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sábado, 26 de abril de 2025

"Volta por Cima" foi a melhor novela de Claudia Souto

 Excepcionalmente em um sábado (26/04), dia do aniversário de 60 anos da Globo, chegou ao fim "Volta por Cima", novela das sete muito bem conduzida por Claudia Souto e dirigida com excelência por André Câmara. A trama teve uma repercussão muito positiva nas redes sociais e na crítica especializada merecidamente. A história teve bons momentos, um elenco repleto de talentos e personagens com arcos dramáticos bem construídos. Ficou perceptível o acertado conjunto da obra. 


A terceira novela solo da autora marcou a sua volta por cima, o que fez jus ao título de sua produção. A sua estreia foi em "Pega Pega" e a trama explodiu em audiência. Um sucesso incontestável. Porém, estranhamente, a repercussão não caminhou junto com os números e o folhetim foi bem pouco comentado. Também houve problemas de desenvolvimento, até mesmo no casal de protagonistas, formado por Camila Queiroz e Mateus Solano, que foi um fiasco. O maior êxito foi o par de vilões composto por Maria Pia (Mariana Santos) e Malagueta (Marcelo Serrado). Já a sua segunda obra foi uma completa catástrofe. "Cara e Coragem" foi uma avalanche de equívocos e nada funcionou, o que resultou em um dos maiores fracassos da faixa das sete. 

Agora, com "Volta por Cima", Claudia optou por um enredo sem grandes mistérios, fórmulas secretas ou enigmas, que nortearam suas duas produções anteriores, e mergulhou no dramalhão clássico, o que foi um acerto. A autora criou um casal de mocinhos cativantes pela primeira vez, apostou em vilões com camadas que os enriqueceram dramaticamente e ainda deu destaque a um quase anti-herói que virou o tipo mais popular da trama.

segunda-feira, 31 de março de 2025

"Volta por Cima" entra na reta final e apresenta seu melhor capítulo

 Nesta segunda-feira (31/03), enquanto as atenções da Globo estavam todas voltadas para a estreia do remake de "Vale Tudo", incluindo uma intensa campanha de divulgação, a novela das sete apresentou seu melhor capítulo, com direito a muita ação, catarse e uma virada em praticamente todos os núcleos. "Volta por Cima" apresentou uma sucessão de boas cenas e nem deu para o telespectador se distrair por algum momento. 


A novela estava mais tranquila nas últimas semanas e a inevitável barriga (período em que nada de relevante acontece), presente em praticamente todos os folhetins, estava visível. No entanto, Claudia Souto conseguiu disfarçá-la com habilidade e colocou pequenos acontecimentos em cada capítulo. Também evitou que a história começasse a andar em círculos, o que costuma prejudicar qualquer produto que fica muitos meses no ar. 

A autora preparou o início da guerra dos contraventores pelos territórios através do racha na família Barros, desde que foi exposto em uma reunião que Gigi (Rodrigo Fagundes) e Marco (Guilherme Weber) eram filhos de Rodolfo (José de Abreu) e que Gerson (Enrique Diaz) não era mais o único herdeiro do poderoso bicheiro.

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Início de "Volta por Cima" causa uma boa impressão

 O início da nova novela das sete, escrita por Claudia Souto e dirigida por André Câmara, vem causando uma boa impressão. Ao contrário de vários folhetins recentes, não houve correria no primeiro capítulo de "Volta por Cima" e todos os personagens foram apresentados de forma coesa, com direito a um excelente gancho, que causou tensão e despertou curiosidade para o que aconteceria no dia seguinte. 


A autora acerta ao focar em uma história familiar clássica e com cara de novela, deixando os mistérios e enigmas que tanto abordou no sucesso "Pega Pega" e no fracasso "Cara e Coragem" de lado. A família central conquistou logo de cara e muito por causa da forma delicada de sua apresentação. O motorista Lindomar (MV Bill) acordou cedo para trabalhar. Na sala, sua esposa Doralice (Teresa Seiblitz) fez o café da manhã, enquanto as filhas Madalena (Jéssica Ellen) e Tati (Bia Santana) se preparavam para mais um dia. No sofá da sala, Osmar (Milhem Cortaz), irmão de Doralice, ainda dormia. Era cedo na Vila Cambucá, bairro fictício do subúrbio do Rio de Janeiro, e esse era mais um despertar de uma família que vislumbra por dias melhores.

Uma fatalidade, no entanto, mudou para sempre a vida da família de Madalena. Lindomar estava prestes a se aposentar, mas no seu último dia de trabalho, o motorista sofreu um infarto no volante do ônibus, causando um grave acidente. Tudo poderia ter sido pior se não fosse pela liderança do Jão (Fabrício Boliveira). Amigos na Viação Formosa, Jão decidiu fazer companhia para Lindomar em sua última viagem no ônibus. Madá também acabou no veículo, já que foi ao encontro do pai para lhe entregar o escapulário que ele esquecera em casa. Ainda sentou ao lado de Gigi (Rodrigo Fagundes), integrante de uma família falida que vive de aparências.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Volta por Cima", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na terça-feira passada, dia 17, a segunda coletiva virtual de "Volta por Cima", a próxima novela das sete escrita por Claudia Solto e dirigida por André Câmara. Participaram a autora, o diretor e os atores Fabrício Boliveira, Jéssica Ellen, Tereza Seiblitz, Amaury Lorenzo, Adanilo, Mari Aldeia, Tonico Pereira, Juliano Cazarré, Pri Helena, Iara Jamra, Isadora Cruz, Isabel Teixeira, Bia Santana, Rodrigo Garcia e Claudia Missura. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Claudia Souto comentou sobre a essência de sua nova produção: "Todos os personagens da novela vão enfrentar muitos obstáculos, mesmo os secundários. Todos os meus personagens têm histórias. A proposta é dar a volta por cima na vida. Mostrar para as pessoas de casa não desistirem. O ser humano tem necessidade de histórias. Através delas a gente vivencia coisas que não vivenciaríamos nas nossas vidas. Acho que cada personagem da minha história vai estar ensinado alguma coisa para quem está em casa". O diretor André Câmara acrescentou uma informação: "Vamos desconstruir esse universo dos Bate-Bolas porque até hoje muita gente tem medo. É um universo muito rico". 

Jéssica Ellen comentou sobre a sua mocinha e a representatividade na teledramaturgia atual: "A novela é muito humana. Atravessamos coisas que vivemos no nosso dia a dia, no nosso cotidiano. O nome da minha personagem tem o nome da minha avó materna, o que já a faz muito especial para mim. Roubei até umas características da minha avó e de uma prima para construir a Madalena, que começa a novela sem ter muito propósito, sem descobrir o real talento dela. Tem algo muito poderoso em fazer novela que é se comunicar com o país inteiro, que é uma responsabilidade muito grande.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Volta Por Cima", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na quarta-feira (11/09) passada a primeira coletiva online de "Volta por Cima", a próxima novela das sete, escrita por Cláudia Souto e dirigida por André Câmara. Participaram a autora, o diretor e os atores Ailton Graça, Rodrigo Fagundes, Viviane Araújo, Drica Moraes, Fábio Lago, Jaqueline Sato, Valdineia Soriano, Milhem Cortaz, Juliano Cazarré, Allan Jeon, Lellê, Bia Guedes, Gabriela Dias e Betty Faria. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


André Câmara comentou sobre o enredo: "São histórias do povo. Nosso desafio é como contar essa história de forma leve, divertira e colorida. Isso está presente nas chamadas. A novela fala de sonhos, de propósitos, o desafio de todo brasileiro. Fazer essa novela é dar mais um passo na construção de um imaginário mais brasileiro, mais democrático. À medida que contamos histórias do povo brasileiro e a colocamos em primeiro plano, mostramos o que faz a roda girar. É sobre uma família dona de uma empresa de ônibus. Damos um passo grande na construção de um universo mais brasileiro, mas temos núcleos de humor também, enfim. Também tem muita música na novela", concluiu o diretor. 

Cláudia Souto falou como os telespectadores irão se identificar com sua novela: "O ponto de maior identificação com o público é que estamos mostrando histórias que poderiam acontecer com qualquer pessoa. A primeira identificação será essa de eu poderia estar nessa situação. Ao longo da novela terão acontecimentos muito impactantes, mas todos possíveis do dia a dia.

segunda-feira, 20 de março de 2023

"Amor Perfeito": o que esperar da nova novela das seis?

 A nova novela das seis marca uma parceria inédita de Duca Rachid. A autora tinha uma parceira inseparável: Thelma Guedes. As duas escreveram as ótimas "Cama de Gato" e "Cordel Encantado" e as fracas "Joia Rara" e "Órfãos da Terra". Agora Duca inicia uma nova história ao lado de dois outros autores: Júlio Fisher e Elisio Lopes Jr. "Amor Perfeito" estreou nesta segunda-feira, dia 20, com direção artística de André Câmara, substituindo "Mar do Sertão". A trama tem um estilo totalmente oposto ao do folhetim anterior e promete emocionar o público. 


É através do pequeno Marcelino (Levi Asaf) e sua busca pela mãe, que o público mergulhará em "Amor Perfeito", escrita também com a colaboração de Dora Castellar, Duba Elia e Mariani Ferreira. A direção é de Alexandre Macedo, Lúcio Tavares, Joana Antonaccio e Larissa Fernandes. A produção é de Isabel Ribeiro e a direção de gênero de José Luiz Villamarim. A nova novela apresenta uma história sobre o mais sublime dos sentimentos – o amor e suas diferentes manifestações. Uma trama com personagens motivados pelos seus sonhos, que preservam um olhar otimista e amoroso para a vida, mesmo em meio às dificuldades de uma realidade que, por vezes, pode ser dura. E que pretende ser contada de maneira leve, bem-humorada, cheia de reviravoltas e, sobretudo, muita emoção.

A novela retrata um Brasil carregado nas cores de sua maior riqueza: a diversidade de raças e culturas em histórias e personagens plurais. Foi em São Paulo, com locações na Estação da Luz, Parque da Independência e Edifício Martinelli; nas cidades mineiras de Caxambu, Baependi e São Lourenço; e no Rio de Janeiro, com gravações no centro da capital, que a novela iniciou suas gravações. A trama se passa nas décadas de 1930 e 1940 em Águas de São Jacinto, uma fictícia cidade do interior de Minas Gerais, e é livremente inspirada na obra “Marcelino Pão e Vinho”, de José María Sánchez Silva, publicada pela primeira vez no começo dos anos 50.