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terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Retrospectiva 2022: os piores do ano

As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de triste perdas do meio artístico em 2022, chegou a hora de das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 



"BBB 22": 

A expectativa era alta. Afinal, o maior reality do país vinha de dois grandes sucessos seguidos: o "BBB 20" e o "BBB 21". No entanto, a edição decepcionou do início ao fim. O elenco foi muito mal escalado, tanto no time Camarote quanto no Pipoca. O clima de paz e amor transformou a competição em um marasmo e nada do que a produção fazia surtia efeito nas dinâmicas. Para culminar, o favoritismo de Arthur Aguiar deixou tudo ainda pior e desanimador. A audiência não foi ruim, mas bem abaixo das duas anteriores e a repercussão nem chegou perto. A prova foi o número ínfimo de seguidores nas redes sociais que os participantes ganharam ao longo dos meses. Não por acaso, todos desapareceram da mídia, sem exceção. Para o grande público nem parece que teve "BBB" em 2022 e a última campeã é Juliette. 



"Nos Tempos do Imperador": 

A novela de Alessandro Marson e Thereza falcão foi uma continuação da bem-sucedida "Novo Mundo", escrita pelos mesmo autores em 2017. A intenção era repetir o sucesso. Mas foi um imenso fracasso. Não caiu bem um Dom Pedro II progressista e personagens de época com comportamentos tão evoluídos. A história ainda teve conflitos fracos e a romantização do caso de Pedro (Selton Mello) com a Condessa de Barral (Mariana Ximenes) foi fortemente rejeitada. A novela ainda teve uma cena que revoltou o público nas redes sociais: o mocinho, negro, falou sobre racismo reverso, algo que nem existe. Para culminar, a produção esteve envolvida em várias polêmicas e a mais grave foi o caso de racismo nas bastidores. Várias atrizes do núcleo dos escravizados mencionaram atitudes racistas do diretor, Vinícius Coimbra, que acabou demitido da Globo meses depois. Não por acaso, Roberta Rodrigues, uma das intérpretes que o acusaram, nem apareceu para gravar o desfecho de sua personagem. Novela para esquecer. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

O ano de 2022 foi trágico para os realities

 Há anos que os realitites viraram uma espécie de galinha dos ovos de ouro para as emissoras. O custo de produção não é muito alto, há uma boa venda com cotas de patrocinadores e um retorno positivo da audiência. Uma soma bem-sucedida. Com a pandemia do novo coronavírus, os formatos ficaram ainda mais populares em virtude do maior número de pessoas em casa sem muitas opções de entretenimento na televisão aberta diante de tantas reprises de novelas ---- as inéditas tiveram gravações interrompidas. Porém, em 2022 o resultado foi trágico. 


Tudo começou com o fiasco do "BBB 22" no início do ano. Após duas temporadas que foram um fenômeno de audiência e repercussão ----- turbinadas pelos participantes carismáticos e pela já mencionada questão da pandemia -----, o reality naufragou. A grata surpresa foi a apresentação de Tadeu Schmidt, que substituiu brilhantemente Tiago Leifert. A estreia do quadro "Big Terapia" com Paulo Vieira também foi um acerto. Mas a seleção do elenco se mostrou equivocada logo no começo e o favoritismo do Arthur Aguiar deixou tudo ainda pior. Provas cansativas, jogos da discórdia que não funcionaram e competidores que se recusavam a jogar. 

É verdade que a audiência não foi ruim. Embora a média tenha ficado abaixo do "BBB 20 e 21", os números não representaram um fracasso. E houve um ótimo lucro para a emissora com os patrocinadores. No entanto, a repercussão foi muito baixa e a maior comprovação da falta de entusiasmo do público com os participantes foi o chamado 'pós-reality'.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

"Ilha Record" foi um bom entretenimento para quem gosta de reality

 O primeiro reality 'original' da Record chega ao fim nesta quinta-feira, dia 9. Original está com aspas porque o "Ilha Record" foi criado pela equipe de Rodrigo Carelli, mas o diretor pegou várias situações de outros realities e juntou em um só. A competição teve elementos do "BBB", "De Férias com o Ex" e "No Limite". O surpreendente é que a ideia funcionou e o programa se mostrou um bom entretenimento. 

O maior acerto do formato foi o "Exílio". A versão plagiada e adaptada do "paredão falso" do "Big Brother Brasil" impediu que o programa perdesse algum participante ativo ou protagonista de jogadas ou 'barracos'. Ninguém era eliminado de fato. O competidor mais votado da semana, ao invés de sair da disputa, ia para uma espécie de caverna, onde podia assistir em uma televisão tudo o que os concorrentes faziam na sua ausência. E o lugar ia enchendo a casa semana. 

E a dinâmica do "Exílio" ficou mais interessante quando todas as interferências no jogo passaram a ser dos eliminados. Isso porque a figura do guardião, que surge sem prévio aviso e entrega um bilhete com novas regras, sempre anunciava a decisão tomada pelos participantes que estavam em outro lugar, sabendo de todas as intenções dos competidores.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

"Ilha Record" não passa de uma cópia de vários realities, mas promete entreter o público

 A Record sabe que os realities ganharam uma força em tempos de pandemia, onde a dificuldade das produções inéditas se tornou imensa. Nada mais simples do que confinar pessoas em um espaço, sem risco da covid-19, e aproveitar as brigas e embates que todos terão ao longo da disputa de um prêmio em dinheiro. Para o hiato entre o final do fracassado "Power Couple Brasil" e o início de "A Fazenda 13" não ser grande, a emissora 'criou' um formato próprio chamado "Ilha Record", que estreou nesta segunda-feira. 

Na verdade, o formato não tem novidade alguma. É apenas uma cópia de várias fórmulas de outros realities conhecidos do grande público. Treze "famosos" são confinados em uma espécie de casa de praia, com vista para o mar, e dois grupos são formados para a disputa de provas de força, agilidade e raciocínio. Os participantes são eliminados nas votações e não há escolha popular. Lembra "No Limite"? Bastante. A diferença é o conforto do casarão e a eliminação não ocorrer 'para valer'. Isso porque os jogadores que saem são confinados em uma caverna e de lá assistem tudo o que acontece no programa, podendo interferir em decisões e provas. Lembra o 'paredão falso' do "BBB"? Sim. 

Há vários momentos com depoimentos dos jogadores sobre algum desentendimento ou acontecimento relevante no programa, algo que se assemelha ao "Masterchef", da Band, e "De Férias com o ex", da MTV. Aliás, há outra similaridade com o reality da MTV: a presença de um misterioso guardião que só aparece com alguma missão que deixa o clima tenso na casa.