Ao apresentar um enredo onde o vilão tem como objetivo roubar a mocinha de seu melhor amigo, o autor mostra que não está nem um pouco interessado em apresentar algo novo ao público, muito pelo contrário, prefere seguir o caminho já amplamente utilizado nas novelas da década de 80 e 90. Infelizmente esse equívoco no roteiro foi apenas piorado com a atuação do triângulo amoroso. Grazi Massafera está longe de ser a péssima atriz que muitos acham mas não foi feliz (por enquanto) na composição de Ester, que se apresentou melosa demais. Henri Castelli não comprometeu na pele do mocinho Cassiano mas também não se destacou. Já Igor Rickli precisa melhorar muito como o mimado Alberto. O principal vilão da história, além de inexpressivo, está caricato e parece vindo de uma trama mexicana.
Se a obviedade do núcleo principal desanimou, o mesmo não se pode dizer dos personagens de Sérgio Mamberti e Juca de Oliveira. Dionísio e Samuel são rivais mesmo sem saber. O primeiro é um rico empresário e foi um dos ajudantes dos nazistas na época da Segunda Guerra Mundial. O outro é um judeu traumatizado pelas
