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sábado, 28 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: os melhores casais do ano

 Após a lista das tristes perdas de 2024 e a retrospectiva de tudo o que teve de pior na televisão, chegou a hora de uma retrô mais alegre. A do amor. Vários casais da ficção caíram nas graças do público ao longo do ano e ressaltaram a química entre os atores em cena. Vamos a eles. 



Santinha e Zé Inocêncio ("Renascer"):

A primeira fase do remake da obra de Benedito Ruy Barbosa, adaptada por Bruno Luperi, foi irretocável. E um dos acertos foi o casal arrebatador formado por Duda Santos e Humberto Carrão. A química se deu imediatamente e os dois conquistaram o público. As cenas de amor entre Maria Santa e Inocêncio eram todas belíssimas e defendidas por dois atores ótimos. 



João Pedro e Sandra ("Renascer"):

Já a segunda fase do remake apresentou problemas visíveis na narrativa e no desenvolvimento. Porém, Juan Paiva e Giullia Buscacio formaram um lindo casal que movimentou as redes sociais. Mesmo diante do equívoco na condução do casal por conta do foco forçado que Luperi manteve da obra original, a respeito da obsessão que João Pedro tinha por Mariana, os atores passaram ilesos por conta do talento de ambos. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: os piores do ano

 As retrospectivas de fim de ano são uma tradição neste blog e há o costume de apresentá-la em partes. Após a lista de tristes perdas do meio artístico em 2024, chegou a hora das listas de piores, melhores casais, cenas, atores e destaques. Começando, como sempre, pela seleção do que teve de pior no ano que passou. Vamos a eles. 


"Mania de Você": 

Após o sucesso de "Todas as Flores" no Globoplay, João Emanuel Carneiro voltou ao horário nobre da Globo e com a missão de elevar a audiência das nove, após o fracasso do remake de "Renascer". Mesmo diante de uma segunda parte muito mal desenvolvida de sua novela na plataforma de streaming, havia uma boa expectativa para sua nova história. E as chamadas eram convidativas. Porém, a produção vem se mostrando uma completa catástrofe. A primeira fase apresentou ótimos conflitos e personagens ambíguos, mas a correria dos acontecimentos prejudicou a construção do enredo e a compreensão do público. Para culminar, Amauri Soares ordenou o corte de várias cenas, a ponto de dois capítulos serem jogados no lixo. O todo poderoso do setor de teledramaturgia achou que aumentaria a audiência a antecipação do assassinato de Molina (Rodrigo Lombardi). Mas foi a partir daí que a trama mergulhou em um poço sem fundo. A segunda fase afastou ainda mais o público por conta de péssimos núcleos secundários e situações cada vez mais absurdas, que colocam o telespectador como idiota. O que se vê atualmente é um amontoado de reviravoltas sem impacto e qualquer lógica, além de um roteiro exaustivo que sempre volta para o mesmo lugar. Os atores vêm tirando leite de pedra, mas não há mais nada o que fazer. O objetivo do autor parece ser a destruição total de seu folhetim e até a direção de Carlos Araújo resulta em algumas cenas dignas de um produto amador. A cada capítulo tudo fica pior. 



"Família é Tudo": 

Daniel Ortiz vinha de uma tríade vitoriosa no horário das sete da Globo com "Alto Astral", "Haja Coração" e "Salve-se Quem Puder". Mas errou feio em sua nova história. A trama dos cinco netos que precisavam de unir para herdar a fortuna da avó era uma premissa criativa e deliciosa. Tinha tudo para angariar uma leva de elogios. No entanto, a proposta do folhetim foi jogada fora ao longo dos meses e o roteiro se resumiu a vários triângulos amorosos forçados e repetitivos. Vendida como protagonista, Arlete Salles foi desrespeitada pelo autor e virou uma mera figurante com aparições semanais. Somente na reta final ganhou mais cenas na pele das gêmeas Frida e Catarina. Vale citar ainda a fraca direção da equipe Fred Mairynk e equipe, que piorou o que já era ruim. Várias cenas viraram chacota nas redes sociais diante de tamanho amadorismo. Os erros eram tantos que até mesmo atores conhecidos pelo ótimo trabalho ficaram devendo em diversas sequências, que soavam caricatas e artificiais. O corte de custos da emissora também ficou perceptível com a novela diante de cenários mal acabados e praticamente nenhuma cena gravada fora das vielas dos Estúdios Globo, o que deixava qualquer momento de ação ridículo. Nem mesmo os casais que funcionaram tiveram um desenvolvimento atrativo, vide a destruição do arco de Lupita (Daphne Bozaski), que na reta final acabou colocada como uma indecisa até o último capítulo só para forçar um mistério a respeito da identidade do seu escolhido. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

"No Rancho Fundo" repetiu todos os erros de "Mar do Sertão"

 A novela das seis de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman, chegou ao fim nesta sexta-feira (01/11). "No Rancho Fundo" marcou o início de um novo planejamento da atual gestão de teledramaturgia da Globo, comandada por Amauri Soares, que planeja apostar em um novo segmento, além dos tradicionais remakes: o das continuações de novelas. Tanto que ano que vem será a vez da continuação de "Êta Mundo Bom!". Porém, pode ser uma ideia não muito promissora diante do resultado atual. O autor da trama que fechou seu ciclo hoje repetiu todos os erros de "Mar do Sertão". 

É verdade que "No Rancho Fundo" foi um sucesso de audiência e conseguiu reerguer os números da faixa das seis, após o imenso fiasco do remake de "Elas por Elas". Mas é importante ressaltar que uma parte do êxito se deve ao fenômeno "Alma Gêmea", que vem sendo reprisado no "Vale a Pena Ver de Novo" e foi iniciado praticamente junto da produção das 18h. A história de Walcyr Carrasco é a melhor e mais exitosa da atual grade da Globo. O folhetim anterior herdava os péssimos índices da reprise fracassada de "Paraíso Tropical". Ainda assim, é inegável a boa aceitação da obra de Mário Teixeira, que até chegou a trabalhar com Walcyr em "O Cravo e a Rosa", de 2001.

O autor de "No Rancho Fundo" sabe criar personagens carismáticos, escalar um ótimo elenco e tem um texto excelente. Esse conjunto ajuda a explicar a trajetória bem-sucedida. Porém, baseado em seus trabalhos anteriores, Mário ainda estava devendo uma trama desenvolvida com competência. E infelizmente seguiu devendo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Andrea Beltrão e Alexandre Nero brilharam em "No Rancho Fundo"

 A atual novela das seis, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman, tem no elenco a sua maior qualidade. "No Rancho Fundo" apresenta vários atores talentosos, incluindo muitos nomes que estão estreando na televisão. O autor também acertou quando colocou o peso dos personagens mais importantes nos profissionais mais experientes. Embora a trama seja protagonizada por mocinhos defendidos por dois novatos, o enredo está todo voltado para Zefa e Tico Leonel, interpretados por Andrea Beltrão e Alexandre Nero. 


Zefa Leonel é a figura central da produção das seis. Todos os conflitos passam por ela e havia a necessidade de uma veterana no papel. Felizmente, ao contrário do que tem acontecido em tantos folhetins, houve a preocupação na escolha da atriz. É verdade que o acaso também ajudou Mário Teixeira. Andrea estava reservada por Lícia Manzo para o elenco de "O País de Alice", novela que a autora preparava para a faixa das 18h e acabou cancelada abruptamente por Amauri Soares e José Luiz Villamarim, responsáveis pelo setor de teledramaturgia da Globo, que consideraram o enredo elitista. Mariana Lima, que agora brilha como Tia Salete, foi outro nome transferido de uma produção para outra. 

A atriz vem honrando a importância de sua personagem em "No Rancho Fundo" e fica perceptível o cuidado maior do autor até no texto de Zefa Leonel, que chega a ser mais rebuscado, engrandecendo ainda mais a interpretação irretocável de Andrea Beltrão. A matriarca da família Leonel é uma mulher íntegra, vivida, humana, extremamente rígida e fiel cuidadora dos seus.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Vilões de "No Rancho Fundo" foram um bando de inúteis

 A menos de duas semanas para seu final, "No Rancho Fundo" andou em círculos por boa parte do tempo. A história de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fitermann, se esgotou em pouco mais de um mês e o pior foi o time de vilões criado pelo autor. Todos, sem exceção, se mostraram uns inúteis e pouco fizeram ao longo dos meses. 


Todo mundo sabe que a figura do vilão representa a movimentação do enredo de qualquer folhetim. As únicas histórias que não necessitam de figuras maquiavélicas para provocar viradas ou conflitos são aquelas em que os autores preferem colocar a 'vida' ou o cotidiano como obstáculo dos personagens, vide a talentosa Lícia Manzo, que prefere outro estilo de narrativa. Mas todo escritor que opta pelo DNA mais tradicional do folhetim utiliza as vilanias como artifício de reviravoltas. 

No caso da atual novela das seis, o autor fracassou em todos os seus supostos vilões. Marcelo Gouveia (José Loreto), Blandina (Luisa Arraes), Deodora (Debora Bloch) e Ariosto (Du Moscovis) foram de uma inutilidade sem precedentes. Todos passaram a novela inteira reclamando e se lamentando e nunca agiram, de fato, contra da família Leonel.

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Atual teledramaturgia da Globo vive uma de suas piores fases

 Os amantes de um bom folhetim estão enfrentando um período difícil. A criatividade parece cada vez mais escassa, as boas histórias estão ficando mais raras e a luz no fim do túnel não se mostra tão próxima. A maior prova é a fase da maior produtora de novelas do mundo. A Globo está em um de seus piores momentos no quesito teledramaturgia. As suas três novelas inéditas apresentam vários problemas visíveis e a baixa repercussão de todas elas é um reflexo do que vem sendo apresentado. 


Em um comparativo, "No Rancho Fundo" se mostra a melhor produção atual, apenas analisando o conjunto. Tem o melhor elenco, uma direção de qualidade e um texto rico. Coincidência ou não, é a única que está fazendo sucesso em relação aos números de audiência, embora a repercussão seja ínfima. No entanto, no quesito história, a trama se mostra tão limitada quanto as demais que estão no ar. O autor Mário Teixeira repete pela terceira vez os erros que cometeu em "O Tempo Não Para" e "Mar do Sertão", seus folhetins anteriores. O enredo da atual novela das seis se esgotou em pouco mais de um mês. O enriquecimento da família Leonel marcou uma grande virada, mas na prática nada mudou na trama e os poucos conflitos que existem andam em círculos. O telespectador pode se dar ao luxo de não assistir por umas duas semanas que não vai perder nada. O roteiro se sustenta pelos ótimos atores e algumas cenas ou esquetes aleatórias. Nada de relevante acontece.

Em "Família é Tudo", atual novela das sete, há mais movimentação no roteiro, mas Daniel Ortiz desperdiçou situações promissoras e as transformou em dramas rasos e sem qualquer lógica. Para culminar, a direção é desastrosa e tira o impacto de inúmeras cenas que deveriam ter uma dose a mais de impacto. As sequências de ação, por exemplo, são constrangedoras de tão ruins. O diretor Fred Mairynk já fez ótimos trabalhos e tem experiência de sobra, o que só reforça o estranhamento diante de resultados tão decepcionantes.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

"No Rancho Fundo" é repleta de gratas revelações e jovens talentos

A atual novela das seis escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman vem conquistando bons números de audiência. O público comprou a história de "No Rancho Fundo" e a trama tem muitas similaridades com "Mar do Sertão", até porque é uma continuação da bem-sucedida obra do mesmo autor, e a maior delas é a sustentação do enredo através do talento dos atores. Não há muitos acontecimentos na história, mas os intérpretes mantém o interesse pela produção. E são vários que merecem menção, mas é preciso dar um destaque especial aos novatos. 


Alguns atores estão em sua primeira novela, enquanto outros apenas em sua segunda obra televisiva. E todos se mostram seguros em cena, tanto os que protagonizam a história quanto os que interpretam personagens coadjuvantes ou até terciários. É verdade que a Globo vem apostando cada vez mais em profissionais mais jovens, deixando os mais experientes e veteranos de lado, o que é um absurdo. O etarismo é escancarado. Vários folhetins, como os outros dois que estão no ar, vêm pecando pelo destaque em cima de pessoas que ainda não estão prontas para interpretarem perfis com muito destaque. Isso inevitavelmente reflete na qualidade da produção. Mas não é o caso de "No Rancho Fundo". 

A preocupação na escolha de cada nome é perceptível e muitos vêm se destacando desde o começo, como é o caso dos protagonistas interpretados por Larissa Bocchino e Túlio Starling. Quinota e Artur formam um casal bonito de se ver e os atores estão muito bem em cena, adotando um tom naturalista em uma obra onde há tintas mais fortes em quase todos os núcleos.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Família Leonel enriqueceu, mas nada mudou em "No Rancho Fundo"

 A grande virada da atual novela das seis, escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fitermann, foi a descoberta da turmalina paraíba, o que provocou o enriquecimento da família protagonista que vivia em condições de pura miséria. Porém, "No Rancho Fundo" não apresentou qualquer alteração na história e o pior: parece até que o enredo acabou. 


Mário Teixeira sempre teve um grave problema no desenvolvimento de suas novelas. Seu texto é primoroso e dá gosto de ouvir os personagens proferindo tudo o que o autor escreve. Há uma riqueza nas palavras, o que tem sido ainda mais perceptível na atual produção. Mas é impressionante como todo folhetim seu perde a 'musculatura' após cerca de um mês de exibição. Foi assim em "O Tempo Não Para", "Mar do Sertão" e agora em "No Rancho Fundo". 

É verdade que na atual novela das seis houve uma preocupação do escritor em não correr muito com a história, que não acabou em duas semanas, como ocorreu com "Mar do Sertão". No entanto, a passagem de tempo provocou um banho de água fria no público que esperava ansiosamente para ver Zefa Leonel (Andrea Beltrão) finalmente vendendo a turmalina paraíba, após uma saga em busca de um comprador honesto que valorizasse a riqueza da pedra.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Valdineia Soriano fará falta em "No Rancho Fundo"

 A morte de Dona Manuela estava prevista na sinopse de "No Rancho Fundo" e a personagem surgiu em cena já demonstrando uma condição frágil de saúde. Seu desfecho não era surpresa para ninguém. Mas, ainda assim, é uma perda para o elenco da atual novela das seis da Globo. Valdineia Soriano se despediu da trama no capítulo desta segunda-feira (01/07) com uma bonita sequência. 


A atriz baiana é integrante do Bando de Teatro Olodum desde a formação do grupo, em 1990, e tem mais de 16 anos de carreira. Brilhante em "Ó Paí, Ó" (2007), como Maria, companheira de Reginaldo (Érico Brás), a intérprete também participou da continuação do filme --- "Ó Paí, Ó 2", em 2023 ---- e esteve em outras produções, como "Tim Maia" (2014), "Café com Canela" (2018) e "O Alecrim e o Sonho" (2023). 

Porém, mesmo com tantos anos de profissão, Valdineia fez sua estreia em novelas apenas no ano passado. O fenômeno "Vai na Fé", escrito por Rosane Svartman, contou com uma pequena participação da intérprete, que ganhou uma personagem que transbordava doçura: a Mãe Ana.

terça-feira, 11 de junho de 2024

Mariana Lima se destaca como Tia Salete em "No Rancho Fundo"

 Quando um ator ou atriz se sai bem interpretando algum tipo específico é natural que os autores passem a escalá-lo (a) sempre para o mesmo papel. Afinal, é mais seguro apostar no que já deu certo ao invés de escolher um novo caminho. E o que deveria ser positivo logo vira algo negativo para o intérprete que vai ficando cada vez mais estigmatizado. Por isso é tão bom ver Mariana Lima em "No Rancho Fundo", atual novela das seis da Globo. 


O autor Mário Teixeira e o diretor Allan Fiterman presentearam a atriz com um papel totalmente diferente de tudo o que ela já fez na carreira. Tia Salete é uma mulher amargurada, conservadora, fanática religiosa, defensora dos valores familiares, antiquada e ainda assim uma boa pessoa. Muito de sua frustração com a vida se deu por conta de um trauma no passado, quando foi abandonada pelo então noivo (Vespertino - Thardelly Lima), que tirou sua virgindade prometendo casamento e sumiu no mundo. 

A personagem é uma 'agregada' da família Leonel. Irmã de Zefa (Andrea Beltrão) e cunhada de Seu Tico (Alexandre Nero), sempre viveu na mesma humilde casa dos pais de Quinota (Larissa Bocchino), Zé Beltino (Igor Fortunato) e Juquinha (Tomás de França).

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Passagem de tempo prejudicou virada de "No Rancho Fundo"

 O início de "No Rancho Fundo" surpreendeu quem estava esperando uma correria desnecessária e um atropelo de acontecimentos, assim como aconteceu em "O Tempo Não Para" e "Mar do Sertão", ambas novelas de Mário Teixeira. O autor desta vez iniciou seu enredo de maneira calma e dinâmica, o que deixou o novo folhetim das seis gostoso de acompanhar. No entanto, uma passagem de tempo colocada no capítulo de sexta-feira passada, dia 17, provocou incômodo e desconfiança. 

Após um início merecedor de todos os elogios, não deu para entender a atitude do autor em jogar fora uma leva de acontecimentos importantes com o adiantamento da história em dez dias. A passagem de tempo se deu assim que Artur (Túlio Starling) e Quinota (Larissa Bocchino) encontraram toda a documentação necessária para provar que Zefa (Andrea Beltrão) e Tico Leonel (Alexandre Nero) são os donos da terra em que está localizada a gruta azul, que contém a turmalina paraíba que enriqueceu a família. 

A saga da matriarca vem sendo construída com habilidade por Mário e toda a sua dificuldade em conseguir vender a pedra, que lutou muito para encontrar na perigosa gruta, despertou a atenção. Portanto, era o momento de maior catarse a comemoração de toda a família e a nova etapa para a venda da turmalina paraíba. Mas a única cena mostrada foi um telefonema que Quinota deu para a mãe avisando acharam a papelada no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 25 de abril de 2024

"No Rancho Fundo" tem início menos corrido que "Mar do Sertão"

 Mário Teixeira foi chamado às pressas pela Globo para apresentar uma nova sinopse para a faixa das seis. Isso porque "O País de Alice", novela que Lícia Manzo preparava para o horário e já em processo de escalação, foi  cancelada de última hora pela cúpula da emissora por considerar o enredo elitista. E após o fiasco do remake de "Elas por Elas", o objetivo era reerguer a audiência com uma história de apelo popular. O autor, então, decidiu produzir uma espécie de continuação de "Mar do Sertão". E nasceu "No Rancho Fundo", que estreou segunda-feira passada, dia 15.


A novela sofreu uma avalanche de críticas nas redes sociais assim que seu material começou a ser divulgado e grande parte da indignação veio de nordestinos, que não aguentam mais se verem representados como miseráveis. As fotos da família central do enredo apresentavam os personagens sujos, com roupa maltrapilha e pele queimada do sol através de uma maquiagem bem evidente. A produção da trama sentiu o peso dos apontamentos do público e mudaram um pouco o figurino dos personagens, segundo matérias de vários sites de notícias. 

E dá para entender a revolta de parte das pessoas, afinal, esse tipo de abordagem é algo comum em se tratando de nordeste na ficção. São sempre cenários áridos, com pessoas de pouca condição financeira e uma aparência de seca por todo lado. Por mais que a desigualdade social no Brasil seja uma constante e ainda tenha muita gente passando sérias dificuldades (não é uma situação inverossímil), já passou um pouco da hora de mudar esse tipo de abordagem na teledramaturgia.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

"No Rancho Fundo": o que esperar da nova novela das seis?

 A Globo estreou nesta segunda-feira (15/04) a segunda continuação de uma novela sua. O primeiro caso foi com "Verdades Secretas 2", mas a trama de Walcyr Carrasco foi direcionada apenas para o Globoplay. O segundo foi com "Nos Tempos do Imperador", uma sequência de "Novo Mundo". Por mais que os responsáveis neguem, "No Rancho Fundo" é, sim, uma espécie de segunda parte de "Mar do Sertão", trama de sucesso exibida entre 2022 e 2023 na faixa das seis. Tanto que há uma aposta na produção por ser considerada algo mais 'seguro' para levantar os índices do horário, após o fracasso do remake de "Elas por Elas". 


A história tem todos os clichês que costumam funcionar e deram certo em "Mar do Sertão". Na beira do riacho, Quinota (Larissa Bocchino), moça de Lasca Fogo, um pequeno distrito fictício do Cariri, sonha em encontrar Marcelo Gouveia (José Loreto), que ela acredita ser seu grande amor. Enquanto Quinota nasceu e foi criada em meio às galinhas, Marcelo viveu em Lapão da Beirada, a parte urbana da região sertaneja. Dois universos distintos que se caracterizam pelo contraste, onde a cultura e as tradições se misturam e desempenham papel fundamental na identidade do sertão brasileiro. 

Criada e escrita por Mário Teixeira com direção artística de Allan Fiterman, "No Rancho Fundo" é uma comédia romântica contemporânea e narra a trajetória dos Leonel Limoeiro, conduzidos pelo braço forte e coração aberto da matriarca Zefa Leonel (Andrea Beltrão), a líder da família do interior que precisa lidar com o choque entre o lugar onde vivem e a cidade.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Tudo sobre a coletiva online de "No Rancho Fundo", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu nesta segunda-feira, dia 1º, a coletiva online de "No Rancho Fundo", a próxima novela das seis escrita por Mário Teixeira e dirigida por Allan Fiterman. Participaram o autor, o diretor e os atores Alexandre Nero, Andrea Beltrão, Mariana Lima, Larissa Bocchino, Túlio Starling, Welder Rodrigues, Titina Medeiros, Igor Jansen, Clara Moneke, Haroldo Guimarães, Rhaisa Batista, Eduardo Moscovis, Valdineia Soriano, Luisa Arraes, José Loreto, Iris Broken, Debora Bloch, Thardelly Lima, Leandro Daniel, entre outros. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Mário Teixeira explicou sua nova trama: "Essa novela é um retrato do Brasil e decidi fazer essa história a partir de uma família. Essa família representa muito bem um microcosmo da família brasileira. Os pais tiveram a grandeza de adotar várias crianças, o que é comum no nordeste. Esse elo familiar que a história tem com a realidade tem a ver com nosso sonho de ver as coisas dando certo. O diferencial dessa novela é que é uma produção das seis e a forma de contar. Esses arquétipos representam o nosso imaginário e são símbolos muito fortes. Os romances em si, apesar de serem mergulhos existenciais, todos eles se inserem no nosso imaginário. O que há em comum nas novelas é o amor, o ódio e a vontade de ser feliz. E em uma novela os atores são o diferencial. A ideia de trazer personagens de 'Mar do Sertão' surgiu junto com o Allan. Gosto de Balzac e ele faz isso: cruza perfis de uma história para outra. Essa é a melhor novela que já escrevi. São quase 30 páginas por dia e queria dizer que o processo está passando quase em branco para mim porque tem sido prazeroso demais". 

Allan Fiterman acrescentou: "Fico feliz em fazer essa novela de novo com o Mário. A família principal é a mais simples da novela e a mais rica em valores. Vamos ver essa família seguindo junto e transcendendo da pobreza para a riqueza. Apesar de termos dez personagens de 'Mar do Sertão' é uma história totalmente nova.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

O que a televisão e o streaming reservam para o telespectador em 2024?

 O novo ano acabou de começar e o mundo do entretenimento está prometendo várias produções ao longo dos meses, tanto na televisão quanto no streaming. Aliás, Netflix e HBO Max lançarão suas primeiras novelas no mercado, enquanto o Globoplay estranhamente adiou a trama "Guerreiros do Sol" para 2025 e, até então, ficará sem um folhetim exclusivo. Enfim, vamos logo para a lista do que virá em 2024. 




"BBB 24": 

Após o completo fiasco do "BBB 23", a missão de Boninho é fazer uma temporada minimamente melhor. É verdade que ser pior que o do ano passado é quase impossível, mas ainda assim é um desafio dos grandes. E todas as notícias até agora sobre as 'novidades' da edição são desanimadoras. A história de fazer uma média com votos por CPF e outra tradicional parece mais um golpe de marketing porque no final das contas não deve interferir em nada o resultado final dos paredões. E todas as demais notícias são apenas situações que sempre ocorrem no "Big Brother Brasil". Já o anúncio de 26 participantes assusta... Resta aguardar. 



"Renascer": 

O remake da obra-prima de Benedito Ruy Barbosa. É assim que a Globo tem anunciado a nova versão do sucesso do autor de 1993. Adaptada por Bruno Luperi, a novela estreia no dia 22 de janeiro e tem a missão de manter ou elevar os bons índices deixados por "Terra e Paixão". A primeira fase, protagonizada por Humberto Carrão na pele de José Inocêncio, terá 13 capítulos e será mais longa que a exibida há 31 anos. O elenco terá Marcos Palmeira vivendo o protagonista, assim como ocorreu no remake de "Pantanal", e nomes como Juliana Paes em uma luxuosa participação como Jacutinga, Theresa Fonseca, Juan Paiva, Rodrigo Simas, Sophie Charlotte, Almir Sater, Irandhir Santos, Marcelo Mello Jr, Vadimir Brichta, entre outros.