As autoras Renata Martins, Jaqueline Souza e Grace Passô escreveram o elogiado especial "Falas Femininas", em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), e o reflexivo "Falas da Terra", em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas (19 de abril), da antologia "Histórias Impossíveis". Agora o trio desenvolveu mais uma produção repleta de qualidades, exibida nesta segunda-feira: o "Falas de Orgulho", em referência ao Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, comemorado no dia 28 de junho.
Ao contrário dos episódios anteriores, o terceiro acabou cercado de polêmicas e não por culpa das roteiristas, mas, sim, da emissora. Após sucessivos cortes em beijos entre mulheres e entre homens na novela "Vai na Fé", atual produto de maior sucesso da Globo, e também na série "Aruanas", uma avalanche de críticas passou a dominar as redes sociais e ficaram ainda maiores depois que o canal passou a anunciar o "Falas de Orgulho". Afinal, diante da censura em cima de cenas que apenas demonstravam o amor na teledramaturgia, a hipocrisia da empresa transbordou diante dos telespectadores.
Os próprios veículos de imprensa passaram a fazer necessários questionamentos e o nome de Amauri Soares, o novo responsável pelo setor de teledramaturgia da Globo, foi exposto como o autor das ordens para os cortes nos beijos homoafetivos.