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quarta-feira, 27 de maio de 2020

"Conversa com Bial" ficou ainda melhor com o novo formato

O "Conversa com Bial" estreou em maio de 2017, após uma longa jornada de Pedro Bial no comando do "Big Brother Brasil" (foram 16 temporadas em quinze anos). E o programa se mostrou um acerto. Escolhido para ocupar a faixa que abrigou por muitos anos o "Programa do Jô", o jornalista tinha uma responsabilidade grande: manter a qualidade das madrugadas. Conseguiu. Tanto que está até hoje no ar. Mas a pandemia do coronavírus alterou o formato. A plateia e as gravações em estúdio saíram de cena e o apresentador agora grava lives de casa com convidados.


A dinâmica da atração acabou alterada. Isso implicou em algo negativo? Pelo contrário. O formato ficou ainda melhor. O tom mais formal da "conversa" ficou de lado e agora virou um gostoso bate-papo intimista, onde a admiração dos convidados pelo entrevistador fica evidente. A recíproca é verdadeira, vale mencionar. Tem sido delicioso acompanhar as ótimas declarações que Bial consegue extrair dos entrevistados e todos sempre muito à vontade.

O nível dos convidados é elevado, assim como foi nas temporadas de 2017, 2018 e 2019. A credibilidade de Pedro Bial é incontestável e a forma como seu programa conquistou o público e os artistas é uma das muitas provas.

sábado, 25 de novembro de 2017

"Conversa com Bial" presta bela homenagem a Jô Soares

O "Conversa com Bial" estreou em abril deste ano, substituindo o "Programa do Jô", na Globo, que estava no ar há 16 anos. Desde que o programa entrou no ar, havia a expectativa por uma entrevista com Jô, até para simbolizar essa 'passagem de bastão'. Infelizmente, não ocorreu. Porém, sete meses depois, o momento finalmente veio: Pedro Bial entrevistou Jô e a conversa foi exibida na madrugada da última sexta-feira (25/11).


O bate-papo fluiu com naturalidade e sem qualquer constrangimento, até porque os dois são amigos de longa data. O objetivo da entrevista foi a divulgação de "O Livro de Jô - Uma Autobiografia Desautorizada (Volume 1)", escrita com Matinas Suzuki Jr. (Companhia das Letras). O livro conta os primeiros 30 anos de vida do apresentador, ator, redator, humorista, diretor, entre tantas outros ofícios que exerce, e exerceu, ao longo de sua rica trajetória.

A conversa foi tão agradável que o programa teve uma duração até maior que o normal e não deu para sentir. Bial aproveitou vários trechos interessantes do livro para deixar Jô brilhar, contando vários casos interessantes, como quando acabou perseguido pela Ditadura e o momento que fracassou no teatro.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

"Conversa com Bial" chegou para ficar

O "Programa do Jô" ficou 16 anos ocupando as madrugadas da Globo, após um também longevo período no SBT, época em que se chamava "Jô Soares Onze e Meia". Quando a atração saiu do ar no final do ano passado, todos lamentaram e com razão. A emissora cometeu um erro tirando um apresentador tão icônico do ar. Sua ausência ainda é sentida. Entretanto, assim que foi anunciado Pedro Bial como seu 'substituto', implicando ainda na sua saída do comando do "BBB", uma expectativa foi gerada. Afinal, ele conseguiria honrar a missão? Passado o período de preparação do formato e de acordo com a estreia da última terça-feira (02/05), a resposta é sim.


O "Conversa com Bial" se mostrou um programa muito mais talk do que show, onde o entrevistado é o protagonista e o foco é o debate de ideias. Bem diferente dos seus concorrentes diretos ---- o "The Noite" com Danilo Gentili (no SBT) e o "Programa do Porchat" com Fábio Porchat (na Record) ----, cuja principal característica é justamente a piada constante, onde o apresentador é o elemento principal do humor. Aliás, o próprio "Programado Jô" tinha muito disso em várias entrevistas, sendo necessário citar ainda as clássicas introduções, com ele lendo notícias do dia de forma sarcástica (o que também é feito pelos concorrentes).

Na nova atração essas características foram suprimidas. Bial nem fez introdução para chamar a sua primeira convidada: a ministra Cármen Lúcia. Ele foi logo para o que interessava, ou seja, o bate-papo. E a conversa fluiu maravilhosamente bem. Debateram sobre a justiça, a descrença da população, a legitimidade da Lava-Jato e até mesmo sobre o que ela escuta dos taxistas quando se locomove pela cidade.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Ao não homenagear Pedro Bial, "BBB" renega sua própria história

A décima sétima temporada do "Big Brother Brasil" estreou no dia 23 de janeiro, uma segunda-feira. Após 16 temporadas sob o comando de Pedro Bial, o reality passou a ser apresentado por Tiago Leifert. O próprio Bial quis sair do programa e ganhou um novo formato, que entrará na faixa antes ocupada pelo "Programa do Jô". Ao que tudo indica, essa nova fase do jornalista também marca o fim do "Na Moral". Como foi o próprio apresentador que optou pelo fim do longevo ciclo no "BBB", a escolha de Leifert para substituí-lo foi acertada. Entretanto, a produção cometeu um erro grave: ignorou a importância de Bial na estreia e até agora o assunto não foi sequer citado.


Ao não homenagear Pedro Bial, o programa renega sua própria história. Até porque muito do sucesso do reality mais longevo do país se deve a ele. Claro que o formato é um êxito completo e a estrutura criada em torno o transformou em um produto 'salvador' da grade da Globo no início do ano, tapando o 'buraco' deixado pelas produções que entram em férias e ainda gerando ótimo faturamento e boa audiência. Mas a condução do apresentador fez toda a diferença, demonstrando paixão pelo que estava fazendo e pouco se importando para as críticas em cima de 'futilidade', 'lixo cultural' e coisas do tipo. O telespectador percebia que ali estava uma pessoa que vestia a camisa do time.

E não há como negar que a sua simples presença dava credibilidade ao reality. Afinal, é um jornalista com um currículo respeitável e responsável por várias matérias marcantes, como a queda do Muro de Berlim. Bial teve a coragem de mergulhar em um universo que desconhecia e saiu vitorioso da missão. Se transformou no melhor apresentador desse tipo de formato, incontestavelmente.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O que a televisão reserva para o telespectador em 2017?

O ano de 2017 não será muito diferente de 2016 em relação ao momento de crise que o país vive. Portanto, a televisão terá que se adequar ao período complicado. Porém, apesar das dificuldades, todas as emissoras conseguiram apresentar vários produtos de qualidade no ano que passou. E por tudo o que vem sendo noticiado e anunciado, é possível constatar que o mesmo ocorrerá ao longo dos próximos doze meses. Boas produções, aparentemente, se aproximam.





"Dois Irmãos":
A série começou a ser gravada em fins de 2014 e estava prevista para 2015. Porém, a Globo a adiou para 2016 e depois para 2017. A produção é dirigida por Luiz Fernando Carvalho, escrita por Maria Camargo, e protagonizada por Cauã Reymond, que interpreta dois irmãos gêmeos. Na primeira fase, aliás, o personagem principal será vivido pelo estreante Matheus Abreu. A trama, que terá dez episódios, é uma adaptação do romance homônimo de Milton Hatoum. A história é em torno de uma família de imigrantes libaneses, ambientada na Amazônia, no início do século XX. O conflito central é a difícil relação dos gêmeos. Aliás, a mãe dos rapazes acaba escolhendo um deles para ir morar no Líbano, longe da família. Juliana Paes, Antônio Fagundes, Irandhir Santos, Antônio Calloni, Maria Fernanda Cândido, Ary Fontoura e Eliane Giadini são alguns nomes do elenco. Estreia dia 9 de janeiro. Pelas chamadas, promete muito.




"The Voice Kids":
Após uma bem-sucedida primeira temporada, levantando a audiência das tardes de domingo, a versão infantil do desgastado "The Voice Brasil" tem tudo para repetir o sucesso, obtendo um ótimo retorno do público. Os técnicos Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e Victor e Leo foram mantidos, mas agora André Marques assume a função de apresentador e Thalita Rebouças de repórter. Estreia dia 8 de janeiro. Que venham mais crianças talentosas e carismáticas, ensinando muito adulto a emocionar a plateia.


terça-feira, 5 de abril de 2016

"Big Brother Brasil 16" reuniu tudo o que agrada em um reality: ótimos participantes, alianças, embates, rivalidades e jogo

A décima sexta edição do "Big Brother Brasil" estreou no dia 19 de janeiro e chegou ao fim nesta terça, dia 5 de abril. Após algumas edições que deixaram bastante a desejar (vide as duas anteriores, por exemplo), pode-se constatar que o reality voltou aos bons tempos e conseguiu uma ótima repercussão, movimentação na internet e de quebra um ótimo retorno nos números de audiência. A boa seleção de participantes fez toda a diferença e deixou a atração bem atrativa, com direito a empolgantes rivalidades.


O fato de Pedro Bial pela primeira vez ter participado ativamente das seleções foi bem proveitoso, até porque o apresentador, que comanda o programa há 15 anos com extrema competência, sabe mais do que ninguém os tipos que podem ou não render na edição. Mais até do que a própria produção. E os participantes foram bem escolhidos, despertando paixões e ódios no público. A variação nas idades dos candidatos --- as mais jovens tinham 19 anos e as mais velhas 63 e 64 --- também foi muito benéfica para o aumento de conflitos, além de servir para expor uma boa diferença de perfis.

E não foi nem necessário a produção estimular conflitos, uma vez que os mesmos foram sendo criados 'naturalmente'. Entretanto, o estopim foi graças ao primeiro desafio, muito bem elaborado pela equipe do reality, que criou pela primeira vez uma liderança quádrupla.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

"Big Brother Brasil 16" tem boa seleção de participantes e ótimo início

A décima sexta edição do "Big Brother Brasil" estreou no dia 19 de janeiro, depois das duas semanas de exibição de "Ligações Perigosas" ----- um acerto da emissora, pois não precisou mudar o horário da produção, prejudicando o público da minissérie. E a nova temporada tem se mostrado bastante atrativa, após uma estreia promissora, onde a seleção dos perfis foi feita de forma competente, procurando priorizar uma imensa diversidade de pessoas.


Ficou bastante evidente a preocupação da equipe de escolher participantes fora dos 'padrões' do programa, com algumas poucas exceções, obviamente. E a presença de Pedro Bial foi vital para isso, uma vez que o jornalista participou da seleção pela primeira vez. O apresentador fez questão de analisar os perfis juntamente com a produção, participando ativamente das escolhas. Com mais de uma semana de programa no ar, pode-se constatar que ele fez a diferença.

Os participantes foram muito bem selecionados e o grupo já está rendendo boas dinâmicas na casa. Adélia, Daniel, Maria Cláudia, Ronan, Ana Paula, Tamiel, Harumi (já eliminada), Alan, Juliana, Laércio, Renan e Munik têm personalidades muito distintas, o que favorece o surgimento de interessantes conflitos. Até porque vários deles têm conteúdo, proporcionando conversas atrativas.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Com merecidas homenagens e emocionantes lembranças, show dos 50 anos da Globo foi um belo espetáculo

Inaugurada no dia 26 de abril de 1965, às 11 horas, a Globo começou 2015 comemorando seu respeitável aniversário de 50 anos com o especial "Luz, Câmera, 50 Anos". Mas as grandes homenagens foram exibidas mesmo na penúltima semana de abril. Incluindo o show especial, gravado em dois dias (na quarta e na quinta) no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que foi exibido na noite deste sábado (25/04), um dia antes da data comemorativa 'oficial'.


Resumir 50 anos de história em 90 minutos é humanamente impossível, portanto, é óbvio que muita coisa ficou de fora, tendo a ausência sentida pelo público. Vide os 20 anos de "Malhação", que merecia ter sido citado, assim como o marco da "TV Pirata", além de novelões como "A Próxima Vítima", "Escrava Isaura", "Mulheres de Areia", "Irmãos Coragem", "A Viagem", "Tieta", entre tantos outros estrondosos sucessos. Porém, apesar de vários programas, séries e folhetins terem ficado de fora (o que é compreensível, apesar de triste), o show foi muito caprichado e conseguiu homenagear a trajetória da emissora com competência.

O espetáculo foi dirigido por LP Simonetti e contou com cerca de 800 pessoas, entre artistas e equipe técnica. A plateia toda foi formada por funcionários da empresa escolhidos por sorteio, incluindo os atores/atrizes da casa, obviamente. Fátima Bernardes e Pedro Bial foram os encarregados para a apresentação e narração dos shows, que exibiram uma verdadeira viagem no tempo.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Série do "Jornal Nacional" sobre os 50 anos do jornalismo da Globo mesclou bem comemoração e informação

Em meio aos especiais de comemoração dos 50 anos da Rede Globo, o "Jornal Nacional" apresentou uma ótima série (em cinco episódios), que relembrou a história do jornalismo da emissora e os fatos mais marcantes que aconteceram ao longo destes anos. O especial reuniu vários jornalistas renomados da empresa em uma mesa redonda para um debate sobre os acontecimentos, notícias e polêmicas das últimas décadas.


Mediado por William Bonner, o bate papo descontraído contou com a presença de Sandra Passarinho, Fátima Bernardes, Galvão Bueno, Glória Maria, Caco Barcellos, Ernesto Paglia, Orlando Moreira, Pedro Bial, Ilze Scamparini, Renato Machado, Tino Marcos, Heraldo Pereira, Marcelo Canellas, Francisco José, Luiz Fernando e André Luiz Azevedo. Ao todo, foram 16 profissionais que ajudaram a narrar os principais fatos da história, relembrando as matérias jornalísticas que fizeram ao longo dos anos de trabalho na Globo.

Os episódios, inseridos no "Jornal Nacional", tiveram 20 minutos e foram divididos em décadas. O primeiro capítulo abordou o período entre 1965 (ano da fundação da emissora) e 1974. O segundo exibiu fatos marcantes ocorridos entre 1975 e 1984, enquanto o terceiro relembrou principais notícias entre 1985 e 1994.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

"Big Brother Brasil 15" não foi o 'melhor BBB de todos os tempos'

As chamadas da décima quinta edição do reality mais popular do país prometia o 'melhor BBB de todos os tempos'. E a seleção dos participantes animou bastante justamente por ter fugido dos esteriótipos de todo ano. Claro que tinham os sarados e as belas, como ocorre sempre, mas desta vez havia um time bem mais heterogêneo. Entretanto, o "Big Brother Brasil" chegou ao fim com uma final que beirou o mais do mesmo e a temporada de 2015 deixou a desejar.


Logo nas primeiras semanas, a casa se dividiu em dois grupos e a rivalidade entre os participantes movimentou bem o jogo, que ficou bastante interessante. Vale destacar que esta situação ocorreu de forma espontânea, ou seja, não foi necessário a produção interferir com provas para provocar brigas ou algo do tipo. As inimizades e alianças surgiram rapidamente e deixaram a competição tensa, proporcionando bons momentos no reality.

Mas a direção de Rodrigo Dourado decepcionou. O diretor e sua equipe não conduziram bem o programa, que muitas vezes ficou tedioso ----- tanto que perto das semanas finais, Boninho voltou para assumir o comando. As alterações feitas não funcionaram, como por exemplo, colocar a tradicional festa dos sábados às sextas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Décima quinta edição do "Big Brother Brasil" apresenta perfis diversos, diminui o ritmo e tem boa estreia

A décima quinta edição do "Big Brother Brasil" estreou nesta terça-feira, dia 20 de janeiro. A temporada da espiadinha foi novamente aberta para os fãs do formato e também para os que sempre criticam o programa. Após um péssimo ano de 2014 ----- onde a audiência não foi satisfatória, o formato corrido do BBB Turbo foi um erro e a competição em busca do prêmio de R$ 1,5 milhão deixou muito a desejar -----, a equipe resolveu apostar em um clima retrô e investir em algumas mudanças das regras.


A casa está com um visual um pouco parecido com o que era nas primeiras edições. Segundo o que foi noticiado, também reeditarão provas clássicas de outros anos, assim como diminuirão o número de shows e saídas, privilégios que eram, de fato, mais escassos no início do programa. Houve também uma troca de diretor. Sai Boninho (que deixa a direção geral, mas continua envolvido com o reality) e entra Rodrigo Dourado, que já fazia parte da equipe.

A seleção dos participantes foi outro ponto que despertou atenção. Saíram os malhados e as modelos saradas, cedendo espaço para pessoas 'normais', sem o padrão de beleza já amplamente visto ao longo de quatorze edições.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Terceira temporada manteve as qualidades e os defeitos do "Na Moral"

A terceira temporada do "Na Moral" estreou no dia 3 de julho, quando o país ainda estava no clima de Copa do Mundo. O programa apresentado por Pedro Bial e dirigido por José Lavigne, claro, aproveitou o tema propício e logo começou falando sobre a 'Identidade Nacional', chamando, entre os convidados, o grande Tony Ramos, que deu uma aula de sabedoria. Ou seja, o começo do terceiro ano da atração foi promissor.


E as qualidades dos debates se mantiveram ao longo desta temporada, da mesma forma que nas duas anteriores. O "Na Moral" mostrou que continua com fôlego e as conversas ainda rendem bastante. Vale destacar a edição do dia 17 de julho, que foi exibida 'ao vivo', cujo tema era 'O Homem Digital'. O objetivo era debater sobre a internet e o quanto que as redes sociais tomam o tempo de cada pessoa. A conversa rendeu e o melhor momento foi quando Pedro Bial leu no ar as críticas que faziam a ele, aos convidados (o jornalista Arnaldo Jabor entre eles) e ao programa.

A situação foi inesperada e fez valer a interatividade 'verdadeira', ou seja, aquela onde se lê comentários aleatórios e não só os que elogiam. Foi um dos bons momentos desta temporada. Ainda foram exibidos ótimos debates sobre consumismo, maioridade penal (que sempre provoca polêmica),

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Com um início atípico, "Big Brother Brasil" estreia décima-quarta edição com boa audiência e ótimos participantes

Estreou, nessa terça-feira (14/01), mais uma edição do "Big Brother Brasil". A décima-quarta. E foi um início um pouco atípico, já que a tradicional vinheta de abertura com os rostos dos participantes não foi exibida, não houve clipe com o perfil dos selecionados, a prova do líder não foi de resistência (cuja vitoriosa foi Amanda) e a duração do programa foi curta em comparação com as edições anteriores.


Ou seja, a estreia procurou evitar maiores enrolações e partiu logo para o início do jogo. Mas, claro, é importante ressaltar que o reality durou menos não só com o intuito de agilizar a edição, mas também para que "Amores Roubados" não entrasse tarde demais, prejudicando os seus telespectadores. E a estratégia acabou dando certo, beneficiando as duas produções: o "BBB" obteve 31 pontos de média (6 a mais que 2013) e a minissérie de George Moura não foi ao ar tão tarde, mantendo os bons índices alcançados até agora.

Apesar do começo não ter apresentado maiores atrativos, ficou claro que a décima-quarta edição do reality promete. Ao invés dos tradicionais 14 participantes, foram colocados 20 para iniciar o jogo. O que

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

"Na Moral" evolui na segunda temporada, mas o tempo continua sendo seu principal problema

A segunda temporada do "Na Moral" saiu do ar deixando uma impressão melhor do que a primeira. Não que os programas exibidos em 2012 tenham deixado a desejar, mas a leva de 2013 mostrou um claro amadurecimento do formato e enfatizou a importância desse tipo de atração para o público e para a própria emissora.


A Globo estava devendo um programa que debatesse assuntos atuais, polêmicos e de extrema relevância. A estreia do "Na Moral" em 2012 evidenciou o acerto da produção, mas acabou deixando alguns erros bem visíveis, como a abordagem de vários subtemas em cima do assunto principal, que enfraqueceu o foco de cada edição. A principal evolução da segunda temporada foi justamente essa: centralizar o assunto.

Todos os temas apresentados foram de grande relevância e Pedro Bial comandou calorosos debates a respeito de legalização das drogas, estado laico, intolerância religiosa, transexualidade, manifestações populares,

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Na Moral" volta ao ar, apresenta um rico debate e estreia sua segunda temporada da melhor forma possível

Após uma bem-sucedida e elogiada primeira temporada, voltou ao ar nessa quinta-feira (04/07), substituindo o "Globo Mar", o "Na Moral, programa de debates comandado por Pedro Bial. Conduzindo com muita competência um rico debate envolvendo a questão das drogas, incluindo sua legalização ou não e como a sociedade age diante desse tabu, Bial começou a segunda temporada de sua atração da melhor forma possível.


Contando com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da atriz Fernanda Montenegro, do cantor Marcelo D2, de um militar da Polícia Civil (Orlando Zaccone), de um coronel da Polícia Militar (Mário Sérgio) e de dois psiquiatras (Antonio Geraldo da Silva e Dartiu Xavier da Silveira), o programa cumpriu muito bem o papel de esclarecer alguns fatos e ainda debateu, exibindo prós e contras, de uma forma teoricamente simples, tudo o que o controverso tema das drogas pedia, incluindo questões de segurança e saúde.

O "Na Moral" voltou sem grandes mudanças. A edição rápida continua e o cenário não sofreu nenhuma alteração. Pedro Bial também continua afiado e ainda faz questão de colocar seu ponto de vista durante o debate, o que é ótimo para enriquecer a discussão. Aliás, é visível o quanto que o jornalista gosta de comandar

quarta-feira, 27 de março de 2013

BBB13 chega ao fim demonstrando fôlego para novas edições e comprovando a competência de Boninho

Nessa terça-feira (26/03), foi exibida mais uma final de um BBB. Após 78 dias de programa, o "Big Brother Brasil 13" chegou ao seu fim consagrando Fernanda, comprovando a genialidade da edição e mostrando para o telespectador que ainda há fôlego para muitas outras edições. Apesar da falta de emoção e surpresa, uma vez que a vitória da advogada era mais do que previsível (venceu com 62,79% dos votos contra míseros 28,29% de Nasser e 8,92% de Andressa), o reality deu adeus exibindo uma leva de vídeos divertidos e apresentando um ótimo show de Lulu Santos.


Apesar das iniciais falhas técnicas, a final do BBB13 foi marcada pela genialidade de Boninho e equipe. Absolutamente todos os vídeos exibidos foram impecáveis, demonstrando toda a criativa inspiração da produção que merece o reconhecimento por conseguir muitas vezes 'tirar leite de pedra'. Ainda por cima conseguiram inserir a nova campanha da Globo --- o "Vem aí" sendo adaptado com "Vem aqui" --- nos clipes finais fazendo uma junção perfeita de marketing com criatividade.

A décima-terceira edição do reality mais amado e odiado do país foi recheada de surpresas que ajudaram a movimentar o programa. Além da volta de seis ex-BBBs, ainda apresentaram paredão falso apelidado de "BBB Vai e Volta", uma sequência impiedosa de provas de resistência, paredão surpresa, "Sumiu e

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Público elimina Eliéser e Big Brother Brasil 13 perde seu protagonista

Para os verdadeiros torcedores de Kamilla, Fernanda, André e, claro, de Eliéser, a última terça-feira (26/02) não teve uma noite feliz. O grande protagonista dessa edição foi eliminado com 46% dos votos, em uma votação apertada, onde Nasser alcançou 41% e Marcello 13%. Após a briga entre Eliéser e Kamilla, houve uma grande divisão de torcidas, abrindo brecha para que os opositores do participante se fortalecessem com a falta de foco alheia. Se antes o quarteto havia conseguido a ajuda do público, depois do desentendimento na casa ocorreu uma burra ruptura. Parte dos fãs de Kamilla, André e Fernanda se voltaram contra Eli por razões inúteis. E o resultado foi a lamentável saída dele.


Essa divisão entre os torcedores do quarteto poderia ter sido irrelevante na votação caso Eliéser não tivesse uma forte rejeição devido à sua participação no BBB10. Mas muitos não quiseram apagar o que havia sido feito anos atrás. Ignoraram a nova chance dada ao participante. A prova era o nível de argumentação de alguns para criticá-lo. O chamando de 'falso', por exemplo, coisa que ele nunca foi. Parte do público nem se dava ao trabalho de enxergar o desempenho de Eli no jogo e ignorava sua boas atitudes.

Eliéser voltou amadurecido e sua visão no BBB era impecável. Conseguia ver a tática de quase todos os participantes e não demorou muito para identificar as intensões de Marcello, um de seus grandes adversários. Fez questão de frisar para André que ambos tinham que proteger sempre Kamilla e Fernanda. Afinal, os quatro se protegiam e se gostavam. Não por acaso que

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Big Brother Brasil 13 estreia com o pé direito e acerta ao apostar na volta de participantes polêmicos

Para a alegria dos fãs e para o ódio dos intelectuais, o reality show mais importante e longevo do país estreou sua décima-terceira edição na última terça-feira (08/01). O "Big Brother Brasil", como acontece em todos os anos, já estava despertando polêmica e repercussão antes mesmo de ter estreado. Especulação a respeito de ex-participantes que voltariam, casa de vidro, divulgação de novos selecionados, enfim, não faltou assunto nas redes sociais desde que as chamadas do programa começaram a ir ao ar. E pelo que foi visto até agora, Boninho resolveu apostar na reunião de tipos polêmicos e com personalidade forte para despertar o interesse do público.


Após uma edição marcada por um suposto estupro, ocasionando uma forte campanha negativa na mídia e consequentemente uma queda do número de anunciantes, o "Big Brother Brasil" voltou prometendo muito para quem é fã do reality. Boninho apostou logo de cara na casa de vidro, dando a opção para o público escolher um homem e uma mulher para entrar na casa. Outra jogada de mestre foi trazer de volta seis ex-BBBs para a décima-terceira edição. Todas essas medidas aumentaram o interesse pela atração e o próprio Pedro Bial --- que continua apresentando com competência e desenvoltura --- não escondia a empolgação pelas 'novidades'.

O diretor optou pelos mais polêmicos, o que já despertou ódio e torcida dos telespectadores e incômodo dos novos BBBs. Ao escolher Bambam, Dhomini, Ana Mara, Fani, Natália e Eliéser, fica claro que a intenção é causar barracos, intensificar a rivalidade e ocasionar fortes discussões entre os grupos. Todos os ex-participantes

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

"Na Moral" encerra sua primeira temporada e prova que terá vida longa na Globo

O tão aguardado programa de Pedro Bial, sonho antigo do jornalista, estreou cercado de desconfianças. As informações a respeito da atração não eram tão esclarecedoras quanto pareciam, e era difícil imaginar o que seria apresentado ao telespectador. Mas logo após a exibição do primeiro "Na Moral", pôde-se perceber que havia estreado uma boa opção para as noites de quinta-feira.


Desde o primeiro programa, foi perceptível a clara preocupação em discutir temas relevantes e de interesse de todos. Já começaram falando do famigerado politicamente correto ---que acabou não sendo devidamente explorado porque dividiram o tema com racismo, preconceito etc --- e o debate gerou muita repercussão nas redes sociais.

Tendo sua primeira temporada encerrada na última quinta-feita (30/08), o "Na Moral" conseguiu levantar questões e pelo menos discutir, nem que seja rapidamente, assuntos úteis como o casamento homossexual, a privacidade dos famosos, e as reformas do Código Penal. Claro que temas

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Na Moral: uma boa surpresa de Pedro Bial

Substituindo o "Globo Mar", estreou na noite desta quinta-feira o "Na Moral", o novo programa do Pedro Bial. Assim que entrou no ar, o apresentador já fez uma pergunta ao telespectador, sem nenhum tipo de receio: "É viado, bicha ou homossexual?". Um questionamento provocador e bem apropriado, uma vez que o tema de estreia  foi justamente a 'ditadura do politicamente correto', que está cada vez mais impregnado na nossa sociedade. Não há como negar que esse início já serviu para prender o público.


O que se observou é que o intuito da nova atração é debater, provocar e questionar a respeito de temas espinhosos, que estão cada vez mais difíceis de serem abordados na televisão. Alexandre Pires, Maria Paula, Antônio Carlos Queiroz e Luiz Felipe Pondé foram os convidados do primeiro programa. Bial, como grande jornalista que é, conseguia elaborar ótimos questionamentos, o que gerava muito interesse não só dos participantes --- que debateram de uma forma sóbria e sem gritos --- como também da platéia e do público de casa. Porém, alguns erros precisam ser corrigidos.

O tema central acabou sendo dividido em subtemas (assédio sexual, racismo, esteriótipo da mulher, enfim) e todos foram abordados muito rapidamente. Alexandre Pires foi convidado com o intuito de falar da polêmica do seu último clipe que foi caracterizado