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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Primeira fase de "O Outro Lado do Paraíso" não precisava ser tão longa

A nova novela das nove da Globo estreou no dia 23 de outubro. Já está claro que Walcyr Carrasco pretende contar uma trama repleta de vinganças, provando que a lei do retorno existe. Por enquanto, o público tem acompanhado o calvário das vítimas, tendo Elizabeth (Glória Pires) e Clara (Bianca Bin) como protagonistas, além de Raquel (Érika Januza) correndo por fora. E o enredo tem duas fases: uma ambientada em 2007 e a outra em 2017. Parece promissor. O único senão até agora, porém, tem sido a duração da primeira etapa dessa saga.


São cerca de trinta capítulos com a história, dirigida por Mauro Mendonça Filho, ambientada em 2007. E, pelo que tem sido apresentado, é um período excessivo. Não havia necessidade de tantos capítulos para introduzir o drama dos personagens. Duas semanas já eram suficientes para exibir a primeira fase, sem correria. Isso porque a sensação de se deparar com situações repetidas se torna inevitável. Na tentativa de preencher o tempo desse início, o autor vem reiterando conflitos e brigas, que sempre rendem ótimas cenas, mas acabam andando em círculos.

Clara e Gael (Sérgio Guizé), por exemplo, se casaram e já brigaram várias vezes, resultando quase sempre em agressões do marido. A mocinha foi espancada e parou no hospital em três momentos, assim como se abrigou na casa do avô, Josafá (Lima Duarte), nos mesmos períodos. Também recebeu o apoio de Renato (Rafael Cardoso) nessas situações.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Com proposta ousada e trama clássica, "Além do Tempo" foi a melhor novela de Elizabeth Jhin

Após ter escrito três folhetins na faixa das seis (a boa "Eterna Magia", a irregular "Escrito nas Estrelas" e a fraca "Amor Eterno Amor"), Elizabeth Jhin fechou o ciclo de sua quarta e melhor novela até agora. "Além do Tempo" chegou ao fim nesta sexta-feira (15/01), apresentando um desfecho lindo, onde todos os personagens confraternizaram em uma bela festa, com todos felizes e evoluídos, após tantos sofrimentos e mágoas. A trama, dirigida com competência por Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos, foi excelente e conseguiu substituir a primorosa "Sete Vidas" da melhor forma possível, mantendo a qualidade do horário e obtendo uma média geral de 20 pontos (um a mais que a anterior).


A história era baseada na reencarnação, abordando o espiritismo, tema que a autora já havia retratado em suas duas novelas anteriores. O enredo se tratava de um dramalhão clássico, onde todos os clichês folhetinescos eram usados sem qualquer vergonha. Porém, Elizabeth ousou e entrou para a história da teledramaturgia contando sua trama em duas fases distintas, onde cada uma teve início, meio e fim. A primeira foi ambientada no século XIX, por volta de 1895, e a outra contada em 2015, com todos os perfis reencarnados, com os mesmos nomes, em uma cidade fictícia do Sul. Nunca antes um folhetim sobre vidas passadas havia apresentado o roteiro dessa forma inovadora.

Foi uma novela 'duas em uma'. Uma de época, com desenvolvimento impecável, figurino caprichado e enredo envolvente. E outra contemporânea, com um início um pouco lento, cuja quebra de ritmo pôde ser claramente sentida, mas que ganhou fôlego perto da reta final, conseguindo se mostrar tão atrativa quanto a anterior.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Enquanto Alinne Moraes e Rafael Cardoso esbanjam química em "Além do Tempo", Lívia e Felipe honram o título da novela das seis

A principal característica de "Além do Tempo" é a presença de duas fases completamente distintas, com longa duração cada uma. A primeira se passou no século XIX, por volta de 1895, e a atual se passa no século XXI, em 2015. E um dos grandes motivos para a transição de fase é justamente o casal protagonista, composto por Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso), cujo amor atravessa o tempo. Ou seja, se o par não funcionasse, a história fatalmente naufragaria. Mas funcionou.


A clássica história do amor de outras vidas, desta vez, foi contada de forma diferente, mantendo a essência folhetinesca. Ao contrário do que sempre costuma ocorrer em obras espíritas ---- através de flashbacks inseridos durante a história, quase sempre frutos de regressões ----, a vida passada do casal foi contada, na íntegra, ao longo de 87 capítulos na primeira fase e sem final feliz. Tudo para que o novo ciclo do amor pudesse ser reiniciado com o público já sabendo de todos os meandros daquele romance.

E a estratégia ousada de Elizabeth Jhin foi muito benéfica para a novela, que nada mais é do que duas obras em uma. Já a imensa química entre os atores e a ótima construção dos personagens foram vitais para que tudo funcionasse e conquistasse o telespectador. Até porque um dos maiores desafios para um autor hoje em dia é justamente conseguir criar um casal principal que empolgue e desperte torcida do público.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A nova fase de "Além do Tempo"

A impecável primeira fase de "Além do Tempo" chegou ao fim no dia 21 de outubro, depois de dois adiamentos ---- um no começo da trama, com uma extensão de mais 20 capítulos (acabaria por volta do 65 e foi até o 87), e outro perto do desfecho, tendo o encerramento prolongado em um dia. Portanto, após uma longa e elogiada jornada, o século XIX saiu de cena, cedendo lugar ao ano de 2015, em pleno século XXI. E o que se vê, como já era de se esperar, é uma nova novela.


Elizabeth Jhin ousou ao produzir dois folhetins em um e a atitude corajosa da autora fica clara no começo da segunda fase, iniciada após um final trágico da primeira, onde Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) morreram juntos e Melissa (Paolla Oliveira) acabou assassinada por Pedro (Emílio Dantas). A primeira imagem já despertou curiosidade pela nova saga, uma vez que mostrou os mocinhos se olhando em uma estação de metrô, como costuma ocorrer em filmes românticos, simbolizando ainda o amor além da vida.

E a estratégia de ir apresentando as demais tramas aos poucos, priorizando neste início as explicações para os novos arranjos familiares, foi inteligente. Até porque realmente a mudança brusca foi sentida e era inevitável. Difícil não sentir falta do requinte da trama de época, dos linguajares, dos figurinos, enfim...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

"Além do Tempo" finaliza a primeira fase de forma primorosa e inicia um novo ciclo promissor

A primeira fase de "Além do Tempo" durou praticamente quatro meses e teve 87 capítulos. Após muitas semanas de história ambientada no século XIX, agora o folhetim migra para 2015, após uma passagem de 150 anos ---- na verdade uma cronologia controversa em virtude do ano da fase recém-encerrada (ao que tudo indica, por volta de 1895, ou seja, a passagem é de 120 anos). E a primeira 'etapa' da trama cumpriu sua missão com louvor, foi estendida em virtude da boa aceitação, e apresentou momentos finais primorosos.


Elizabeth Jhin foi muito corajosa e pela primeira vez na teledramaturgia foi apresentado para o público toda uma saga de personagens que reencarnam juntos e têm suas vidas novamente cruzadas séculos depois. A situação, analisada friamente, é absurda até mesmo na doutrina espírita, pois é inconcebível um 'renascimento grupal'. Entretanto, a licença poética ---- que inclui no caso até mesmo a permanência dos nomes dos personagens ---- é mais do que bem-vinda, até mesmo em virtude da ousadia da autora.

Todos os folhetins que abordam o tema da reencarnação e vidas passadas utilizam dos conhecidos flashbacks para detalhar as histórias, inseridos ao longo dos meses de trama. A própria Elizabeth fez isso no sucesso "Escrito nas Estrelas" e na fraca "Amor Eterno Amor". Mas, agora, o telespectador pôde acompanhar um enredo com começo, meio e fim. Ou seja, "Além do Tempo" representa duas novelas em uma, proposta arriscada e inovadora.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

De volta às novelas, Alinne Moraes se sobressai na pele da mocinha Lívia em "Além do Tempo"

Ela estava afastada dos folhetins desde 2011, quando viveu a íntegra Lili, no remake de "O Astro". Em 2012, protagonizou a série "Como aproveitar o fim do mundo", de Alexandre Machado e Fernanda Youg, e em 2013 engravidou do seu primeiro filho, precisando sair do elenco de "Em Família", onde viveria a homossexual Marina. Agora, em 2015, Alinne Moraes volta às novelas na pele da mocinha Lívia, em "Além do Tempo", e mostra em cada capítulo como fazia falta na teledramaturgia.


A atriz vem honrando o posto de heroína da história de Elizabeth Jhin, que começa no século XIX e chega até os dias atuais. A personagem é a típica mocinha sofredora, que padece a história inteira enfrentando os mais diversos tipos de dificuldades, principalmente emocionais. Entretanto, apesar de carregar todos os clichês possíveis do gênero, Lívia não é um perfil que irrita e nem se mostra uma passiva idiotizada, ao contrário de Anita (Letícia Persiles), uma tonta que abusa da ingenuidade e cansa pelo excesso de bondade.

A filha de Emília (Ana Beatriz Nogueira) foi superprotegida pela mãe, que temia qualquer tipo de contato com a poderosa família de seu marido (Bernardo), dado como morto na época. Passou um longo período no convento de Padre Luis (Carlos Vereza), mas de nada adiantou o isolamento, pois conheceu o Conde Felipe (Rafael Cardoso), e se apaixonou.

terça-feira, 14 de julho de 2015

"Além do Tempo" estreia com trama clássica, belas imagens e tom teatral

O amor pode durar muitas vidas e sempre haverá uma chance para recomeçar, independente dos percalços que aparecerem pelo caminho. "Além do Tempo" tem esta premissa e a autora Elizabeth Jhin pretende abordar este já conhecido enredo através do casal Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso), os mocinhos de sua trama. A nova novela das seis, dirigida por Rogério Gomes (com Pedro Vasconcelos na direção geral), estreou nesta segunda-feira (13/07) com a missão de substituir a impecável "Sete Vidas", e a autora já mostrou que abusará do dramalhão clássico para prender o público.


Passada no século XIX, a primeira fase terá cerca de 70 capítulos, ou seja, será bem longa. Principalmente se comparar com "Sete Vidas", que apresentou apenas 106 capítulos. A nova trama terá praticamente esta duração antes da passagem de tempo. Esta mudança, aliás, é um dos principais atrativos da novela. Não serão 10 ou 20 anos e sim 150. E a proposta da autora é justamente reencarnar todos os personagens da trama principal para mostrar a força do amor do casal protagonista, que resiste além do tempo ----- honrando o título do folhetim. Porém, claro que há um risco. Será uma alteração brusca, praticamente uma outra novela. Mas a ousadia é válida.

E o enredo ainda tem um passado que influi diretamente no desenvolvimento do início da história. Isso porque Emília (Ana Beatriz Nogueira) trabalhava e vivia com um grupo de espetáculos mambembes. Seu codinome era Allegra e, em uma de suas apresentações, conheceu Bernardo (Felipe Camargo), por quem se apaixonou, sendo correspondida. Mas o rapaz era filho único da Condessa Vitória (Irene Ravache), que não aceitou o romance de seu filho (ligado à nobreza italiana) com uma 'plebeia'.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Lívia Marini: a vilã rejeitada de Salve Jorge

"Salve Jorge" está em sua última semana de exibição. Na reta final da novela, o único real atrativo é a ida de Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues) para a Turquia. A periguete do Complexo do Alemão foi enganada e também caiu nas mãos dos traficantes, o que está rendendo boas cenas e uma interpretação magistral de Roberta Rodrigues. Porém, as demais situações continuam sem atrativos. Investigações da Polícia Federal que se arrastam, núcleos avulsos que só agora começam a se desenvolver, cenas repetitivas e que nada acrescentam, erros de continuidade, enfim. E todos esses problemas estão sendo apenas corroborados nesses momentos 'decisivos', inclusive a nulidade do que foi a suposta grande vilã da história: Lívia Marini.


A personagem despertou rejeição do público poucos dias depois da estreia da novela. E não porque era má e sim por causa das expressões robóticas de Cláudia Raia. Para piorar a situação, a grande vilã aparecia muito pouco 'em ação' e ficava boa parte do tempo fazendo cara de paisagem através de suas feições engessadas. Ainda estava sendo ofuscada por sua comparsa, a cínica Wanda, vivida pela ótima Totia Meirelles, que protagonizava todas as grandes maldades da história. O tempo foi passando e as críticas aumentando. Até que Glória Perez resolveu colocar Lívia com a 'mão na massa', digamos assim.

A chefe do tráfico de pessoas passou a ir pessoalmente verificar a mercadoria (no caso, bebês que seriam comprados e revendidos). Porém, a artificialidade da atriz continuava presente e o próprio contexto das situações apresentadas soavam falsas e inverossímeis. Afinal, Lívia se envolver diretamente

sexta-feira, 22 de março de 2013

Salve Jorge: uma novela que se destaca pela inverossimilhança

Na última segunda-feira (18/03), o telespectador presenciou um festival de sequências constrangedoras em "Salve Jorge". Após assassinar Jéssica (Carolina Dieckmann) com uma seringada letal, chegou a vez de Lívia (Cláudia Raia) executar outra vítima. E a assassinada da vez foi Rachel, personagem que mal aparecia na novela e que era interpretada pela grande Ana Beatriz Nogueira. Mas o que deveria ser uma cena tensa e pesada acabou se transformando em uma grande piada devido aos acontecimentos absurdos que a envolveram.


Rachel ficou escondida na garagem de um hotel cinco estrelas em Istambul e conseguiu ouvir Lívia conversando com Wanda (Totia Meirelles), deduzindo imediatamente que havia encontrado a chefe da quadrilha. Mas, curiosamente, a perua cometeu exatamente o mesmo 'erro' de Jéssica: ao invés de sair do local para denunciar o esquema, resolveu enfrentar a vilã e dizer que descobriu tudo. Como se não bastasse essa situação absurda, a personagem vai embora e encontra seu atual namorado (Elcio - Murilo Rosa) dando entrevistas no saguão do hotel. Porém, ela não conta nada pra ele e nem para os jornalistas presentes, simplesmente pega seu celular para falar com a delegada Helô (Giovanna Antonelli).

Como se não bastasse essa sequência totalmente inverossímil, havia ainda um  complicador: o sinal do celular estava fraco. E Rachel, buscando ouvir a delegada melhor, vai para um elevador! A situação é tão constrangedora que nem uma comédia rasgada arriscaria produzir esse tipo de cena. Que ser humano iria a um

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Salve Jorge subestima a inteligência do público

A morte de Jéssica era a notícia mais divulgada sobre "Salve Jorge". E isso antes mesmo da novela ter estreado. Mas o ótimo desempenho de Carolina Dieckmann fez Glória Perez adiar o quanto pôde. Entretanto, a tão comentada morte da personagem finalmente aconteceu e a cena foi ao ar nessa segunda-feira (21/01). Porém, antes da derradeira sequência, todos os acontecimentos do capítulo subestimaram a inteligência do telespectador. 


Morena (Nanda Costa) e Jéssica não conseguiram contar a verdade a ninguém desde que chegaram ao Brasil. E a desculpa é o medo de represálias dos traficantes, principalmente de Russo (Adriano Garib) e Wanda (Totia Meirelles). Elas até tentaram falar com Helô (Giovanna Antonelli), que tem investigado esse tipo de crime, mas sempre recuavam. O curioso é que ambas sofreram várias dificuldades até conseguir falar com a delegada. Telefone, e-mail e denúncia anônima nunca foram cogitadas pelas mocinhas. Sempre precisaram falar pessoalmente, necessitando fugir da vigilância dos traficantes. Porém, por mais incrível que pareça, Morena simplesmente tomou coragem e decidiu falar com Lívia (Cláudia Raia) a respeito de todo o esquema criminoso. E no meio de um desfile, organizado pela própria vilã. Ou seja, nunca falou nada com a própria mãe e nem com a polícia, mas quis contar tudo para uma mera desconhecida. 

Claro, a bandida logo se organizou para evitar que a denúncia da traficada viesse à tona. Pediu para que as duas ficassem no quarto e não saíssem. Mas elas acabaram saindo porque a vilã tinha esquecido a chave. Pois bem, enquanto não a encontravam, Morena foi ver a mãe e Jéssica se dirigiu ao banheiro. Surpreendentemente, a menina resolveu retocar a maquiagem. Afinal, segundo a lógica, tem que se preocupar com a beleza, mesmo sendo