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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Paolla Oliveira: o grande destaque de "Felizes para sempre?"

Só pelas chamadas, já era possível perceber que Paolla Oliveira seria o grande destaque de "Felizes para sempre?", produção que estreou na última segunda-feira de janeiro. A atriz entrou na microssérie no final do primeiro capítulo ----- contratada pelo casal Marília (Maria Fernanda Cândido) e Cláudio (Enrique Diaz) ----- e desde então virou o foco principal da trama de Euclydes Marinho, dirigida por Fernando Meirelles. A personagem é um tipo rico e repleto de nuances, proporcionando para a sua intérprete uma sucessão de cenas difíceis.


Denise é uma mulher culta, linda, sofisticada, fala vários idiomas, toca piano, conhece música clássica, é universitária e namora uma outra mulher, com quem tem uma relação estável. Porém, ela se sustenta como garota de programa de luxo. Apelidada de Danny Bond, ela gosta de atender casais e seu preço não é nada barato. Sua principal arma é a sedução e não há quem consiga resistir aos seus encantos. Ou seja, um perfil muito bem construído e completamente diferente das várias mocinhas interpretadas por Paolla ---- vide "O Profeta", "Insensato Coração" e "Amor à Vida".

O autor resolveu criar esta personagem depois de ter conversado com uma prostituta com características muito semelhantes. Vale lembrar que Denise não existia na obra original "Quem ama não mata", de 1982, série de Euclydes que serviu de base para a criação desta produção.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Com grande elenco e texto perspicaz, "Felizes para sempre?" estreia mesclando relacionamentos, sexo e poder

E se a paixão morre? E se a convivência é interrompida? E quando o prazer é poder? E se na família corre veneno? E se a cumplicidade é corrompida? E se o casamento vira uma mentira? Todos estes questionamentos estão presentes em "Felizes para sempre?", produção escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, que estreou nesta segunda-feira (26/01), na Globo. Sexo, corrupção, poder e traição são alguns dos pontos centrais desta microssérie, cuja estreia agradou e muito.


Baseada em "Quem ama não mata" (de 20 capítulos), escrita em 1982 pelo mesmo autor, a trama ---- ambientada em Brasília ---- conta a história de cinco casais interligados, com problemas distintos que abalam suas respectivas vidas, que se envolvem em um crime passional. O enredo é voltado para as rupturas das relações familiares, sexuais e afetivas; onde a dinâmica destes relacionamentos se coloca como estrutura central da série.

Maria Fernanda Cândido e Enrique Diaz interpretam Marília e Cláudio, um casal em crise que resolve chamar uma garota de programa para apimentar a relação. Ela (vivida por Paolla Oliveira) é apelidada de Danny Bond, mas na realidade se chama Denise e tem um relacionamento homossexual com Daniela (Martha Nowill), que não desconfia da vida dupla da namorada ---- estas personagens, inclusive, não existiam da produção de 1982.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

"Eu que amo tanto" foi uma excelente produção no formato errado

Chegou ao fim neste domingo, "Eu que amo tanto", produção de quatro episódios, que retratou a vida de quatro mulheres que amavam demais. A série, exibida no "Fantástico" e dirigida por Amora Mautner e Joana Jabace, teve clima se superprodução e foi baseada no livro homônimo de Marília Gabriela. O último episódio, protagonizado por Carolina Dieckmann, fechou em grande estilo um ciclo de histórias que tiveram como principal ingrediente a passionalidade.


Escrita por Euclydes Marinho (autor da minissérie "Felizes para Sempre", que estreia em janeiro de 2015), a série foi repleta de qualidades e todas as quatro histórias foram ricas. O capítulo de estreia, estrelado por Mariana Ximenes, contou o drama de Leididai, uma mulher que se apaixonou por um violento presidiário (Osmarino - Márcio Garcia) e perdeu o controle de sua vida. A trama abusou das cenas pesadas, vide o momento que a personagem é revistada nua no presídio, e contou com uma atuação exemplar da atriz, que mais uma vez arrancou merecidos elogios pelo seu trabalho.

O segundo episódio exibiu a trágica vida de Sandra, uma viúva que não se lembrava mais do amor até conhecer Miguel (Tarcísio Filho), um fotógrafo que tem um tórrido envolvimento com ela, mas passa a desprezá-la após constatar seu ciúme doentio. O desfecho desta trama surpreendeu, uma vez que a protagonista mata o rapaz com uma tesourada na barriga em plena delegacia e acaba presa em flagrante.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mariana Ximenes brilha na estreia de "Eu que amo tanto", nova série do "Fantástico"

Neste domingo (09/11), estreou "Eu que amo tanto", nova série do "Fantástico". Escrita por Euclydes Marinho e adaptada do livro homônimo de Marília Gabriela, a produção é dirigida por Amora Mautner e conta com quatro episódios de quase 10 minutos. Mariana Ximenes, Carolina Dieckmann, Marjorie Estiano e Susana Vieira foram as escolhidas para protagonizá-los, topando o desafio de encarar cenas de nudez e sequências sem um pingo de maquiagem. E a estreia confirmou a boa impressão causada nas chamadas, com direito a um show de Mariana.


A trama é baseada em histórias reais de mulheres que levaram seu amor ao extremo e mostra como este sentimento pode ser destruidor e doentio ----- muitos dos depoimentos foram obtidos no grupo de autoajuda MADA (Mulheres que Amam Demais). A proposta inicial era ser uma série semanal, mas optaram pelo formato mais curto, em um quadro do "Fantástico". O primeiro episódio foi sobre Leididai, uma mulher que se envolve com um presidiário, o agressivo Osmarino (Márcio Garcia).

A frase "Foi dentro da prisão que encontrei a liberdade de ser o que sou" iniciou a história, marcada pelas cenas quentes. Isso porque as sequências de sexo foram intensas, com momentos de nudez, e exigiram muita entrega da atriz.

domingo, 29 de janeiro de 2012

O Brado Retumbante: um trabalho impecável que deixará saudades

"Eu conto com o seu voto!". Foi com esse tradicional pedido que todos os políticos sempre fazem, que "O Brado Retumbante" chegou ao fim na última sexta-feira. A minissérie de Euclydes Marinho cumpriu o que prometeu, através de suas ótimas chamadas durante os intervalos exibidos pela Globo. Vimos um produto com uma qualidade inquestionável, um grande elenco, uma história atraente, mesmo para quem não é chegado em política, e um texto muito bem escrito.

A saga de Paulo Ventura (Domingos Montagner - um ator seguro e talentoso) contra a podridão do nosso sistema político empolgou o público. Sua vida pessoal também gerou interesse e serviu para quebrar com a figura do herói, uma vez que o ético personagem traía sua esposa constantemente, tinha problemas com a bebida, e era preconceituoso com o filho transexual.

A história reforçou