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sábado, 5 de abril de 2014

Após um início promissor, "Joia Rara" decepciona e termina sem grandes atrativos

A quarta novela de Duca Rachid e Thelma Guedes chegou ao fim nessa sexta-feira. "Joia Rara" Foi uma obra cercada de expectativas e sua estreia era muito aguardada, afinal, era o novo trabalho das autoras do sucesso "Cordel Encantado". E o início foi promissor. A história ---- passada entre 1930 e 1940 ---- colocava o budismo como pano de fundo e apresentou um cabaré para a realização de grandiosos shows, um lindo casal protagonista, vilões interessantes, grande elenco, figurinos caprichados, bons núcleos, belos cenários, enfim, um conjunto bastante atraente.


E os primeiros meses foram ótimos. A trama estava sendo muito bem desenvolvida e praticamente todas as histórias agradavam. Entretanto, alguns problemas começaram a aparecer, como a perda da importância do Cabaré Pacheco Leão. O núcleo, que era um dos melhores da novela, ficou muito tempo sem função e atores como Marcos Caruso, Rosi Campos e Nicette Bruno acabaram deslocados. Uma situação semelhante aconteceu com a Silvia. A personagem de Nathalia Dill era ótima e a atriz estava muito bem, porém, o papel foi sumindo aos poucos.

A vingança era o mote principal de Silvia e a ambiguidade a marca da mulher que queria destruir a vida de Ernest Hauser (José de Abreu). Porém, as autoras resolveram regenerá-la rápido demais e com isso prejudicaram o desenvolvimento da personagem, que ainda fazia um lindo casal com Viktor (Rafael Cardoso).

sexta-feira, 28 de março de 2014

"Malhação", "Joia Rara", "Além do Horizonte", "Em Família" e a fraca atual fase da Globo

A atual fase da Globo não anda nada boa. Seus quatro principais produtos de teledramaturgia estão com os números de audiência abaixo do esperado e as produções têm deixado muito a desejar. Nem sempre Ibope alto significa qualidade, tanto que "Lado a Lado", "Guerra dos Sexos" e "Sangue Bom" ---- três fracassos que não mereceram os índices baixos --- são exemplos relativamente recentes que comprovam esse fato. Porém, a novelinha adolescente e as três novelas atuais têm pecado em vários pontos, diminuindo qualquer chance da situação ser revertida e fazendo por merecer os números indesejados.


"Malhação" já começou equivocada ao priorizar uma história infantilizada, onde o colégio ficava em segundo plano. Os adolescentes não apresentaram conflitos atraentes e o foco era somente os dilemas amorosos dos personagens. Após uma temporada muito bem escrita, onde vários tipos emplacaram, como a periguete Fatinha (Juliana Paiva), foi impossível não fazer uma comparação e perceber que o nível caiu muito. Embora a audiência da atual fase tenha melhorado em virtude do término do horário de verão, a trama em si continua fraca e desinteressante.

"Joia Rara" está em plena reta final, mas lamentavelmente a história não foi bem conduzida e Duca Rachid e Thelma Guedes acabaram deixando vários personagens sem função e a trama ficou voltada para as fugas de Manfred (Carmo Dalla Vechia) e os constantes sequestros praticados pelo vilão. O resultado

quinta-feira, 27 de março de 2014

Manfred de "Joia Rara": um vilão cansativo em uma novela repetitiva

"Joia Rara" está em plena reta final e todos os equívocos na condução do Manfred (Carmo Dalla Vechia) ficaram ainda mais evidentes nas últimas semanas de novela. O vilão é o único responsável pela aparente movimentação da história, que na verdade tem andado em círculos há meses. E essa sensação de que a trama não sai do lugar é reforçada pela repetição de fórmulas já usadas pelas autoras em "Cordel Encantado".


Manfred inicialmente era um sujeito frio, que tinha inveja de Franz (Bruno Gagliasso), e acatava todas as ordens de Ernest Hauser (José de Abreu), o até então grande vilão da história. Mas com o passar do tempo, Thelma Guedes e Duca Rachid resolveram transformá-lo em um lunático obcecado pela Amélia (Bianca Bin) e pelo suposto pai que o renegava. A partir dessa mudança, o personagem virou um novo Timóteo (Bruno Gagliasso), o grande vilão de "Cordel Encantado" que também havia ficado louco.

E para culminar, os demais núcleos foram perdendo a importância e a obra acabou voltada exclusivamente para as grandes maldades de Manfred, que eram quase todas sequestros. Outra similaridade com a história de sucesso das autoras exibida em 2011 ----- Timóteo sequestrou Açucena várias vezes e

quinta-feira, 20 de março de 2014

Rosi Campos e Nicette Bruno: duas grandes atrizes que não têm recebido o devido valor

As duas têm currículos respeitáveis e inúmeros trabalhos na televisão, no cinema e no teatro. Entretanto, Rosi Campos e Nicette Bruno não tiveram sorte em seus últimos papéis. Ambas foram desperdiçadas em "Salve Jorge" (2012), de Glória Perez, quando viveram respectivamente Cacilda e Leonor. As personagens não tinham importância na história ---- principalmente a de Rosi, que era apenas uma vizinha que mal falava ---- e terminaram a trama sem destaque algum. Coincidentemente, agora, elas enfrentam novamente o mesmo problema em "Joia Rara".


Rosi Campos vive Miquelina, esposa de Arlindo (Marcos Caruso), dono do Cabaré Pacheco Leão. Já Nicette Bruno interpreta Santinha, mãe de Miquelina, que inferniza a vida do genro. Inicialmente, a trama parecia promissora e tinha tudo para ser uma das melhores da novela. Afinal, o núcleo seria responsável pela comicidade da história e também pelos belos shows das vedetes. Mas, infelizmente, as autoras seguiram outros rumos em virtude dos baixos índices de audiência e transformaram a pensão de Dona Conceição (ótima Cláudia Missura) no principal núcleo cômico, diminuindo a importância do Cabaré.

Com isso, a história dessa família não foi desenvolvida como deveria e os personagens ficaram sem função por muito tempo. Rosi, Nicette e o próprio Caruso viraram meros figurantes que tinham apenas algumas falas e todas repetitivas, já que envolvia a constante discussão do trio. Recentemente, Duca Rachid e Thelma

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"Joia Rara" se perde em seus próprios desdobramentos

A atual novela das seis começou empolgando o telespectador. O capricho da produção, os lindos cenários, o grande elenco, o figurino, a história voltada para o budismo, enfim, tudo chamava atenção. Entretanto, a audiência da trama nunca decolou e após o início do horário de verão os números afundaram de vez. E para tentar melhorar os índices, Duca Rachid e Thelma Guedes mexeram na trama e ainda chegaram a agilizar algumas situações. Mas o resultado dessas mudanças não refletiu no Ibope e acabou prejudicando "Joia Rara".


As histórias foram se perdendo, passaram a andar em círculos e vários personagens ficaram sem função. A novela começou a mostrar suas deficiências quando Manfred (Carmo Dalla Vechia) se transformou em um psicótico obcecado por Amélia (Bianca Bin). O vilão, que antes tinha características próprias, passou a lembrar imediatamente o Timóteo (Bruno Gagliasso), de "Cordel Encantado". A tentativa de sequestrar Franz (Bruno Gagliasso) e Amélia, ainda aumentou mais essa sensação de semelhança com a trama passada; afinal, não há como esquecer os constantes sequestros que Açucena sofria ---- até a atriz é a mesma.

E Manfred passou a exercer a função que seria de Silvia (Nathalia Dill). Isso porque o vilão começou a chantagear Ernest Hauser (José de Abreu), o submetendo a todo tipo de humilhação, depois que descobriu que seu 'pai' (ele é na verdade filho de Venceslau - Reginaldo Faria) matou a esposa, Catarina,

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Marcelo Médici diverte na pele do ferino Joel em "Joia Rara"

Ele é o responsável pelas cenas mais engraçadas de "Joia Rara" e vem protagonizando impagáveis momentos desde que entrou na trama de Duca Rachid e Thelma Guedes. O personagem é um dos mais divertidos da novela e tem a ironia como principal característica. Claro que esse conjunto de descrições se aplica ao Joel, papel brilhantemente vivido por Marcelo Médici no folhetim das seis.


Joel é um gay caricato e afetado que abusa do veneno para atingir seus desafetos. O personagem entrou na trama sendo o braço-direito de Aurora Lincoln e não demorou para protagonizar ótimas cenas ao lado de Mariana Ximenes. A parceria foi muito bem-sucedida e a dupla divertia quando ironizava o Brasil, citando todos os característicos problemas do país. Mas a relação da dupla foi rompida com a chegada de Davi (Leandro Lima), que despertou ciúmes no bajulador e 'treinador' da vedete. Em suma, a amizade se transformou em desavença e os elogios viraram ofensas. Mas tudo com muito bom humor e alfinetadas, que sempre foram a marca da dupla.

Entretanto, as autoras resolveram juntar Joel com outra personagem: Creotina, interpretada pela ótima Luana Martau. E essa ideia foi muito feliz. O personagem virou alvo da sobrinha de Dona Conceição (Cláudia Missura),

domingo, 29 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013: os melhores casais do ano

Ao longo de 2013, a teledramaturgia presenteou o telespectador com ótimos casais. Claro que muitos pares não deram certo e esses nem merecem ser citados, entretanto, o público torceu e se apaixonou por muitos romances fictícios e que merecem ser lembrados.




Laura e Edgar ("Lado a Lado"): Marjorie Estiano e Thiago Fragoso esbanjaram química e formaram o melhor casal da ótima novela, escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, que merecidamente ganhou o Emmy Internacional no final desse ano. Ao som de Nando Reis, cantando "Sei", o telespectador se encantou com o par que lutou por justiça e protagonizou tórridas cenas de amor. Na internet, o nome "LaurEd" representava os fãs da dupla. Deixou saudade.



Nando e Juliana ("Guerra dos Sexos"): Reynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes repetiram a boa parceria de "Passione", onde interpretavam vilões, nesse remake de Silvio de Abreu. Um motorista apaixonado por uma ricaça é um clichê, mas sempre agrada. O casal despertou torcidas apaixonadas nas redes sociais e o autor acabou mudando o final da trama original, optando por deixá-los juntos e felizes no último capítulo. Porém, vale citar também a boa química que Gianecchini teve com Glória Pires (Roberta Leone).


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Silvia e Viktor: um casal que se destacou em "Joia Rara"

Na última semana de "Joia Rara", uma reviravolta marcou a trajetória de Silvia (Nathalia Dill). Ela se declarou a Viktor (Rafael Cardoso), seu filho nasceu e o plano de vingança foi descoberto por Ernest Hauser (José de Abreu). A personagem ainda descobriu que foi ele quem matou Catarina, confirmando a inocência de seu falecido pai. Para culminar, sofreu um acidente e foi dada como morta, após tentar escapar de Manfred (Carmo Dalla Vechia). E toda essa virada, além de ter sido benéfica para a história, serviu para confirmar o quanto que foi acertada a formação do casal Silvia e Viktor.


Antes de "Joia Rara" estrear, chegou a ser divulgada a história do personagem Viktor. Ele seria um rapaz homossexual e, além de ter que lidar com o preconceito (que na década de 40 era ainda maior do que nos dias atuais), acabaria internado em um manicômio para 'tratar' dessa sua condição. Entretanto, Duca Rachid e Thelma Guedes desistiram de abordar esse delicado assunto, justamente por causa do horário da novela e das limitações que teriam em cima da exploração do tema.

Claro que essa abordagem seria muito interessante, ainda mais em uma obra de época, e abriria boas possibilidades para Rafael Cardoso mostrar seu talento. Porém, pode-se dizer com certa tranquilidade que a

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Triângulo central de "Joia Rara" lembra trama de "Cordel Encantado" e causa sensação de déjà vu

"Joia Rara" é uma novela que prima pela qualidade. Tanto no elenco escalado, quanto no figurino e na cidade cenográfica rica em detalhes. Entretanto, amarga uma baixa audiência, que ficou ainda pior depois do horário de verão. E a história de Duca Rachid e Thelma Guedes é repleta de clichês, que costumam agradar o público do horário. Ou seja, teoricamente, apesar do ibope muito aquém do desejado, a trama não apresenta grandes defeitos. Porém, o núcleo principal começou a apresentar situações que incomodam devido à semelhança com "Cordel Encantado", obra de sucesso escrita pelas mesmas autoras.


Manfred (Carmo Dalla Vechia), filho bastardo de Ernest Hauser (José de Abreu), sempre invejou Franz (Bruno Gagliasso) e fez de tudo para prejudicar o irmão, inclusive atrapalhar sua relação com Amélia (Bianca Bin). O rapaz também não se conforma com a rejeição do pai, que o humilha constantemente e o trata como um mero empregado. A história do vilão sempre foi voltada para esse universo desde o início da novela. No entanto, recentemente, houve uma virada na trama e o antagonista foi o principal alvo da nova fase.

O filho de Gertrude (Ana Lucia Torre) começou a nutrir uma obsessão por Amélia. Após se declarar para a mulher de Franz, tentou beijá-la a força e surtou depois de ser rejeitado por ela. O personagem ---- após ser desmascarado pelo mocinho, que finalmente descobriu a falsidade do vilão ----- se transformou

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Com mais um vilão em seu currículo, José de Abreu brilha em "Joia Rara"

Após o sucesso estrondoso em "Avenida Brasil" (2012), onde viveu o sarcástico Nilo, José de Abreu ganhou um outro vilão em "Joia Rara". E interpretar dois vilões seguidamente é um risco para qualquer profissional, que fica muito mais suscetível a repetições e ainda pode ficar estigmatizado como intérprete de um tipo só. Entretanto, o ator conseguiu driblar todas as armadilhas e vem se destacando na pele do poderoso Ernest Hauser.


É bem verdade que esse vilão é bem diferente do Nilo. O antigo personagem era um homem sofrido, que virou catador de lixo e passou a explorar crianças após sofrer inúmeras decepções na vida. O ex de Lucinda (Vera Holtz) ainda tinha uma gargalhada clássica, era covarde e abusava do sarcasmo para debochar dos outros. Já o dono da Fundição e da joalheria Hauser é um rico empresário, tem forte influência, não tolera comunistas, abusa do preconceito e faz o que for necessário para atingir seus objetivos.

Porém, mesmo sendo perfis tão diferentes, José de Abreu corria o risco de não conseguir se livrar (em tão pouco tempo) de alguns trejeitos do marcante Nilo e prejudicar a composição do seu atual personagem.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Na pele da vedete Aurora Lincoln, Mariana Ximenes confirma que é uma verdadeira Joia Rara

De todos os personagens de "Joia Rara", pode-se dizer com uma certa tranquilidade que Aurora Lincoln é um dos melhores perfis da trama de Duca Rachid e Thelma Guedes. Arrogante, sarcástica, presunçosa e amante da vida, a vedete sempre rouba a cena quando aparece e Mariana Ximenes está impecável no papel, o que comprova mais uma vez o seu talento.


A personagem entrou na história algumas semanas depois da mesma já ter sido iniciada e foi a responsável pela virada no núcleo do Cabaré Pacheco Leão. Aurora logo arrumou um emprego no local, virou a principal estrela, despertou a inveja das colegas e livrou o lugar da falência através da sua popularidade. O show protagonizado por ela, aliás, proporcionou cenas dignas de grandes musicais e Mariana explorou sua sensualidade com maestria, respeitando, claro, o restritivo horário das seis.

Mas a atriz não tem boas cenas apenas no Cabaré (que infelizmente vem perdendo destaque). A parceria de Mariana Ximenes e Marcelo Médici deu muito certo. Joel, um gay afetado, é brilhantemente interpretado pelo ator e protagoniza hilárias sequências ao lado da sua ídola. Tanto nos momentos

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Na pele da vingativa Silvia, Nathalia Dill convence em "Joia Rara"

A vingança é um clichê muito antigo na teledramaturgia e na literatura. E após o sucesso de "Revenge", esse tema ficou ainda mais em evidência e foi explorado em "Avenida Brasil" ---- através de Nina (Débora Falabella). Já em "Amor à Vida", é Aline (Vanessa Giácomo) a vingativa da vez, e a dissimulada mulher mostra não ter escrúpulos para atingir seu objetivo. Mas o horário das seis não ficou de fora dessa temática. Duca Rachid e Thelma Guedes também quiseram aproveitar o momento, digamos, propício e escreveram a Silvia (Nathalia Dill) de "Joia Rara", aumentando o número de vingadoras das novelas.


A personagem, claramente inspirada em Emily Thorne, quer se vingar de Ernest Hauser (José de Abreu). O rico empresário, após descobrir que sua esposa (Catarina) tinha um caso com o pai de Silvia, mandou matar a mulher e colocou a culpa no amante, que acabou pagando por um crime que não cometeu e morreu sem conseguir provar a inocência. Para conseguir ficar mais próxima do vilão, ela se casou com Franz (Bruno Gagliasso) e passou a morar na mansão.

Entretanto, a seu plano de vingança só começou de fato recentemente, quando Silvia foi 'descoberta' por Pilar (Silvia Salgado), antiga amiga de seu pai e que trabalha na joalheria Hauser. Com sua mais nova aliada,

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Chegada de Aurora Lincoln e novos desdobramentos movimentam "Joia Rara"

A novela das seis estreou com lindas imagens e um grande elenco. O telespectador, com razão, ficou encantado com o que viu. Porém, ao longo dos capítulos, o ritmo da novela não empolgou muito. Não que estivesse lenta, longe disso, mas a sensação era de que a história estava em processo de 'aquecimento', esperando alguma situação que provocasse a início dos desdobramentos do enredo. E pode-se dizer que esse pontapé que faltava de fato ocorreu no capítulo do último sábado (19/10), com continuação na segunda-feira (21/10).


A festa de aniversário de 60 anos de Ernest (José de Abreu) iniciou vários conflitos no núcleo familiar. Hilda (Luiza Valdetaro) e Viktor (Rafael Cardoso) desafiaram o pai e finalmente mostraram no meio da comemoração o que queriam de suas vidas: ela ser uma cantora e ele um pintor, profissões vistas com preconceito na época. Para revidar, o vilão acaba noivando a filha com o desprezível Décio |(Miguel Rômulo) e finge perante os convidados que admira a vocação do filho. A festa também serviu para a 'oficialização' da guerra entre Gertrude (Ana Lucia Torre) e Iolanda (Carolina Dieckmann), já que a governanta se revoltou porque a patroa conseguiu evitar mais uma armação sua ---- dessa vez recuperando o colar que havia vendido horas antes para ajudar seu pai, Venceslau (Reginaldo Faria).

Já a explosão na Fundição Hauser, provocada graças a uma armação de Manfred (Carmo Dalla Vechia), causou uma reviravolta na vida de Franz (Bruno Gagliasso). Se achando responsável pelo acidente, porque trocou os fornecedores, o mocinho acaba sendo expulso da fábrica pelo pai (Ernest - José de Abreu).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida": três novelas, três histórias e muitas qualidades

Nos últimos anos, não tem sido fácil a Globo ficar com três ótimas novelas no ar. Quando normalmente a novela das seis é impecável, a das nove é mediana e a das sete péssima, ou assim por diante. Por isso mesmo pode-se dizer que a emissora está vivendo um bom período com suas três tramas: "Joia Rara", "Sangue Bom" e "Amor à Vida".


A novela das seis, escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, estreou recentemente. E a trama tem apresentado uma fotografia maravilhosa e um elenco praticamente impecável, apesar de abusar dos clichês em todos os núcleos. A história, cujo contexto político engrandece os conflitos, tem sido bem desenvolvida ---- ainda que não tenha apresentado muitos acontecimentos até então ----  e acabou de entrar em uma nova fase. Fase essa que contou com a entrada de novos atores, incluindo a carismática Mel Maia que entrou para interpretar Pérola mais crescida. Além de Mel, entraram também Suely Franco (Rosarinho), Tiago Abravanel (Odilon), Fabíula Nascimento (Matilde), Simone Gutierrez (Serena), João Fernandes (Peteleco), Miguel Rômulo (Décio), Marcelo Médici (Joel) e Mariana Ximenes (Aurora Lincoln). Nomes que, sem dúvida, engrandeceram o já bem escalado elenco. 

Mas enquanto "Joia Rara" começa a dar seus primeiros passos e ainda não apresenta nem metade dos seus dramas, "Sangue Bom" já vai se encaminhando para seu final. A trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari demorou um pouco para começar de fato --- seu prólogo foi muito longo ----, mas quando

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Lindas imagens, elenco bem escalado e produção caprichada marcam estreia de "Joia Rara"

Uma viagem no tempo para resgatar valores que se perderam. Uma maneira diferente de pensar sobre o mundo. Lapidar a joia rara que existe dentro de cada um para tornar bom o que é ruim, tornar etéreo o que é mundano. Dos templos budistas aos cabarés da Lapa, das lutas comunistas às adversidades de um amor proibido. Com base nessas premissas, estreou --- nessa segunda-feira (16/09) --- "Joia Rara", a nova novela das seis.


Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, e dirigida por Ricardo Waddington (núcleo) e Amora Mautner (geral), a trama apresenta como tema central a reencarnação mesclada com a filosofia budista, tendo a complicada relação amorosa entre um bem-sucedido rapaz (Franz - Bruno Gagliasso) e uma humilde moça (Amélia - Bianca Bin) como pano de fundo. A filha do casal (Pérola - Mel Maia) será a possível reencarnação do líder espiritual Ananda (Nelson Xavier), budista que fez um grande laço de amizade com Franz.

O primeiro capítulo conseguiu mostrar com perfeição todo o contexto da história em meio a lindíssimas e cinematográficas imagens. A saga começou em 1934, com Franz, Manfred (Carmo Dalla Vechia) e Eurico (Sacha Bali) escalando os Himalaias. A aventura do trio acaba virando uma tragédia porque Manfred sabota o equipamento do meio-irmão, que sofre uma grave queda e desmaia. Para culminar,

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Joia Rara: o que esperar da próxima novela das seis?

Estreia na próxima segunda-feira (16/09), um novo projeto da elogiada dupla Duca Rachid e Thelma Guedes. As autoras, que foram colaboradoras de Walcyr Carrasco e que fizeram sucesso com todas as novelas que escreveram até então ---- "O Profeta", "Cama de Gato" e "Cordel Encantado" ----, encaram um novo desafio no horário das seis: fisgar o público e reerguer o ibope do horário que há tempos não alcança índices satisfatórios ---- curiosamente, a última trama que conseguiu bons índices foi "Cordel Encantado".


Dirigida por Ricardo Waddington e Amora Mautner, a bem-sucedida dupla que dirigiu o fenômeno "Avenida Brasil", a trama central conta a história de Pérola (Mel Maia), filha do milionário Franz (Bruno Gagliasso) e da operária Amélia (Bianca Bin), uma menina que é a possível reencarnação do líder espiritual budista Anada (Nelson Xavier). O sonho da garota será unir seus pais, separados em virtude das inúmeras armações dos vilões (Silvia - Nathalia Dill e Manfred - Carmo Dalla Vechia).

Pelo o que foi visto no clipe de nove minutos da novela e nas chamadas exibidas pela Globo, a trama tem tudo para ser mais um sucesso das autoras. Tendo sua história contada entre os anos 30 e 40, o folhetim apresenta um ótimo elenco e um figurino caprichado. Também ficou perceptível a preocupação

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Há um ano estreava "Lado a Lado", uma novela das seis que deixou saudades

Em 10 de setembro de 2012 estreava uma novela linda de dois autores estreantes. Era "Lado a Lado", escrita por João Ximenes Braga e Cláudia Lage, que contava a história de duas mulheres de classes sociais totalmente distintas que tinham um sonho em comum: a sede de justiça. As mulheres, que também tiveram suas respectivas paixões, eram Laura e Isabel, interpretadas por Marjorie Estiano e Camila Pitanga. A trama se passou no século XX e encantou quem assistiu. 


Um dos muitos pontos altos do folhetim era o casal Laura e Edgar. Marjorie Estiano e Thiago Fragoso formaram um lindo par, que despertou torcidas apaixonadas e conquistou o público assim que surgiu na tela. A química presente era nítida e a dupla protagonizou cenas emocionantes. A grande vilã também foi um presente e tanto para o telespectador: Constância, mãe de Laura, interpretada magnificamente por Patrícia Pillar. A atriz ainda fazia um ótimo trio com Isabela Garcia (Celinha) e Christiana Guinle (Carlota).

A trama em si também foi de uma qualidade inquestionável. A novela retratou com primor o Rio de Janeiro do século XX e abordou temas históricos que nunca haviam sido inseridos na teledramaturgia. Vide Revolta da Chibata, Revolta da Vacina, a entrada do futebol no Brasil, o racismo em relação aos negros que

sexta-feira, 29 de março de 2013

"Vem aí": um marketing que demonstra a superioridade da Rede Globo

Pela primeira vez a Rede Globo resolveu televisionar um evento que sempre é realizado pela empresa no primeiro semestre do ano: a festa de lançamento de sua nova programação. A emissora costuma reunir seus profissionais, a imprensa e empresários para assistir ao conteúdo que virá a ser apresentado ao longo do ano; entretanto, o maior interessado ficava de fora: o telespectador. Finalmente esse equívoco foi corrigido em 2013 e o público pôde se sentir parte da 'turma'.


Logo de início foi exibido um clipe muito bem produzido com vários cantores ao som de "Vem aí", novo 'jingle' da emissora. Após esse vídeo inicial, todas as figuras conhecidas, incluindo atores, apresentadores e jornalistas da casa, foram surgindo no palco para apresentar o que viria por aí na grade. Todos vestidos elegantemente.

O evento foi dirigido por Boninho, que imprimiu sua marca na festa ao colocar vários atores e apresentadores da casa sentados nas famosas cadeiras dos técnicos do "The Voice Brasil", reality dirigido por ele. O que foi uma ótima ideia, diga-se de passagem. Marieta Severo, Marco Nanini, Galvão Bueno e