.

A estreia foi promissora. A autora não poupou conflitos e nem apresentou os personagens, como se costuma fazer no início de qualquer história. A sensação de correria se fez presente por alguns momentos, mas, ainda assim, o capítulo (que chegou a parecer o 25 e não o 1) prendeu atenção e nem deu para piscar em virtude das constantes reviravoltas que ocorreram logo no começo.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Rock Story": o que esperar da próxima novela das sete?

A próxima novela das sete chegou a se chamar "Sonha Comigo" por um bom tempo, até mudar definitivamente para "Rock Story". E a trama marca a estreia de Maria Helena Nascimento como autora solo, após ter sido colaboradora de vários autores, como Antônio Calmon ("Caras & Coroa", "Um Anjo Caiu do Céu", "O Beijo do Vampiro" e "Começar de Novo"), Aguinaldo Silva ("Suave Veneno") e Gilberto Braga ("Pátria Minha", "Celebridade", "Paraíso Tropical" e "Insensato Coração"), entre outros. Agora o seu desafio é manter os bons índices de audiência de "Haja Coração" e conquistar o público de uma das faixas mais complexas da Globo.


A trama será bem musical, tendo um quê de "Cheias de Charme" (fenômeno das sete que vem sendo reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo"). O mocinho é interpretado por Vladimir Brichta, que retorna aos folhetins após 11 anos (sua última novela foi "Belíssima", em 2005). Ele viverá o Gui, um roqueiro que fez muito sucesso nos anos 90, mas enfrenta um período de esquecimento, principalmente pela perda de espaço do rock no mercado da música. Seu objetivo é tentar se reerguer nos dias atuais. E seu maior inimigo será Léo Régis (Rafael Vitti), cantor romântico que faz imenso sucesso entre as adolescentes.

A rivalidade se dará por conta da canção "Sonha Comigo", que Gui garante ser sua e acusa o concorrente de roubá-la. A situação lembra um pouco, guardada as devidas proporções, a vivida por Maria Clara Diniz (Malu Mader) e Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu) em "Celebridade. Na trama, a empresária ganha fortunas após ser intitulada a "Musa do Verão", em virtude da música de mesmo título escrita para ela.