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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Desgastado, "The Voice Brasil" precisa urgentemente de uma reformulação

A quarta temporada do "The Voice Brasil" estreou no dia 1º de outubro e fica no ar até dia 25 de dezembro. A atração musical manteve Thiago Leifert na apresentação e mais uma vez vários cantores se candidataram para a disputa, norteada por quatro cantores que exercem a função de técnicos e avaliadores. Mas, o reality, que era um dos melhores do país, não tem conseguido mais evitar o cada vez mais implacável desgaste do formato brasileiro.


E a culpa recai na produção do programa, que não procurou renovar os jurados e nem conseguiu melhorar, ou ao menos manter, o nível dos participantes selecionados para se apresentarem no palco na primeira fase. A competição ainda é relativamente atrativa, assim como todas as etapas que os candidatos precisam passar até a grande final. Porém, todos os problemas citados ficaram mais explícitos nesta edição e, ainda por cima, encurtaram a fase das batalhas (a melhor da atração), piorando o que já não estava bom. Ou seja, será necessário um novo olhar na temporada de 2016.

Entre todas as situações que precisam ser reformuladas, ou aperfeiçoadas, a principal segue sendo a questão dos técnicos. É um grande erro mudar apenas um jurado, após três anos com as mesmas pessoas. Se ao menos o juri estivesse tão interessante quanto antes, valeria até a pena, mas não é o caso. Carlinhos Brown, Lulu Santos e Cláudia Leitte, infelizmente, se perderam e têm se equivocado cada vez mais nas avaliações.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Apesar da ausência de novidades, "É de Casa" tem estreia agradável

A programação matutina de sábado nunca recebeu uma devida atenção das emissoras. Sempre foi considerado um horário 'morto', sem espaço para grandes investimentos; afinal, é uma faixa que sempre representou baixos números de audiência. Portanto, desenhos e atrações 'enlatadas' preencheram a programação da tevê aberta por muitos anos. Porém, a Globo resolveu sair na frente e criou um programa para investir no público das manhãs: o "É de Casa", que estreou no dia 8 de agosto.


O programa matinal é composto por seis apresentadores, um número recorde. André Marques, Cissa Guimarães, Patrícia Poeta, Ana Furtado, Zeca Camargo e Thiago Leifert comandam a atração e todos apareceram na estreia. Porém, a atração terá um sistema de rodízio. Serão quatro apresentadores no estúdio e dois fazendo matérias em cada sábado. Afinal, é gente demais apresentando e o primeiro dia do formato já expôs a dificuldade de cada um ter o seu espaço. São três horas no ar (das nove da manhã ao meio dia) e ao vivo. Um desafio e tanto.

A estreia foi bem agradável, apesar da clara insegurança dos apresentadores, ainda um pouco desorientados. A atração nada mais é do que uma junção do "Mais Você" e "Bem Estar" com o "Encontro", os três produtos que fazem parte da grade matutina da Globo de segunda a sexta.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"The Voice Brasil" estreia terceira temporada mantendo as qualidades e apresentando boas novidades

A terceira temporada do "The Voice Brasil" estreou nesta quinta-feira (18/09), no lugar de "A Grande Família", que chegou ao fim em definitivo. Após duas temporadas de sucesso, o programa, dirigido por Boninho, iniciou a terceira mantendo todas as qualidades vistas nas edições anteriores e com algumas boas novidades também.


Entre as novas ideias, está a 'Segunda Chance', que como o próprio nome diz, abre novamente uma oportunidade de um candidato reprovado nas audições anteriores ser escolhido por algum dos jurados. Outra novidade da edição é a 'Audição às cegas' para o público. Ou seja, o telespectador não conhece o participante e nem sabe da história de vida dele. A pessoa se apresenta escondida por uma cortina vermelha e quem está em casa tem a mesma sensação do juri: apenas ouvir e julgar a voz. Sem dúvida, foram duas novidades acertadas.

A entrada de Fernanda Souza como repórter, substituindo Miá Mello, também foi algo novo na terceira edição. A atriz, inclusive, se saiu bem e não fez feio ----- ela também apresenta um conteúdo on-line exclusivo, o "The Voice Web". Já o restante não foi alterado, até porque não se deve mexer em um formato que deu tão certo.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

"Central da Copa" erra ao inserir novidades constrangedoras e desnecessárias

A atração foi criada na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e acabou se firmando na grade da Globo, voltando na Copa das Confederações em 2013 e agora, em 2014, na Copa do Mundo no Brasil. O "Central da Copa" mistura jornalismo e entretenimento com competência e a boa repercussão do formato acabou ajudando Thiago Leifert, que se destacou como apresentador graças ao programa. Porém, algumas 'inovações', exibidas nesta edição, acabaram mais prejudicando do que melhorando.


O programa em si pouco mudou. Nos dias de jogos do Brasil, há uma edição especial com plateia, convidados, conversas sobre o jogo e uma edição independente, ou seja, o formato se sustenta sozinho. Já nos dias de jogos das outras seleções, o "Central da Copa" é inserido no "Jornal da Globo", como se fosse um quadro do telejornal, para analisar as partidas de uma forma mais sucinta. Entre as novidades de 2014 ---- além da entrada de Alex Escobar ----, está uma mesa interativa moderna (apelidada de mesa tática), onde Caio Ribeiro (que comanda a atração com Thiago) mexe nos jogadores, que aparecem em forma de holograma. A tecnologia já existia na edição de 2013, mas a diferença é que agora o rosto dos jogadores aparece com perfeição.

Esta modernidade é interessante e ajuda a incrementar os comentários a respeito dos jogos. Porém, resolveram colocar também hologramas em tamanho 'real', com Caio (ou Marcius Melhem, que é uma espécie de convidado fixo) interagindo com eles, 'brincando' e dando dicas a respeito de faltas que poderiam ter sido evitadas ou de jogadas mal executadas.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Fátima Bernardes e Thiago Leifert: os grandes acertos da transmissão dos desfiles do RJ

Dificilmente há algo de novo nas transmissões do Carnaval. As emissoras abertas sempre optam pelo mais do mesmo e nem merecem ser condenadas, já que o próprio espetáculo não muda. Band e SBT focam nos festivais de Salvador, enquanto que a Globo transmite os desfiles das escolas de samba. Porém, esse ano a emissora carioca acertou com as mudanças feitas na transmissão das escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro.


Thiago Leifert foi colocado como repórter e também comentarista dos desfiles. Luis Roberto continuou sendo o narrador, mas ganhou a companhia de Fátima Bernardes, que entrou no lugar de Glenda Kozlowski. O resultado dessas, aparentemente, pequenas alterações foi muito positivo. O telespectador saiu ganhando após tantos anos sofrendo com o excesso de informações irrelevantes e exageros narrativos.

Fátima mostrou porque é uma das melhores jornalistas do país e não quis aparecer mais que o espetáculo das escolas. Seus comentários eram precisos e a jornalista evitou falar o tempo todo, tirando assim o foco dos sambas e do próprio desfile. O tom de voz sereno também ajudou a deixar

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Com a previsível vitória de Sam Alves, "The Voice Brasil" se despede tendo o novo horário como principal acerto

A segunda temporada do "The Voice Brasil", dirigida por Boninho, chegou ao fim com a previsível vitória de Sam Alves (43% dos 29 milhões de votos) e tendo como principal acerto o seu novo horário. Deixar o domingo à tarde e se fixar nas noites de quinta-feira foi uma jogada de mestre da programação da Globo. O reality aumentou sua audiência  e ainda fez uma boa dobradinha com o "Amor & Sexo", que entrava no ar em seguida. Entretanto, nem tudo foi perfeito: o nível da atração foi inferior ao de 2012.


Apesar dos ótimos cantores que se apresentaram, muitos deles acabaram sendo aprovados por falta de uma opção melhor e isso ficou evidente durante algumas audições. O repertório escolhido também não ajudou em vários momentos e apenas corroborou para o equívoco de algumas apresentações. Além desses fatores, o esquema de votação ---- alvo de críticas na primeira temporada ---- continuou errôneo. Os números eram divulgados para o público antes do candidatos se apresentarem. Ou seja, a performance de cada um pouco importava, afinal, o público começava a votar antes mesmo de ver o cantor no palco.

E outro ponto que pesou contra a temporada de 2013 foi a injustiça de algumas eliminações. Foi inadmissível que Dom Paulinho Lima, um dos francos favoritos, não tenha garantido sua vaga na final. Um dos melhores cantores da competição acabou sendo eliminado por Lulu Santos, que não perdoou ver

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Após uma estreia de sucesso, "The Voice Brasil" volta com a mesma qualidade e acerta ao mudar de dia e horário

A busca pela voz continua. Depois de ter feito um grande sucesso nas tardes de domingo em 2012, o "The Voice Brasil" iniciou sua segunda temporada em novo dia e horário em 2013. Agora, a atração dirigida por Boninho, vai ao ar todas as quintas-feiras, logo após "Amor à Vida". Apesar dessa mudança, o reality musical voltou mantendo todo o bem-sucedido conjunto que conquistou os telespectadores e estreou tão bem quanto no ano passado.


Lulu Santos, Carlinhos Brown, Cláudia Leitte e Daniel continuam fazendo parte do time de jurados/técnicos e Thiago Leifert mantém seu posto de apresentador. Já Daniele Suzuki não é mais repórter e foi devidamente substituída por Miá Mello, que ainda não havia feito nada na Globo depois que acabou o "Casseta e Planeta". As regras, embora não tenham mudado, apresentaram pequenas alterações. A primeira fase ---- quando os jurados ficam de costas apenas ouvindo os candidatos ----, por exemplo, agora terá cinco audições, ao invés de quatro, como em 2012. A fase das batalhas terá novos cenários ---- o ringue virou um octógono, semelhante aos do UFC ----, mas não sofrerá alterações. Porém, a produção prometeu uma 'fase extra e surpresa' mais para frente. 

A estreia da segunda temporada mostrou que o formato tem todas as chances para ser tão longevo quanto o amado e odiado "Big Brother Brasil". Mais uma vez o telespectador foi presenteado com candidatos de algo nível, direção acertada do Boninho e uma edição rápida, que deixou o programa dinâmico e

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Com uma justa vitória de Ellen Oléria, The Voice Brasil encerra sua primeira edição e se consagra como o melhor reality musical do país

Nesse domingo (16/12), com uma final muito bem produzida e uma merecida vitória de Ellen Oléria, o "The Voice Brasil" apresentou o último programa do ano, encerrando sua primeira edição. Tendo oito cantores na disputa derradeira, onde apenas quatro foram selecionados pelos respectivos técnicos para disputar a votação popular, a atração fez jus ao sucesso alcançado e os telespectadores puderam prestigiar a finalíssima do reality que virou mania nacional. 


A final pode até ter sido previsível para todos os que não acompanham realities, mas os que acompanham sabem que nem sempre o melhor vence e muitas vezes triunfa quem tem fãs mais empenhados. Portanto, a consagração de Ellen Oléria deve ser comemorada. A cantora de Brasília sempre foi superior aos concorrentes. Sua maestria no palco era vista a cada apresentação, a cada programa, a cada fase. E a vitória de Ellen, com 39% dos votos, ainda merece ser aplaudida, uma vez que se trata de uma quebra de preconceitos, ainda tão presentes em nossa sociedade: venceu uma negra, gorda e lésbica. Venceu a melhor voz do programa! As concorrentes eram de peso e também mereciam. Os índices das demais não foram divulgados, mas, segundo consta na comunidade oficial do programa, Ju Moraes teve 30%; Liah 21% e Maria Christina 10%. Ainda falando das finalistas, fica claro que não é só na teledramaturgia que as mulheres estão se sobressaindo, no meio musical também. Na primeira etapa da final, apenas um homem marcava presença, e na segunda parte foram quatro mulheres as escolhidas para disputar o prêmio. 

Entre tantos cantores profissionais que se apresentaram e abrilhantaram o palco do "The Voice Brasil", pode-se dizer que o reality foi um conjunto de acertos. Comprar um formato que faz sucesso em outros países nem sempre é garantia de retorno. Depende da competência de quem adquire. Vide o fracasso do Ídolos na Record, ao contrário do que acontece com

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

The Voice Brasil: entretenimento de qualidade aos domingos

O que importa é a voz. Partindo desta premissa, estreou na tarde de domingo o "The Voice Brasil", versão nacional do reality que já faz muito sucesso nos Estados Unidos --- onde programa está em sua terceira temporada --- e Austrália. A competição musical tem basicamente a mesma função do famigerado "Ídolos" (Record), "Astros" (SBT) ou dos finados "Fama" (Globo) e "Popstars" (SBT): lançar um talento. Porém, este formato é um pouco mais atraente: quatro cantores ficam de costas para o palco, apenas escutam a voz do candidato em questão, e caso gostem, apertam um botão, a cadeira gira e pronto; a pessoa é selecionada para a próxima fase e será 'treinada' pelo jurado que a selecionou --- caso mais de um queira o eleito em seu time, cabe ao candidato escolher seu destino.


Daniel, Carlinhos Brown, Cláudia Leitte e Lulu Santos foram escolhidos para compor o juri da atração. Os quatro gostaram da maioria dos cantores e isso se deve ao alto nível dos selecionados. Não é um reality de calouros, uma vez que vários candidatos já têm até CD gravado. No entanto, os poucos que foram rejeitados não receberam críticas, o que acabou deixando o programa politicamente correto demais. A escolha do quarteto para formar o time de jurados é polêmica, pois vai do gosto pessoal de cada um --- e este que vos escreve manteria Lulu Santos e substituiria os outros três por Paula Toller, Rita Lee, e Ana Carolina ou Herbert Vianna. Mas com o tempo todos acabam se acostumando e nas futuras edições é provável que se tenham outros cantores no juri.

Thiago Leifert é um apresentador que pouco falou na estreia e fica difícil saber se sua participação será mesmo ínfima, no entanto, não comprometeu nas vezes que foi exigido e nem tentou fazer gracinhas como o Marcos Mion no "Ídolos". O formato do programa é criativo e Boninho comprova que é mestre na arte da produção de