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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Os 30 anos de "Roque Santeiro", uma das novelas mais significativas da teledramaturgia

Escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, com base no original do próprio Dias (a peça "O Berço do Herói"), "Roque Santeiro" foi uma novela que entrou para a história da teledramaturgia e também da televisão. A primeira versão da produção estava prevista para estrear em agosto de 1975, sendo protagonizada por Betty Faria (Viúva Porcina), Francisco Cuoco (Roque Santeiro) e Lima Duarte (Sinhozinho Malta). Porém, em virtude da Ditadura Militar, que censurou o produto, o folhetim foi cancelado e todo o material perdido.


A novela só conseguiu ser produzida em 1985, ou seja, dez anos depois, mantendo Lima Duarte como um dos protagonistas, mas com duas mudanças nas outras pontas do triângulo central. Betty e Francisco não voltaram, sendo substituídos por Regina Duarte e José Wilker. Após este período um tanto quanto turbulento, a história ambientada na fictícia cidade de Asa Branca (tratada como um microcosmo do Brasil) foi finalmente exibida, fez um imenso sucesso e ficou eternizada na memória dos telespectadores. O folhetim ainda foi reprisado três vezes: duas na própria Globo e uma no Canal Viva.

Os autores fizeram uma ótima sátira à exploração política e comercial da fé popular através de personagens carismáticos e bem exagerados. Os moradores de Asa Branca vivem em função dos supostos milagres atribuídos a Roque Santeiro, um coroinha e artesão de imagens sacras que morreu defendendo a cidade do perigoso bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro) ----- boato que se espalhou no local, virando uma grande verdade ----- e todos veneram aquela figura.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

"Saramandaia" perde o encanto

A nova novela das onze apresentou uma estreia promissora. Com um capítulo colorido e caprichado, Ricardo Linhares começou a recontar a clássica história de Dias Gomes, tendo a felicidade de estrear um produto que exibia a manifestação dos saramandistas justamente na época em que o Brasil enfrentava inúmeros protestos por um país melhor. Entretanto, após algumas semanas de trama no ar, pode-se dizer que os inúmeros atrativos foram se dissipando.


O remake continua bem produzido, a utilização do linguajar de Odorico Paraguaçu (de "O Bem Amado") rende divertidas expressões, a direção não faz feio e o elenco foi muito bem escalado, porém, a história não empolga e nem apresenta conflitos atraentes. A rivalidade entre famílias soa ultrapassada ainda mais em uma obra que não é de época. Para culminar, a briga entre os Vilar e os Rosado não tem gerado cenas interessantes, pelo contrário, quase sempre são exibidas sequências que acabam caindo na repetição. É quase uma cansativa briga de vizinhos à distância.

A trama principal também não entusiasma. A exigência pela mudança do nome Bole-bole para Saramandaia, causando intrigas e desavenças entre os personagens, pode ter prendido a atenção do telespectador anos atrás, mas, atualmente, não rende o esperado. É quase impossível desenvolver dignamente todos

terça-feira, 25 de junho de 2013

"Saramandaia" tem uma estreia oportuna e animadora

Estreou nessa segunda-feira (24/06), tendo como missão repetir o sucesso alcançado pelos remakes de "O Astro" e "Gabriela", a adaptação de Ricardo Linhares da marcante novela de Dias Gomes: "Saramandaia". Apresentando um primeiro capítulo colorido e alegre, a trama, que tem como pano de fundo a história da disputa de poder entre duas famílias tradicionais (Rosado e Vilar), começou com o pé direito.


O remake iniciou com a clássica música "Pavão Misterioso" (de Ednardo), tema de abertura da primeira versão, e apresentou João Gibão (Sérgio Guizé) para o público. Logo no primeiro capítulo ocorre uma manifestação em Bole-Bole, liderada por Zélia Vilar (Leandra Leal), contra Zico Rosado (José Mayer), poderoso fazendeiro descendente dos fundadores da cidade. Os 'Saramandistas' exigem que o nome Bole-Bole seja trocado por Saramandaia e ainda lutam por mudanças para acabar com a corrupção do governo de Zico. Em meio à confusão, há o velório de Seu Cazuza (Marcos Palmeira) e a chegada de Vitória Vilar (Lilia Cabral). E quando a imponente mulher chega de helicóptero, o protesto para, as brigas cessam e todos olham assustados para a 'nova' visitante. Para culminar, o morto ressuscita e Dona Redonda (Vera Holtz) grita desesperadamente, quebrando todos os vidros que estavam por perto. Um primeiro capítulo cheio de bons ingredientes.

Na década de 70, "Saramandaia" estreava na época da ditadura e o autor Dias Gomes abusava das metáforas para mostrar as necessidades da população. João Gibão (Juca de Oliveira), por exemplo, tinha asas justamente para que a liberdade que o povo tanto almejava pudesse ser exibida de uma forma poética. Coincidência ou não, a estreia do remake dessa clássica obra não poderia ter chegado em um melhor

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Saramandaia: o que esperar da próxima novela das onze?

Na próxima segunda-feira (24/06), a Globo começará a exibir o remake de um clássico de Dias Gomes. Adaptada por Ricardo Linhares, "Saramandaia" terá a difícil missão de conquistar o telespectador que não está mais acostumado a ver novelas de realismo fantástico e ainda agradar os fãs da trama original de 1976. Porém, por tudo o que tem sido visto nas chamadas, as chances da trama emplacar são grandes.


A trama principal, e que até hoje é lembrada, se baseia no conflito entre duas facções que se enfrentam por causa do nome do município onde vivem. Os tradicionalistas, liderados por Zico Rosado (José Mayer) querem manter o nome de Bole-Bole; já os mudancistas, liderados por Tenório Tavares (Tarcísio Meira), querem que o nome seja "Saramandaia" por considerar o atual constrangedor. Obviamente que esse conflito também causará uma grande rivalidade entre as famílias. E em torno de toda essa disputa, há diversas situações nada comuns. Entre elas, um homem que tem seu coração saindo literalmente pela boca, uma mulher que explodirá depois de tanto comer, uma garota que pega fogo, um rapaz que tem asas, outro que vira lobisomem, enfim, o que não falta é bizarrice.

O principal ponto positivo desse remake é justamente a modernidade dos efeitos visuais. Se em 1976 houve um árduo trabalho para colocar em prática todas essas situações absurdas, que resultaram em cenas ousadas para a época, pode-se dizer tranquilamente que hoje em dia a tecnologia facilitou e muito a