Mostrando postagens com marcador Izabel de Oliveira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Izabel de Oliveira. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

"Coração Acelerado" provou que uma pesquisa de opinião não é suficiente para criar uma boa novela

 A novela Coração Acelerado, escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, chegou ao fim nesta sexta-feira (14/08) deixando a sensação de uma oportunidade desperdiçada. Desenvolvida a partir da pesquisa de opinião e comportamento “Brasil no Espelho”, realizada pela Quaest a pedido da emissora para mapear o perfil do público brasileiro, a trama foi pensada para reunir personagens jovens, o universo da música sertaneja e um forte tom de brasilidade. A estratégia era criar uma história capaz de conversar diretamente com o público. O problema é que nenhuma pesquisa consegue substituir o principal elemento de uma novela: uma boa história.


O fracasso de audiência, repercussão e crítica mostrou justamente isso. As autoras não conseguiram construir uma estrutura narrativa minimamente sólida, capaz de prender o interesse do público e desenvolver conflitos consistentes ao longo dos meses. Pelo contrário: o principal fiapo de enredo, o amor de infância entre João Raul (Filipe Bragança) e Agrado (Isadora Cruz), foi praticamente solucionado na primeira semana, com o reencontro dos mocinhos e a imediata formação do casal, sem qualquer construção elaborada.

Foi impossível torcer por eles diante de uma relação de infância tão frágil, que parecia ter se resumido a uma conversa de cinco minutos. Agrado ainda escondia sua verdadeira identidade de João Raul, mas isso pouco importava, já que os dois ficaram juntos logo de cara.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Romance de Laurinha e Esteban nasce em meio ao maior equívoco de "Coração Acelerado"

 Primeiramente, é importante ressaltar que esta crítica em nada diz respeito ao excelente trabalho de Kamila Amorim, que é uma grata revelação de "Coração Acelerado", e Diego Martins, que está ótimo como Esteban. O problema está em todo o enredo que vem sendo desenvolvido em torno de Laurinha.


Os personagens começaram a novela sendo os braços direitos da vilãzinha Naiane (Isabelle Drummond). Os dois formavam uma dupla deliciosa e completavam muito bem o trio com a vilã. No entanto, foram desaparecendo ao longo da trama e perdendo importância. Naiane passou a agir sem qualquer necessidade de tê-los por perto.

O único conflito minimamente relevante envolvendo os dois aconteceu quando Esteban fingiu ser um estilista fictício para poder criar suas obras para Janete (Letícia Spiller), enquanto trabalhava oficialmente para Zilá (Leandra Leal),

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Caderno de ervas vira roteirista e expõe pobreza narrativa de "Coração Acelerado"

 A atual novela das sete de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, transformou as poções, chás e combinações de ervas em um dos principais motores de sua narrativa. O problema não é a existência desse elemento fantástico em si, mas a insistência em recorrer a ele para provocar praticamente qualquer reviravolta importante da história, dirigida por Carlos Araújo e a um mês de seu final na Globo.

Curiosamente, Izabel de Oliveira já havia utilizado um recurso semelhante no sucesso "Cheias de Charme" (2012), escrita em parceria com Filipe Miguez. Na ocasião, o famoso chá de ferragoela foi usado pelas vilãs Chayene (Cláudia Abreu) e Socorro (contra as Empreguetes, mas acabou sendo tomado pelas próprias vilãs. A situação era pontual, divertida e coerente com o tom farsesco da novela. Funcionava justamente por ser uma exceção, e não uma muleta narrativa.

Em Coração Acelerado, porém, o expediente virou regra. Logo no início da trama, Naiane (Isabelle Drummond) tenta usar o próprio ferragoela para prejudicar Ana Castela, mas acaba ingerindo a bebida.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

"Coração Acelerado" tem início acelerado demais

 O início de "Coração Acelerado", nova novela das sete da Globo, escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, chama atenção menos pelo impacto emocional que promete e mais pela pressa com que tenta chegar a ele. Em seus primeiros capítulos, a trama parece correr contra o relógio, atropelando acontecimentos que, em outra circunstância, pediriam tempo para amadurecer e envolver o público.


Há uma clara sensação de excesso: conflitos surgem e se resolvem rapidamente, personagens são apresentados sem o devido respiro, e pequenas viradas acontecem antes mesmo de o telespectador conseguir compreender plenamente as motivações em jogo. O resultado é uma narrativa fragmentada, que dá a impressão de ainda estar se procurando, sem uma estrutura sólida que organize os eventos de forma orgânica.

O romance dos mocinhos, Agrado (Isadora Cruz) e João Raul (Filipe Bragança), elemento central de qualquer novela, sofre especialmente com essa aceleração. A relação é empurrada goela abaixo do público, sem a construção emocional necessária para gerar identificação ou torcida.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

"Coração Acelerado": o que esperar da nova novela das sete?

 Toda música sertaneja parece roteiro de novela. Há sempre um romance complicado, uma dose de sofrência, uma pitada de humor e, claro, muita emoção. É a partir dessa premissa que nasce a nova novela das sete da TV Globo, ‘Coração Acelerado’. Criada e escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, com direção artística de Carlos Araújo, a obra é uma comédia romântica musical, e estreou dia 12 de janeiro com uma proposta ousada: transformar o universo sertanejo em palco para uma história de amor, identidade e potência feminina.


A obra aborda a força das mulheres no universo da música sertaneja a partir da vida de Agrado Garcia (Isadora Cruz/Rafa Justus), uma cantora e compositora talentosa que batalha para conquistar uma carreira de sucesso. Criada na caravana de sua madrinha, onde a mãe se apresentava com outros cantores pelo interior do Brasil, a jovem cresceu embalada pelas canções de Marília Mendonça, Maiara e Maraísa, Simone e Simaria e outras cantoras que explodiram nas paradas musicais, despontando em um universo até então dominado por homens.

Quando criança, no concurso de uma rádio do interior de Goiás, Agrado conhece João Raul (Filipe Bragança/ Rafael Rara), um menino que, assim como ela, sonha em ser cantor. Os dois decidem apresentar juntos uma composição de Agrado, mas imprevistos os separam e provocam um desencontro que faz com que fiquem anos sem se ver.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Coração Acelerado", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu, em 9 de dezembro do ano passado, a primeira coletiva virtual de "Coração Acelerado", a próxima novela das sete, escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento. Participaram as autoras e os atores Gabriel Godoy, Ramille, Luiz Henrique Nogueira, Leandra Leal, Isabelle Drummond, Nina Baiocchi, Guito, Marcos Caruso, Nathalia Cruz, entre outros. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.


Izabel de Oliveira falou da ideia da trama: "A ideia de fazer uma novela sertaneja começou em 2019, quando o feminejo tava bombando E já nessa época tinha mudado a comunicação com o público.. As festas de rodeio ganharam importância E quando entregamos a proposta da Globo isso tudo tinha aumentando ainda mais. E nosso trio amoroso da Naiane, João Raul e Agrado é invadido pelas narrativas fakes, algo muito atual também. A gente viu muitas histórias semelhantes e fomos botando na trama. O empoderamento feminino é o tema mais forte. Eu e Maria Helena conhecemos em Goiás muitas mulheres trabalhadoras, não necessariamente no mundo da música". 

Maria Helena Nascimento complementou: "As pessoas que conhecemos cuidavam da família e todas focadas no trabalho, muito batalhadoras. A gente aborda um pouco a vida real em contraste com a vida midiática. As pessoas têm um embate entre a verdade e a mentira das redes. Os artistas da novela se cansam da superexposição e da força que as mentiras ganham". 

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

"Cheias de Charme" é uma delícia de novela, mas perde o fôlego pelo caminho

 "Cheias de Charme" foi um dos maiores fenômenos da Globo. A novela que marcou a estreia de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira como autores fez um baita sucesso em 2012, recebeu uma avalanche de elogios, tanto de público quanto da crítica, e sua repercussão foi a melhor possível. Até hoje é lembrada com carinho. Sua primeira reprise foi exibida entre 2016 e 2017 no "Vale a Pena Ver de Novo" e a segunda reexibição entrou na faixa chamada de 'especial' da emissora --- pertencente ao extinto "Vídeo Show" --- em março deste ano, chegando ao fim nesta sexta.


A novela, dirigida por Denise Saraceni, foi uma trama colorida, recheada de personagens carismáticos e soube utilizar a internet a seu favor, fazendo da dita 'concorrente' da televisão uma aliada poderosa. O clipe 'Vida de Empreguete' foi colocado no site da novela ao mesmo tempo que 'vazou' na história e o resultado foi simplesmente mais de doze milhões de acessos, em uma época onde o termo chamado 'transmídia' ainda era novidade. A própria Globo não tinha muita familiaridade com o uso de redes sociais e os sites das novelas eram precários. O Gshow nem existia. A produção inaugurou uma nova era para a empresa e deu muito certo. As músicas 'Vida de Empreguete', 'Maria Brasileira', 'Xote da Brabuleta', entre outras, fizeram sucesso dentro e fora da ficção.

A saga de Cida (Isabelle Drummond), Rosário (Leandra Leal) e Penha (Taís Araújo) caiu na boca do povo. Os autores souberam aproveitar os programas da emissora e as empreguetes se apresentaram em quase todas as atrações da casa --- "Domingão do Faustão", "Mais Você" e "Encontro com Fátima Bernardes" foram alguns deles. Ainda na mistura de ficção e realidade, no último capítulo, Cida lançou um livro baseado nos contos do seu diário e a obra também foi vendida em todas as livrarias do país, em uma época em que as lojas físicas não eram ameaçadas pelo mercado online.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Repleta de tramas bobas, "Verão 90" foi uma novela descartável

Izabel de Oliveira e Paula Amaral vinham de dois extremos. As autoras experimentaram o sucesso com o fenômeno "Cheias de Charme", em 2012, e enfrentaram o imenso fracasso com "Geração Brasil" (2014) --- até hoje a pior audiência da faixa das 19h. Izabel, no caso dividiu a autoria das duas tramas com Filipe Miguez. Paula era colaboradora de ambas. Agora experimentaram um trabalho realmente juntas com "Verão 90", que chegou ao fim nesta sexta-feira (26/07). E infelizmente o saldo não foi nada positivo.


É verdade que para a Globo não houve problema algum. Afinal, a novela teve uma boa audiência, embora tenha passado longe de um fenômeno. A média geral foi de 26 pontos, a mesma de "Deus Salve o Rei" e "Rock Story", dois folhetins com desempenhos medianos em nível de repercussão. Mas ultrapassou a média de "O Tempo Não Para", que a antecedeu, em dois pontos. Pena que os números não refletiram a qualidade da produção. A dupla apelou para o saudosismo do público através de referências aos anos 90 (muitas delas equivocadas e mais propícias aos anos 80, vale lembrar) com o intuito de disfarçar a ausência de enredo.

"Verão 90" iniciou apresentando a história de três crianças que fizeram um imenso sucesso com o grupo "Patotinha Mágica" e acabaram se separando por brigas familiares. O trio central era Manuzita (Isabelle Drummnd), João (Rafael Vitti) e Jerônimo (Jesuíta Barbosa). João e Manu sempre foram apaixonados, enquanto Jerônimo tinha sérios desvios de caráter e nutria uma inveja do irmão. A premissa do folhetim era essa, mas as autoras não conseguiram sustentar o contexto nem por um mês.

terça-feira, 23 de abril de 2019

"Verão 90" é uma novela sem história

A atual novela das sete da Globo está há quase três meses no ar. "Verão 90" estreou com uma avalanche de nostalgia através de várias imagens de shows e costumes dos anos 90. Quem era criança ou adolescente na época tem um carinho especial, embora uma parcela dos 'adultos' (ou maduros) daquele tempo despreze um pouco esse conjunto em virtude da moda mais cafona e dos exageros. Porém, Izabel de Oliveira e Paula Amaral não podiam se apoiar apenas no contexto para contar uma história. Era preciso enredo também. E, infelizmente, o que tem sido visto é uma ausência de história.


Logo no primeiro capítulo ficou perceptível uma correria das autoras. A primeira fase, com o trio  protagonista ainda na infância (na década de 80 em uma clima inspirado no auge do "Balão Mágico"), durou apenas um bloco e logo a trama migrou para 1990. A pressa resultou na construção rasa do romance dos mocinhos, Manu (Isabelle Drummond) e João (Rafael Vitti). O próprio conflito em torno do término traumático da Patotinha Mágica soou raso para quase seis meses de folhetim.

No entanto, Izabel e Paula tinham uma carta na manga: a armação de Jerônimo (Jesuíta Barbosa) para incriminar João pela morte acidental de Nicole (Bárbara França) e com isso conseguir se infiltrar na poderosa família Ferreira Lima.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

"Verão 90" tem estreia nostálgica e corrida

A novela que mesclou passado e presente através de uma família de 1886 descongelada em 2018 saiu de cena. Agora o intuito da Globo é apresentar um folhetim que vai mexer com a memória afetiva do público relembrando moda, músicas e costumes dos anos 90, período nunca antes abordado em uma trama. Afinal, é uma época nem tão distante assim e muitas histórias clássicas, como o remake de "Mulheres de Areia" (1993), "Quatro por Quatro" (1994) e "A Próxima Vítima" (1995), foram exibidas naquela década. "Verão 90", dirigida por Jorge Fernando, é uma produção claramente nostálgica.


Escrita por Izabel de Oliveira e Paula Amaral (que trabalharam juntas com Filipe Miguez no fenômeno "Cheias de Charme" e no fracasso "Geração Brasil"), a nova história das sete traz João (João Bravo/Rafael Vitti), Manuzita (Melissa Nóbrega/Isabelle Drummond) e Jerônimo (Diogo Caruso/Jesuíta Barbosa) como protagonistas. O trio estourou como a Patotinha Mágica, grupo infantil que era febre nos anos 80 e se apresentava em vários programas. No entanto, tudo naufragou por conta de um escândalo (João desmaiou no palco e a mãe foi acusada de negligência) e cada um seguiu seu rumo. É a partir dessa nova ''saga'' que o folhetim se inicia de fato. 

A estreia teve como principal objetivo prender o público através de várias imagens de programas dos anos 80/90 e músicas de sucesso que até hoje se mantêm na memória do espectador. "Batman & Robin" e "Cassino do Chacrinha", por exemplo, marcaram presença, assim como canções icônicas, vide "Do Leme ao Pontal", "Freak Le Boom Boom" e "Nós vamos invadir sua praia".

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

"Verão 90": o que esperar da próxima novela das sete?

A substituta de "O Tempo Não Para" terá uma linguagem parecida com a trama de Mário Teixeira: muita comédia e situações voltadas para um clima leve. No entanto, a história de "Verão 90" será bem mais musical e a trilha sonora promete ser uma personagem à parte. O grande atrativo das primeiras chamadas, inclusive, é a seleção repleta de músicas que marcaram os anos 90 e até hoje mexem com quem viveu um tempo não tão distante assim. É até estranho chamar um enredo ambientado em 1993 como "de época".


Escrita por Izabel de Oliveira e Paula Amaral, a história, dirigida por Jorge Fernando, vai trazer como protagonistas o trio João (João Bravo/Rafael Vitti), Manuzita (Melissa Nóbrega/Isabelle Drummond) e Jerônimo (Diogo Caruso/Jesuíta Barbosa). O grupo infantil Patotinha Mágica (claramente inspirado nos icônicos "Balão Mágico" e "Trem da Alegria") fará muito sucesso nos anos 80 e, com a separação, os três voltam a se encontrar somente nos anos 90, já adultos e com muitos sentimentos mal resolvidos. O enredo se baseia na trajetória desses três personagens, que formarão um triângulo amoroso com direito a mocinhos e um vilão.

Na infância, Manuzita era a menina mais amada do Brasil. E quando os irmãos Guerreiro, João e Jerônimo, se juntaram a ela, a "Patotinha Mágica" virou sinônimo de sucesso. Mas aquele sonho não durou muito e o fim do grupo se deu em meados dos anos 80. Já em 1990, João é um universitário que comanda um programa de rádio para o público jovem.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Tudo sobre a primeira apresentação de "Verão 90", próxima novela das sete

A primeira coletiva para a apresentação de "Verão 90", próxima novela das sete da Globo, que estreia no final de janeiro de 2019, foi realizada na última sexta-feira (30/11), em um hotel no Leblon, Rio de Janeiro. As autoras Izabel de Oliveira e Paula Amaral estiveram presentes, assim como os diretores Jorge Fernando e Marcelo Zambelli, e os atores Isabelle Drummond, Rafael Vitti, Jesuíta Barbosa, Cláudia Raia e Dira Paes.


O apresentador Zeca Camargo também participou, mas apenas para contar um pouco sobre os anos 90, época do auge da MTV, onde esteve presente por muitos anos. Como o novo folhetim terá a década de 90 como ambiente para o enredo e focará bastante no meio musical, a presença de Zeca fez bastante sentido. Fui um dos convidados da coletiva e a animação pelo projeto era visível no rosto de todos. A expectativa é alta e realmente parece que teremos uma boa novela logo no início do ano que vem.

O diretor Jorge Fernando fez questão de descontrair os convidados e mostrou que está plenamente recuperado do AVC que sofreu há dois anos. Os colegas também fizeram questão de homenageá-lo em vários momentos. Ele, aliás, deixou claro que o intuito da novela é brincar com os anos 90 e não fazer um retrato fiel do período.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Canal Viva relembra a época da Vagabanda e acerta ao reprisar uma das melhores temporadas de "Malhação"

A décima primeira temporada de "Malhação" é até hoje uma das mais lembradas. Isso porque foi a fase de maior sucesso do seriado adolescente, chegando a alcançar 42 pontos de média, índice que hoje em dia nem novela das nove tem conseguido. Exibida entre 19 de janeiro de 2004 e 14 de janeiro de 2005, a trama de Paula Amaral, Ricardo Hoftetter e Izabel de Oliveira, dirigida por Roberto Vaz e Mário Márcio Bandarra, marcou época. Portanto, nada mais acertado do que o Viva reprisá-la ---- o canal a cabo, da Globosat, vem exibindo a história desde outubro de 2015, substituindo a décima temporada (ou seja, seguindo a ordem normal da série).


O enredo central não fica devendo aos bons folhetins. Tem muito drama, música e um toque de humor. A trama gira em torno do romance de Gustavo (Guilherme Berenguer) e Letícia (Juliana Didone), onde o principal empecilho da relação é justamente uma situação complicada: o rapaz se envolveu em uma brincadeira perigosa, que resultou no grave acidente de Fabrício (Pedro Necerssian), menino que entra em coma após uma queda provocada pelo empurrão de Catraca (João Velho). A questão é que o irmão de Letícia (Cadu - Bruno Ferrari) também estava no grupo e só ele foi para a cadeia, justamente por ser o mais pobre. Gustavo escapa da prisão graças ao pai, um influente advogado (Marcelo - Eduardo Lago), e tem a pena revertida em serviços comunitários.

O casal ainda precisa lidar com as armações de Catraca e Natasha (Marjorie Estiano), integrantes da banda de Gustavo: a inesquecível Vagabanda. Aliás, essa foi a primeira temporada de "Malhação" que contou com uma banda e deu tão certo que acabou virando rotina as próximas fases também contarem com grupos musicais. No entanto, nenhum outro chegou perto do sucesso e repercussão do trio.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Elenco subaproveitado, história equivocada e perda de rumo marcaram "Geração Brasil"

Após o sucesso de "Cheias de Charme", Filipe Miguez e Izabel de Oliveira amargaram um grande fracasso com "Geração Brasil", novela que chegou ao fim nesta sexta-feira (31/10) de forma decepcionante e sem cumprir tudo o que havia prometido em seu primeiro mês de exibição. Cercada de expectativas, a trama decepcionou, entrou para a lista das piores do horário das sete e impressionou a forma como a história foi se perdendo ao longo dos meses.


A segunda novela da dupla de autores parecia promissora e a estreia foi em grande estilo, com um capítulo engraçado, história interessante, grande elenco e repleta de personagens populares. E esta boa primeira impressão foi mantida nas primeiras semanas. A ideia de apresentar um enredo que tinha tecnologia como tema central era arriscada (vide o fracasso de "Tempos Modernos"), mas os núcleos cômicos atraentes e o drama central convincente faziam uma boa mescla com o mundo dos computadores.

No entanto, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, mirando no êxito da mistura de ficção com internet de "Cheias de Charme", se preocuparam mais em focar na interação com o público do que com a história. O concurso feito logo no começo da trama para a escolha do novo Jonas Marra tinha o objetivo de mesclar reality show com teledramaturgia e inicialmente funcionou.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"Geração Brasil": um equívoco de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira

Em plena reta final (outubro é seu último mês de exibição), "Geração Brasil" se encaminha para um desfecho tão desinteressante quanto foi a novela. O desenvolvimento dos personagens, a construção equivocada dos casais e falta de uma boa história foram alguns dos problemas que não conseguiram ser solucionados ao longo da trama, ainda que os autores tenham tentado consertar. Perto do fim, o roteiro segue incapaz de apresentar algo que desperte atenção do público.


A novela se perdeu quando ficou evidente que não havia um fio condutor ou uma trama que prendesse o telespectador. A preocupação exagerada em misturar teledramaturgia com interatividade aniquilou o folhetim, enquanto que o desenvolvimento dos pares românticos foi feita de forma totalmente equivocada e superficial. O resultado deste erro ficou mais evidente após a Copa do Mundo, quando a 'desculpa' ----- em relação ao evento esportivo atrapalhar a condução da história ----não pôde ser mais usada.

Agora, em suas últimas semanas, "Geração Brasil" nem parece mais aquela novela que empolgou e divertiu no primeiro mês. Após Jonas Marra (Murilo Benício) perder o império da tecnologia que havia conquistado, o empresário foi morar com a mãe (Gláucia - Renata Sorrah) no subúrbio, enquanto que Herval (Ricardo Tozzi) ri de sua desgraça.

terça-feira, 29 de julho de 2014

"Geração Brasil": uma novela com muito concurso e pouca história

Acabou a Copa do Mundo e a novela já está praticamente na metade. Não há mais desculpa. "Geração Brasil", infelizmente, não conseguiu se sustentar por muito tempo. Após uma estreia empolgante, a trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira começou a apresentar claros problemas no enredo, ou melhor, na falta dele. E à medida que os capítulos foram sendo exibidos, principalmente depois do período conturbado da Copa, foi possível constatar que há história de menos e concursos demais.


Isso porque até agora não houve uma trama ou um conflito que prenda a atenção do telespectador. O único personagem que apresenta algum drama é Jonas Marra (Murilo Benício). O protagonista é uma espécie de Steve Jobs brasileiro, construiu um império da tecnologia e descobriu que tem um aneurisma inoperável que pode matá-lo a qualquer momento. Porém, o personagem não se desenvolve e fica preso a situações repetitivas, como suas eternas discussões com a mãe (Gláucia Beatriz - Renata Sorrah) e idas e vindas com Pâmela (Cláudia Abreu), por exemplo.

Já os demais personagens (e são muitos, pois é elenco é grande) ficam soltos na novela, sem muita função. Manuela (Chandelly Braz) e Davi (Humberto Carrão) formam o casal protagonista mas não há conflitos na relação e nada que desperte algum interesse. Megan (Isabelle Drummond) tem como única função correr atrás de Davi e provocar sua rival.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que há de errado em "Geração Brasil" ?

As chamadas de "Geração Brasil" prometiam uma ótima novela das sete. Os autores de "Cheias de Charme" pareciam inspirados com a nova trama e a expectativa para a estreia era alta. O primeiro capítulo honrou toda a espera: repleta de personagens populares, mostrando o mundo da tecnologia e se aproveitando do mundo digital que está em voga, o folhetim parecia promissor. Mas após umas duas semanas, os problemas já começaram a surgir.


Prejudicada pela Copa do Mundo, a novela precisou ficar uns dias fora do ar. Para resolver a questão, os autores foram muito criativos: criaram o reality Geração Brasil, para promover o sucessor do grande empresário Jonas Marra (Murilo Benício). Entretanto, até o reality começar, a novela ficou claramente enrolando a história. Mas quando a competição se iniciou, a impressão era de que a trama ia começar de fato, até porque o folhetim começou sendo contado no tempo passado e a partir de então tinha chegado no presente.

Entretanto, o reality show, que começou divertido, ficou cansativo e desinteressante. Já com esta fase fraca, a história precisou de uma pausa para a Copa e novamente Filipe Miguez e Izabel de Oliveira mostraram criatividade para o período de ausência da obra: fizeram Manu (Chandelly Braz) e Davi (Humberto Carrão) lançarem um desafio diário para o público através do aplicativo 'Filma-e', onde o telespectador

sábado, 31 de maio de 2014

Reality marca o verdadeiro início da história de "Geração Brasil"

A estreia de "Geração Brasil" foi promissora e até agora a novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira tem seguido um caminho interessante. Os capítulos começaram exibindo para o telespectador tudo o que aconteceu antes do concurso 'Geração Brasil'. Ou seja, os autores resolveram apresentar o prólogo da história 'voltando ao passado', aproveitando uma característica cada vez mais comum em produções da Globo. E a novela iniciou de fato quando Jonas Marra (Murilo Benício) anunciou os selecionados para o reality que escolherá seu sucessor na Marra Brasil.


A seleção foi feita justamente através de um desafio, onde os hackers teriam que quebrar um sistema de segurança e invadir o site do empresário, provando que entendem tudo de computação e tecnologia. Os dez primeiros que conseguiram foram selecionados para um reality show, onde terão que passar por provas, até restar um, que será o vencedor, assumindo uma posição de destaque na empresa. Toda esta situação serviu para centralizar o tema da novela e ainda inserir Davi (Humberto Carrão) no núcleo principal, provocando um encontro com o poderoso Jonas, além de causar uma aproximação com seus dois pares românticos: Manu (Chandelly Braz) e Megan (Isabelle Drummond). 

Os autores acertaram na condução da trama e ainda usaram com criatividade o artifício do reality dentro da teledramaturgia. Vale lembrar que "Sangue Bom" fez isso no último capítulo com a entrada da Tina (Ingrid Guimarães) no hilário "AQCP - A Que Ponto Chegamos", e "Amor à Vida" mesclou com competência ficção e realidade com a presença de Valdirene (Tatá Werneck) no "Big Brother Brasil 14".

terça-feira, 6 de maio de 2014

Repleta de personagens populares, "Geração Brasil" faz boa estreia e aposta na tecnologia para conquistar o público

Com a árdua missão de reerguer os baixos índices de audiência do horário das sete da Globo (ainda que os números das seis e das nove também estejam ruins), estreou nesta segunda-feira (05/05) "Geração Brasil", substituta da fracassada "Além do Horizonte". Dos mesmos autores do sucesso "Cheias de Charme", a nova novela, dirigida por Denise Saraceni, tem a tecnologia como foco e usará este tema bastante atual para ajudar a contar a trama, que apresentou um primeiro capítulo muito atrativo.


Filipe Miguez e Izabel de Oliveira começaram contando a história de uma forma ágil e bem-humorada, dando o pontapé inicial através do núcleo de maior importância da trama, composto pela Família Marra. E o início teve a já conhecida fórmula da 'volta do tempo'. Primeiramente foi exibida uma situação do 'futuro', para depois exibirem momentos do passado (no caso, três meses antes). Jonas Marra (Murilo Benício) e sua esposa Pamela Parker (Cláudia Abreu) apresentaram os dez finalistas de uma competição lançada pela empresa do gênio da tecnologia. Gênio este que conseguiu fama, muito dinheiro e construiu um império graças ao computador popular, prático e de fácil manuseio que ele criou.

A trama gira em torno justamente do 'mito' Jonas, espécie de Steve Jobs brasileiro, cuja primeira aparição lembrou muito a de Tony Stark, do ótimo filme "Homem de Ferro". E graças ao esquema da 'volta no tempo', o público foi apresentado com mais detalhes aos personagens diretamente ligados a Jonas. Afinal, a sequência do passado mostrou uma renovação dos votos de casamento dele com a extravagante

sexta-feira, 25 de abril de 2014

"Geração Brasil": o que esperar da próxima novela das sete?

'Dos mesmos autores de "Cheias de Charme", dia 5, estreia, a nova novela das sete: "G3R4ÇÃO BR4S1L"!' Desta forma, a Globo vem apresentando as chamadas da segunda novela da dupla Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, autores do sucesso das Empreguetes. A substituta de "Além do Horizonte" terá a árdua missão de tirar o horário do fracasso e conseguir bons números de audiência. Porém, de acordo com o que tem sido visto nas chamadas e no clipe da nova trama (veja aqui), a história promete conquistar o público.


O logotipo da nova novela, dirigida por Denise Saraceni, já traduz sobre o tema da mesma: tecnologia. As letras somadas aos números chamam atenção e expõem para o grande público uma brincadeira bem conhecida na internet: juntar o alfabeto com os numerais não afeta a leitura das palavras, uma vez que o cérebro consegue decifrar o 'enigma' através da memória visual. Apesar da estranheza inicial, o logo ficou bem interessante e se adequou perfeitamente à proposta do folhetim.

A trama será repleta de tipos caricatos, da mesma forma como ocorreu em "Cheias de Charme", e  vários personagens já despertaram interesse. O repórter afetado (Rodrigo Pandolfo), o guru (Lázaro Ramos), a mãe trambiqueira (Renata Sorrah), a patricinha fútil (Isabelle Drummond) e a rica cafona (Cláudia Abreu) são