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domingo, 27 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020: os piores do ano

 A pandemia do novo coronavírus impediu a produção de muitas atrações. As emissoras precisaram apelar para muitas reprises para preencher suas grades. Ainda assim, alguns formatos permaneceram inéditos e vários deles merecem entrar na lista de piores de 2020. E todos os canais sofreram deste mal, assim como costuma ocorrer nos anos sem pandemia. Vamos a eles. 



"Triturando":
O programa de fofocas do SBT sempre foi uma bagunça generalizada, mas em 2020 se superou nos próprios erros. Chamado inicialmente de "Fococando", depois mudou para "Fofocalizando", até virar, do nada, "Triturando". Isso porque Silvio Santos adorava o quadro que triturava a foto de figuras criticadas pelos apresentadores. Porém, a mudança de nome gerou uma rejeição maior do público e a audiência, que já era baixa, despencou. Cris Flores foi contratada para o lugar de Leão Lobo, dispensado por conta da pandemia, e a jornalista é ótima. Ana Paula Renault também foi uma boa aquisição, mas elas não fazem milagre diante dos temas debatidos. Já fizeram até uma enquete perguntando  como o telespectador preferia morrer (esfaqueado, com um tiro ou envenenado). Vergonha. 


"Se Joga":
O programa criado para ficar no lugar do "Vídeo Show" nunca deu certo. Nem um dia sequer. A Globo criou um formato vazio, cansativo e que misturava tudo e não apresentava nada. Érico Brás, Fabiana Karla e Fernanda Gentil nunca conseguiram um bom entrosamento e a artificialidade na apresentação predominava. A pandemia do novo coronavírus fez a emissora priorizar o jornalismo em sua programação e vários programas saíram do ar momentaneamente. O "Se Joga" entrou na lista. Porém, a emissora aproveitou a "oportunidade" para esquecer do programa. Mesmo com a volta da programação normal, aos poucos, o formato do trio de apresentadores não retornou. E ainda bem. Todavia, segundo vários sites, em 2021 a atração retornará aos sábados e somente com Fernanda no comando. Resta saber como será...

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Com um final desrespeitoso e deprimente, "Malhação - Toda Forma de Amar" foi uma completa decepção

Emanuel Jacobina foi um dos criadores de "Malhação" em 1995. Portanto, pela lógica, o autor deveria ser um dos maiores entendedores do longevo seriado adolescente da Globo. Porém, lamentavelmente, não é uma verdade. A última temporada merecedora de elogios do escritor foi a de 2010, que inaugurou a era de "subtítulos". Embora não tenha aparecido no crédito, a fase era chamada de "Malhação - Cidade Partida", protagonizada por Pedro (Bruno Gissoni) e Catarina (Daniela Carvalho). Já as temporadas "Seu Lugar no Mundo" (2016) e "Pro Dia Nascer Feliz" (2017) foram péssimas. A chance de voltar aos bons tempos e se redimir era com "Malhação - Toda Forma de Amar". Não deu.


A temporada, que chegou ao fim antecipadamente nesta sexta-feira por conta do encerramento das gravações em virtude da pandemia do coronavírus, tinha tudo para ser um sucesso de público e crítica. Jacobina usou a premissa da primorosa "Malhação - Viva a Diferença", escrita por Cao Hamburger, para tentar emplacar um êxito semelhante: o vínculo de amizade entre adolescentes surgido diante uma situação de grande adrenalina. Mas não era um encontro no metrô com uma das meninas entrando em trabalho de parto e, sim, um sequestro (que culminou em assassinato) presenciado por seis jovens em uma van. E todos esses adolescentes carregavam dramas aparentemente bem construídos.

Rita (Alanis Guillen), Guga (Pedro Alves), Anjinha (Caroline Dallarosa), Jaqueline (Gabz), Raíssa (Dora de Assis) e Thiago (Danilo Maia) estabeleceram um elo depois que viram Zé Carlos (Peter Brandão) ser levado diante de seus olhos. E a amizade foi crescendo à medida que as investigações sobre o assassinato do menino avançavam.

terça-feira, 31 de março de 2020

Paloma Duarte emociona na reta final de "Malhação - Toda Forma de Amar"

A última semana de "Malhação - Toda Forma de Amar" não iria ao ar agora. Estava prevista para o final de maio. Mas, por conda da pandemia do coronavírus, a Globo resolveu encerrar as gravações dos Estúdios Globo semana passada. Assim, o desfecho da atual temporada foi antecipado. Emanuel Jacobina deixou tudo para o final e sua história será muito prejudicada. Que sirva de lição para seu próximo trabalho: não enrolar o público atrasando quase todos os acontecimentos relevantes. Ao menos os capítulos da reta final têm valorizado o talento de Paloma Duarte.


O último trabalho da atriz na Globo havia sido na fraca "Começar de Novo", novela de Antônio Calmon, exibida em 2004. Migrou para a Record em 2006 e lá fez cinco novelas: "Cidadão Brasileiro" (2006), "Luz do Sol" (2007), "Poder Paralelo" (2009), "Máscaras" (2012) e "Pecado Mortal" (2013). Brilhou em todas. Voltou para a emissora que a lançou --- em "Armação Limitada" (1988) --- justamente na atual "Malhação". E tinha tudo para ser um de seus melhores trabalhos.

Infelizmente, não foi o que aconteceu. Lígia era uma das principais personagens do enredo e Paloma logo se destacou no início da trama. Todo o contexto da adoção da filha biológica de Rita (Alanis Guillen) resultou em bons embates nos tribunais que ajudaram a atriz a crescer em cena junto da colega, ainda iniciante, Alanis.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Alanis Guillen foi uma das melhores revelações de "Malhação - Toda Forma de Amar"

Não é fácil criar mocinhas que provoquem empatia no público e ainda ganhem torcida. No caso de "Malhação", seriado adolescente longevo da Globo, há outro agravante: lançar um novo talento com esse tipo de papel.  Ou seja, o autor precisa se preocupar com uma boa história, uma personagem bem construída e escolher (juntamente com a direção) uma intérprete desconhecida que convença em cena. É possível afirmar, portanto, que, apesar dos seus vários equívocos no conjunto da obra, Emanuel Jacobina conseguiu cumprir essa ingrata missão em "Malhação - Toda Forma de Amar".


Rita  é uma adolescente que teve sua filha tirada de seus braços pelo próprio pai e só soube da verdade durante a missa de sétimo dia do avô do bebê. Ao contrário do que acreditava, a menina não morreu no parto. A saga da personagem é lutar pela guarda da criança e enfrentar uma séria disputa judicial com a família que a adotou, no caso, Lígia (Paloma Duarte), Joaquim (Joaquim Lopes), Lara (Rosanne Mulholhand) e Filipe (Pedro Novaes), por quem ironicamente se apaixona e acaba correspondida. Um contexto que utilizou vários clichês da teledramaturgia e funcionou.

Alanis Guillen foi uma escolha bastante acertada para viver a determinada menina. No início da temporada, é preciso ressaltar, apresentou uma certa insegurança. Em algumas cenas mais pesadas, onde a emoção era muito exigida, acabou deixando a desejar. Compreensível. É sua estreia na televisão e quase sempre os jovens talentos do seriado começam irregulares.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Desaparecimento de Rita em "Malhação" é um recurso conhecido de Emanuel Jacobina

A atual "Malhação" termina em abril. O final foi antecipado por conta da pandemia do COVID-19. E o enredo de Emanuel Jacobina já se perdeu por completo, infelizmente. Após um promissor início, repleto de conflitos e personagens atraentes, o autor não soube conduzir a história ao longo dos meses e todo o encanto foi se perdendo aos poucos até virar uma produção recheada de situações que nada acrescentam ou movimentam. Mas o desaparecimento de Rita (Alanis Guillen) marcou uma virada em "Toda Forma de Amar".


A mocinha foi visitar o túmulo do seu pai com Felipe (Pedro Novaes), mas sumiu quando foi comprar água em um posto de gasolina, enquanto seu namorado a esperava. Antes, porém, a protagonista pareceu ensaiar uma despedida com Carla (Mariana Santos), quase sua segunda mãe, em um momento emocionante. Portanto, vários enigmas ficam no ar. Ela foi sequestrada? Fugiu? Por qual razão? O que pretende? Enfim.

A ideia de sumir com a personagem que move o roteiro é uma boa ousadia. Afinal, tirar de cena a mocinha ou qualquer perfil de importância em uma história, sem dar qualquer explicação para o público e os demais personagens, sempre provoca um impacto interessante.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Emanuel Jacobina destrói personagens e tira credibilidade de "Malhação - Toda Forma de Amar"

A atual temporada de "Malhação" teve um ótimo início, com elenco bem escalado, história promissora e personagens convidativos. Emanuel Jacobina parecia inspirado. Porém, a trama passou a andar em círculos meses depois e não avançava. Após um período de estagnação, o enredo aparentou uma revigorada. Parecia retomar a qualidade vista inicialmente. Todavia, os novos desdobramentos de "Malhação - Toda Forma de Amar" vêm expondo uma total perda de rumo do autor.


Os conflitos criados recentemente por Jacobina para simular uma movimentação no roteiro deixaram o conjunto sem um pingo de verossimilhança. A entrada de Rui (Romulo Arantes Neto), pai da filha de Rita (Alanis Guillen), tinha tudo para provocar uma boa dose de tensão na história e promover uma virada. Mas não aconteceu. O personagem acabou enfraquecendo toda a narrativa bem construída pela mocinha até agora.

O ex da protagonista nem tinha o nome citado em virtude do tamanho do horror que Rita sentia do garoto. Até mentiu em juízo, se prejudicando no processo de guarda da menina, por causa do medo de relembrar o passado.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

"Malhação - Toda Forma de Amar" apresenta uma boa abordagem do racismo

O racismo é um tema comum na ficção. Várias novelas e séries já exploraram a questão, que infelizmente segue em alta no Brasil (e no mundo). A lei que torna o ato um crime no país, inclusive, completou 30 anos em janeiro deste ano. Ainda assim há vários casos o tempo todo. Por isso é tão válido seguir abordando o assunto na teledramaturgia. E o preconceito racial vem sendo bem apresentado em "Malhação - Toda Forma de Amar" através de Jaqueline, interpretado com talento por Gabz.


A personagem é uma das principais da temporada de Emanuel Jacobina e sempre foi uma menina cheia de atitude, que não tolera injustiças ou covardias. É a maior parceira da mãe, a batalhadora Vânia (Olívia Araújo), e seu maior drama no início da história foi a tentativa de aproximação com o pai, César (Tato Gabus Mendes), que até então a ignorava. Após muitos embates e encontros fracassados, a relação de pai e filha acabou se construindo aos poucos. A menina ainda descobriu que tinha uma irmã surda, Milena (Giovanna Rispoli), e logo virou uma grande amiga. 

No entanto, seu relacionamento com Karina (Christine Fernandes), esposa de César, sempre foi péssima. A madrasta claramente racista nunca tolerou a aproximação de Jaqueline e fez de tudo para separá-la de Milena.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

"Malhação - Toda Forma de Amar" chega ao capítulo 100 com trama estagnada

A atual temporada de "Malhação" está surfando na onda de ótimas audiências da Globo nos últimos meses. "Malhação - Toda Forma de Amar" está até agora com média de 18 pontos, um ótimo índice, e um ponto a mais que a péssima fase anterior. E Emanuel Jacobina fez por merecer a aceitação do público, após duas tramas sofríveis do seriado adolescente escritas por ele em sequência entre 2015 e 2016 ("Seu Lugar no Mundo" e "Pro Dia Nascer Feliz"). Todavia, a produção chegou ao centésimo capítulo nesta segunda-feira (02/08) com o roteiro estagnado.


A história teve um início promissor e quase todos os personagens cativam de alguma forma, assim como seus respectivos conflitos. O mote central, inclusive, se baseia no clichê da mãe biológica lutando pela guarda da filha com a família adotiva. É uma temática que costuma conquistar o telespectador e a saga de Rita (Alanis Guillen) desperta interesse, assim como sua relação de discussões e beijos com Filipe (Pedro Novaes), filho da mulher que adotou a menina que a adolescente pariu.

As paralelas também têm várias qualidades, vide o mistério em torno do assassinato de Zé Carlos (Peter Brandão), o romance mais 'bruto' de Anjinha (Carol Dallarosa) e Cleber (Gabriel Santana), as tiradas de Thiago (Danilo Maia) e seu novo relacionamento com Jaqueline (Gabz), o triângulo cômico protagonizado por Carla (Mariana Santos),

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Mariana Santos está ótima em "Malhação - Toda Forma de Amar"

Entre 2006 e 2015, o grande público pôde conhecer Mariana Santos. A atriz integrava o elenco do antigo "Zorra Total" (hoje apenas "Zorra"), humorístico da Globo exibido aos sábados. Embora tenha interpretado várias personagens no programa ao longo dos anos, ganhou destaque como a tagarela Dirce e o bordão "Você fala demais, Aderbal" fez um imenso sucesso. Hoje, ótima como Carla em "Malhação - Toda Forma de Amar", a intérprete expõe sua versatilidade e prova que merecia oportunidades como essa há um bom tempo.


Carla é uma perfil com boas camadas e tem momentos de drama e comédia. Ou seja, um prato cheio para a atriz mostrar do que é capaz. A dona da lanchonete "Baixadas" é mãe de Thiago (Danilo Maia) e Raíssa (Dora de Assis). Criou os filhos praticamente sozinha porque o marido acabou assassinado em uma tentativa de assalto. Em virtude da tragédia, é uma mãe superprotetora. Ainda transborda empatia, pois abrigou Rita (Alanis Guillen) em sua casa e a ajudou em um momento difícil. O quarteto acabou virando uma família unida.

A personagem ainda protagoniza um divertido triângulo amoroso com Madureira (Henri Castelli) e Marco Rodrigo (Júlio Machado). A amizade colorida com o responsável pela ONG "Boa Luta" rende boas cenas e as brigas com o policial sempre provocam risadas.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Danilo Maia se destaca em "Malhação - Toda Forma de Amar"

A atual temporada de "Malhação", dirigida por Adriano Melo, tem agradado. A história de Emanuel Jacobina se mostra repleta de dramas envolventes, casais bem construídos e ótimos personagens. O elenco é outro acerto e vários nomes vêm se sobressaindo na trama, entre boas revelações e atores mais experientes. Tanto que uma das gratas surpresas de "Malhação - Toda Forma de Amar" é Danilo Maia.


O intérprete do debochado Thiago não demorou para virar um dos destaques do elenco. Ele ganhou um dos melhores personagens da história e está sabendo aproveitar a oportunidade dada pelo autor. O menino é filho da autoritária Carla (Mariana Santos) e irmão da tímida Raíssa (Dora de Assis). Seu maior trauma é a perda do pai, assassinado durante um assalto, anos atrás. Essa questão foi mais exposta quando a lanchonete da mãe foi assaltada e o rapaz decidiu comprar uma arma para se defender. A abordagem em torno da posse de armas, por sinal, merece elogios. Trataram bem do controverso tema.

Embora tenha um drama considerado pesado, o personagem funciona na maior parte do tempo como alívio cômico. Isso porque vive levando bronca de Carla (que sempre chama sua atenção aos berros) e ama implicar com a irmã.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Construção do relacionamento dos mocinhos é o principal acerto de "Malhação - Toda Forma de Amar"

A nova temporada de "Malhação" estreou em 16 de abril, ou seja, está há pouco menos de dois meses no ar. Embora ainda esteja no início, a trama vem despertando atenção em virtude dos bons conflitos apresentados por Emanuel Jacobina até então. São vários personagens carismáticos e bem construídos, convidativos dramas e lindos pares que começam a ser formados. A melhor construção, por sinal, vem sendo a do casal de mocinhos.


Filipe (Pedro Novaes) e Rita (Alanis Guillen) se conhecem por causa de Nina, a filha da mocinha que é adotada pelos pais do mocinho. O pai da garota colocou o neto para a adoção e Rita nem conseguiu pegar na filha depois que pariu. Ela nem sabia que a criança estava viva e só descobriu a verdade no dia da missa de sétimo dia do pai, mais de um ano depois do nascimento do bebê. Tudo isso foi contado no primeiro capítulo e desde então o público vem acompanhando os desdobamentos desse clichê tão comum na teledramaturgia.

O autor não teve pressa na junção do casal. Eles mal se olharam nas vezes que se viram diante da tensão de todo o contexto: Rita sempre agia com destempero diante da filha e recebia como troco o enfrentamento de Lígia (Paloma Duarte), Joaquim (Joaquim Lopes) e Lara (Rosanne Mulholhand). O único que aparentava uma certa empatia por aquela mãe desesperada era Filipe.

terça-feira, 16 de abril de 2019

"Malhação - Toda Forma de Amar" estreia com conflitos promissores

"Vida vida que amor brincadeira; eles amaram de qualquer maneira; qualquer maneira de amor vale a pena; qualquer maneira de amor vale amar; pena que pena que coisa bonita; qual a palavra que nunca foi dita; qualquer maneira de amor vale aquela; qualquer maneira de amor vale amar". O trecho da clássica música "Paula e Bebeto", cantada por Milton Nascimento, combina bastante com a nova temporada de "Malhação" e não por acaso virou o tema de abertura em uma versão cantada por Milton e Iza. A estreia, nesta terça-feira (16/04), causou a melhor das impressões.


Emanuel Jacobina apresentou bem o mote principal de "Malhação - Toda Forma de Amar" através do paralelo entre a família bem-sucedida passeando pelo Parque doo Ibirapuera, em São Paulo, e a vida solitária de Rita (Alanis Guillen), em Duque de Caxias, baixada fluminense, Rio de Janeiro. Enquanto Joaquim (Joaquim Lopes) e Lígia (Paloma Duarte) comemoravam o registro da filha que lutaram para adotar com o filho biológico Filipe (Pedro Novaes), a menina descobria na missa de sétimo dia de seu pai ---- através da vizinha Isaura (Anja Bittencourt) ---- que a sua filha (parida há um ano) não tinha morrido.

O pontapé inicial foi dado de forma clara e sem maiores enrolações. Ainda assim não soou apressado. Esse enredo é um dos maiores clichês da teledramaturgia, mas sempre desperta interesse se bem desenvolvido. Tomara que o autor consiga estabelecer todos os bons desdobramentos que essa situação pode render, até porque Rita e Filipe se apaixonarão.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

"Toda Forma de Amar": o que esperar da próxima temporada de "Malhação"?

A atual temporada de "Malhação", chamada "Vidas Brasileiras", é a pior de sua história. Patricia Moretzohn se equivocou por completo e criou um amontoado de situações rasas que não despertaram a menor atenção do público. O fracasso de audiência e repercussão foi merecido. A missão de Emanuel Jacobina, portanto, é reverter esse desastre provocado pela colega, após a bem-sucedida "Malhação - Viva a Diferença",  de Cao Hamburger.


A nova trama se chama "Malhação - Toda Forma de Amar" (dirigida por Carlos Araújo e Adriano Melo) e o autor também terá que reverter a má impressão causada pelas duas temporadas que escreveu em sequência, entre 2016 e 2017. "Malhação - seu lugar no mudo" e "Malhação - Pro Dia Nascer Feliz" apresentaram sérios problemas de desenvolvimento, além da construção rasa de casais e abordagens de temas relevantes realizadas de forma superficial.

Entretanto, Jacobina foi um dos idealizadores do seriado adolescente em 1995, juntamente com outros escritores na época da estreia desse formato tão longevo. Ou seja, ele entende do produto. E a fase escrita em 2010, apelidada de "Cidade Partida", protagonizada por Bruno Gissoni (Pedro) e Daniela Carvalho (Catarina) foi ótima.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Tudo sobre a coletiva de "Malhação - Toda Forma de Amar"

Uma noite para celebrar o amor com atrações que remetem ao universo de "Malhação - Toda Forma de Amar" foi preparada para o lançamento da nova temporada. No salão do hotel Grand Mercure, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, autor, direção, elenco e equipe receberam a imprensa para falar sobre a trama, prevista para estrear na próxima terça-feira, dia 16. Fui um dos convidados e contarei, como sempre, tudo o que aconteceu na coletiva.


A festa foi promovida na segunda-feira (08/04). Justamente o dia do temporal que provocou várias destruições no Rio e resultou em dez mortes. Ou seja, a cidade estava um caos e não foi fácil chegar e muito menos sair do local. Tanto que alguns atores nem conseguiram chegar, como Karine Teles e Olívia Araújo, que acabaram presas em uma enchente no Jardim Botânico. No entanto, o evento ocorreu normalmente, apesar da chuva.

Mariana Santos, que viverá a batalhadora Carla, falou da surpresa positiva em ver a empolgação dos atores novatos com o primeiro trabalho e como tem sido gratificante compartilhar a experiência com eles. Ela também falou sobre a construção da sua nova personagem, que é o oposto da Maria Pia, de "Pega Pega" (2017).

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Tudo sobre o passeio pela cidade cenográfica de "Malhação - Toda Forma de Amar"

No dia 26 de março, estive nos Estúdios Globo para conhecer a cidade cenográfica da nova temporada de "Malhação" e bater um papo com alguns atores da trama de Emanuel Jacobina ---- a estreia está prevista para o dia 16 de abril. O título será "Malhação - Toda Forma de Amar". Vou contar um pouco para vocês como foi o passeio e a entrevista com Alanis Guillen, Pedro Novaes, Mariana Santos e Henri Castelli.


A cidade é a mesma de "Segundo Sol", trama de João Emanuel Carneiro encerrada em 2018, mas com algumas modificações, obviamente. O espaço também foi usado para "Shippados", série protagonizada por Tatá Werneck que estreia em maio na Globo Play. A produção recriou com preciosismo dois locais quase opostos do Rio de Janeiro: Duque de Caxias, na baixada fluminense, e Ipanema, bairro nobre da zona sul carioca.

A mocinha Rita (Alanis Guillen) fará parte do núcleo da baixada e o mocinho Filipe (Pedro Novaes) será morador da zona sul. Um dos cenógrafos, Alexis Pabliano, estava presente e contou um pouco sobre a construção de locais tão distintos: "A gente teve a preocupação de facilitar o visual para quem está vendo, sempre se localizar onde você está.