Mostrando postagens com marcador Betty Faria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Betty Faria. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de maio de 2025

"Tieta" repetiu o sucesso no "Vale a Pena Ver de Novo"

 O imenso sucesso da reprise de "Alma Gêmea" no "Vale a Pena Ver de Novo" jogou pressão na escolha da sua substituta. Afinal, a Globo precisava manter os elevados índices alcançados pelo fenômeno de Walcyr Carrasco, ainda mais no ano em que a emissora completa 60 anos de existência. Não à toa, houve uma demora no anúncio e certamente por conta da indecisão da equipe responsável. Mas a espera valeu a pena e a produção selecionada foi "Tieta", uma das melhores obras da história da teledramaturgia.


A trama de Aguinaldo Silva, escrita com Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn ---- dirigida pelo saudoso Paulo Ubiratan ---- foi um marco da teledramaturgia e um dos maiores sucessos da Globo, o que consagrou o autor como novelista. Exibido entre agosto de 1989 e março de 1990, o enredo foi uma livre adaptação do romance "Tieta do Agreste", de Jorge Amado, publicado em 1977. Mas apenas o mote inicial e o perfil dos personagens foram utilizados com fidelidade, pois a liberdade dos autores foi total, transformando o conjunto em um folhetim original, repleto de tiradas cômicas e situações polêmicas, onde o moralismo e o conservadorismo, tão em voga atualmente diante de determinadas situações, tinha quase desaparecido com o fim da ditadura militar.

O foco principal é um dos maiores clichês da ficção: a vingança. No primeiro capítulo, Tieta, vivida por Cláudia Ohana, é escorraçada de casa pelo pai, o conservador José Esteves (Sebastião Vasconcelos), que não tolera o comportamento 'libertino' da protagonista e ainda é influenciado pelas intrigas da outra filha, a amargurada Perpétua.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Volta Por Cima", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na quarta-feira (11/09) passada a primeira coletiva online de "Volta por Cima", a próxima novela das sete, escrita por Cláudia Souto e dirigida por André Câmara. Participaram a autora, o diretor e os atores Ailton Graça, Rodrigo Fagundes, Viviane Araújo, Drica Moraes, Fábio Lago, Jaqueline Sato, Valdineia Soriano, Milhem Cortaz, Juliano Cazarré, Allan Jeon, Lellê, Bia Guedes, Gabriela Dias e Betty Faria. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


André Câmara comentou sobre o enredo: "São histórias do povo. Nosso desafio é como contar essa história de forma leve, divertira e colorida. Isso está presente nas chamadas. A novela fala de sonhos, de propósitos, o desafio de todo brasileiro. Fazer essa novela é dar mais um passo na construção de um imaginário mais brasileiro, mais democrático. À medida que contamos histórias do povo brasileiro e a colocamos em primeiro plano, mostramos o que faz a roda girar. É sobre uma família dona de uma empresa de ônibus. Damos um passo grande na construção de um universo mais brasileiro, mas temos núcleos de humor também, enfim. Também tem muita música na novela", concluiu o diretor. 

Cláudia Souto falou como os telespectadores irão se identificar com sua novela: "O ponto de maior identificação com o público é que estamos mostrando histórias que poderiam acontecer com qualquer pessoa. A primeira identificação será essa de eu poderia estar nessa situação. Ao longo da novela terão acontecimentos muito impactantes, mas todos possíveis do dia a dia.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Tudo sobre a coletiva de "Codex 632", nova série do Globoplay

 Na noite desta terça-feira, 17 de outubro, elenco e convidados se reuniram para o lançamento de "Codex 632", uma coprodução internacional do Globoplay com a RTP e a SPi. Deborah Secco, Betty Faria, Alexandre Borges e o ator português Paulo Pires estiveram no Kinoplex Leblon Globoplay, no Rio de Janeiro, para conferir a exibição especial da obra. A história, que conta com seis episódios, será disponibilizada em duas partes: nos dias 19 e 26 de outubro, com o primeiro episódio aberto para não assinantes. 


Paulo Pires, que dá vida ao protagonista Tomás Noronha e veio diretamente de Portugal para o evento, adiantou o que o público pode esperar da trama. "Esta é uma série de ação, aventuras, sobre decifrar enigmas. É no caminho das teorias que a série se faz e para mim foi um desafio muito bom", revelou Paulo Pires. Betty Faria interpreta Luisa Toscano e comentou sobre o que a motivou aceitar o papel: "Eu gosto de interpretar personagens de universos diferentes do meu. A Luisa está totalmente envolvida nos mistérios e conflitos da trama".

Na pele de Nelson Moliarti, Alexandre Borges antecipou que seu personagem possui muitas nuances e tem interesses dúbios. "O Nelson é um dos diretores da fundação Américo Vespúcio e não está nada interessado em mudar a História, mas precisa trazer cordialidade e sedução para convencer o Tomás a pegar essa investigação que foi iniciada pelo Martinho Lutero", explicou.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sucesso da reprise de "Tieta" no Viva reforça as qualidades de um clássico da teledramaturgia

Na última segunda-feira (14/08), a estreia de "Tieta" completou 28 anos. O Viva começou a reprisá-la no dia 1º de maio e desde então tem feito a alegria dos telespectadores. A trama de Aguinaldo Silva, escrita com Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn ---- dirigida pelo saudoso Paulo Ubiratan ----, era uma das mais pedidas pelo público do canal a cabo. E a prova da longa espera dos noveleiros saudosistas é o resultado da audiência: é o maior sucesso do canal, desde a sua inauguração, em 2010. Mas, basta rever esse delicioso folhetim para constatar os vários motivos desse êxito.


A novela foi um marco da teledramaturgia e um dos maiores sucessos da Globo ---- exibida entre agosto de 1989 e março de 1990 ----, consagrando Aguinaldo Silva como novelista. O enredo foi uma livre adaptação do romance "Tieta do Agreste", de Jorge Amado, publicado em 1977. Mas, apenas o mote inicial e o perfil dos personagens foram utilizados com fidelidade, pois a liberdade dos autores foi total, transformando o conjunto em um folhetim original, repleto de tiradas cômicas e situações polêmicas, onde a onda do politicamente correto ainda não existia.

O foco principal é um dos maiores clichês da ficção: a vingança. No primeiro capítulo, Tieta, vivida por Cláudia Ohana, é escorraçada de casa pelo pai, o conservador José Esteves (Sebastião Vasconcelos), que não tolera o comportamento 'libertino' da protagonista e ainda é influenciado pelas intrigas da outra filha, a amargurada Perpétua.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Com trama desgastada, "Boogie Oogie" termina sem fôlego e com saldo negativo

Foram praticamente oito meses no ar. Após uma promissora e movimentada estreia, "Boogie Oogie" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/03) com um saldo para lá de negativo. A trama de Rui Vilhena ---- autor português (nascido em Moçambique) que estreou seu primeiro folhetim no Brasil ----, dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, não teve fôlego para se sustentar por tanto tempo e foi se perdendo à medida que os capítulos passavam.


Os primeiros meses empolgaram. Apesar de alguns absurdos ---- como a vingança fajuta de Suzana (Alessandra Negrini), que só contou que havia trocado os bebês vinte anos depois ----, a novela despertou interesse pelo ritmo ágil e bons ganchos. O enredo em torno de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que tiveram suas vidas trocadas na maternidade, conduziu muito bem o início do folhetim. Os conflitos funcionavam e movimentavam a história. A grande virada aconteceu quando as duas protagonistas descobriram o crime da amante de Fernando (Marco Ricca), o que resultou em ótimas cenas.

Entretanto, depois desta revelação, o autor passou a explorar dois temas, que dominaram todos os núcleos: o segredo de Carlota (Giulia Gam) e a identidade do pai de Vitória. Inicialmente, o mistério envolvendo o passado da vilã e o drama da patricinha atraíram a atenção. Mas não por muito tempo. A novela começou a andar em círculos, ficando repetitiva e desgastada.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Com ritmo ágil e trilha sonora de qualidade, "Boogie Oogie" reúne vários atrativos de uma boa novela

Assim que "Boogie Oogie" estreou, ficou explícito que seria um festival de clichês. Porém, inicialmente, a história foi deixada em segundo plano, pois o foco maior ficou por conta da década de 70, época escolhida para ser o pano de fundo da trama, e da trilha sonora impecavelmente escolhida. Mas, agora, já com algumas semanas no ar, é possível constatar que o folhetim de Rui Vilhena tem um enredo tão atrativo quanto a escolha das músicas e do ano de 1978.


O excesso de temas batidos não é um problema, uma vez que toda novela tem clichês. Basta serem bem desenvolvidos e contados. E o autor tem conseguido atrair a atenção através de vários ganchos interessantes, além de imprimir um bom ritmo à história. Todo este bom conjunto é somado ao elenco talentoso, que interpreta muito bem vários personagens cativantes.

Rui Vilhena parece não temer que sua trama se esgote e segue desenrolando o conteúdo, sem guardar por muito tempo seus trunfos, imprimindo um bom ritmo à novela. Tanto que a trama principal, da troca de bebês, já foi descoberta pelo mocinho (Rafael - Marco Pigossi),

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Os 25 anos de "Tieta", uma das novelas mais marcantes da teledramaturgia

No dia 14 de agosto, "Tieta" completou 25 anos de sua estreia. A novela escrita por Aguinaldo Silva e protagonizada por Betty Faria foi um marco na teledramaturgia e até hoje é lembrada pelos telespectadores, que transformaram esta obra em um estrondoso sucesso em 1989. A trama foi reprisada pelo "Vale a Pena Ver de Novo" entre 1994 e 1995, obtendo uma ótima audiência, matando as saudades do público.


A novela teve duas fases e a primeira contou com a participação de Cláudia Ohana vivendo a personagem-título. A história se inicia em Santana do Agreste, situada no nordeste brasileiro, com Tieta sendo expulsa de casa pelo pai (Zé Esteves - Sebastião Vasconcellos), que não tolerava o comportamento liberal da filha, tendo o apoio de Perpétua, sua outra filha, cuja personalidade era exatamente oposta.

A protagonista vai para São Paulo, enriquece, e volta 25 anos depois (coincidentemente, o mesmo tempo que se completa a estreia da novela) com o intuito de se vingar da família e de todos que a julgaram na época. Ela retorna, inclusive, na hora que está sendo rezada uma missa em sua memória, provocando um escândalo.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Com uma trilha sonora memorável, "Boogie Oogie" estreia com muitos clichês e uma boa dose de saudosismo

Saiu de cena o mundo lúdico de "Meu Pedacinho de Chão" e entrou no lugar a discoteca, febre nos anos 70. Dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, "Boogie Oogie" estreou, nesta segunda (04/08), trazendo um clima de muito saudosismo ao horário das seis e exibindo um amaranhado de típicos clichês folhetinescos. Ao contrário da antecessora, que era marcada pela contemplação, a nova novela começou com um ritmo ágil, com o intuito de apresentar a trama principal e as secundárias para o telespectador, sem maiores enrolações.


O primeiro capítulo iniciou exibindo a cena do acidente de avião sofrido por Rafael (Marco Pigossi), no Rio de Janeiro, que perde o controle do monomotor e acaba caindo em pleno Elevado da Perimetral (demolido recentemente). A tragédia é o ponto de união da trama central, já que o noivo da mocinha Sandra (Isis Valverde) ---- que estava indo se casar ---- socorre o rapaz, o salva, mas acaba morrendo. Ao contar a triste notícia na igreja, o rapaz se sentirá culpado e balançado emocionalmente. A partir desta ironia do destino, o casal protagonista será formado e o enredo principal desvendado. A sequência da queda da aeronave foi primorosa e os efeitos especiais da explosão impressionaram.

Porém, foi equivocado começar o capítulo com uma cena do futuro, para depois voltar ao passado e contar o que havia ocorrido um dia antes. Parece que virou uma regra a utilização deste recurso em folhetins. Todos agora usam esta fórmula, que já está ficando batida.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Canal Viva homenageia atrizes e presenteia o público com a criação da série "Damas da TV"

A televisão foi criada para ser um objeto de entretenimento e informação. Mas a verdade é que esse inanimado objeto acabou virando muito mais que isso: se transformou em um grande companheiro e acabou se tornando parte da família. Com certeza é um dos eletrodomésticos que ficam mais tempo ligados. E após o surgimento da tevê, o público pôde conhecer inúmeros talentos através de seriados, programas e claro, novelas, a paixão do brasileiro. E a teledramaturgia foi o produto que mais revelou (e ainda revela) profissionais (autores, diretores, atrizes e atores) que são admirados e reverenciados até hoje. Portanto, nada mais justo do que criar um programa para homenagear algumas dessas pessoas; no caso, as atrizes foram as escolhidas da vez. E foi exatamente o que o canal Viva fez ao lançar o "Damas da TV".


Idealizado pelo produtor cultural e diretor da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras, que fica no Rio de Janeiro), Hermes Frederico, o programa de entrevistas teve como objetivo celebrar os 50 anos de telenovela brasileira através de homenagens a grandiosas mulheres que engrandeceram o gênero e ainda ajudaram a estabelecê-lo como o mais querido do país com suas magníficas atuações. Cada episódio (serão 23 entrevistadas) terá 25 minutos de duração e irá ao ar todas as quartas-feiras, às 21h. O critério para a escolha das convidadas foi que tivessem mais de 40 anos de novelas e fossem atuantes até hoje.

O Brasil, para a sorte do público, está repleto de extraordinárias atrizes. Mas conseguir entrevistá-las nem sempre é uma tarefa fácil. Entretanto, o canal a cabo da Globosat atingiu esse complicado objetivo em prol dessa excelente produção, que estreou nessa quarta (28/08). Glória Menezes ---- a protagonista da primeira novela diária da história ("2-5499 ocupado", na extinta TV Excelsior) ---- abriu a temporada com uma deliciosa entrevista,

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Falência de Cadinho melhora um núcleo marcado pelas críticas negativas em Avenida Brasil

Desde que o atual sucesso do horário nobre estreou, um núcleo destoava da qualidade da novela e recebia inúmeras críticas, desde a primeira aparição. Era o núcleo da Zona Sul do Rio de Janeiro, representado por Cadinho (Alexandre Borges) e suas três mulheres (Alexia - Carolina Ferraz, Noêmia - Camila Morgado e Verônica - Débora Bloch) em "Avenida Brasil". No início, até este que vos escreve  não poupava 'xingamentos' quando algum destes personagens aparecia, interrompendo a trama de Nina X Carminha. Porém, verdade seja dita, há um bom tempo, desde a entrada de Betty Faria vivendo a hilária Pilar, que muitas melhorias foram percebidas na história. E tudo ficou ainda mais interessante após a falência do milionário.


João Emanuel Carneiro obviamente soube da rejeição que o núcleo sofria e tratou de promover mudanças, todas muito bem-vindas. Começou quando resolveu solucionar logo o dilema das traições e escreveu cenas onde as duas mulheres traídas descobriram a existência da terceira e também que uma estava 'casada' com o marido da outra. Posteriormente, Paloma (a ótima Bruna Griphao) soube que era filha biológica de Cadinho e se revoltou. Para melhorar, essa fase de indignação da menina coincidiu com a vinda da Pilar, mãe de Alexia. A entrada de Betty Faria deixou a trama muito mais divertida e agradável de ser acompanhada. Difícil não rir com o jeito 'non sense' da personagem e nem com suas tiradas impagáveis. O autor ainda criou uma situação um tanto que absurda, mas que originou boas cenas: as três peruas toparam dividir o marido em um esquema de rodízio, o transformando em uma espécie de vibrador com pernas.

Porém, o maior acerto até então foi a falência do milionário, que caiu no golpe de seu assistente e fiel escudeiro: Jimmy (Felipe Abib). Desde que o personagem se viu sem dinheiro nenhum que o telespectador tem visto várias sequências divertidas, com frases geniais, principalmente vindas da Verônica. Débora Bloch está maravilhosa no papel e desde o início que

sábado, 14 de julho de 2012

A volta triunfal de Betty Faria

Uma grande atriz e com várias novelas no currículo, Betty Faria dispensa maiores apresentações. Após viver uma personagem que não teve o destaque merecido --- a Bárbara de "Duas Caras", trama de Aguinaldo Silva, exibida em 2007 --- a atriz sumiu da telinha por três anos e, para a surpresa de todos, saiu da Globo e assinou contrato com o SBT em 2010, participando, assim, de "Uma Rosa com Amor" (inspirada na obra de Vicente Sesso e adaptada por Thiago Santiago), novela que a emissora de Silvio Santos exibiu e que poucos se lembram. Após o término deste trabalho, a atriz preferiu se dedicar ao teatro e deixou a tevê de lado. Dois anos depois, Betty finalmente volta ao ar em "Avenida Brasil", atual sucesso do horário nobre, vivendo a perua Pilar.


Antes de ganhar esta personagem de "João Emanuel Carneiro", Betty fez uma pequena participação na série "As Brasileiras", no episódio 'A Doméstica de Vitória, protagonizada por Dira Paes. Coincidência ou não, após declarar que era fã e viciada em "Avenida Brasil", a atriz recebeu a Pilar de presente. Mãe de Alexia (Carolina Ferraz), a excêntrica senhora não tem 'papas na língua' e proferiu diversas pérolas, mesmo estando há tão pouco tempo na trama.

Se o núcleo do Cadinho (Alexandre Borges) já tinha ficado mais interessante e rendendo bons momentos de Deborah Bloch e Camila Morgado; com a chegada desta excelente atriz, a história ficou ainda melhor. Pilar é quase uma nova versão de Copélia, da extinta série   "Toma Lá Dá Cá"--- uma avó que foge totalmente dos 'padrões', vivida pela Arlete Salles. Além de