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sexta-feira, 25 de março de 2022

Apesar dos obstáculos e último capítulo decepcionante, "Um Lugar ao Sol" termina com mais qualidades que defeitos

 A estreia de Lícia Manzo no horário nobre da Globo foi complicada. "Um Lugar ao Sol" não teve um caminho fácil. Foram vários empecilhos que atrapalharam seu primeiro folhetim na faixa mais importante da emissora, após dois bem-sucedidos trabalhos às 18h com "A Vida da Gente" e "Sete Vidas". Foi uma novela impecável? Não. Mas mesmo contra todos os obstáculos e dificuldades, a autora conseguiu entregar para o público uma ótima história, repleta de cenas densas, boas viradas e conflitos bem construídos, cujo ciclo se fechou nesta sexta-feira, dia 25. 

A história contou a saga de Christian (Cauã Reymond) que tomou o lugar de seu irmão gêmeo, Renato, porque nunca aceitou o destino difícil que a vida lhe impôs. Inicialmente íntegro e repleto de princípios, o protagonista foi deixando seu caráter de lado pela ambição desmedida e acabou se transformando em um sujeito muito pior que o problemático e instável irmão que acabou assassinado quando tentou negociar a dívida do sujeito que era sua cópia e tinha acabado de conhecer. Os irmãos conviveram por apenas algumas horas. Não foi uma mera novela sobre gêmeos. Foi uma novela sobre um homem que conquistou seu lugar ao sol através de atos condenáveis e que foram se agravando a cada momento. 

A coragem em exibir uma trama onde o protagonista se transformava no vilão de sua própria vida merece muitos elogios. Lícia arriscou ao fazer com que o público virasse o julgador da vida de Christian. O telespectador era a testemunha, o promotor e o juiz. Tanto que foi impossível torcer por ele. Na verdade, a expectativa sempre foi em cima da derrocada do personagem.

terça-feira, 22 de março de 2022

"Quanto Mais Vida, Melhor!" e "Um Lugar ao Sol" não mereciam a baixa audiência

 Após um longo período de reprises, por conta da pandemia do novo coronavírus, a Globo estreou duas novelas inéditas quase em sequência: "Um Lugar ao Sol" ingressou na faixa nobre no dia 8 de novembro  e "Quanto Mais Vida, Melhor!" começou no horário das sete no dia 22 do mesmo mês de 2021. Infelizmente, desde então as duas produções não vêm obtendo bons índices de audiência. Mas a verdade é que os folhetins não mereciam os números tão abaixo do que a emissora esperava. 

As novelas esbanjam qualidades, são muito bem dirigidas e têm todas as características de uma história propícia para seus respectivos horários. A trama de Lícia Manzo marca a estreia da autora na faixa das 21h, após as irretocáveis "A Vida da Gente" (2011) e "Sete Vidas" (2015) no horário das seis. Já a produção de Mauro Wilson é sua estreia como novelista solo, após um longo tempo como colaborador e autor de séries, como "Os Amadores" (2005/06/07), "A Fórmula" (2017) e "Ilha de Ferro" (2018). 

"Um Lugar ao Sol" sofreu uma redução de capítulos porque começou a ser gravada antes da pandemia. Os trabalhos precisaram ser interrompidos e meses depois retomados, mas ainda com poucas vacinas para a população. Ficou com apenas 107 capítulos, desmembrados em 119 por conta de um esticamento de última hora por conta dos atrasos nas gravações de "Pantanal". Lícia não guardou conflitos nos primeiros meses e apresentou uma história ágil, cheia de acontecimentos. Nem assim os índices reagiram.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

"Tá no Ar: a TV na TV" continua inteligente, afiado e atual

O "Tá no Ar: a TV na TV" foi uma grata surpresa de 2014, revolucionando o humor nacional, sem exagero. Não demorou para se firmar como o melhor humorístico do país. Porém, o medo do desgaste era uma constante. Será que o programa resistiria a mais temporadas? Mas resistiu. E com louvor. Tanto que a quinta estreou nesta terça (23/01), logo após a décima oitava edição do "Big Brother Brasil", expondo tudo o que o formato tem de melhor.


A atração idealizada por Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Maurício Farias segue recheado de tiradas geniais, mesclando humor e crítica na medida certa. Quadros vitoriosos como o "Jardim Urgente", "Militante revoltado" e a "Balada Vip" continuam como peças fundamentais do humorístico, mas as esquetes rápidas, muitas vezes durando menos de um minuto, se mantêm como o grande diferencial do formato, que exige atenção do telespectador para não perder nenhuma piada.

O esquema de 'zapear canais' continua divertindo e agora adaptaram para o serviço de 'streaming', colocando telas parecidas com Globo Play ou Netflix na hora de selecionar determinado programa. Mas o deboche em torno da programação de todas as emissoras segue firme e forte, proporcionando momento hilários.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

"Cidade Proibida" é bem produzida, mas não empolga

Produção de Mauro Wilson e Maurício Farias, dirigida por Maurício, "Cidade Proibida" estreou nesta terça (26/09), ocupando a faixa da extraordinária "Sob Pressão", na Globo. Substituir um seriado de tanto sucesso (de público e crítica), como foi o recém-terminado drama médico, não é simples. E a estreia decepcionou nos números, pois obteve 21 pontos, derrubando em mais da metade os 44 pontos de "A Força do Querer". Mas, a emissora confia no potencial desse novo produto, uma vez que preferiu colocá-la como substituta, ao invés da também recém-iniciada "Filhos da Pátria".


Ambientada no Rio de Janeiro, na década de 50, a trama é permeada por traições, crimes, paixões e tem um toque de suspense. Com mulheres fatais e homens violentos vivendo em uma cidade rica e perigosa, o enredo é focado nas investigações do detetive Zózimo Barbosa (Vladimir Brichta), um sujeito galanteador e malandro. O protagonista é um ex-policial que decide trabalhar sozinho e acaba se especializando em casos extraconjugais, muitas vezes se envolvendo com suas clientes. Entretanto, ele não age tão sozinho quanto aparenta.

Além do personagem principal, há mais três que compõem uma espécie de quarteto inseparável. Zózimo conta com a ajuda da garota de programa Marli (Regiane Alves) ---- com quem tem um caso ----, do delegado corrupto Paranhos (Aílton Graça) e do metido a sedutor Bonitão (José Loreto). Os quatro sempre se encontram no Bar Sereia, onde discutem alguns casos, se divertem e ouvem os desabafos de cada um.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sarcástica, "Filhos da Pátria" é uma série perfeita para o atual momento do Brasil

A nova série da Globo foi gravada antes do impeachment de Dilma Roussef. Mas, se tivesse sido realizada semana passada, daria na mesma. Isso porque o Brasil está mergulhado em uma crise avassaladora e repleta de escândalos há muito tempo. Nunca a corrupção e a desonestidade estiveram tão em voga. "Filhos da Pátria" busca tratar justamente a 'origem' de toda essa podridão através de uma história sarcástica recheada de tipos facilmente identificáveis, com o humor provocando risos envergonhados no público.


Escrita por Bruno Mazzeo e dirigida por Maurício Farias, a trama é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, em 1822, logo após a proclamação da Independência. A cidade cenográfica, inclusive, é a mesma utilizada em "Liberdade, Liberdade" (2016) e "Novo Mundo". O 'surgimento' da corrupção e do famoso jeitinho brasileiro é exposto no enredo através dos Bulhosa, típica família de classe média da época, composta pelo ingênuo português Geraldo (Alexandre Nero), sua esposa ambiciosa, a brasileira Maria Teresa (Fernanda Torres), pelo primogênito metido a idealista, Geraldinho (Johnny Massaro), e pela caçula feminista, Catarina (Lara Tremouroux). A escrava empoderada, Lucélia (Jéssica Ellen), e o escravo bonachão, Domingos (Sérgio Loroza), ainda compõem o núcleo.

A série ficou disponível na íntegra pelo aplicativo Globo Play, a partir do dia 3 de agosto, e o primeiro capítulo foi exibido em uma coletiva realizada na luxuosa Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, Rio de Janeiro (também no dia 3). Logo no primeiro episódio, fica claro o objetivo da produção em apontar toda a hipocrisia da sociedade, mirando em cada uma de nossas falhas, expondo o deprimente conjunto que acabou resultando nesse Brasil que todos se envergonham tanto.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Melhor humorístico do país, "Tá no Ar: a TV na TV" mantém o fôlego na quarta temporada

Manter o frescor de um produto não é uma tarefa nada fácil, ainda mais tratando de humor na televisão. O risco da repetição, culminando em um desgaste, muitas vezes é inevitável. Exemplos não faltam, afinal, basta lembrar do antigo "Zorra Total" (antes da benéfica renovação), que já tinha perdido a graça há tempos, ou então do "Pânico na Band", que vem pecando na mesmice ano após ano. Mas, ao contrário das atrações citadas e de tantas outras, o "Tá no Ar": a TV na TV" é uma honrada exceção nesse meio.


O programa já está em sua quarta temporada e com o mesmo fôlego da primeira, exibida em 2014. O formato vem colecionando elogios desde a bem-sucedida estreia, abusando das piadas certeiras e muitas vezes bastante corajosas em todos os episódios. São quatro anos não poupando ninguém, sobrando para a própria Globo, além de políticos, comerciais, desenhos, artistas, filmes, séries, novelas, enfim. As tiradas bem-humoradas têm um ritmo frenético, fazendo o tempo (pouco mais de 30 minutos da atração) passar voando.

É impressionante como o roteiro de Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Maurício Farias e equipe é inspirado, conseguindo brincar e atingir em cheio todos os alvos. E a liberdade que a emissora dá a eles fica evidente em todos os programas, pois não há qualquer limite imposto.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Tá no Ar: a TV na TV" se supera ao homenagear Carlos Alberto de Nóbrega

A terceira temporada do "Tá no Ar: a TV na TV" chegou ao fim na última terça (05/04), mesmo dia da final do "Big Brother Brasil 16". E o melhor humorístico do país mais uma vez apresentou uma sucessão de esquetes geniais, conseguindo fechar o terceiro ano com bastante fôlego para várias outras temporadas. O programa roteirizado por Marcius Melhem, Maurício Farias, Marcelo Adnet e equipe ainda se superou ao homenagear Carlos Alberto de Nóbrega, em uma esquete relembrando o sucesso da Velha Surda.


A atração fez história homenageando um dos formatos mais antigos do SBT ---- está no ar há 29 anos na emissora, desde que Silvio Santos comprou a produção em 1987 (antes já havia passado pela TV Paulista, TV Rio, Record, Band e Globo) ---- e celebrando a importância de uma figura tão querida pelos brasileiros. Foi uma das muitas ótimas ideias da produção do humorístico, que tem liberdade total para fazer o que quiser. Tanto que a Globo liberou o convite e o SBT concordou, expondo ainda um gesto de amizade e respeito entre os canais.

O quadro foi impagável. Marcius Melhem interpretou a Velha Surda com uma perfeição impressionante e por vários momentos houve a impressão de volta no tempo. A icônica personagem foi vivida com maestria pelo saudoso Roni Rios (falecido em 2001) e era uma das figuras mais conhecidas da praça. Ele com certeza ficaria orgulhoso do colega.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Glória Pires ri de si mesma e "Tá no Ar: a TV na TV" acerta mais uma vez

O assunto que ganhou enormes dimensões após a transmissão do Oscar na Globo não foi a aguardada vitória de Leonardo DiCaprio como Melhor Ator, em virtude do seu elogiado desempenho em "O Regresso". A protagonista da premiação foi uma brasileira muito amada pelo público e que tem uma admirável carreira de atriz: Glória Pires. Seus comentários sobre os indicados eram curtíssimos e ela não desenvolvia o pensamento. Claro que virou motivo de piada nas redes sociais. Porém, dois dias depois, a intérprete resolveu rir de si mesma, autorizando uma sátira impagável do "Tá no Ar: a TV na TV".


Escalada para ser comentarista do evento na emissora, ao lado de Artur Xexéo e Maria Beltrão, Glória Pires se mostrou concisa e até sincera demais. "Não sou capaz de opinar", "Bacana", "Interessante" e "Eu não assisti" foram apenas algumas das 'pérolas' ditas pela atriz ao longo da premiação, deixando seus colegas --- que tentaram prolongar um pouco mais as observações, sem sucesso --- desconcertados durante alguns momentos. Foi o bastante para despertar inúmeras piadas (chamadas de 'memes') na internet, virando alvo de deboche.

Glória até publicou um vídeo no dia seguinte para se explicar e dizer que agiu como se estivesse na sala com os amigos. A sua atitude foi louvável, até porque ninguém precisa bancar o entendedor de tudo. E o que mais tem é gente pedante, principalmente em programas onde o intuito é demonstrar conhecimento sobre algo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Debochado, "Tá no Ar: a TV na TV" mantém todas as qualidades na terceira temporada

Após duas temporadas muito bem-sucedidas, o "Tá no Ar: a TV na TV" estreou a sua terceira na última terça-feira (19/01), logo depois do "Big Brother Brasil 16". O programa, roteirizado por Marcius Melhem, Marcelo Adnet e equipe, dirigido por Maurício Farias, se mostrou mais uma vez um excelente humorístico, onde ninguém escapa das piadas certeiras. A programação das emissoras e os comerciais continuam sendo alvos da atração, que debocha de tudo e todos; mas o espaço para paródias e esquetes, nem sempre ligadas ao mundo televisivo, segue existindo.


Os pouco mais de trinta minutos de programa passam muito rápido em virtude da quantidade de sátiras, quase todas com menos de um minuto no ar. Fica claro o quanto que o formato é trabalhoso, mas toda a dificuldade se mostra válida com o ótimo resultado alcançado. A estreia contou com vários momentos impagáveis e o de maior destaque foi a imitação do apelativo e constrangedor "Você na TV", apresentado por João Klebber na Rede TV!. Marcelo Adnet não imitou o apresentador, mas copiou todos os 'hábitos' que o mesmo tem de fazer o telespectador de bobo, aguçando a curiosidade em torno de algo inútil ou tosco.

O "Te Prendi na TV" foi hilário e todo o suspense feito em cima do que tinha dentro de uma caixa resultou em outra caixa, que só seria aberta semana que vem. O mais curioso é que a sátira nada mais fez do que mostrar a atração como ela realmente é. Ou seja, nem houve exagero ou tons acima, o que só comprova que a televisão muitas vezes produz formatos que já são uma piada pronta.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

"Mister Brau" tem bom início e se mostra uma escolha acertada para substituir "Tapas & Beijos"

Com a complicada missão de ocupar a faixa que foi do sucesso "Tapas & Beijos" ao longo de quase cinco anos, estreou, nesta terça-feira (22/09), "Mister Brau". A série, escrita por Jorge Furtado e dirigida por Maurício Farias (o mesmo da produção anterior), teve um bom início e promete ser recheada de críticas, mescladas com um humor bem debochado. O primeiro episódio foi dinâmico e conseguiu apresentar de forma simples todos os personagens principais.


Lázaro Ramos interpreta o personagem-título e Brau (cujo nome verdadeiro é Bráulio) é um verdadeiro pop star. O ator protagoniza a história ao lado de Taís Araújo, que, além de ser sua esposa na vida real, interpreta Michele Brau, a mulher do astro. O cantor se muda de Madureira para um condomínio de luxo na Barra, Rio de Janeiro, em virtude do sucesso de sua carreira, que lhe proporciona cerca de R$ 14 milhões por mês. Além dele e da esposa, há também uns agregados, como o DJ Lima (Luís Miranda), seu grande parceiro.

A trama começou mostrando o casal na nova mansão e o incômodo que a mudança passou a gerar na vizinhança, principalmente na preconceituosa Andreia (Fernanda de Freitas), casada com o advogado Henrique (George Sauma), que ficou horrorizada com os novos moradores.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Encerrando um ciclo vitorioso, "Tapas e Beijos" sai de cena na hora certa

Foram quase cinco anos no ar, levando em consideração os 'períodos de férias da grade', quando não foi exibido. "Tapas & Beijos" estreou em abril de 2011 e chegou ao fim nesta terça-feira (15/09/2015), fechando um vitorioso ciclo. O roteirista Cláudio Paiva, o diretor Maurício Farias e equipe conseguiram produzir um seriado de comédia que emplacou logo no início e conseguiu manter os bons índices ao longo de toda sua trajetória. Entretanto, já estava na hora encerrar a produção.


A história protagonizada por Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) teve um ótimo início e não foi difícil cativar o público. As melhores amigas (que dividiam um apartamento no Méier) sonhavam em se casar, mas nunca encontravam o homem ideal e, para aumentar a frustração compartilhada, ainda trabalhavam em uma loja (localizada em Copacabana) que vendia e alugava vestidos de noiva ---- comandada por Djalma (Otávio Muller). As desventuras da dupla divertiam e a boa sintonia entre as atrizes foi um dos acertos da série.

Ao longo do tempo, os coadjuvantes foram ganhando mais importância na trama, o que contribuiu para o fôlego do enredo. Tipos como Jurandir (Érico Brás), Seu Chalita (Flávio Migliaccio), Armane (Vladimir Brichta), Tavares (Kiko Mascarenhas, que interpretou um Santo Antônio imaginário no primeiro ano), Djalma e Flavinha (Fernanda de Freitas) cresceram, ficando tão atrativos quanto as protagonistas.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Novo "Zorra" agrada, extingue o formato desgastado e reformulação devolve graça ao programa

O "Zorra Total" estreou em março de 1999 e inicialmente era apresentado às quintas-feiras, até ser substituído pelo já extinto jornalístico "Linha Direta", migrando para os sábados, onde se estabeleceu. A fórmula do humor popularesco e repleto de bordões sempre foi a grande identidade deste programa, permanecendo assim por quase 16 anos e recebendo um ótimo retorno da audiência. Várias expressões e personagens emplacaram e caíram no gosto popular ao longo deste tempo. Porém, no dia 9 de maio de 2015 uma nova fase foi iniciada em um dos humorísticos mais longevos da Globo.


Saiu Maurício Sherman, que dirigiu a atração por 15 anos, e entraram Maurício Farias e Marcius Melhem, dois dos responsáveis pelo excelente "Tá no Ar: a TV na TV" ---- este que conta também com a colaboração de Marcelo Adnet. E o DNA do elogiado humorístico, que estreou em 2014, já pôde ser visto no novo "Zorra", que agora conta com esquetes bem mais rápidas (que também se assemelham a programas como o "Viva o Gordo", por exemplo) e quadros sem personagens fixos. Os bordões foram abolidos, assim como as gostosas presentes em vários momentos. As claques (risos e aplausos programados), outra característica do antigo formato, também acabaram.

Mas apesar destas alterações drásticas, vários atores do "Zorra Total" foram mantidos no elenco. Nomes como Antônio Pedro, Tony Tornado, Fabiana Karla, Rodrigo Sant`anna, Thalita Carauta, Mariana Santos, Nelson Freitas, Paulo Silvino, Agildo Ribeiro, Nizo Neto, Sebastião Vasconcellos, Tadeu Mello, entre outros, seguem na atração, que também ganhou novos integrantes:

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Melhor programa de humor da atualidade, "Tá no Ar: a TV na TV" novamente divertiu através do deboche e da crítica inteligente

Após uma bem-sucedida temporada em 2014, o "Tá no Ar: a TV na TV" voltou a marcar presença na grade da Globo em 2015 e conseguiu repetir todas as qualidades vistas no ano passado. A segunda temporada, que estreou em fevereiro, foi encerrada nesta quinta (16/04) com mais um impagável episódio, repleto de esquetes inspiradas e politicamente incorretas. A atração realmente se firmou como um respiro no tão desgastado humor nacional.


Sem se preocupar com os moralistas de plantão, a equipe mais uma vez surpreendeu com sátiras que primavam pela crítica e pelo deboche desenfreado, onde ninguém escapava. Nem mesmo os anunciantes e muito menos a Globo. Sobrou até para o próprio programa, quando foi feita uma imitação da clássica Velha Surda em uma rápida esquete, fazendo uma homenagem ao saudoso Roni Rios e rindo deles mesmos, uma vez que o "Tá no Ar" perdeu algumas vezes na disputa de audiência para "A Praça é Nossa", do SBT.

Outra sacada de mestre da atração foi a piada feita em cima das entrevistas sensacionalistas do Gugu, na Record. Jorge Beviláqua (Welder Rodrigues hilário), apresentador do "Jardim Urgente", fez uma entrevista exclusiva com uma menina (interpretada por Giovanna Rispoli) que tinha matado aula.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

"Tá no Ar: a TV na TV" estreia nova temporada mantendo o ritmo ágil e o humor politicamente incorreto

O "Tá no Ar: a TV na TV" foi a melhor estreia de um humorístico na Globo em anos. O politicamente correto foi deixado de lado e um festival de piadas contra tudo e todos passou a fazer parte da grade da emissora semanalmente. O programa se despediu do público em junho de 2014 deixando saudades. E o êxito do formato proporcionou uma bem-vinda segunda temporada, que começou a ser exibida nesta quinta-feira (12/02).


O primeiro acerto desta nova fase é a mudança de horário. Em 2014, a atração ia ao ar quase meia noite e agora passa a ser exibida logo após o "Big Brother Brasil", por volta das 22h40, bem mais cedo. Obviamente, esta alteração proporciona um aumento do número de telespectadores, que reflete diretamente na audiência. E logo no primeiro programa houve uma interatividade muito inteligente com o "BBB".

Como começou imediatamente depois do reality, Marcius Melhem, Marcelo Adnet e parte da trupe apareceram dentro do quarto do líder e conversaram com Pedro Bial. Tudo, claro, sem perder a chance de debochar dos discursos enigmáticos que o apresentador sempre faz na hora da eliminação de um participante.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"Tá no Ar: a TV na TV" debochou da televisão, esbanjou ousadia e divertiu do início ao fim

O programa de Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Maurício Farias pode ser considerado uma das melhores estreias da Globo de 2014. O "Tá no Ar: a TV na TV" chegou para dar um sopro de ousadia em meio ao insuportável politicamente correto que impera no país e conseguiu atingir este objetivo com louvor. O humorístico encerrou sua primeira temporada nesta quinta-feira (05/06), deixando saudades e comprovando o acerto de sua produção.


A atração que conta com Welder Rodrigues, Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Verônica Debom, Luana Martau, Danton Mello, Maurício Rizzo, Márcio Vito, Renata Gaspar, Carol Portes e Georgiana Góes no elenco, surpreendeu na estreia ao apresentar várias esquetes que brincavam com religião, com programas da concorrência e ainda sacaneavam a própria Rede Globo. E a equipe surpreendeu, a cada semana, com novas ideias e piadas. Não teve um só programa que tenha deixado a desejar e isso é algo raro na televisão, principalmente se tratando de um produto de humor.

Embora não tenha sido algo inovador, afinal, formatos como "TV Pirata" e "Comédia MTV" já apresentavam algo semelhante na época de cada um, o "Tá no Ar" conseguiu surpreender o telespectador com situações engraçadíssimas e ainda quebrar paradigmas da própria Globo. A líder nunca permitiu que seus humorísticos fizessem qualquer tipo de referência aos programas da concorrência,