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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

"Volta por Cima": o que esperar da nova novela das sete?

 Sai de cena a novela que contou a história de uma família rica paulistana ---- que ficou pobre após o sumiço da avó e precisou realizar uma missão para ganhar a herança ---- e entra no lugar um enredo sobre uma família suburbana do Rio de Janeiro, que encara logo no início uma perda trágica e se vê desamparada, ao mesmo tempo que nem imagina que ganhou na loteria. "Volta por Cima" substitui "Família é Tudo" na faixa das sete da Globo e marca a volta de Claudia Souto ao horário, após o fracasso de "Cara e Coragem", exibida em 2022. 


O novo folhetim conta a história de duas pessoas. A de Madalena (Jéssica Ellen), a Madá, uma jovem mulher batalhadora que teve que adiar seus sonhos pessoais para ajudar a sustentar a família. Apesar das dificuldades, ela não esmorece diante das lutas diárias e vislumbra no empreendedorismo um futuro mais próspero. E a de Jorge, conhecido como Jão (Fabrício Boliveira), um jovem que começou como trocador de ônibus, se esforçou para conquistar o sonhado diploma de Administração e agora almeja um cargo melhor na empresa, mas é preterido pela indicação de um amigo da mulher do patrão. Madalenas e Jãos existem aos milhares no Brasil: pessoas que buscam diariamente uma vida melhor para si e suas famílias e precisam “se virar” diante dos desafios que o destino traz.                         

Na trama, os protagonistas Madá e Jão, se aproximam em função de uma fatalidade que muda para sempre a vida da família de Madalena. Seu pai, o motorista de ônibus Lindomar (MV Bill), está prestes a se aposentar. Mas, no seu último dia de trabalho, um acidente o impede de gozar de um prêmio milionário. A história ganha outros contornos quando Osmar (Milhem Cortaz), o tio folgado de Madá, descobre sobre o bilhete premiado e faz de tudo para abocanhar o dinheiro a fim de se safar de uma dívida de vida ou morte.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Suburbia: o show de desgraças de Luiz Fernando Carvalho

Quando a nova série de Luiz Fernando Carvalho estreou, o telespectador teve a melhor impressão possível. Produção de qualidade, bom elenco, fotografia impecável e uma história que prometia. As críticas foram extremamente positivas. Parecia que os equívocos de ""A Pedra do Reino", "Capitu" e "Afinal, o que querem as mulheres" --- séries que deixaram muito a desejar, apesar da qualidade artística --- haviam ficado no passado e os bons tempos de "Hoje é dia de Maria" --- uma produção tocante e impecável --- tinham voltado. Mas, infelizmente só parecia.


A proposta inicial da série era contar a história de vida e a superação de Conceição (Erika Januza), uma menina no corpo de uma mulher que sofreu muito na vida. Mas o que o público está vendo não é superação alguma e, sim, um festival de desgraças e um excesso de violência. Os dolorosos toques de realidade não estão mais sendo mesclados com toques poéticos e muitas vezes parece que o telespectador está assistindo a um documentário sobre o sofrimento humano. É tristeza demais para algo que, teoricamente, está propondo entreter quem assiste.

Logo no primeiro capítulo, a protagonista foi quase violentada pelo marido da patroa. A cena foi forte, mas fazia parte de um contexto e a direção ousou ao colocar como tema de fundo uma música de Roberto Carlos. Algo totalmente contrastante com a tensão da sequência. Porém, parece que gostaram da situação e resolveram repeti-la exaustivamente. Conceição conseguiu um