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quarta-feira, 25 de junho de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Êta Mundo Melhor!", a próxima novela das seis

 A Globo promoveu no dia 11 de junho, uma quarta-feira, a segunda coletiva online de "Êta Mundo Melhor!", a próxima novela das seis, escrita por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson. Participaram o autor Mauro e os atores Sérgio Guizé, Anderson Di Rizzi, Castorine, Rosane Gofman, Betty Gofman, Elizabeth Savalla, Jeniffer Nascimento, Dhu Moraes, Miguel Rômulo, Marcelo Argenta, Luis Miranda, Cristiane Amorim, Duio Botta, Fábio de Luca, Cecília Beraba, Bruno de Mello, Gabriel Canella, Milena Paiva e Ary Fontoura. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.

Nivea Maria não escondeu a sua animação: "A gente sempre tenta chegar no coração de quem está assistindo e hoje em dia é mais difícil porque as pessoas estão vendo menos televisão. Então é um desafio conquistar as pessoas e pra mim é uma responsabilidade nesse anos todos de carreira que eu tenho. A gente está com uma missão de continuar com o público da atual novela das seis que está fazendo sucesso. E parece que to começando de novo. Eu, como veterana, vejo a raiz da teledramaturgia brasileira com esse elenco. Não tem aquela visão de celebridade, enfim, tem um elenco de peso. A TV Globo está tendo muita sorte. E há uma representatividade dos personagens dentro da sociedade brasileira. A Margarida é uma mulher forte e liberal que tem um passado de guerreira e vai se encaixar muito nesse universo que o Walcyr criou. As pessoas vão se identificar com ela".

Dhu Moraes falou sobre o seu retorno ao folhetim: "Quando fui convidada para a novela eu tive uma felicidade só. Voltar a dar vida a Manuela é um presente dos Deuses. É uma novela muito prazerosa. Jeniffer era uma menina na outra novela e fazia muita troca com ela.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Com proposta ousada e trama clássica, "Além do Tempo" foi a melhor novela de Elizabeth Jhin

Após ter escrito três folhetins na faixa das seis (a boa "Eterna Magia", a irregular "Escrito nas Estrelas" e a fraca "Amor Eterno Amor"), Elizabeth Jhin fechou o ciclo de sua quarta e melhor novela até agora. "Além do Tempo" chegou ao fim nesta sexta-feira (15/01), apresentando um desfecho lindo, onde todos os personagens confraternizaram em uma bela festa, com todos felizes e evoluídos, após tantos sofrimentos e mágoas. A trama, dirigida com competência por Rogério Gomes e Pedro Vasconcelos, foi excelente e conseguiu substituir a primorosa "Sete Vidas" da melhor forma possível, mantendo a qualidade do horário e obtendo uma média geral de 20 pontos (um a mais que a anterior).


A história era baseada na reencarnação, abordando o espiritismo, tema que a autora já havia retratado em suas duas novelas anteriores. O enredo se tratava de um dramalhão clássico, onde todos os clichês folhetinescos eram usados sem qualquer vergonha. Porém, Elizabeth ousou e entrou para a história da teledramaturgia contando sua trama em duas fases distintas, onde cada uma teve início, meio e fim. A primeira foi ambientada no século XIX, por volta de 1895, e a outra contada em 2015, com todos os perfis reencarnados, com os mesmos nomes, em uma cidade fictícia do Sul. Nunca antes um folhetim sobre vidas passadas havia apresentado o roteiro dessa forma inovadora.

Foi uma novela 'duas em uma'. Uma de época, com desenvolvimento impecável, figurino caprichado e enredo envolvente. E outra contemporânea, com um início um pouco lento, cuja quebra de ritmo pôde ser claramente sentida, mas que ganhou fôlego perto da reta final, conseguindo se mostrar tão atrativa quanto a anterior.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A nova fase de "Além do Tempo"

A impecável primeira fase de "Além do Tempo" chegou ao fim no dia 21 de outubro, depois de dois adiamentos ---- um no começo da trama, com uma extensão de mais 20 capítulos (acabaria por volta do 65 e foi até o 87), e outro perto do desfecho, tendo o encerramento prolongado em um dia. Portanto, após uma longa e elogiada jornada, o século XIX saiu de cena, cedendo lugar ao ano de 2015, em pleno século XXI. E o que se vê, como já era de se esperar, é uma nova novela.


Elizabeth Jhin ousou ao produzir dois folhetins em um e a atitude corajosa da autora fica clara no começo da segunda fase, iniciada após um final trágico da primeira, onde Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) morreram juntos e Melissa (Paolla Oliveira) acabou assassinada por Pedro (Emílio Dantas). A primeira imagem já despertou curiosidade pela nova saga, uma vez que mostrou os mocinhos se olhando em uma estação de metrô, como costuma ocorrer em filmes românticos, simbolizando ainda o amor além da vida.

E a estratégia de ir apresentando as demais tramas aos poucos, priorizando neste início as explicações para os novos arranjos familiares, foi inteligente. Até porque realmente a mudança brusca foi sentida e era inevitável. Difícil não sentir falta do requinte da trama de época, dos linguajares, dos figurinos, enfim...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

"Além do Tempo" finaliza a primeira fase de forma primorosa e inicia um novo ciclo promissor

A primeira fase de "Além do Tempo" durou praticamente quatro meses e teve 87 capítulos. Após muitas semanas de história ambientada no século XIX, agora o folhetim migra para 2015, após uma passagem de 150 anos ---- na verdade uma cronologia controversa em virtude do ano da fase recém-encerrada (ao que tudo indica, por volta de 1895, ou seja, a passagem é de 120 anos). E a primeira 'etapa' da trama cumpriu sua missão com louvor, foi estendida em virtude da boa aceitação, e apresentou momentos finais primorosos.


Elizabeth Jhin foi muito corajosa e pela primeira vez na teledramaturgia foi apresentado para o público toda uma saga de personagens que reencarnam juntos e têm suas vidas novamente cruzadas séculos depois. A situação, analisada friamente, é absurda até mesmo na doutrina espírita, pois é inconcebível um 'renascimento grupal'. Entretanto, a licença poética ---- que inclui no caso até mesmo a permanência dos nomes dos personagens ---- é mais do que bem-vinda, até mesmo em virtude da ousadia da autora.

Todos os folhetins que abordam o tema da reencarnação e vidas passadas utilizam dos conhecidos flashbacks para detalhar as histórias, inseridos ao longo dos meses de trama. A própria Elizabeth fez isso no sucesso "Escrito nas Estrelas" e na fraca "Amor Eterno Amor". Mas, agora, o telespectador pôde acompanhar um enredo com começo, meio e fim. Ou seja, "Além do Tempo" representa duas novelas em uma, proposta arriscada e inovadora.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O merecido destaque de Nívea Maria em "Além do Tempo"

Ela estava há cinco anos sem uma personagem à sua altura na televisão. Seu último perfil de destaque até então havia sido a enigmática Margarida, da excepcional série "A Cura", em 2010. Nívea Maria é uma profissional com mais de 60 produções no currículo, desde que começou a atuar, aos 17 anos. Hoje, com 68, a atriz brilha na pele da amargurada Zilda, em "Além do Tempo", mostrando que não está há tanto tempo na profissão por mero acaso.


A governanta é o braço direito da poderosa Condessa Vitória (Irene Ravache) e cumpre absolutamente todas as ordens da sua patroa, a quem venera. Ela também sabe de todos os segredos que envolvem a mãe do Conde Bernardo (Felipe Camargo). E ainda tem um filho, Afonso (Caio Paduan), com quem sempre está discutindo por excesso de 'proteção' e medo de ver o único herdeiro envolvido com Anita (Letícia Persiles), uma mera empregada. Amargurada, a sombria mulher está o tempo todo de cara amarrada e nunca deu um sorriso sequer. 

Constantemente humilhada pela Condessa, a personagem desconta tudo o que tem que engolir a seco nos empregados, repassando para eles a avalanche de menosprezo que recebe de Vitória. Para culminar, a governanta se viu obrigada a aceitar a entrada de Lívia (Alinne Moraes) na mansão, que virou a queridinha da toda poderosa, despertando imediatamente o ciúme e a inveja da mãe de Afonso.