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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

"Mulheres Apaixonadas" completou 20 anos como uma das obras mais emblemáticas da TV

 Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" (2006), "Viver a Vida" (2010), e "Em Família" (2014), escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia. A reprise no "Vale a Pena Ver de Novo", que chegou ao fim nesta sexta-feira (01/12)), não alcançou índices tão elevados quanto a reexibição anterior de "O Rei do Gado", mas despertou uma grande repercussão nas redes sociais e comprovou novamente que foi uma das obras mais emblemáticas da TV.


Após novelas excelentes, como "História de Amor" (1995), "Por Amor" (1997) e "Laços de Família" (2000), Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama de sucesso seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação de Téo (Tony Ramos) com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) ---- com uma abordagem bem mais corajosa em comparação a hoje em dia diante do retrocesso que a teledramaturgia da Globo vive ----; o preconceito de Paulinha (Roberta Gualda); o agressivo psicopata

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Heloísa foi inocentada pelo tempo em "Mulheres Apaixonadas"?

 Novelas refletem o comportamento da sociedade e por isso algumas envelhecem mal e outras se mantêm atual. A importância da teledramaturgia para expor a evolução do comportamento das pessoas é grande. E as novelas de Manoel Carlos sempre rendem boas discussões justamente por refletirem o comportamento que o público tinha na época. Mas vale uma reflexão a respeito da condução de uma personagem: Heloísa, interpretada por Giulia Gam, na produção reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo". 


O perfil foi um dos mais emblemáticos de "Mulheres Apaixonadas". O que mais caracterizava o título da novela, por sinal. Mas hoje em dia é possível observar a forma equivocada como o conflito acabou desenvolvido pelo autor. Heloísa é uma clássica ciumenta doentia. Insegura e grosseira, a irmã de Helena (Christiane Torloni) tem um sentimento de posse pelo marido, o cafajeste Sérgio (Marcello Antony). Controladora, a personagem vive em função do esposo e até fez uma laqueadura escondida para não correr o risco de engravidar e assim dividir a atenção do companheiro, ainda que seja com um filho. 
É evidente que se trata de uma mulher psicologicamente doente. Tanto que passa de todos os limites em vários momentos. Já tentou se matar, capotou seu carro e colocou a sua vida e a de uma amiga em risco durante um surto de ciúmes e chegou até a esfaquear o marido durante uma discussão. Cenas brilhantemente defendidas por Giulia Gam.

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Abordagem da violência doméstica em "Mulheres Apaixonadas" foi histórica

 A reprise de "Mulheres Apaixonadas" está em plena reta final no "Vale a Pena Ver de Novo" e o fenômeno de Manoel Carlos vem repercutindo muito nas redes sociais, o que apenas comprova que o sucesso é atemporal. O autor criou um novelão da melhor qualidade e entre os muitos acertos estão as várias boas abordagens de temas importantes, como a violência doméstica. A saga de Raquel (Helena Ranaldi) foi uma das mais emblemáticas da história. 

A professora de Educação Física vivia um relacionamento abusivo com Marcos (Dan Stulbach) em uma época em que essa classificação sequer existia e havia uma tensão constante no ar antes mesmo do personagem entrar na novela. Raquel estava sempre em estado de alerta diante de qualquer movimentação estranha e tudo piorou quando o ex-marido começou a telefonar sem deixar qualquer recado. Era um enredo de suspense em um núcleo secundário dentro de um folhetim tradicional. Mas a trama ganhou ainda mais destaque com a chegada do aterrorizante homem. 

Não havia cena leve entre os dois. Até em momentos aparentemente tranquilos, o clima sombrio se fazia presente graças ao bom trabalho da direção de Ricardo Waddington e ao show dos atores. Marcos protagonizava várias sequências assustadoras e eram violências de todos os tipos: físicas, psicológicas e morais.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Carmen Silva e Oswaldo Louzada fizeram história em "Mulheres Apaixonadas"

 A reprise de "Mulheres Apaixonadas" no "Vale a Pena Ver de Novo" está perto do fim e um dos maiores sucessos de Manoel Carlos sempre desperta a atenção do público, independente da época em que vai ao ar. A novela é conhecida pelas tramas secundárias fortes que ofuscaram a trajetória da Helena, vivida pela ótima Christiane Torloni. E um dos enredos mais lembrados e amados pelo público é o dos avós maltratados pela neta. Um marco na teledramaturgia, sem exagero. 


Carmen Silva e Oswaldo Louzada eram atores com longa carreira no teatro e no cinema, mas pouco conhecidos dos telespectadores, mesmo após várias participações em novelas e séries, incluindo da extinta TV Tupi. Na época, estavam com 87 e 91 anos, respectivamente. Já sem muitas oportunidades nas produções, ganharam uma chance de ouro de Maneco e aproveitaram. 

A dupla caiu nas graças do público logo que surgiu na história e o núcleo protagonizado por Carlão (Marcos Caruso) foi ganhando cada vez mais importância. Isso porque tinha ali todos os ingredientes necessários para um bom folhetim: os 'mocinhos', a vilã e o perfil cômico.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Morte de Fernanda em "Mulheres Apaixonadas" foi uma das cenas mais memoráveis da teledramaturgia

  A trágica morte de Fernanda (Vanessa Gerbelli), exibida em "Mulheres Apaixonadas" no ano de 2002, teve um impacto que nem Manoel Carlos esperava. Afinal, vinte anos se passaram e até hoje a cena está viva na memória dos telespectadores a ponto de sempre ser um chamariz quando a obra está sendo reprisada. Foi assim no "Vale a Pena Ver de Novo" em 2008, na reexibição no Canal Viva entre 2020 e 2021 e agora novamente na faixa vespertina de reprises da Globo em 2023, com direito até a uma chamada especial anunciando a cena.


A cena do assassinato de Fernanda era a mais aguardada na época. Vale lembrar que a personagem morreria por volta do capítulo 30. O sucesso, no entanto, fez Maneco adiar o momento, o que valorizou mais o talento da atriz. Vanessa acabou ganhando mais cenas e até um núcleo próprio. Somente no capítulo 150 que a tragédia acontece, após meses de 'preparação' através dos pesadelos de Salete (Bruna Marquezine) com um anjo que alertava sobre a partida da mãe. E a sequência, uma das mais trabalhosas da novela, foi um primor.

A perseguição de policiais a bandidos, situação recorrente no Rio de Janeiro, teve toda a adrenalina necessária para o momento, com direito a trilha embalada pela ótima e apropriada "Faint" (Desmaio), da banda Linkin Park.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

As 70 novelas mais marcantes da televisão brasileira

 A televisão nacional completou 70 anos no dia 18 de setembro de 2020 e foram várias comemorações através de ótimas matérias em sites, jornais, revistas, enfim. Até um delicioso "Globo Repórter" de edição dupla foi apresentado pela Globo. Mas é inegável que a popularização do aparelho de TV no Brasil se deu por conta das novelas. A nossa teledramaturgia virou referência mundial e faz sucesso em todos os países. Agora, em 2021, as novelas comemoraram 70 anos de existência no dia 21 de dezembro. Então, nada mais justo do que listar os 70 folhetins mais marcantes ao longo de tantos anos de histórias que envolveram e prenderam o público. 



1- "Sua Vida me Pertence" (Tupi/1951):
A primeira telenovela brasileira. Produzida pela extinta TV Tupi em 1951. Escrita e dirigida por Walter Forster, que também protagonizou a novela ao lado de Vida Alves. Lia de Aguiar interpretava a antagonista e o casal principal foi o primeiro a beijar na televisão. O toque de lábios provocou um alvoroço na época e grande parte do público ficou escandalizado, afinal, era a primeira vez que viam algo tão íntimo ser exposto. Vida, falecida em 2017, entrou para a história da teledramaturgia e sempre dava entrevistas contando sobre esse tão conhecido pioneirismo na TV. 


2- "2-599 Ocupado" (Excelsior/1963):
Até 1963, as novelas não eram exibidas diariamente. Tudo mudou quando a TV Excelsior lançou a trama protagonizada por Tarcísio Meira e Glória Menezes. A trama era uma adaptação de Dulce Santucci do enredo de um autor argentino. Glória era uma telefonista de um presídio e o personagem de Tarcísio se apaixonava por sua voz em um único contato telefônico. 

sexta-feira, 16 de abril de 2021

"Mulheres Apaixonadas no Viva" matou as saudades do público de um dos maiores sucessos de Manoel Carlos

Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" (2006), "Viver a Vida" (2010), e "Em Família" (2014), escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia. A reprise, que chegou ao fim nesta sexta-feira (16/04), repetiu o êxito no Canal Viva e liderou a audiência entre os canais a cabo.


Após novelas excelentes, como "História de Amor" (1995), "Por Amor" (1997) e "Laços de Família" (2000), Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama de sucesso seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação que Téo (Tony Ramos) tinha com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli); o preconceito de Paulinha (Ana Roberta Gualda); o agressivo psicopata

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Carmen Silva e Oswaldo Louzada foram um dos maiores trunfos de "Mulheres Apaixonadas"

 A reprise de "Mulheres Apaixonadas" no Viva está perto do fim e um dos maiores sucessos de Manoel Carlos repetiu o êxito no canal a cabo. A novela é conhecida pelas tramas secundárias fortes que ofuscaram a trajetória da Helena, vivida pela ótima Christiane Torloni. E um dos enredos mais lembrados e amados pelo público é o dos avós maltratados pela neta. Um marco na teledramaturgia, sem exagero. 


Carmen Silva e Oswaldo Louzada eram atores com longa carreira no teatro e no cinema, mas pouco conhecidos dos telespectadores, mesmo após várias participações em novelas e séries, incluindo da extinta TV Tupi. Na época, estavam com 87 e 91 anos, respectivamente. Já sem muitas oportunidades nas produções, ganharam uma chance de ouro de Maneco e aproveitaram. 

A dupla caiu nas graças do público logo que surgiu na história e o núcleo protagonizado por Carlão (Marcos Caruso) foi ganhando cada vez mais importância. Isso porque tinha ali todos os ingredientes necessários para um bom folhetim: os 'mocinhos', a vilã e o perfil cômico.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Reprise de "Mulheres Apaixonadas" no Viva lembrou que Heloísa era desequilibrada, mas tinha seus motivos

 Novelas refletem o comportamento da sociedade e por isso algumas envelhecem mal e outras se mantêm atual. A importância da teledramaturgia para expor a evolução do comportamento das pessoas é grande. A questão já foi tema de alguns posts neste blog envolvendo "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas", uma recém-reprisada e a outra em sua última semana de reexibição. Dois sucessos de Manoel Carlos. Mas agora vale uma reflexão a respeito da condução de uma personagem: Heloísa, interpretada por Giulia Gam, na produção reprisada pelo Canal Viva. 


O perfil foi um dos mais emblemáticos de "Mulheres Apaixonadas". O que mais caracterizava o título da novela, por sinal. Mas hoje em dia é possível observar a forma equivocada como o conflito acabou desenvolvido pelo autor. Heloísa é uma clássica ciumenta doentia. Insegura e grosseira, a irmã de Helena (Christiane Torloni) tem um sentimento de posse pelo marido, o cafajeste Sérgio (Marcello Antony). Controladora, a personagem vive em função do esposo e até fez uma laqueadura escondida para não correr o risco de engravidar e assim dividir a atenção do companheiro, ainda que seja com um filho. 

É evidente que se trata de uma mulher psicologicamente doente. Tanto que passa de todos os limites em vários momentos. Já pensou em se matar, capotou seu carro e colocou a sua vida e a de uma amiga em risco durante um surto de ciúmes e chegou até a esfaquear o marido durante uma discussão. Cenas brilhantemente defendidas por Giulia Gam.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Reprisada no Viva, morte trágica de Fernanda foi a cena mais impactante de "Mulheres Apaixonadas"

 Por ironia do destino, as duas cenas mais emblemáticas de dois grandes sucessos de Manoel Carlos foram exibidas na mesma semana. A primeira foi a emocionante sequência da raspagem dos cabelos de Camila (Carolina Dieckmann), em virtude da quimioterapia para o tratamento contra a leucemia, ao som de Love By Grace" (Lara Fabian), exibida nesta segunda-feira (08/02) em "Laços de Família", no "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo. Já a outra foi a trágica morte de Fernanda (Vanessa Gerbelli), exibida neste sábado (13/02) em "Mulheres Apaixonadas", reprisada no Canal Viva. 


A cena do assassinato de Fernanda era a mais aguardada da reexibição no Viva. Vale lembrar que a personagem morreria por volta do capítulo 30. O sucesso, no entanto, fez Maneco adiar o momento, o que valorizou mais o talento da atriz. Vanessa acabou ganhando mais cenas e até um núcleo próprio. Somente no capítulo 150 que a tragédia acontece, após meses de 'preparação' através dos pesadelos de Salete (Bruna Marquezine) com um anjo que alertava sobre a partida da mãe. E a sequência, uma das mais trabalhosas da novela, foi um primor.

A perseguição de policiais a bandidos, situação recorrente no Rio de Janeiro, teve toda a adrenalina necessária para o momento, com direito a trilha embalada pela ótima e apropriada "Faint" (Desmaio), da banda Linkin Park.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Reprises de "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas" mostram o melhor de Regiane Alves

 As melhores reprises atuais são as duas novelas de sucesso de Manoel Carlos. "Laços de Família", no "Vale a Pena Ver de Novo", e "Mulheres Apaixonadas", no canal a cabo Viva. Ambas fazem sucesso em suas respectivas exibições e possibilitam ao público acompanhar o trabalho primoroso de grande parte do elenco. Não por acaso, o time de atores é quase o mesmo. Todo autor tem sua 'panelinha' e a do Maneco fica evidente com as reexibições. Entre os destaques, há Regiane Alves em dois papéis odiosos. 

Em "Laços de Família", a atriz interpreta a mimada Clara. Amargurada e arrogante, a personagem não sente a menor vergonha em ser desagradável com todos os familiares de seu marido, o passivo Fred (Luigi Baricelli). Está constantemente de cara amarrada e com péssimo humor. Quando seu casamento entra em crise, não pensa duas vezes antes de usar a filha como elemento de chantagem emocional e mostra de vez o ser humano deprimente que é. Não deixa de ser uma vilã secundária do enredo. 

Já em "Mulheres Apaixonadas", Regiane vive a interesseira Dóris. Outra víbora em sua carreira e com características semelhantes a Clara. Não se preocupa em destratar os familiares, principalmente seus avós Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Osvaldo Louzada).

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Reprises de "Laços de Família" e "Mulheres Apaixonadas" expõem a evolução da sociedade ao longo dos anos

 No ano de 2020, a televisão brasileira completou 70 anos. E a teledramaturgia tem suma importância. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata apenas de um mero entretenimento ou produtos de qualidade questionável. As novelas brasileiras viraram referência no mundo e um símbolo de produção de alto nível. Mas não é só. As tramas também servem para observar a evolução do comportamento da sociedade e as histórias de Manoel Carlos são as que mais evidenciam isso. Vide as duas reprises atuais: "Laços de Família", no "Vale a Pena Ver de Novo", na Globo, e "Mulheres Apaixonadas", no Canal Viva. 

Os folhetins são os melhores trabalhos do autor, praticamente empatados com "Por Amor", outro clássico. "Laços" foi exibida no ano 2000 e "Mulheres" em 2003. Há 20 anos e 17 anos, respectivamente. Parece pouco tempo, ainda mais levando em consideração a análise da mudança no comportamento das pessoas. Mas não é. E fica evidente ao longo dos capítulos das duas tramas. Tem sido muito interessante acompanhar as produções ao mesmo tempo, até para observar a semelhança do time escalado. Em um intervalo de três anos, o autor selecionou praticamente o mesmo elenco. 

Começando por "Laços de Família", é impossível não estranhar a forma como era tratado o assédio de Danilo (Alexandre Borges) em Ritinha (Juliana Paes), empregada doméstica que trabalhava na mansão de Alma (Marieta Severo), sua esposa. Tudo era exibido com um tom de "leveza" e "comicidade". Algo impensável hoje em dia.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Canal Viva acerta com a maratona de "Chocolate com Pimenta" e "Mulheres Apaixonadas"

 O Canal Viva começou a exibir maratonas de novelas da faixa das 23h aos domingos já há algum tempo. Todo domingo, os capítulos de segunda a sábado eram exibidos em sequência. Uma novidade. Mas a que mais deu certo foi com "O Clone". Já no início de agosto, o canal também fez o mesmo com "Chocolate com Pimenta". Isso porque a reprise da novela de Walcyr Carrasco é um dos maiores êxitos de audiência. E desde o final de agosto que o folhetim vem fazendo uma dobradinha e tanto com "Mulheres Apaixonadas", um dos melhores trabalhos de Manoel Carlos. 

As duas produções são os maiores sucessos atuais do Viva. E uma já entrega uma elevada audiência para a outra à noite. A junção das duas histórias inesquecíveis de Walcyr e Maneco aos domingos tem sido um presente para o público, com o perdão do clichê. De 14h15 às 19h, o telespectador acompanha a saga de Aninha Francisca (Mariana Ximenes) com poucos intervalos comerciais e das 19h às 23h45 é o momento da reprise sobre os dramas familiares de Helena (Christiane Torloni), Heloísa (Giulia Gam), Raquel (Helena Ranaldi) e companhia marcar presença. 

Quem é fã das duas produções não tem motivo para trocar de canal durante um longo tempo. Ainda mais em um domingo, onde a programação da televisão aberta é tão controversa e a dos canais a cabo pouco atrativa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

No ar em três reprises, Lavínia Vlasak merece mais espaço na Globo

 A pandemia do novo coronavírus implicou em um festival de reprises na programação de todos os canais. E o amontoado de reexibições acabou "beneficiando" uma profissional pouco valorizada: Lavínia Vlasak. A atriz está no ar em "Totalmente Demais", "Laços de Família" (em uma participação nos primeiros capítulos) e "Mulheres Apaixonadas". Duas reprises na Globo e uma no canal a cabo Viva.  

Lavínia estreou na televisão em "O Rei do Gado" (1996), onde viveu Lia Mezenga. Ainda muito crua, não teve um grande desempenho, mas também não chegou a comprometer. Aos poucos, foi sendo escalada para outras produções e sempre se mostrou esforçada. Fez participações no remake de "Anjo Mau" (1997), "Malhação" (1998), "Chiquinha Gonzaga" (1999) e "Força de um Desejo" (1999). 

Já em "Laços de Família" (2000) fez uma breve participação como Luiza, uma patricinha fútil e arrogante, namorada de Edu (Reynaldo Gianecchini). Logo na estreia protagoniza um barraco no meio da festa de formatura do rapaz.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

"Velho Chico" e o mundo das artes cênicas perdem muito com a morte de Umberto Magnani

Nesta quarta-feira (27/04), faleceu Umberto Magnani. O ator ---- que completou 75 anos justamente no dia que sofreu um AVE (Acidente Vascular Encefálico) hemorrágico (25 de abril) enquanto esperava as gravações de "Velho Chico" ---- é mais um grande nome que se vai, deixando o mundo das artes cênicas mais triste. Ele estava brilhando como o padre Romão na atual trama das nove e esteve presente nas duas fases do folhetim de Benedito Ruy Barbosa, escrito por Bruno Luperi e dirigido por Luiz Fernando Carvalho. Foi um dos poucos do elenco, inclusive, que continuou após a passagem de tempo ---- além dele somente Selma Egrei e Gésio Amadeu, coincidentemente seu grande amigo pessoal e que o acudiu na hora do mal súbito, permaneceram.


O intérprete (que ficou dois dias em coma) era um dos grandes destaques de "Velho Chico" e seu personagem transbordava emoção. Sempre tentando apaziguar os ânimos daquelas pessoas que protagonizavam vários embates, motivados pela rivalidade familiar e disputa por terras, o padre --- um costume nas obras de Benedito --- era uma espécie de 'coringa', pois estava presente em todos os núcleos. Ele fez ótimas cenas ao lado de Selma Egrei, Cyria Coentro, Rodrigo Santoro, entre tantos outros. Recentemente, emocionou ao lado de Domingos Montagner em uma sequência na igreja, onde Santo é acalmado pelo padre. Agora, após essa inesperada e triste morte, Carlos Vereza foi chamado para substituí-lo à altura.

"Velho Chico" perdeu um grande ator, mas não só a novela. O universo das artes cênicas ficou mais vazio sem uma figura dedicada ao ofício, que sempre esteve trabalhando, tanto no teatro, quanto no cinema ou na televisão. Também ficou marcado como produtor de espetáculos consagrados e sua última peça, onde atuou ao lado de Suely Franco, foi "Elza & Fred" em 2015.

terça-feira, 8 de julho de 2014

As Helenas de Manoel Carlos

Uma das marcas de Manoel Carlos é, sem dúvida, a presença de uma personagem chamada Helena em suas obras. A primeira novela do autor, curiosamente, se chamava "Helena" (1952 - TV Paulista) e era baseada no romance homônimo de Machado de Assis. Mas ainda não tinha relação alguma com as nove mulheres que viriam a marcar presença em seus futuros folhetins.


A primeira Helena foi em "Baila Comigo" (1981). Vivida brilhantemente pela grande Lilian Lemmertz, a personagem deu à luz gêmeos (vividos por Tony Ramos), mas não pôde criá-los ao lado do pai (Joaquim Gama - Raul Cortez). Para 'resolver' a dura questão, entregou um deles a Joaquim e o outro criou com seu marido, Plínio Miranda (Fernando Torres). O forte enredo dramático proporcionou grandes cenas para todos os atores envolvidos, incluindo, claro, a saudosa Lilian. Não por acaso, o forte papel presenteou a atriz com inúmeros elogios à sua atuação.

Após este seu bem-sucedido trabalho, Maneco escreveu duas novelas que não contaram com uma Helena: a conturbada "Sol de Verão" (1982) e "Novo Amor" (1986 - Rede Manchete). Mas foi a partir de "Felicidade" que o autor passou a inserir a sua controversa protagonista em todas as suas histórias. No folhetim exibido em 1991, Maitê Proença foi a atriz escolhida para interpretá-la e convenceu na pele de

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"Mulheres Apaixonadas": a última grande novela de Manoel Carlos

Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" e "Viver a Vida", e agora com "Em Família" está em seu pior momento, escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia.


Após novelas excelentes, como "História de Amor", "Por Amor" e "Laços de Família", Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação que Téo (Tony Ramos) tinha com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance lésbico de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli); o preconceito de Paulinha (Ana Roberta Gualda); o agressivo psicopata

terça-feira, 27 de maio de 2014

O talento de Vanessa Gerbelli

Ela tem 40 anos, mas aparenta ter 30. É discreta na sua vida pessoal e bastante tímida. Uma atriz que se dedica aos seus personagens, mas que também sabe pintar belos quadros e ainda canta. Esta é Vanessa Gerbelli, que se destacou logo na sua primeira cena de "Em Família e vem brilhando na pele da obcecada Juliana, personagem criada especialmente para ela por Manoel Carlos.


Sua estreia na teledramaturgia foi na Globo, no ano de 2000, quando ganhou a caipira Lindinha, do sucesso "O Cravo e a Rosa", de Walcyr Carrasco. A invejosa personagem começou sem muita importância e foi crescendo a cada capítulo, mostrando que sua intérprete tinha vindo para ficar. Apesar de ter sido uma vilã, ganhou a simpatia do público e terminou a trama regenerada, ao lado de Januário (Taumaturgo Ferreira).

Após esta sua bem-sucedida estreia, participou de "Desejos de Mulher" em 2002 e em 2003 ganhou de Manoel Carlos a sua melhor personagem da carreira até agora: a Fernanda, de "Mulheres Apaixonadas". Até hoje os telespectadores se lembram da trágica morte da mãe de Salete (Bruna Marquezine),