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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Reprise de "A Vida da Gente" endossou cada elogio já dado ao delicado e arrebatador enredo de Lícia Manzo

 A reprise de "A Vida da Gente" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/08) e todas as qualidades do folhetim de Lícia Manzo se mantiveram intactas. É normal a memória afetiva enganar em alguns casos ou a história elogiada anos atrás envelhecer mal em uma reexibição. Não foi o caso da trama que contou a história de amor entre duas irmãs e como a vida pode ser traiçoeira ao mesmo tempo que benevolente. 

O trio protagonista composto por Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso foi muito bem interpretado e o triângulo amoroso despertou torcidas fanáticas que se mantiveram até hoje forte nas redes sociais. Foram inúmeras cenas marcantes ao longo da trama. Manu e Ana eram irmãs que se amavam e se respeitavam, apesar da mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que não escondia sua predileção por Ana e seu imenso desprezo por Manu. Ana, por sua vez, era apaixonada por Rodrigo e da relação nasceu Júlia (Jesuela Moro, na fase crescida). Após muitos dramas e conflitos, as irmãs resolveram fugir com a criança para iniciar uma nova fase e deixar os problemas para trás.

Porém, um grave acidente de carro ---- a melhor cena de acidente da história da teledramaturgia ---- faz com que Ana entre em coma e Manu se depare sozinha com a sobrinha em meio aos julgamentos de Eva e ao sofrimento de ver a irmã entre a vida e a morte.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Reprise de "A Vida da Gente" relembra o último grande papel de Nicette Bruno na televisão

 A morte de Nicette Bruno ainda machuca. A veterana faleceu em dezembro do ano passado, vítima da covid-19. A atriz era uma das figuras mais queridas e admiradas, tanto pelo público quanto classe artística. A sua perda foi (e continua sendo) uma das muitas feridas abertas em virtude da pandemia do novo coronavírus. Mas a decisão da Globo em reprisar "A Vida da Gente" veio como um alento para os fãs. 


É a chance do público prestigiar o último grande papel de Nicette na televisão. Iná é avó das protagonistas Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). Normalmente, a figura da avó não tem muita importância nas novelas, o que é uma pena e prejudica os atores mais velhos. Mas na primorosa novela de Lícia Manzo, que marcou a estreia da escritora como autora de folhetins no horário das seis em 2011, é diferente. 

Iná é avó de Ana, mas 'mãe' de Manu. Isso porque Eva (Ana Beatriz Nogueira), sua filha, nunca suportou Manuela e jamais fez questão de esconder ou camuflar sua preferência por Ana. Mas Manuela não fica desamparada graças ao amor e compreensão de sua vó. As duas são confidentes e grandes amigas. Iná aconselha a neta e a ajuda em tudo o que pode.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: os artistas que deixaram saudades

 O ano de 2020 foi trágico. A pandemia do novo coronavírus resultou em uma catástrofe mundial e a covid-19 fez milhares de vítimas. Ainda segue fazendo, é preciso lembrar. A vacina está a caminho, mas a situação continua a mesma e a curva de mortes tem aumentado no Brasil. E foram muitos artistas vitimados pela doença, além de outros casos de mortes dolorosas ao longo dos meses. E como já é tradição neste blog, a primeira retrospectiva lembra as figuras que se foram e deixam saudades. 



Sérgio Noronha (1932 - 2020):
O conhecido e querido comentarista esportivo da Globo faleceu em janeiro, aos 87 anos. Morava no Retiro dos Artistas desde 2018. Com passagens também pela Band e Rádio Globo, era conhecido como uma pessoa discreta e solícita. Sofria do Mal de Alzheimer e teve uma parada cardíaca. 



Zé do Caixão (1936 - 2020):
O personagem de José Mojica Marins sempre foi muito mais popular que seu intérprete. O ator e diretor de filmes de terror, sempre com um estilo thrash, era uma figura tímida e dava poucas entrevistas. Já na pele de seu personagem mais famoso se soltava e virava participação frequente em inúmeros programas de televisão. Faleceu aos 83 anos, em fevereiro, vítima de uma broncopneumonia. 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Nicette Bruno deixa um legado de generosidade e talento

 A notícia que todos os fãs temiam infelizmente veio. A morte da querida Nicette Bruno foi noticiada na tarde deste domingo. Internada há semanas na UTI da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, a atriz estava em estado muito grave por conta da covid-19. Respirava por um ventilador mecânico e não resistiu. É mais uma vítima, entre os mais de 185 mil mortos no país, da destruidora doença que vem devastando tantas famílias. 

A veterana estava respeitando o isolamento desde o início da pandemia, afinal, tinha 87 anos e estava no grupo de risco. Mas, segundo Beth Goulart, sua filha, um parente assintomático foi visitá-la e a infectou. Um triste retrato do atual momento do país, onde várias pessoas ignoram a gravidade da doença e seguem se aglomerando em bares, praias e shoppings. São essas pessoas que mais infectam as que estão se preservando, mas ignoram todas as recomendações por simples egoísmo. O egoísmo que passou a fazer parte da rotina de muitos brasileiros. 

A última aparição da grande Nicette na televisão foi no primoroso remake de "Éramos Seis", encerrado pouco antes do início da pandemia, no final de março. A atriz viveu a madre Joana, que acolheu por alguns dias Dona Lola (Glória Pires). A participação, na verdade, foi uma linda homenagem da autora Angela Chaves ao remakes anteriores do romance de Maria José Dupré.

terça-feira, 24 de março de 2020

Nicette Bruno e Irene Ravache engrandecem última semana de "Éramos Seis"

A última semana de "Éramos Seis" tem honrado todas as qualidades que o remake tão bem escrito por Angela Chaves vem apresentando desde a estreia. A quinta adaptação da obra de Maria José Dupré prova como o romance tão triste sobre a dura vida de uma matriarca é atemporal e sempre envolve quem assiste ou lê. Para coroar a trama tão emocionante, duas participações para lá de especiais engrandeceram a história em plena reta final: Nicette Bruno e Irene Ravache.


Nicette foi a Dona Lola do remake exibido na TV Tupi, em 1977. A grande atriz fazia par com o saudoso Gianfrancesco Guarnieri, intérprete do rígido Júlio. Já Irene Ravache é a Lola mais lembrada pelo grande público. A intérprete deu um show na adaptação produzida pelo SBT em 1994, ao lado de Othon Bastos (Júlio), e comoveu o telespectador em um dos poucos folhetins da emissora de Silvio Santos que realmente fez um grande sucesso. Nada mais justo do que homenageá-las na atual versão da Globo, onde a Lola da vez é vivida pela maravilhosa Glória Pires.

Vale lembrar que as duas veteranas sempre estiveram nos planos da autora e do diretor Carlos Araújo, mas infelizmente não puderam ficar no elenco fixo. Nicette tinha acabado de participar de "Órfãos da Terra", novela anterior e problemática, enquanto Irene precisou se afastar, após o término de "Espelho da Vida", para cuidar de um problema no quadril.

terça-feira, 6 de junho de 2017

"Pega Pega" tem estreia tímida e pouco convidativa

Saiu de cena um romance musical, escrito pela estreante Maria Helena Nascimento, e entrou no lugar uma comédia policial, também de uma autora novata. "Rock Story" foi um êxito e a missão de Claudia Souto é manter o bom nível do horário das sete da Globo com "Pega Pega", uma trama que falará de ética com muito humor, apresentando como foco central um roubo milionário praticado por   quatro pessoas que nunca cometeram um crime antes.


A autora trabalhou como roteirista de programas como "TV Colosso", "Casseta e Planeta: Urgente", "Sai de Baixo", entre outros. Também foi colaboradora de Walcyr Carrasco em "Sete Pecados", "Caras & Bocas" e "Morde & Assopra", além de ter feito parte da equipe de roteiristas de "Alto Astral", trama de Daniel Ortiz. A responsabilidade de conduzir um enredo de sua própria autoria, dirigido por Luiz Henrique Rios (responsável por "Malhação Sonhos" e "Totalmente Demais"), é grande e agora ela terá que mostrar seu talento A sinopse, por sinal, é arriscada.

Explorar o roubo de um hotel é uma ótima premissa, mas será que tem estrutura para se sustentar por tantos meses? Só o tempo irá dizer e o primeiro capítulo terminou com um gancho que expõe o começo desse plano. Malagueta (Marcelo Serrado) chamou Júlio (Thiago Martins), Sandra Helena (Nanda Costa) e Agnaldo (João Baldasserini) para o roubo dos 40 milhões de dólares que serão usados como pagamento na venda do Hotel Carioca Palace, onde o quarteto trabalha.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Rosi Campos e Nicette Bruno: duas grandes atrizes que não têm recebido o devido valor

As duas têm currículos respeitáveis e inúmeros trabalhos na televisão, no cinema e no teatro. Entretanto, Rosi Campos e Nicette Bruno não tiveram sorte em seus últimos papéis. Ambas foram desperdiçadas em "Salve Jorge" (2012), de Glória Perez, quando viveram respectivamente Cacilda e Leonor. As personagens não tinham importância na história ---- principalmente a de Rosi, que era apenas uma vizinha que mal falava ---- e terminaram a trama sem destaque algum. Coincidentemente, agora, elas enfrentam novamente o mesmo problema em "Joia Rara".


Rosi Campos vive Miquelina, esposa de Arlindo (Marcos Caruso), dono do Cabaré Pacheco Leão. Já Nicette Bruno interpreta Santinha, mãe de Miquelina, que inferniza a vida do genro. Inicialmente, a trama parecia promissora e tinha tudo para ser uma das melhores da novela. Afinal, o núcleo seria responsável pela comicidade da história e também pelos belos shows das vedetes. Mas, infelizmente, as autoras seguiram outros rumos em virtude dos baixos índices de audiência e transformaram a pensão de Dona Conceição (ótima Cláudia Missura) no principal núcleo cômico, diminuindo a importância do Cabaré.

Com isso, a história dessa família não foi desenvolvida como deveria e os personagens ficaram sem função por muito tempo. Rosi, Nicette e o próprio Caruso viraram meros figurantes que tinham apenas algumas falas e todas repetitivas, já que envolvia a constante discussão do trio. Recentemente, Duca Rachid e Thelma

sexta-feira, 14 de março de 2014

Paulo Goulart sai de cena e deixa uma admirável história de vida na memória do público

O Brasil perdeu um de seus maiores atores nessa quinta-feira (13/03). Paulo Goulart estava internado no Hospital São José, em São Paulo, para tratar um câncer renal e acabou falecendo às 13h15m ----- ele também já havia sido internado no final de 2013 para tratar de um câncer na região dos pulmões. Segundo notas divulgadas pelo escritório do ator, a família estava reunida em torno dele na hora de sua morte. Paulo tinha 81 anos, deixou a esposa (a grande atriz Nicette Bruno), com quem era casado há 60 anos, e três filhos, também atores: Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho.


Paulo Goulart tinha uma trajetória que se misturava com a das artes cênicas. Conhecido pelo seu talento no teatro, no cinema e na televisão, o ator também tinha uma voz emblemática e poderosa, que foi usada em algumas dublagens. Ao longo dos seus 62 anos de carreira, fez 40 novelas, 27 filmes e várias peças teatrais. Um currículo respeitável e que fez jus ao reconhecimento que ele tinha (e terá para sempre) no meio artístico.

Sua última novela foi "Morde & Assopra", em 2011, de Walcyr Carrasco. Na trama, o ator interpretou o íntegro médico Eliseu e emocionou. Na Globo, atuou pela última vez em um episódio de "Louco por Elas", ao lado de Glória Menezes. Mas seu último trabalho foi no cinema, no elogiado longa "O Tempo e o Vento", exibido em

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Salve Jorge: grandes atores desperdiçados em insignificantes histórias

A novela das nove já chegou praticamente na metade e continua sem empolgar. Abusando das situações absurdas no núcleo central e da total falta de acontecimentos relevantes nos núcleos secundários, "Salve Jorge" segue seu rumo enfrentando muitas críticas e pouca repercussão. Entretanto, o que não se pode negar é a imensa qualidade do elenco escalado. Um grande time foi escolhido e quase todos são excelentes atores, dignos de muitos elogios. Mas mesmo tendo essa qualidade, fica claro que Glória Perez escalou gente demais para histórias de menos.


Incluindo as participações e o elenco de apoio, há quase 100 atores na novela. É muita gente. Não é surpreendente que não haja espaço para todos se destacarem. Afinal, é praticamente impossível desenvolver vários núcleos em nível de igualdade, ainda mais com tanto ator no time. Entretanto, apesar da situação ser previsível, é lamentável ver profissionais que já defenderam tantos personagens bons 'jogados' de lado em "Salve Jorge".

Uma pena ver atores como Nicette Bruno, Ana Beatriz Nogueira, Jandira Martini, Walderez de Barros, Isaac Bardavid, Cristiana Oliveira, Eva Todor, Elizângela, Ernani Moraes, Cissa Guimarães, Rosi Campos, Stênio Garcia, Nivea Maria, Natália do Vale e tantos outros aparecendo menos do que coadjuvantes de um