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sexta-feira, 9 de junho de 2017

"A Favorita": a novela mais ousada de João Emanuel Carneiro

João Emanuel Carneiro ainda não tem muitas produções como autor titular na televisão. São cinco novelas e uma série. Levando em consideração os autores mais experientes, é uma lista pequena. Entretanto, sua carreira já é repleta de sucessos. Pode-se constatar, inclusive, que "A Regra do Jogo", seu folhetim mais recente, é a sua pior produção até agora (mesmo tendo sido uma novela regular), comparando com seus bons trabalhos anteriores. E, entre todas as suas histórias já produzidas, não há dúvidas de que a mais ousada e bem escrita foi "A Favorita", exibida em 2008, que completou nove anos no último dia 2.


A novela marcou a teledramaturgia porque começou a ser exibida para o público sem as 'determinações' clássicas a respeito de quem era mocinha e quem era vilã. O telespectador não ficou na condição privilegiada de saber o contexto do enredo, muito pelo contrário, ele simplesmente passou a fazer parte daquela trama, podendo ser enganado ou não pelas duas principais personagens. Eram duas versões de uma mesma história e a pergunta exposta no teaser era: "Quem está falando a verdade?". Um dos atrativos era justamente bancar o detetive, analisando o comportamento dos perfis.

O público se viu na mesma condição dos personagens, não podendo, portanto, julgar quem acreditava ou não acreditava em quem. Afinal, o telespectador ficou tão em dúvida quanto várias figuras pertencentes ao enredo tão bem trabalhado pelo autor. Porém, João, muito inteligentemente, soube induzir com competência, abusando de esteriótipos clássicos em folhetins.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Com trama desgastada, "Boogie Oogie" termina sem fôlego e com saldo negativo

Foram praticamente oito meses no ar. Após uma promissora e movimentada estreia, "Boogie Oogie" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/03) com um saldo para lá de negativo. A trama de Rui Vilhena ---- autor português (nascido em Moçambique) que estreou seu primeiro folhetim no Brasil ----, dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, não teve fôlego para se sustentar por tanto tempo e foi se perdendo à medida que os capítulos passavam.


Os primeiros meses empolgaram. Apesar de alguns absurdos ---- como a vingança fajuta de Suzana (Alessandra Negrini), que só contou que havia trocado os bebês vinte anos depois ----, a novela despertou interesse pelo ritmo ágil e bons ganchos. O enredo em torno de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que tiveram suas vidas trocadas na maternidade, conduziu muito bem o início do folhetim. Os conflitos funcionavam e movimentavam a história. A grande virada aconteceu quando as duas protagonistas descobriram o crime da amante de Fernando (Marco Ricca), o que resultou em ótimas cenas.

Entretanto, depois desta revelação, o autor passou a explorar dois temas, que dominaram todos os núcleos: o segredo de Carlota (Giulia Gam) e a identidade do pai de Vitória. Inicialmente, o mistério envolvendo o passado da vilã e o drama da patricinha atraíram a atenção. Mas não por muito tempo. A novela começou a andar em círculos, ficando repetitiva e desgastada.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Laços de Família": a envolvente e dramática novela de Manoel Carlos

Após o sucesso de "Por Amor", Manoel Carlos precisava encarar dois difíceis desafios: emplacar uma outra grande novela no horário nobre e ainda substituir o fenômeno "Terra Nostra", de Benedito Ruy Barbosa, que estava no ar até o final de maio. Mas a missão foi cumprida com louvor através da envolvente e bem escrita "Laços de Família", folhetim que estreou no dia 5 de junho e ficou no ar até dia 2 de fevereiro de 2001, tendo 209 capítulos.


Dirigida por Ricardo Waddington, a novela conta a história do amor incondicional que uma mãe tem por sua filha. Esta mãe é, claro, mais uma Helena do autor e foi interpretada muito bem por Vera Fisher. Já a filha, a mimada Camila, foi vivida por Carolina Dieckmann. A trama, ambientada no bairro do Leblon, começa às vésperas do Réveillon de 2000, com um pequeno acidente de trânsito envolvendo a protagonista e Edu (Reynaldo Gianecchini estreando na televisão), um médico recém-formado. Os dois têm uma discussão, mas depois acabam vivendo um intenso romance, que sofreu forte rejeição da tia do rapaz (Alma - Marieta Severo) por causa da diferença de idade ---- ele era vinte anos mais novo que ela.

Helena é uma empresária bem-sucedida, de 45 anos --- que tem outro filho além de Camila (um rapaz íntegro chamado Fred - Luigi Barricelli) ---, sócia de uma clínica de estética, e tem a fiel escudeira Yvete (Soraya Ravenle) como melhor amiga e confidente.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O que será do "Vídeo Show"?

Em 2013, o "Vídeo Show" completou 30 anos. Uma idade respeitável. Porém, um dos programas mais longevos da televisão sofreu uma reviravolta no dia 18 de novembro de 2013. Ricardo Waddington assumiu a atração e o diretor fez uma grande faxina na atração. O antigo formato ---- comandado por Boninho, que não andava muito atrativo, é bom lembrar ---- foi deixado para trás e tudo foi reformulado. Mas nada funcionou desde então e até hoje o formato enfrenta constantes modificações.


Zeca Camargo foi colocado como apresentador em um palco com plateia e a impressão causada era de que havia um programa dentro de outro. O público rejeitou a nova ideia e aos poucos Zeca foi perdendo destaque, assim como as entrevistas comandadas por ele. Otaviano Costa foi tendo mais importância e ganhou até um novo quadro: o '8 ou 800', onde anônimos iam disputar um prêmio em dinheiro respondendo perguntas sobre novelas e séries.

Porém, o quadro também não teve vida longa. Mas Otaviano continuou com um bom destaque na atração, enquanto Zeca mal aparecia. Após constantes alterações, eliminaram de vez o palco, focando exclusivamente nas matérias dos bastidores.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

"Amor & Sexo" se mantém divertido e despretensioso

Com um fim previsto para 2013, o "Amor & Sexo" ganhou uma sobrevida graças ao sucesso da dobradinha com o "The Voice Brasil" no ano passado. O programa apresentado por Fernanda Lima demonstrou fôlego de sobra para novos episódios, surpreendeu até os responsáveis pela produção do formato e o resultado foi a estreia da oitava temporada no dia 9 de outubro de 2014.


A temporada estreou tão divertida quanto as anteriores e com uma Fernanda Lima completamente à vontade no comando da atração. Este, aliás, é um dos pontos altos do programa: a competência, o carisma e a espontaneidade da apresentadora. O juri fixo com Regina Navarro Lins, Otaviano Costa, Mariana Santos, José Loreto e Xico Sá continua presente e tem uma participação fundamental nas conversas sobre os temas escolhidos, assim como a banda liderada por Leo Jaime.

Sempre procurando uma abordagem bem-humorada em cima de assuntos considerados 'tabus', Fernanda e sua bancada de 'especialistas' não se preocupam com o politicamente correto e muito menos com a forma como tudo é falado e até exemplificado.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Com uma trilha sonora memorável, "Boogie Oogie" estreia com muitos clichês e uma boa dose de saudosismo

Saiu de cena o mundo lúdico de "Meu Pedacinho de Chão" e entrou no lugar a discoteca, febre nos anos 70. Dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, "Boogie Oogie" estreou, nesta segunda (04/08), trazendo um clima de muito saudosismo ao horário das seis e exibindo um amaranhado de típicos clichês folhetinescos. Ao contrário da antecessora, que era marcada pela contemplação, a nova novela começou com um ritmo ágil, com o intuito de apresentar a trama principal e as secundárias para o telespectador, sem maiores enrolações.


O primeiro capítulo iniciou exibindo a cena do acidente de avião sofrido por Rafael (Marco Pigossi), no Rio de Janeiro, que perde o controle do monomotor e acaba caindo em pleno Elevado da Perimetral (demolido recentemente). A tragédia é o ponto de união da trama central, já que o noivo da mocinha Sandra (Isis Valverde) ---- que estava indo se casar ---- socorre o rapaz, o salva, mas acaba morrendo. Ao contar a triste notícia na igreja, o rapaz se sentirá culpado e balançado emocionalmente. A partir desta ironia do destino, o casal protagonista será formado e o enredo principal desvendado. A sequência da queda da aeronave foi primorosa e os efeitos especiais da explosão impressionaram.

Porém, foi equivocado começar o capítulo com uma cena do futuro, para depois voltar ao passado e contar o que havia ocorrido um dia antes. Parece que virou uma regra a utilização deste recurso em folhetins. Todos agora usam esta fórmula, que já está ficando batida.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"Mulheres Apaixonadas": a última grande novela de Manoel Carlos

Exibida entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, "Mulheres Apaixonadas" foi a última grande novela de Manoel Carlos. O autor, que se equivocou com "Páginas da Vida" e "Viver a Vida", e agora com "Em Família" está em seu pior momento, escreveu uma trama que foi um enorme sucesso e entrou para a galeria de grandes folhetins da teledramaturgia.


Após novelas excelentes, como "História de Amor", "Por Amor" e "Laços de Família", Maneco conseguiu emplacar uma quarta trama seguida e surpreender o telespectador através de uma obra tão boa quanto as anteriores. O folhetim apresentou uma gama de histórias repletas de dramas envolventes e ainda presenteou o público com personagens muito bem construídos. O elenco também era um dos pontos fortes. Difícil apontar algum ator que não tenha ido bem em meio a tantos grandes nomes.

Todos os núcleos tiveram destaque, onde temas fortes e muitas vezes emocionantes permeavam os conflitos e os dramas dos personagens. Difícil esquecer o ciúme doentio de Heloísa (Giulia Gam em seu melhor papel na carreira); a bonita relação que Téo (Tony Ramos) tinha com a menina Salete (Bruna Marquezine); o alcoolismo de Santana (Vera Holtz); o romance lésbico de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli); o preconceito de Paulinha (Ana Roberta Gualda); o agressivo psicopata

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Canal Viva acerta com a reprise da instigante série "A Cura"

No dia 10 de agosto de 2010, estreou na Globo uma série que viria a ser uma das melhores produzidas pela emissora: "A Cura". Escrita por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, e dirigida por Ricardo Waddingon, a trama presenteou o telespectador com uma instigante história que mesclava espiritismo, drama psicológico e suspense com precisão. E quem perdeu esta primorosa produção, tem a oportunidade de assisti-la no Canal Viva, que começou a reprisá-la às quintas-feiras, às 23h10 (horários alternativos: madrugada de quinta para sexta: 2h45 e sábado: 14h30).


A série conta a história de Dimas (Selton Mello), um jovem inseguro que cresceu sendo acusado pela morte de um amigo e que volta à sua cidade (Diamantina - MG) 20 anos depois, formado em medicina, e tentando provar que é um profissional competente e uma pessoa boa. Obviamente, enfrenta a ira dos moradores locais. E até mesmo seus familiares temem pelo rapaz, uma vez que a acusação sofrida por ele ainda está viva na memória de todos os habitantes. Somado a isso, o protagonista ainda tem um sério conflito consigo mesmo, devido ao dom que tem: sua capacidade curativa que foge à ciência. Conhecido pelos seus diagnósticos difíceis, o cirurgião tenta a todo custo esconder seu inexplicável poder; que já foi visto na cidade anos atrás através de Dr. Otto (Juca de Oliveira), causando uma grande polêmica, criando rixas entre os que achavam o médico um curandeiro e os que o chamavam de assassino.

Além de apresentar esta riquíssima trama central, a série tem uma narrativa entre o presente e o passado, que ajuda a explicar toda a história ao longo dos episódios. Isso porque Silvério (Carmo Dalla Vechia) é antepassado de Oto. O monstruoso homem explora escravos no século XVIII, usando de todo tipo de crueldade para encontrar diamantes e ouro. Entretanto, recebe o castigo que merece

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Novas reformulações amenizam erros, mas não consertam o "Vídeo Show"

Logo na estreia do novo "Vídeo Show", já foi possível perceber que as mudanças não foram nada positivas. Os bastidores da televisão ficaram em segundo plano e o programa virou quase um talk-show de um exagerado Zeca Camargo. O resultado foi a diminuição dos índices de audiência que já não estavam bons. Como do jeito que estava não dava para continuar, o diretor Ricardo Waddington começou a fazer mais mudanças, e que ainda continuam sendo feitas.


As matérias sobre os bastidores da programação da Globo voltaram a ter bem mais destaque e, por sua vez, Zeca Camargo perdeu muito espaço. Quando entrou na atração, o apresentador entrevistava artistas no palco, fazia brincadeiras e ainda tinha tempo para falar até sobre 'futilidades' com os convidados. Mas agora ele faz as chamadas de alguns quadros e aparece, de fato, apenas no terceiro e último bloco, com algum ator/atriz para uma rápida entrevista, que não dura nem 10 minutos. Até a calçada da fama --- uma das recentes novidades, onde o artista assina no cimento e deixa a marca de suas mãos --- perdeu importância. Virou 'pano de fundo' para a subida dos créditos, na hora do término do programa.

Além das alterações citadas, o "Vídeo Show" apresentou uma nova versão do 'Vídeo Game', antigo quadro comandado por Angélica. Sob o pretexto de voltar com o "8 ou 800", jogo de perguntas e respostas comandado pelo saudoso Paulo Gracindo em 1976, o programa trouxe de volta o esquema de 'game' para

sábado, 21 de dezembro de 2013

Devido ao sucesso da temporada de 2013, "Amor & Sexo" se despede em alta e com chances de voltar em 2014

Após uma muito bem-sucedida sétima e, teoricamente, última temporada, o "Amor & Sexo" saiu de cena na última quinta-feira (19/12). E tinha tudo para ser uma despedida definitiva. Antes mesmo de voltar ao ar em 2013, o diretor Ricardo Waddington havia deixado claro que seria o último ano da atração. Porém, o sucesso alcançado surpreendeu a todos, o que automaticamente provocou a possibilidade de um retorno em 2014.


O último programa deixou em aberto seu futuro. Fernanda Lima se despediu, mas não disse que era o fim, apenas enfatizou que era o término de mais uma temporada e deixou uma espécie de mensagem subliminar: "Como será o amanhã? Qual será o nosso destino? Responda quem puder! Eu só sei que amor e sexo nunca acabam!". Ou seja, praticamente uma confirmação de continuidade, ainda que nas entrelinhas. E não será nenhuma surpresa se a Globo anunciar a volta do "Amor & Sexo" ano que vem, junto com a terceira temporada do "The Voice Brasil". Afinal, a dobradinha das quintas-feiras superou qualquer expectativa e deu muito certo. Não por acaso, a audiência de ambos foi ótima.

O próprio Ricardo Waddington declarou que só saberá o destino do programa em 2014. Entretanto, essa declaração apenas confirma que a chance da oitava temporada estrear é grande. E a permanência da atração na grade da Globo é muito justa. Após sofrer um desgaste entre a terceira e a quinta temporadas ----- época em que o programa apresentava matérias de rua e tinha o 'Strip Quizz' como único

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Os exageros de Zeca Camargo e o constrangimento do novo "Vídeo Show"

Após alguns programa exibidos, ficou claro que o "Vídeo Show" foi aniquilado. As matérias sobre os bastidores ficam soltas e entram no ar sem nem ao menos serem anunciadas. E tudo o que é apresentado no palco da atração ---- entrevistas, brincadeiras e música---- cansa ou causa constrangimento. Para piorar, entre tantos problemas, um acaba se 'destacando': Zeca Camargo.


O apresentador está a cada dia mais forçado e os exageros apresentados na estreia, ao invés de irem melhorando com o tempo, foram piorando. Zeca não consegue disfarçar o seu desconforto e ao tentar expor naturalidade, enfia os pés pelas mãos e irrita facilmente quem assiste. Além de sempre fazer questão de dizer que o entrevistado do dia é seu amigo pessoal, ele grita demais e pegou uma mania irritante de pedir aplausos a todo instante.

Aliás, a presença da plateia só serviu para aumentar a lista de equívocos, uma vez que só serve para aplaudir sempre que solicitada e rir de algumas brincadeiras que não têm a menor graça. A banda também não tem função e o próprio Zeca mostra não saber muito bem qual a utilidade dos músicos. E a sua

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Novo formato do "Vídeo Show" aniquila a identidade do programa

Em março desse ano, o "Vídeo Show" completou 30 anos. Um dos mais longevos programas da Globo comemorou o simbólico aniversário inaugurando um novo cenário e em clima de muita alegria. Porém, pouco tempo depois, um maremoto atingiu a atração. Boninho deixou a direção, foi substituído por Ricardo Waddington, que simplesmente jogou o novo cenário no lixo e transformou André Marques e Ana Furtado (os apresentadores) em repórteres, para depois retirá-los de vez do formato. Após todo esse turbilhão de alterações, houve mais uma mudança, que foi apresentada ao público nessa segunda-feira (18/11).


O programa passou a ter uma platéia e Zeca Camargo virou o novo apresentador. A atração terá um famoso por dia no palco para homenagear, entrevistar, 'brincar' e relembrar sua carreira. A estreia foi com Susana Vieira, que esbanjou simpatia e ficou bem mais à vontade do que o próprio Zeca, que obviamente estava inseguro; afinal, ele ficou 18 anos no "Fantástico" e agora está com uma missão totalmente diferente na área de entretenimento. Um desafio, como o próprio disse.

O "Vídeo Show" manteve as clássicas matérias dos bastidores, entretanto, as reportagens ficaram muito mais curtas e perderam a importância que tinham. O palco virou o grande protagonista e esse fato acabou deixando a atração com cara de 'mais do mesmo'. Afinal, além da posição da platéia lembrar a do

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Além do Horizonte" tem uma estreia ousada e arriscada

Até onde você iria em busca da felicidade? A felicidade existe? Que preços temos que pagar para alcançá-la? É possível ser feliz? Você teria coragem de encarar um perigoso jogo para descobrir a resposta para todas essas perguntas? Tendo essa premissa inovadora e arriscada, estreou, nessa segunda-feira (04/11), "Além do Horizonte", trama que substitui a envolvente "Sangue Bom" no horário das sete.


A primeira novela de Carlos Gregório e Marcos Berntein (experientes na roteirização de vários filmes, incluindo ainda novelas, como "A Vida da Gente", onde trabalharam juntos) apresentou um primeiro capítulo repleto de incógnitas, honrando bem o clima de mistério e suspense que domina a história. A protagonista Lili (Juliana Paiva), após ficar noiva, lê uma carta deixada por seu pai e conclui que ele pode estar vivo. Ela discute com sua mãe (Heloísa - Flávia Alessandra), que acaba contando que o marido fugiu com uma amante. Rafa (Vinicius Tardio) é abandonado por sua namorada (Paulinha - Christiana Ubach), que vai em busca da tal felicidade ao lado de Marlon (Rodrigo Simas), irmão de William (Thiago Rodrigues). E a turma jovem em questão é formada pelos protagonistas da história.

O clima 'Lost' ficou por conta das cenas ambientadas na Amazônia, destino dos personagens centrais e local de uma sociedade secreta que carrega inúmeros mistérios. A começar pela existência de uma 'besta', que assassinou um homem logo no primeiro capítulo, aumentando ainda mais o

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

"Além do Horizonte": o que esperar da próxima novela das sete?

A próxima novela das sete será escrita por dois autores estreantes: Marcos Bernstein e Carlos Gregório. A dupla já colaborou com o texto de várias produções, incluindo "A Vida da Gente", de Lícia Manzo. Marcos ainda assinou com João Emanuel Carneiro a excelente série "A Cura", além de ter feito o roteiro de filmes como "Chico Xavier e "Somos tão Jovens". E Carlos foi roteirista do sucesso "Se eu fosse você" (filme estrelado por Tony Ramos e Glória Pires) e já trabalhou também como ator ---- seu último personagem de destaque foi em "Alma Gêmea" (2005), de Walcyr Carrasco, quando interpretou um gerente de hotel, Sr. Rodriguez, que tinha um caso com Kátia (Rita Guedes). Agora ambos deixaram os projetos paralelos de lado e se uniram para um novo desafio: escrever "Além do Horizonte".


A nova novela parece ter um enredo ousado, entretanto, as chamadas apresentadas não foram muito esclarecedoras para o público, o que poderá afugentar a audiência, que já anda em baixa por causa dos fracos desempenhos no ibope de "Guerra dos Sexos" e "Sangue Bom". Por tudo o que tem sido mostrado até então, a história terá um quê de "Lost" ---- série americana de muito sucesso ---- e o mistério será o ponto alto da trama.

Lili (Juliana Paiva), Rafa (Vinicius Tardio) e William (Thiago Rodrigues) serão os protagonistas e terão como principal objetivo procurar pessoas queridas da família que desapareceram sem explicações. Os três acabam se conhecendo e percebem que esse mistério dos desaparecimentos pode estar

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

"Amor & Sexo" ousa e diverte em sua última temporada

A sétima e última temporada de "Amor & Sexo", com direção de Ricardo Waddington, estreou na última quinta-feira, dia 3 de outubro, junto com o retorno do "The Voice Brasil". E esse último ano tem tudo para ser o melhor. A atração comandada por Fernanda Lima apresentou logo no primeiro programa um grupo de pessoas nuas com o nítido intuito de impressionar o público e ousar em cima de um tema considerado proibitivo.


Apesar de ter durado apenas alguns segundos, a nudez dos envolvidos (pessoas 'comuns' e sem corpos sarados e perfeitos) chocou até os participantes do programa, que se divertiram com a situação. E a estreia abordou justamente isso, o tabu em relação ao corpo. Sem dúvida foi um promissor recomeço, que ainda serviu para causar repercussão em cima da estreia da sétima temporada. Vale ressaltar, também, que a proposta foi perfeitamente válida, levando em consideração a temática da atração e o horário em que é exibida (depois da meia-noite).

O segundo programa continuou mantendo a boa dose de ousadia do primeiro e divertiu ao levar no palco modelos com vários penteados para mostrar os diferentes tipos de depilação. Cláudia Ohana ainda fez uma ótima participação e falou mais uma vez sobre a polêmica causada em cima de seus

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Joia Rara: o que esperar da próxima novela das seis?

Estreia na próxima segunda-feira (16/09), um novo projeto da elogiada dupla Duca Rachid e Thelma Guedes. As autoras, que foram colaboradoras de Walcyr Carrasco e que fizeram sucesso com todas as novelas que escreveram até então ---- "O Profeta", "Cama de Gato" e "Cordel Encantado" ----, encaram um novo desafio no horário das seis: fisgar o público e reerguer o ibope do horário que há tempos não alcança índices satisfatórios ---- curiosamente, a última trama que conseguiu bons índices foi "Cordel Encantado".


Dirigida por Ricardo Waddington e Amora Mautner, a bem-sucedida dupla que dirigiu o fenômeno "Avenida Brasil", a trama central conta a história de Pérola (Mel Maia), filha do milionário Franz (Bruno Gagliasso) e da operária Amélia (Bianca Bin), uma menina que é a possível reencarnação do líder espiritual budista Anada (Nelson Xavier). O sonho da garota será unir seus pais, separados em virtude das inúmeras armações dos vilões (Silvia - Nathalia Dill e Manfred - Carmo Dalla Vechia).

Pelo o que foi visto no clipe de nove minutos da novela e nas chamadas exibidas pela Globo, a trama tem tudo para ser mais um sucesso das autoras. Tendo sua história contada entre os anos 30 e 40, o folhetim apresenta um ótimo elenco e um figurino caprichado. Também ficou perceptível a preocupação

quinta-feira, 11 de julho de 2013

"Vídeo Show": o programa que perdeu o rumo

O telespectador, assim como qualquer crítico formado, sabe observar quando alguma novela ou programa está totalmente sem rumo. E tudo fica mais fácil quando o produto em questão não tenta nem ao menos disfarçar o quanto que está perdido. Esse é o caso do "Vídeo Show", que completou trinta anos recentemente.


O programa sofreu grandes alterações quando foi assumido por Boninho e foi se adaptando aos poucos até entrar em um período de, digamos, conforto. Porém, nos últimos meses houve uma queda de audiência, o que fez o programa sofrer novas mudanças. A principal delas foi a perda da identidade do "Novelão da Semana". O quadro, que havia sido criado para reprisar novelas muito antigas, acabou virando uma espécie de "Vale a Pena Ver de Novo", ou seja, passou a reprisar tramas recentes e que ainda estão frescas na memória do público.

O cenário foi totalmente reformado e os apresentadores passaram a ter bancadas e vários apetrechos em suas respectivas mesas. Vários convidados também passaram a marcar presença no estúdio para conceder uma pequena entrevista. Esse parecia ser o novo caminho que a atração ia seguir. Entretanto, ocorreu

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Considerada a melhor produção de 2012, Avenida Brasil se destaca no Prêmio Contigo e mais uma vez sai consagrada de uma premiação

Após muitas premiações ---- incluindo "Prêmio Extra", "APCA", "Melhores do Ano" e "Troféu Imprensa" ----, pode-se dizer que foi realizada a última premiação em cima das produções do ano de 2012. O "Prêmio Contigo" foi realizado nessa segunda-feira, no Golden Room do luxuoso Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. A décima-quinta edição desse já conhecido evento contou com a presença de atores, atrizes e diretores de várias emissoras. E, confirmando o que já era previsto, "Avenida Brasil" mais uma vez saiu consagrada.


Apresentado muito bem por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães, o evento fez uma justa homenagem ao casal mais querido da televisão brasileira: Glória Menezes e Tarcísio Meira. Os atores ainda falaram sobre a evolução da tevê e da teledramaturgia ao longo dos anos. Também ocorreu uma tocante menção aos grandes profissionais que se foram nos últimos meses, incluindo Cleyde Yáconis, Hebe Camargo, Marcos Paulo e Walmor Chagas. 

Porém, claro, o foco principal foi a entrega dos troféus. Até porque, na premiação da Contigo, eram seis indicados por cada categoria, o que representava uma maior justiça na seleção dos melhores do ano. Talvez por ter atrasado mais de uma hora, todos os vencedores eram anunciados sem maiores enrolações ---- sempre

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

É suspense? É terror? É drama? É apenas o capítulo 172 de um sucesso chamado Avenida Brasil!

Embora pareça, "Avenida Brasil" não irá terminar nesta semana. Há mais alguns dias de novela, para a alegria do público que a prestigia diariamente. E João Emanuel Carneiro não se cansa de surpreender o telespectador. O que poderia ser apenas mais um clichê com o famigerado 'quem matou?', acabou virando uma das mais impressionantes cenas da novela e, quiçá, de toda a história da teledramaturgia, sem exageros.  O esperado assassinato de Max hipnotizou a todos que acompanharam o capítulo 172 da trama que parou o país.


A tensão se fez presente o tempo todo e não parecia que havia uma novela sendo exibida, e sim um longa-metragem de suspense da melhor qualidade. Max (Marcello Novaes) mantinha Carminha (Adriana Esteves), Nina (Débora Falabella), Jorginho (Cauã Reymond), Mãe Lucinda (Vera Holtz) e Nilo (José de Abreu) presos na casa da mãe do lixão. O terror psicológico, uma das principais marcas de João Emanuel Carneiro, dominava a cena, onde estavam os principais personagens da trama. Mais uma vez é necessário rasgar elogios ao minucioso trabalho da direção, que transmitia um nível elevadíssimo, com imagens rapidamente cortadas, focalização no pânico de todos os envolvidos e uma edição acertada. Amora Mautner, Ricardo Waddington, José Luiz Villamarim e toda a equipe responsável são geniais. E, claro, a atuação do elenco foi maravilhosa, como de costume.

As sequências em que Max se descontrolava e ateava fogo na casa, causando um desespero em todos os presentes, foram grandiosas e ainda é preciso destacar a trilha de tensão da novela, que foi um dos pontos altos de "Avenida Brasil" desde o início. A chegada, aos poucos, de cada um dos futuros suspeitos aumentou o clima de mistério, ao mesmo tempo que

domingo, 7 de outubro de 2012

Em plena reta final, Avenida Brasil exibe uma sucessão de cenas impactantes e tira o fôlego do telespectador

Faltando pouco para seu fim, "Avenida Brasil" tem deixado o público em êxtase. Atuações magistrais, capítulos impactantes, cenas grandiosas, reviravoltas que nunca cessam e uma direção caprichada têm sido a tônica dos últimos capítulos. Mas o telespectador viu este conjunto desde o início da obra. Em menos de duas semanas, Nina e Jorginho caíram, se levantaram, Tufão foi investigando sua mulher, Carminha começou a sentir o chão se abrir, tentou matar Max, que foi salvo por Mãe Lucinda, que voltou pra mansão, assustou a vilã, finalmente mostrou as fotos comprometedoras, que chocou Ivana e que desmascarou a vilã perante toda a família de Tufão. Não por acaso, a audiência tem explodido e os cinco últimos capítulos ultrapassaram os 40 pontos com facilidade. Levando-se em conta que o Horário Eleitoral só terminou na quarta-feira e ainda temos duas semanas de novela.


De todas as cenas mais recentes, é preciso ressaltar o momento em que Carminha ludibria Max no barco, aceitando fugir com seu amante antes que todos descubram seus podres. Além dos desempenhos excepcionais de Adriana Esteves e Marcello Novaes e do grande texto do autor, o telespectador viu uma direção impecável. Enquanto ambos conversavam, o foco foi no olhar de cada um, ignorando até mesmo a boca dos atores em diversos momentos. Ainda havia uma música romântica tocando no ambiente, esta colocada por Max para comemorar a fuga e o romance do casal. Sequência de um brilhantismo impressionante. Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarim são diretores admiráveis e merecem todo e qualquer reconhecimento.

Elogiar Adriana Esteves já virou uma rotina, mas não se pode ignorar seu desempenho, principalmente quando Carminha demonstra remorso e angústia no momento que decide eliminar seu comparsa. A vilã realmente sofreu com sua própria atitude e isto pôde ser visto no olhar da personagem; tanto no instante que o enganou, quanto na