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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: os artistas que deixaram saudades

O ano de 2017 conseguiu ser ainda pior que o de 2016. Afinal, a crise segue preocupante e, para piorar, uma onda de ódio tomou conta principalmente das redes sociais, havendo uma assustadora leva de intolerância, racismo e todo tipo de preconceito, sobrando até para exposições de museus. Além de tudo isso, infelizmente, o Brasil perdeu muitas figuras queridas e talentosas, que deixaram o cenário artístico mais triste. É hora de lembrar dessas perdas.





Russo (1931 - 2017):
O querido assistente de palco do saudoso Chacrinha e uma das figuras mais lembradas nos bastidores da Globo faleceu em janeiro, vítima de uma embolia pulmonar, aos 85 anos. Amava tanto o seu trabalho que não se conformava com a aposentadoria que a emissora lhe ofereceu, fazendo questão de dizer que estava apto para voltar. Infelizmente, não estava.






Vida Alves (1928 - 2017):
Pioneira na televisão brasileira, a atriz protagonizou o primeiro beijo gay em novelas em 1963 e era uma profissional respeitada por todos. Em 1995 se tornou presidente do Museu da TV, preservando a memória dos pioneiros da televisão através de imagens de arquivos, vídeos e fotos. Faleceu em janeiro, aos 88 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos.


sábado, 11 de novembro de 2017

Márcia Cabrita era o retrato do sarcasmo e da alegria de viver

Nesta sexta-feira (10/11), o Brasil ficou mais triste. Márcia Cabrita faleceu, aos 53 anos, após lutar por sete anos contra um câncer no ovário. Diagnosticada em 2010, retirou os ovários e o útero, iniciando um tratamento que lhe acompanharia até o fim da vida. A atriz estava internada no Hospital Quinta D`Or, no Rio de Janeiro, há dez dias. Apesar de doente, nunca desistiu de trabalhar e sempre que apresentava alguma melhora participava de uma produção, sendo filme, novela ou série.


Sua última aparição na televisão foi na pele da impagável Narcisa, em "Novo Mundo", na Globo. A atriz seria a suja Germana (Vivianne Pasmanter) na novela primorosa de Alessandro Marson e Thereza Falcão, mas, em virtude do estágio do câncer, acabou não conseguindo ficar com um papel tão grande e precisou de um tempo para voltar. Os autores, então, escreveram a nova personagem especialmente para ela, que brilhou sempre que surgiu em cena. As tiradas da esposa de José Bonifácio (Felipe Camargo) eram hilárias e o sotaque português da intérprete idem.

Entretanto, infelizmente, Márcia precisou se afastar novamente da trama e Narcisa saiu antes do previsto, não retornando mais. Era um sinal da gravidade do seu estado. E a atriz ter conseguido forças para participar ao menos de alguns capítulos do folhetim apenas comprovou o quanto amava seu ofício e a vida.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Os 20 anos do inesquecível "Sai de Baixo"

No dia 31 de março de 1996, há exatos 20 anos, estreava um dos mais icônicos humorísticos do país: o "Sai de Baixo". A atração deixou sua marca nas noites de domingo e nunca mais uma outra produção ficcional conseguiu repetir o êxito do sitcom, que ficou no ar até março de 2002. A equipe de redação contou com vários nomes conhecidos e que muitas vezes se revezavam em pequenos grupos: Maria Carmem Barbosa, Miguel Falabella, Rosana Hermann, Euclydes Marinho, Lícia Manzo, Aloísio de Abreu e Laerte eram alguns dos principais roteiristas que criavam as tramas bastante farsescas. Já Dennis Carvalho, Jorge Fernando e José Wilker foram os diretores mais conhecidos do formato.


A ideia surgiu de Luis Gustavo, o intérprete do inesquecível Vavá. O ator apresentou para Daniel Filho o formato de um programa de televisão gravado em um teatro, com plateia. O objetivo era incorporar na atração todos os imprevistos e improvisos, comuns durante um espetáculo teatral ou na época em que produções de tevê eram feitas ao vivo. A história ficaria voltada para uma família de classe média paulista que viveria em constante crise financeira. E a estrutura do sitcom já havia sido explorada no bem-sucedido "Família Trapo", na década de 60. Ou seja, era uma espécie de 'volta às origens', mas de maneira renovada.

Daniel Filho gostou da ideia e trabalhava como produtor independente na época. Tanto que chegou a oferecer o projeto para o SBT, mas a emissora de Silvio Santos negou. O diretor, então, enviou o planejamento para a Globo que topou na hora. E a decisão, como já é de conhecimento de todo o país, foi mais do que acertada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Globo mira no saudosismo e acerta em cheio com a exibição dos especiais do "Sai de Baixo"

Para substituir a segunda temporada de "Revenge", a Globo resolveu apostar na exibição dos quatro episódios inéditos do "Sai de Baixo", gravados em junho para o especial de aniversário do Canal Viva. E levando em consideração os índices de audiência alcançados e a alegria que provocou no público saudosista, essa foi uma das decisões mais acertadas da emissora carioca nesse ano.


Após a exibição das duas temporadas de "Revenge", a Globo resolveu mirar no saudosismo através da volta do passado glorioso dos finais de domingo. Afinal, a partir de 1996, o telespectador tinha a obrigação de ver as confusões da família do Arouche antes de pensar que a segunda-feira estava chegando. Não foi por acaso que a atração virou um fenômeno, permanecendo no ar até 2002.

O humor politicamente incorreto, os improvisos, a burrice aguda de Magda (Marisa Orth), o preconceito de Caco Antibes (Miguel Falabella), a arrogância de Cassandra (Aracy Balabanian), o ar conciliador de

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Sai de Baixo Chatice" mata a saudade do público e sai de cena como um dos grandes acertos do Canal Viva

Na última terça (02/07), foi ao ar o quarto e último episódio inédito de "Sai de Baixo". O especial com quatro episódios de um dos melhores humorísticos da televisão brasileira chegou ao fim comemorando os três anos do Canal Viva e o imenso sucesso que essa iniciativa proporcionou. O público estava morrendo de saudades de Caco Antibes (Miguel Falabella), Neide Aparecida (Márcia Cabrita), Vavá (Luis Gustavo), Cassandra (Aracy Balabanian) e Magda (Marisa Orth), e demonstrou esse sentimento prestigiando a volta do programa na televisão e disputando os convites que foram distribuídos para convidados e telespectadores.


Ideia de Letícia Muhana, diretora do Viva, o retorno da turma do Arouche foi um verdadeiro presente para os fãs e saudosistas. Apesar das inúmeras dificuldades, Letícia conseguiu convencer Falabella (que também era roteirista da atração) a entrar de cabeça nessa 'loucura'. Apesar de estar envolvido em inúmeros trabalhos (incluindo a série "Pé na Cova"), Miguel ainda dispôs seu tempo para colocar no papel o roteiro sobre a volta dessa família. Roteiro esse que ele já tinha na cabeça; ou seja, apesar de nunca ter cogitado esse retorno até então, havia uma esperança na cabeça do intérprete do impagável Caco.

Após quatro programas exibidos, todos excelentes e hilários, ficou claro que a iniciativa foi mais do que acertada. O risco de trazer de volta uma atração tão bem-sucedida e manchá-la com um fracasso era iminente. Um exemplo recente foi o remake de "Guerra dos Sexos". Apesar de ter sido uma novela muito agradável, o

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Canal Viva comemora três anos e presenteia o público com a volta do inesquecível "Sai de Baixo"

Para comemorar os três anos do Viva, o canal a cabo resolveu presentear o telespectador com quatro episódios inéditos de um programa que até hoje é lembrado: o "Sai de Baixo". Desde que começou a ser reprisado pela emissora, o humorístico, que conta a vida de uma hilária família falida do Arouche, não demorou muito para entrar na lista de atrações mais vistas do canal. Caco Antibes, Cassandra, Edileusa, Neide, Ribamar, Vavá e Magda nunca saíram da memória do público e a comprovação desse carinho pôde ser vista na estreia do primeiro episódio inédito exibido na última terça-feira (11/06).


Intitulado como "Sai de Baixo Chatice", o programa voltou se adequando aos novos tempos. Se aproveitando da nova 'PEC das domésticas', Neide Aparecida (Márcia Cabrita) enriqueceu após processar uma ex-patroa e comprou o apartamento do Arouche. Vavá (Luis Gustavo), aliás, perdeu o apartamento por não pagar o condomínio. O episódio se inicia quando os moradores do Largo do Arouche, que não se reúnem há 11 anos, recebem um convite anônimo para um jantar no apartamento onde viveram. Caco (que havia sido preso na Dinamarca), Vavá (que estava na Floresta Amazônica), Magda (que, depois de deportada, morava no aeroporto) e Cassandra (que estava morando na casa de uma tia pão-dura) aceitam o convite movidos pela curiosidade. Ao chegarem no local, se chocam quando vêem a antiga empregada como a nova proprietária do imóvel. Porém, apesar do susto, como estão todos falidos, acabam aceitando o convite da nova ricaça para morar de favor no antigo endereço. Entretanto, no final do episódio, graças ao golpe dado por Caco, Neide volta a ser pobre e o apartamento retorna para as mãos da família. Em suma: o "Sai de Baixo" está de volta.

E o retorno dessa inesquecível turma foi fantástico. O telespectador matou as saudades das piadas politicamente incorretas do Caco sobre a pobreza (agora envolvendo a famigerada classe C), das imbecilidades ditas pela Magda, dos improvisos de Miguel Falabella, do riso frouxo de Aracy Balabanian e