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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: os artistas que deixaram saudades

O ano de 2018 foi marcado pela derrota do Brasil na Copa do Mundo e eleições dominadas pelo clima de guerra entre os eleitores. As famigeradas "Fake News" também estiveram no centro das atenções. Um ano bem turbulento e recheado de tensão. Sabe-se lá o que se espera de 2019, mas as perspectivas não são das melhores. Além de tudo isso, o país ainda perdeu muitas figuras de imenso talento e queridas do grande público. É hora de lembrar essas tristes perdas.




Tônia Carrero (1922 - 2018):
A respeitada atriz estava afastada da televisão desde 2004, quando participou de "Senhora do Destino", e enfrentava uma hidrocefalia. Faleceu em março, aos 95 anos, vítima de uma parada cardíaca enquanto realizava um procedimento cirúrgico. Ela já não falava e nem se locomovia há um certo tempo.





Eloísa Mafalda (1924 - 2018):
A querida intérprete não fazia mais novelas desde 2002, época em que esteve no elenco de "O Beijo do Vampiro". A atriz resolveu se afastar porque não conseguia mais decorar textos e foi morar com a filha em um sítio em Petrópolis, onde cuidava de suas plantas. Faleceu em maio, vítima de insuficiência respiratória, deixando muitos fãs de luto.


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Eternizada como Odete Roitman, Beatriz Segall era uma atriz fantástica

Morreu nesta quarta-feira (05/06), aos 92 anos, Beatriz de Toledo Segall, uma das maiores atrizes do país. Intérprete da icônica Odete Roitman, vilã que entrou para a história da teledramaturgia, a profissional admirada por todos os colegas faleceu no hospital Albert Einsten, em São Paulo, onde estava internada por problemas respiratórios. Os últimos anos não foram fáceis, pois a atriz sofreu duas quedas: em 2013, tropeçou em pedras portuguesas e sofreu graves escoriações no Rio de Janeiro, e em 2015 se machucou com gravidade ao cair no palco durante a apresentação da peça "Nine - Um Musical Feliniano".


Foram mais de 70 anos dedicados aos palcos e à TV. Em 1950, estreou profissionalmente na peça "Manequim" e posteriormente integrou a companhia "Os Artistas Unidos". Em Paris, prosseguiu os seus estudos e conheceu Maurício Segall, filho do pintor judeu lituano Lasar Segall, com quem se casou em 1954 e teve três filhos, adotando o sobrenome que a marcou como atriz. Na época, por sinal, abandonou a carreira para cuidar da família e só retomou em 1964, na peça "Andorra".

Seu currículo teatral, inclusive, era vasto: "Marta Saré" (1968), "Hamlet" (1969), "A Longa Noite de Cristal" (1970), "Casamento de Fígaro" (1972), "Maflor (1977), "A Guerra Santa" (1993) "Três Mulheres Altas" (1995), "Estórias Roubadas" (2000), "Quarta-feira sem falta lá em casa" (2003) e "Conversando com a Mamãe" (2011) foram alguns espetáculos que contaram com seu talento.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Canal Viva acerta ao homenagear os 30 anos de "Vale Tudo"

Recentemente, o Viva gerou a indignação dos telespectadores quando retalhou "Bebê a Bordo" por causa da baixa audiência. A maior identidade do canal a cabo era a reprise na íntegra de todas as novelas. A promessa foi quebrada na trama de Carlos Lombardi. Com o claro objetivo de "compensar" essa atitude lamentável, a emissora resolveu reprisar pela segunda vez o fenômeno "Vale Tudo", um dos folhetins mais aclamados da teledramaturgia, em comemoração aos 30 anos da produção.


Não por acaso, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brasseres fez um grande sucesso no Viva em 2010, época da primeira reexibição. O intuito é reerguer a audiência e tentar se redimir com o público, prometendo nunca mais cortar a reprise de qualquer folhetim. O telespectador, claro, segue desconfiado, mas a missão de elevar os índices já foi realizada. Desde 18 de junho, dia da estreia, a novela é líder entre os canais a cabo na faixa de 00h30, conseguindo atingir bem mais pessoas, uma vez que a quantidade de assinantes atualmente é muito maior. E o êxito não surpreende em nada.

"Vale Tudo" é uma produção atemporal, infelizmente, e repetirá o sucesso sempre que for reprisada. Poucas novelas conseguem esse feito. A história retrata com maestria a corrupção do Brasil e a hipocrisia da sociedade diante de um mal que parece imortal. A própria música de abertura ---- "Brasil" ---- virou um marco na voz de Gal Costa, embora a versão original de Cazuza também seja lembrada.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Série impecável, "Os Experientes" valorizou os atores veteranos e comprovou que a velhice rende várias histórias primorosas

Foram apenas quatro episódios. "Os Experientes" estreou no dia 10 de abril e teve seu último episódio exibido no dia 1º de maio. A série foi produzida no final de dezembro de 2013 e início de 2014, mas só conseguiu espaço na grade da Globo em 2015. E é de se lamentar não só a demora da emissora para colocar este produto no ar, como também a curta temporada. Afinal, o seriado que colocou os mais velhos como protagonistas apresentou um conjunto de qualidades.


A produção expôs mais uma parceria de sucesso entre a Globo e a O2 Filmes (responsável pela coprodução), repetindo a competência vista em "Felizes para sempre?", minissérie do início do ano, citando apenas um exemplo mais recente. Dirigida por Fernando Meirelles e criada pelo seu filho, Quico Meirelles, a série (roteirizada por Antônio Prata, que escreveu o primeiro, e Márcio Alemão Delgado, escritor dos três restantes) apresentou quatro episódios independentes, colocando em evidência várias formas de lidar com a experiência de vida, e todos foram primorosos.

O primeiro contou com a luxuosa participação de Beatriz Segall vivendo a esperta Yolanda, senhorinha que se viu vítima de um assalto a banco e conseguiu ser mais inteligente que o assaltante e os policiais juntos. A atriz teve uma ótima parceria com João Cortês, ator conhecido pelos comerciais de celular que se mostrou uma grata surpresa.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O show de Beatriz Segall e a ótima estreia de "Os Experientes"

A velhice não é o fim da vida, mas uma parte dela. E, assim como a juventude, merece ser valorizada. A idade não mostra somente os sinais da passagem do tempo, ela também expõe a experiência e toda a vivência da pessoa. Portanto, nada melhor do que criar uma série para contar algumas histórias onde os personagens mais velhos são os protagonistas. Tendo esta proposta como base, Fernando Meirelles e seu filho, Quico Meirelles, criaram "Os Experientes, que estreou na segunda sexta-feira de abril (10/04).


A série é fruto de mais uma parceria bem-sucedida da Globo com a O2 Filmes e roteirizada por Antônio Prata e Márcio Alemão Delgado. Foi produzida entre novembro e dezembro de 2013, sendo finalizada no início de 2014, mas só foi ao ar em abril de 2015. A justificativa da Globo era a falta de espaço na grade, porém, depois do primeiro episódio primoroso, fica difícil compreender a razão desta demora em estrear o produto. Porque o capricho da produção ficou evidente logo nos primeiros minutos de exibição.

Serão apenas quatro episódios dissociados e todos debatem sobre o envelhecer, destacando como a sociedade se comporta diante dos mais idosos. Os atores veteranos são as grandes estrelas. A estreia foi protagonizada pela talentosa Beatriz Segall, que viveu a perspicaz Yolanda, uma senhorinha sequestrada dentro de um banco durante um assalto.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"Vale Tudo": uma novela que entrou para a história da teledramaturgia

Dirigida por Dennis Carvalho e escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Brassères, "Vale Tudo" estreou no dia 16 de maio de 1988 e foi ao ar até 6 de janeiro de 1989. A novela substituiu "Mandala" e foi substituída por "O Salvador da Pátria", duas tramas que ainda são lembradas. Mas este folhetim escrito pelos três autores citados foi um verdadeiro fenômeno de popularidade e um marco na história da teledramaturgia ----- reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 1992.


A história abordou vários assuntos interessantes e ainda colocou o dedo nas questões morais do Brasil, expondo esta ferida para todos os telespectadores. A conturbada relação de Raquel Accioli (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires) era um dos principais focos da trama, que começou a se desenrolar a partir de um golpe que a filha mau-caráter deu na própria mãe. O único bem das duas era a casa do pai de Raquel (deixada por ele no nome da neta), localizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. Mas Maria de Fátima vende o imóvel para tentar a vida como modelo no Rio de Janeiro.

Ao se estabelecer no RJ, a vilã se envolve com César Ribeiro (Carlos Alberto Ricceli), um ex-modelo que atua como garoto de programa e tão ambicioso quanto ela. Já Raquel, após descobrir que foi enganada pela filha, chega ao Rio para ir atrás dela.