À medida que A Nobreza do Amor se aproxima de sua reta final, fica evidente que Theresa Fonseca encontrou em Virgínia uma personagem capaz de testar suas possibilidades como atriz e, ao mesmo tempo, demonstrar a força de seu talento.
Racista, invejosa, possessiva e obcecada em destruir Alika (Duda Santos), a vilã passou boa parte da trama consumida pelo ciúme doentio de Mirinho (Nicolas Prattes) e pela necessidade de afastar a rival de seu caminho. Embora tenha ficado refém de situações repetitivas, com motivações que frequentemente giravam em torno dos mesmos conflitos, Theresa conseguiu imprimir personalidade à personagem e evitar que sua atuação se tornasse tão previsível quanto algumas das histórias que a envolviam.
O principal mérito da atriz está justamente em conseguir extrair nuances de uma figura tão desprezível. Virgínia é daquelas personagens que despertam pouca simpatia, sobretudo por seu comportamento racista e pela maneira como transforma suas frustrações em ataques contra Alika.













