Mostrando postagens com marcador João Miguel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador João Miguel. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ótimas atuações, texto preciso e trama instigante foram as principais qualidades de "Felizes para sempre?"

As chamadas prometiam uma produção de grande qualidade e os dez capítulos exibidos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro cumpriram a promessa com louvor. Escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, "Felizes para sempre?" chegou ao fim nesta sexta-feira com um excelente e dramático capítulo, fechando o curto ciclo da microssérie, que mesclou política e relacionamentos com competência, em grande estilo.


A obra foi baseada em "Quem ama não mata" (1982), escrita pelo mesmo autor, mas apenas a essência da trama se manteve: os conflitos familiares e um crime passional. A nova história tinha a prostituta Danny Bond (Paolla Oliveira) como responsável pelas principais reviravoltas e todos os conflitos foram alterados. Já a inserção de Brasília como ambiente foi uma grande sacada para abordar as falcatruas de Cláudio (talentoso Enrique Diaz, escolha acertada de protagonista), poderoso dono de empreiteira que se envolvia em esquemas de corrupção.

E alguns personagens foram batizados com os nomes dos atores que participaram da produção da década de 80, em uma bela homenagem feita pelo autor. Os primeiros capítulos foram praticamente voltados para o casal principal, que teve seus problemas agravados depois da entrada da garota de programa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Com grande elenco e texto perspicaz, "Felizes para sempre?" estreia mesclando relacionamentos, sexo e poder

E se a paixão morre? E se a convivência é interrompida? E quando o prazer é poder? E se na família corre veneno? E se a cumplicidade é corrompida? E se o casamento vira uma mentira? Todos estes questionamentos estão presentes em "Felizes para sempre?", produção escrita por Euclydes Marinho e dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles, que estreou nesta segunda-feira (26/01), na Globo. Sexo, corrupção, poder e traição são alguns dos pontos centrais desta microssérie, cuja estreia agradou e muito.


Baseada em "Quem ama não mata" (de 20 capítulos), escrita em 1982 pelo mesmo autor, a trama ---- ambientada em Brasília ---- conta a história de cinco casais interligados, com problemas distintos que abalam suas respectivas vidas, que se envolvem em um crime passional. O enredo é voltado para as rupturas das relações familiares, sexuais e afetivas; onde a dinâmica destes relacionamentos se coloca como estrutura central da série.

Maria Fernanda Cândido e Enrique Diaz interpretam Marília e Cláudio, um casal em crise que resolve chamar uma garota de programa para apimentar a relação. Ela (vivida por Paolla Oliveira) é apelidada de Danny Bond, mas na realidade se chama Denise e tem um relacionamento homossexual com Daniela (Martha Nowill), que não desconfia da vida dupla da namorada ---- estas personagens, inclusive, não existiam da produção de 1982.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"A Teia": uma série que esbanjou qualidade

A série de Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, dirigida por Rogério Gomes, apresentou seu último episódio nessa terça-feira (01/04). Prevista inicialmente para estrear em 2013, a produção só foi ao ar no início desse ano. E ao longo das semanas, uma história bem entrelaçada, com instigantes personagens, cenas eletrizantes, ótimos atores e repleta de tensão foi apresentada ao público.


Entretanto, apesar de todas as qualidades apresentadas, a história confundiu o telespectador com o excesso de informações e uma correria desnecessária nos primeiros episódios. A questão cronológica mais atrapalhou que ajudou, uma vez que os flashbacks eram inseridos com o objetivo de explicar o contexto de algumas situações, mas acabavam deixando vários fios soltos. E, para deixar o ritmo mais frenético, algumas cenas ficaram rápidas demais, impedindo uma maior compreensão dos fatos. 

Mas esses erros foram corrigidos com o tempo. Tanto que a série passou a exibir um resumo de tudo o que tinha acontecido nos episódios anteriores, lembrando as produções americanas, como "Revenge". Entretanto, apesar de terem se preocupado com essa questão e consertado para a boa compreensão do público,

terça-feira, 25 de março de 2014

Andreia Horta, Paulo Vilhena e João Miguel se destacam em "A Teia"

Antes mesmo de estrear, já era possível perceber que "A Teia" teria um ótimo elenco. Os nomes divulgados pela emissora nas chamadas despertaram interesse e a única dúvida mesmo ficava por conta da escalação de Paulo Vilhena. Mas depois de alguns episódios, ficou claro que o ator se entregou mesmo ao papel. E além dele, Andreia Horta e João Miguel completam a lista dos destaques da série.


O trio protagonista tem brilhado em todas as cenas. Cenas essas marcadas pelo drama e pela ação. Marco Aurélio Baroni é um bandido extremamente frio e é apaixonado por Celeste, uma ex-prostitua que tem uma filha com outro marginal. Já Jorge Macedo é um delegado federal que sempre foca em suas missões e tenta prender Baroni e sua quadrilha a qualquer custo. Os três personagens movem toda a história e os atores têm honrado a confiança dos autores Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani.

Após uma sucessão de atuações fracas ao longo da carreira, Paulo Vilhena acertou na composição do bandido que transborda agressividade. Baroni é um ciumento possessivo, passa por cima de quem for preciso para atingir seus objetivos e não demonstra um pingo de remorso. Um personagem engrandecedor

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Com uma ótima trilha sonora, "A Teia" estreia repleta de ação e com trama policial atrativa

Planejada para ir ao ar em 2013, "A Teia" só estreou nessa terça-feira (28/01/2014), logo após o "Big Brother Brasil". Dirigida por Rogério Gomes e escrita por Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, a série é repleta de cenas de ação e, por se tratar de uma trama policial, lembra um pouco "Força-Tarefa, grandiosa produção protagonizada por Murilo Benício, encerrada em 2011. E o primeiro episódio, recheado de sequências primorosas, deixou claro que o produto é de alto nível.


A história ----- inspirada no Arquivo pessoal do delegado aposentado Antônio Celso dos Santos ---- é protagonizada por um bandido e um policial. Marco Aurélio Baroni (Paulo Vilhena), é um rapaz de família curitibana de classe média alta, que estudou engenharia, mas não concluiu o curso e enveredou pelo mundo do crime por puro prazer. Sedutor e sagaz, o marginal tem como grande feito o roubo (acompanhado de oito comparsas) de uma carga de 61 quilos de ouro, na pista do aeroporto internacional de Brasília ---- o roubo, inclusive, foi um caso verídico. E é graças ao crime em questão, que um policial federal (Jorge Macedo, vivido pelo ótimo João Miguel), desacreditado da carreira, resolve voltar a trabalhar para prender o bandido que desafia as autoridades.

Além desses dois personagens fascinantes, a série conta com tipos como Celeste (talentosa Andreia Horta), uma ex-prostituta que conhece Marco Aurélio quando vai visitar o pai de sua filha na cadeia e se apaixona pelo bandido, iniciando um romance com ele e sendo sua cúmplice. Além dos três atores citados,

sábado, 12 de janeiro de 2013

Com capricho e atuações marcantes, O Canto da Sereia surpreende e se despede do público em grande estilo

Nada mais apropriado do que um grandioso capítulo para encerrar uma microssérie de qualidade ímpar com chave de ouro. E foi exatamente isso o que aconteceu. "O Canto da Sereia" --- trama baseada na obra homônima de Nelson Motta e exibida pela Globo em quatro capítulos --- se despediu dos telespectadores nessa sexta-feira (11/01), apresentando cenas extraordinárias e atuações marcantes.


Sempre foi dito que o final não seria o mesmo do livro, afinal, os que já tinham lido saberiam e todo o mistério se perderia. Mas como seria possível alterar o desfecho sem fazer a história perder o sentido? Como manter a identidade do produto ao alterar justamente o enigma principal? Pois os autores tiveram uma sacada genial e cumpriram a promessa com louvor. Conseguiram manter todo o contexto da trama e ainda mudar a identidade do assassino, fato que muitos consideravam quase impossível. E a execução da sequência não poderia ter sido melhor.

Na obra literária, Sereia contrata um atirador para matá-la porque se desespera ao descobrir um tumor. Na microssérie, o contexto foi mantido, ou seja, a protagonista encomenda a sua morte. Mas ao contrário do livro, o assassino tem

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Globo erra ao transformar "Xingu" em microssérie

A Globo transformou "Chico Xavier" e "O Bem Amado", filmes que foram um sucesso de bilheteria, em microsséries de quatro episódios. Os exibiu em 2011 e o público percebeu que foi apenas uma divisão do filme em capítulos. As cenas foram quase as mesmas, com alterações praticamente imperceptíveis. A emissora resolveu fazer a mesma coisa com "Xingu", um longa-metragem que não fez o mesmo sucesso que as duas produções anteriores --- apesar de ter alcançado 500 mil telespectadores, esperava-se muito mais ---, e estreou a série em plena terça-feira natalina, após o especial do Roberto Carlos.


Em 1944, os irmãos Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo (Caio Blat) Villas Bôas se alistaram na expedição Roncador-Xingu para facilitar o processo de interiorização do Brasil. Embora a intenção inicial fosse viver apenas uma aventura, acabaram se envolvendo em várias experiências marcantes e viraram os maiores defensores dos costumes indígenas do país. A história desses lutadores, e que posteriormente foram os criadores do Parque Nacional do Xingu, foi contada nos cinemas pelo diretor Cao Hamburguer. Agora, ao estrear o formato de microssérie na televisão, contou com a ajuda do experiente Guel Arraes, diretor de núcleo da Globo.

Quem ainda não viu o filme, pôde acompanhar as belas imagens e as grandes atuações do trio protagonista no primeiro capítulo. Felipe Camargo, João Miguel e Caio Blat são ótimos atores e a escalação não poderia ter sido melhor. Porém, é bom o telespectador não esperar