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sexta-feira, 20 de março de 2026

Samuel de Assis emociona em forte e necessária cena de "Três Graças"

 O capítulo exibido nesta sexta-feira (20/03) de "Três Graças" apresentou uma das cenas mais fortes da trama, ao mostrar o momento em que João Rubens (Samuel de Assis) decidiu colocar um ponto final no casamento com Kasper (Miguel Falabella). A sequência também teve um papel importante ao retratar um casal gay enfrentando conflitos profundos e complexos, como qualquer relacionamento heterossexual, reforçando a naturalidade e a seriedade dessas dinâmicas sem reduzi-las a estereótipos.


A cena em que João decidiu encerrar o casamento com Kasper foi daquelas que transcenderam o drama pessoal e se tornaram um comentário social potente e necessário. O texto já era, por si só, um dos mais contundentes da novela, mas ganhou outra dimensão na forma como Samuel de Assis o conduziu. Houve uma firmeza, uma dor que não explodiu gratuitamente, mas se impôs com lucidez, o que tornou cada palavra ainda mais cortante. Quando João expôs o egoísmo de Kasper, por ter roubado a estátua 'Três Graças' apenas por ego e sem pensar nele em nenhum momento, o conflito deixou de ser apenas conjugal: ele se transformou em um retrato das assimetrias raciais profundamente enraizadas na sociedade.

O texto teve um impacto necessário: 'Quando você é preto nesse mundo, o mundo não espera que você acerte. Ele fica parado ali de espreita, esperando pelo mínimo deslize seu pra poder te rotular, te julgar de bandido, de criminoso, de vagabundo.

terça-feira, 18 de março de 2025

"Mania de Você" apresenta um dos piores triângulos já vistos na teledramaturgia

 A atual novela das nove da Globo está em sua penúltima semana e o clima é de alívio, tanto para o público quanto para a própria equipe de "Mania de Você". A novela se mostrou uma catástrofe e mesmo em plena reta final não apresenta qualquer sinal de mínima melhora. Entre tantos problemas na obra de João Emanuel Carneiro, fica até difícil citar apenas um, mas é necessário expor um núcleo terciário que irritou o telespectador desde o início e agora apresenta um dos piores triângulos amorosos da teledramaturgia, formado por Michele (Alanis Guillen), Cristiano (Bruno Montaleone) e Daniel (Samuel de Assis).


Primeiro, é preciso relembrar o equívoco que foi a saga de Michele e Cristiano. Os personagens começaram a segunda fase muito apagados e mal apareciam. No caso de Michele, o pouco destaque não era condizente, uma vez que a garota é irmã de Ísis (Mariana Ximenes), com quem nunca teve uma relação boa. Seria benéfico para ambas um foco no relacionamento, pois funcionaria para uma humanização de Ísis e mais cenas para a talentosa Alanis, que veio de um grande desempenho como Juma Marruá no remake de "Pantanal". Também serviria para explicar melhor as razões para o ódio que o pai, interpretado por José Augusto Branco, sentia pela filha mais velha. 

Michele e Cristiano trabalhavam como ajudantes de cozinha no restaurante de Viola (Gabz), o mais premiado do país, localizado em um resort de luxo. A morte do pai de Michele causou o desespero do casal por conta das dívidas que o falecido tinha deixado. Os dois ficaram sem teto rapidamente e pediram abrigo no resort de Mavi (Chay Suede).

sábado, 30 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

 A teledramaturgia de 2023 presenteou o público com grandes atuações. Portanto, chegou a hora de listar as melhores atrizes e os melhores atores do ano que está perto do fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas e séries. Vamos a eles.




Melhores Atrizes: 


1- Sheron Menezzes.

Sol foi a melhor mocinha de 2023 e o sucesso de "Vai na Fé" foi mais do que merecido. A atriz viveu sua primeira protagonista em mais de 22 anos de carreira. Estava merecendo há tempos a oportunidade e soube aproveitar. A personagem teve cenas de forte intensidade dramática ao mesmo tempo que protagonizou momentos leves fazendo shows e realizando sonhos. Fora a química com Samuel de Assis, o que fez toda diferença para o casal de mocinhos ter tido tanto torcida na história de Rosane Svartman.



2- Gloria Pires. 

Nada melhor do que ver uma atriz veterana valorizada como merece e em pleno horário nobre. Gloria está brilhante na pele de Irene La Selva em "Terra e Paixão" e vem se destacando desde o início da trama de Walcyr Carrasco e Thelma Guedes. A personagem é uma vilã fria e calculista, mas tem pontos fracos, como o amor que sempre sentiu por um dos filhos e a culpa que carrega pela morte de Daniel (Johnny Massaro). Não é um tipo fácil, mas nas mãos de Gloria até parece. E que parceria boa com Tony Ramos. A quarta na ficção. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Sucesso de público e crítica, "Vai na Fé" chega ao fim consagrando Rosane Svartman

 Rosane Svartman sempre foi uma autora corajosa e apaixonada pela arte. É uma profissional que ama o que faz e sua paixão é vista em todos os seus trabalhos. Não por acaso, está sempre produzindo e 2023 tem sido um ano recompensador. "Vai na Fé" estreou em janeiro e em julho foi a vez da série "Vicky e a Musa", exclusiva do Globoplay, e do seu livro "A Telenovela e o futuro da televisão brasileira". Três grandes sucessos, sendo que o maior deles chegou ao fim nesta sexta-feira (11/08), após 179 capítulos repletos de emoção, música e personagens carismáticos. 


A novela foi um fenômeno de repercussão e elevou a audiência da faixa das sete em três pontos, após quase três anos de dificuldades por conta da pandemia do coronavírus e de novelas inéditas que não emplacaram. A missão de Rosane não era nada fácil, mas até o momento a autora desconhece o significado de fracasso. Com uma respeitada carreira no cinema, a sua estreia como autora na Globo foi em 2012, ao lado de Glória Barreto, com a até hoje lembrada "Malhação Intensa". Dois anos depois, permaneceu na faixa do seriado adolescente e iniciou sua vitoriosa parceria com Paulo Halm. A dupla lançou "Malhação Sonhos", outro sucesso. Em 2015, migraram para o horário das sete e escreveram "Totalmente Demais", uma das melhores novelas das 19h. Os dois seguiram juntos na mesma faixa em 2018/2019 e emplacaram mais um fenômeno: "Bom Sucesso". 

"Vai na Fé" marcou a estreia de Rosane como autora solo. E foi um trabalho muito bem-sucedido. O folhetim conseguiu ser tão bom quanto os dois anteriores, tanto na potência do enredo quanto no desenvolvimento da história dos protagonistas, que formaram o primeiro casal de mocinhos negros na história da teledramaturgia ----- importante lembrar que nos poucos casos anteriores sempre havia um casal branco para dividir o protagonismo e eram sempre eles que ganhavam mais destaque.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Com química de sobra, Sheron Menezzes e Samuel de Assis honram o protagonismo de "Vai na Fé"

 O folhetim tem uma estrutura que não pode sofrer muitas modificações. E mesmo com a 'fórmula' conhecida por todos, não é fácil conquistar o público. Não por acaso, não existe uma receita exata para o sucesso. E uma das maiores dificuldades que os autores têm é a criação de um atrativo casal principal. Os chamados mocinhos viraram dor de cabeça para grande parte dos escritores. É bem mais simples criar vilões que roubam a cena do que um par romântico que empolgue. Mas Rosane Svartman não enfrentou esse problema em nenhuma novela sua e não é diferente com "Vai na Fé". 


 Sol (Sheron Menezzes) e Ben (Samuel de Assis) formam um casal que reúne tudo o que bons protagonistas necessitam: sintonia, química, conflitos e construção. A autora ousou na apresentação do relacionamento dos personagens quando optou pela narrativa de passado e presente caminhando juntos. Não é uma novidade na teledramaturgia, mas o grande público está mais acostumado a acompanhar o estilo em séries, como a aclamada "This is Us". 

 A história dos mocinhos de "Vai na Fé" não se deu com um amor súbito no primeiro capítulo, como vem ocorrendo nas novelas recentes, o tem prejudicado tanto a aceitação dos casais. Os personagens foram separados no passado por conta de armações e de um crime praticado por Theo (Matheus Polis/Emílio Dantas). Sol achou que tinha sido abandonada por Ben e acabou vítima de um estupro cometido pelo vilão, que a embebedou e se aproveitou daquele momento de fragilidade emocional.

sábado, 25 de fevereiro de 2023

"Vai na Fé" expõe pluralidade religiosa e honra seu título

 A novela das sete de Rosane Svartman tem feito por merecer muitos elogios e nesta sexta-feira, dia 24, exibiu um capítulo que vai ficar marcado na teledramaturgia. Após muitas cenas já exibidas da família de Sol (Sheron Menezzes) orando na igreja evangélica do bairro, outra religião serviu como pano de fundo para um momento emocionante vivido pelo mocinho Ben (Samuel de Assis). Pela primeira vez um terreiro de candomblé foi representado com profundo respeito e veracidade. 


O protagonista se envolveu no mesmo engavetamento na estrada que vitimou Carlão (Che Moais), marido de Sol, e foi a único sobrevivente. A partir de então, já recuperado, resolveu ir atrás de todas as vítimas para ajudá-las com a indenização do seguro do caminhão dirigido pelo criminoso que provocou a tragédia. Ben acabou hospedando quatro pessoas de uma família em sua casa, para o desespero da esposa, Lumiar (Carolina Dieckmann), e seguiu atrás das demais pessoas. 

O mocinho foi de moto por uma estrada de terra até chegar em uma casa e tocou a campainha. Quem lhe atendeu foi uma doce senhora. "É a casa da Dona Ana?", perguntou. "Sou eu. Mãe Ana de Oyá. Essa que acabou de tee receber é a verdadeira dona da casa: Iansã. A gente nunca se atrasa pro que é nosso, não é verdade? Pode entrar!", respondeu.