Mostrando postagens com marcador produção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador produção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de abril de 2017

Marcos, valores invertidos, expulsão e a irresponsabilidade da produção do "BBB 17"

Que a décima sétima edição do "Big Brother Brasil" é a pior da história do programa, é um fato consumado. Já foram listadas várias razões para confirmar isso. Mas agora essa edição conseguiu ficar ainda mais vergonhosa. Tudo porque Marcos, um dos participantes mais protegidos da produção junto com Emilly, foi flagrado em mais um completo descontrole, intimidando Ieda e acuando a sua 'namorada' de uma forma assustadora. Isso depois da mesma Emilly ter mostrado para Ieda seu braço roxo, alegando que ele a tinha beliscado várias vezes por ciúmes de um integrante de uma banda que foi fazer show na casa.


É assustador constatar o fanatismo das torcidas e como a produção desse "BBB" foi omissa em vários aspectos. Criaram dois monstros através de edições tendenciosas e agora perderam o controle. Depois das imagens aterrorizantes que o público foi obrigado a ver (e quem tem Pay-Per-View já havia visto), Tiago Leifert simplesmente disse que a equipe estava "alerta" e "preocupada". Para culminar, avisou que o que aconteceu na casa acontece muito na vida real, mas sem câmeras. Tudo bem, mas e daí? A diferença é que dessa vez o Brasil foi testemunha de uma intimidação, que culminou em agressão, principalmente quando Marcos enfiou o dedo na cara da Emilly (literalmente) e na hora que a imobilizou no chão, impedindo que ela o afastasse. Deu nojo.

O pior é que ele já havia repetido esse comportamento com ela semana passada, no quarto do líder. E também já acuou Ieda várias vezes, esbanjando agressividade. Conseguiu desrespeitar todas as mulheres que haviam restado na casa nessa reta final, incluindo ainda Vivian e Marinalva.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

"Eu que amo tanto" foi uma excelente produção no formato errado

Chegou ao fim neste domingo, "Eu que amo tanto", produção de quatro episódios, que retratou a vida de quatro mulheres que amavam demais. A série, exibida no "Fantástico" e dirigida por Amora Mautner e Joana Jabace, teve clima se superprodução e foi baseada no livro homônimo de Marília Gabriela. O último episódio, protagonizado por Carolina Dieckmann, fechou em grande estilo um ciclo de histórias que tiveram como principal ingrediente a passionalidade.


Escrita por Euclydes Marinho (autor da minissérie "Felizes para Sempre", que estreia em janeiro de 2015), a série foi repleta de qualidades e todas as quatro histórias foram ricas. O capítulo de estreia, estrelado por Mariana Ximenes, contou o drama de Leididai, uma mulher que se apaixonou por um violento presidiário (Osmarino - Márcio Garcia) e perdeu o controle de sua vida. A trama abusou das cenas pesadas, vide o momento que a personagem é revistada nua no presídio, e contou com uma atuação exemplar da atriz, que mais uma vez arrancou merecidos elogios pelo seu trabalho.

O segundo episódio exibiu a trágica vida de Sandra, uma viúva que não se lembrava mais do amor até conhecer Miguel (Tarcísio Filho), um fotógrafo que tem um tórrido envolvimento com ela, mas passa a desprezá-la após constatar seu ciúme doentio. O desfecho desta trama surpreendeu, uma vez que a protagonista mata o rapaz com uma tesourada na barriga em plena delegacia e acaba presa em flagrante.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"O Rebu": uma produção de qualidade inquestionável

A estreia de "O Rebu" foi empolgante. Repleta de luxo, com um grande elenco, personagens ambíguos, trilha sonora impecável, trama instigante e fotografia lindíssima, a novela causou uma ótima primeira impressão em seu primeiro capítulo. E, após algumas semanas no ar, pode-se constatar com bastante tranquilidade que o remake escrito por George Moura e Sérgio Goldenberg é um produto de qualidade inquestionável.


Dirigida por José Luiz Villamarim, a novela tem apresentado uma sucessão de cenas tensas e muito bem interpretadas, onde se observa claramente a competência do diretor extraindo tudo o que pode deste tão bem escalado elenco. Passada em 24 horas ----- a noite da festa e a manhã seguinte ----- e repleta de flashbacks reveladores, a história é muito mais do que o mistério que cerca o assassinato de Bruno (Daniel de Oliveira). E todos os seus meandros vão sendo apresentados ao público aos poucos, através dos podres dos convidados.

Isso porque todos os personagens têm falhas de caráter e telhado de vidro. Não há ninguém confiável. A novela é engrandecida com vários tipos complexos e ambíguos, onde não se sabe quem tem mais ou menos motivos para temer as investigações da polícia. O único fato concreto é que não há santo na história e nem aquele típico mocinho ou mocinha de folhetim.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Com capricho e atuações marcantes, O Canto da Sereia surpreende e se despede do público em grande estilo

Nada mais apropriado do que um grandioso capítulo para encerrar uma microssérie de qualidade ímpar com chave de ouro. E foi exatamente isso o que aconteceu. "O Canto da Sereia" --- trama baseada na obra homônima de Nelson Motta e exibida pela Globo em quatro capítulos --- se despediu dos telespectadores nessa sexta-feira (11/01), apresentando cenas extraordinárias e atuações marcantes.


Sempre foi dito que o final não seria o mesmo do livro, afinal, os que já tinham lido saberiam e todo o mistério se perderia. Mas como seria possível alterar o desfecho sem fazer a história perder o sentido? Como manter a identidade do produto ao alterar justamente o enigma principal? Pois os autores tiveram uma sacada genial e cumpriram a promessa com louvor. Conseguiram manter todo o contexto da trama e ainda mudar a identidade do assassino, fato que muitos consideravam quase impossível. E a execução da sequência não poderia ter sido melhor.

Na obra literária, Sereia contrata um atirador para matá-la porque se desespera ao descobrir um tumor. Na microssérie, o contexto foi mantido, ou seja, a protagonista encomenda a sua morte. Mas ao contrário do livro, o assassino tem

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Canto da Sereia confirma a boa impressão inicial e estreia com qualidade de sobra

Finalmente estreou a produção mais aguardada pela crítica e pelos telespectadores. Baseada na obra homônima de Nelson Motta, "O Canto da Sereia" foi ao ar nessa terça-feira (08/01) e apresentou uma história recheada de suspense e drama, onde uma cantora de axé é assassinada na frente de seus fãs em cima de um trio elétrico. Ao exibir uma produção caprichada e uma trama instigante, não demorou muito para que as boas impressões causadas nas chamadas se confirmassem.


A microssérie representou muito bem a rede de interesses que rodeia uma cantora famosa. Era fã de um lado, assessor de outro, seguranças em volta, governador tentando se dar bem, enfim, a vida de Sereia se resumia a uma verdadeira aglomeração de pessoas. E curiosamente, a protagonista demonstrava uma tristeza profunda nos momentos em que conseguia ficar só.

Dirigida por José Luiz Villamarim e com texto de Sérgio Gondenberg, Patrícia Andrade e George Moura --- tendo a supervisão de Glória Perez e direção de núcleo de Ricardo Waddington ---, a obra de Nelson Motta foi muito bem adaptada para a televisão. Além do bom texto, ficou perceptível que a direção afiada, atores bem escalados e uma fotografia impecável completaram o conjunto de acertos. Isis Valverde conseguiu deixar Suelen, a periguete marcante de "Avenida Brasil", totalmente de lado e incorporou uma cantora baiana com