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sábado, 27 de outubro de 2012

Gabriela chega ao fim e mostra que Walcyr Carrasco está apto a estrear no horário nobre

A nova adaptação de "Gabriela" terminou na noite dessa sexta-feira (26/10) e encerrou com chave de ouro mais um sucesso de Walcyr Carrasco. Com um último capítulo onde Coronel Ramiro Bastos (Antônio Fagundes) morre no meio da praça; Mundinho (Mateus Solano) e Gerusa (Luiza Valdetaro) finalmente se casam; uma nova política chega em Ilhéus e Nacib (Humberto Martins) perdoa Gabriela (Juliana Paes); o telespectador pôde se emocionar com os finais felizes e não se arrependeu de ter acompanhado esse remake desde a estreia.


O autor modificou a história em vários aspectos e deu uma nova roupagem à obra de Jorge Amado. Ao inserir personagens cativantes como Lindinalva (Giovanna Lancellotti), Dona Dorotéia (Laura Cardoso), Juvenal (Marco Pigossi) e Berto (Rodrigo Andrade), por exemplo, Walcyr aumentou as possibilidades da novela, o que gerou uma resposta imediata do público: o núcleo acabou virando um dos mais queridos e os atores foram excelentes. Outro acerto foi aumentar o destaque de Coronel Jesuíno, que mal aparecia no livro, e acabou tendo uma grande importância na novela, presenteando o telespectador com o show de José Wilker. Vanessa Giácomo, mais uma talento, fez uma Malvina  revolucionária e apaixonante --- pena que não tenha aparecido  no último capítulo. Já Fabiana Karla surpreendeu ao compor sua Olga e convenceu. Gero Camilo fez um Miss Pirangi sarcástico e foi ótimo ver acompanhar o mistério sobre o misterioso par do 'invertido' ---  Coronel Amâncio (Genésio de Barros),  filho de Dorotéia, um sujeito hipócrita e machista, mas que se redimiu no fim.

No entanto, nem tudo foram flores. A protagonista da trama não emplacou e Juliana Paes, apesar de ser uma boa atriz, acabou não convencendo ao viver Gabriela. Tinha momentos onde a personagem não aparentava inocência, mesclada com sensualidade, e sim que tinha problemas mentais. O excesso de sorrisos também prejudicou. Outro que errou feio foi

terça-feira, 19 de junho de 2012

Estreia de Gabriela apresenta mais qualidades que defeitos

Estreou, nesta segunda-feira (18/06), a nova novela das onze da Rede Globo: "Gabriela". Ao contrário do que aconteceu ano passado em "O Astro", a novela não é um remake da trama exibida em  1975 (adaptada pelo já falecido Walter George Durst) e sim uma adaptação do livro de Jorge Amado (Gabriela Cravo e Canela). Walcyr Carrasco (autor responsável por esta missão) mostrou que terá competência para apresentar essa nova versão para o público e a estreia teve mais acertos que erros.


A história começou a ser contada em 1895, em Mata do Siqueíro Grande, Bahia. Logo no início, o temido Coronel Ramiro Bastos (Antonio Fagundes) inicia um confronto para tomar as terras de um pequeno fazendeiro (vivido por ZeCarlos Machado). Foram cenas bem produzidas e com muitos tiros, facadas, enfim, quase um faroeste. Após o triunfo de Ramiro, há uma passagem de tempo, e a partir desse ponto se inicia a trama, em Ilheus, 1925.

A fotografia impressiona e fica claro o quanto que os responsáveis foram primorosos na parte técnica da obra. Os cenários e a cidade cenográfica estão maravilhosos, o que não é nenhuma