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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Parceria de Daniel de Oliveira e Osmar Prado é o grande acerto de "10 Segundos para Vencer"

Conhecido como "Galinho  de Ouro", por ter sido eleito o maior peso galo da história do boxe, Éder Jofre ganhou um filme sobre a sua vitoriosa trajetória no esporte em 2018. O longa ganhou duas estatuetas no Festival de Gramado (melhor ator para Osmar Prado e melhor coadjuvante para Ricardo Gelli), mas não ficou muito tempo em cartaz. Agora, porém, o grande público tem a oportunidade de ver essa história na Globo, que transformou o filme em série e o dividiu em quatro episódios ---- inserindo cerca de 15 minutos de cenas inéditas.


A emissora já vem realizando esse procedimento em todo início de ano para cortar custos. Afinal, gasta-se muito menos utilizando um longa pronto ao invés de produzir uma microssérie inédita. O mesmo foi feito este ano com "Elis - Viver é melhor que sonhar". E no caso do enredo sobre Éder, a história ficou mais convidativa. No cinema, há uma sensação de ritmo modorrento e na série a trama flui bem melhor. Houve uma preocupação também nos ganchos de cada episódio, instigando o telespectador a seguir acompanhando a trama.

E o grande trunfo do roteiro é a dupla formada por Daniel de Oliveira e Osmar Prado. O primeiro está bem demais na pele do destemido Éder Jofre, enquanto o segundo se mostra totalmente entregue na pele do enérgico Kid Jofre. A relação dos personagens é mais baseada nas ações do que nas palavras. Muitas vezes há o entendimento ou até um enfrentamento só através do olhar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Tudo sobre a coletiva de "10 Segundos para Vencer" e "Elis - Viver é melhor que sonhar"

A Globo já vem adotando uma espécie de tradição em torno de alguns filmes: a emissora costuma selecionar alguns longas da Globo Filmes e os transforma em séries de quatro a cinco capítulos, as exibindo normalmente no início do ano. Os dramas são sempre os escolhidos. É um claro corte de custos, afinal, gasta-se bem menos do que produzindo uma microssérie original. Em 2019, serão logo dois filmes adaptados entre 8 e 14 de janeiro: "10 Segundos para Vencer" e "Elis - Viver é melhor que sonhar".


As duas produções serão exibidas em sequência, logo após a novela "O Sétimo Guardião", e a emissora promoveu uma coletiva das tramas na última quarta-feira (05/12), na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, Rio de Janeiro. Fui um dos convidados e a apresentação das séries contou com a presença de parte do elenco e autores. O evento começou com "10 Segundos para Vencer" e finalizou com "Elis - Viver é melhor que sonhar".

Os atores Daniel de Oliveira, Sandra Corveloni e Osmar Prado marcaram presença, além do diretor José Alvarenga Jr. e do roteirista Thomas Stavros. O filme, coprodução da Globo Filmes e Tambelini Filmes, contou a história do icônico Éder Jofre, lutador de boxe bicampeão mundial e recebeu elogios da crítica.

terça-feira, 18 de abril de 2017

"Os Dias Eram Assim" tem estreia despretensiosa e promissora

"O que a história separou só o amor pode unir de novo". A nova novela das onze, agora chamada de "supersérie", representa bem a frase dita no teaser da produção: um amor entre dois jovens sendo atingido o tempo todo por um doloroso contexto histórico. "Os Dias Eram Assim" estreou nesta segunda-feira (17/04) com um capítulo despretensioso e que retratou muito bem (em apenas 40 minutos) tudo o que o enredo irá abordar ao longo dos próximos meses. Um romance clássico norteia o roteiro, cujo foco é a Ditadura Militar e todos os processos enfrentados pelo Brasil nas décadas de 70, 80 e 90. Ficção e a realidade que muitos viveram sendo mesclados.


Prevista inicialmente para ser um folhetim das seis, a produção foi transferida para o horário das onze e acabou beneficiada, pois a faixa permite uma exploração bem maior em torno das torturas, crimes e momentos mais fortes envolvendo o regime militar. Angela Chaves e Alessandra Poggi estreiam a primeira novela delas como autoras principais, após anos trabalhando como colaboradoras. A Globo vem investindo cada vez mais em escritores novos e a atitude é mais do que válida. A exibição do primeiro capítulo (disponível uma semana antes pelo aplicativo Globo Play) mostrou um enredo bem estruturado e dramas bastante convidativos.

A trama começou exibindo imagens reais de manifestações a favor da constituição, dos militares revistando pessoas nas ruas e capas de jornal a respeito do "AI-5" (o Ato Institucional mais duro do governo militar), do anúncio dos Gorilas de um golpe contra Jango, entre outras matérias. E toda essa compilação era embalada pela marcante música "Deus Lhe Pague", cantada pela saudosa Elis Regina.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Com cinco episódios primorosos, "Amorteamo" enredou amor e morte através da fantasia

Foram apenas cinco episódios. "Amorteamo" ---- que chegou ao fim nesta sexta- feira (05/06) ----teve uma duração tão curta quanto a antecessora "Os Experientes" (de quatro capítulos) e apresentou o mesmo capricho da série anterior, ainda que tenha sido voltada para um universo totalmente distinto. A produção criada por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes, dirigida impecavelmente por Flávia Lacerda,  foi primorosa e marcou pela ousadia da proposta e pela abordagem lúdica da morte.


A série não foi propriamente de terror, mas apresentou vários momentos aterrorizantes em meio aos dois triângulos amorosos da história. Ambientada no Recife Antigo (no início do século XX), a trama usou vários clichês folhetinescos, priorizando o universo sombrio como pano de fundo e utilizando muitas doses da fantasia para retratar o infinito mistério da morte. O conjunto deu muito certo e esta mescla serviu para o público ser presenteado com um produto de extremo capricho. Aliás, vale ressaltar que esta produção contou com algumas propostas parecidas com de "Incidente em Antares" (minissérie baseada na obra homônima de Érico Veríssimo, exibida em 1994), como os mortos voltando de suas tumbas, por exemplo.

Os triângulos amorosos sustentaram bem a série, proporcionando sequências que misturavam romance, suspense e terror. O conflito mais maduro envolvendo o cruel Aragão (Jackson Antunes) e a sofrida Arlinda (Letícia Sabatella), que se envolvia com o cafajeste Chico (Daniel de Oliveira) ---- morto logo no primeiro capítulo ----, fez um bom contraponto com o romance adolescente de Gabriel (Johnny Massaro) e Lena (Arianne Botelho), que contava com a tenebrosa Malvina (Marina Ruy Barbosa), uma típica noiva-cadáver, para atrapalhar o par.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Elenco se destaca em "Amorteamo"

O capricho de "Amorteamo" impressiona. A série tem um figurino impecável, cenários repletos de detalhes que destacam bem o Recife do início do século XX, e a trilha sonora é um presente para os ouvidos. Mas além de todas estas incontestáveis qualidades, o elenco merece uma menção especial pelo belo trabalho apresentado nesta produção de apenas cinco capítulos, escrita por Cláudio Paiva, Newton Moreno e Guel Arraes.


A série tem um tom mais teatral e até bem voltado para o expressionismo. Os atores conseguiram mergulhar na proposta da fantasia macabra, abordada de várias formas, e vêm se destacando à medida que a história sombria vai avançando. Logo na estreia, já foi possível ver que todo aquele universo fazia uma espécie de mescla entre o lúdico e o terror. Os intérpretes foram bastante exigidos e o trabalho de composição de todos merece muitos elogios.

Um dos principais destaques é Letícia Sabatella, que está perfeita vivendo sua sofrida Arlinda. A mulher que passou a viver nas sombras de um profundo sofrimento, depois que seu amante foi assassinado por seu marido, é um perfil muito intenso.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

"O Rebu": quem matou Bruno Ferraz?

O mistério de um assassinato sempre desperta interesse em novelas. Algumas tramas tem este recurso como foco central e outras usam o 'Quem matou?' na reta final para dar uma movimentada a mais. No caso de "O Rebu", o crime é o grande protagonista da história e também responsável pela exposição do passado nebuloso de todos os personagens. Com a trama em plena reta final, as investigações da polícia estão cada vez mais avançadas, mas o enigma em torno do criminoso é difícil de ser desvendado.


George Moura e Sérgio Goldenberg desenvolveram muito bem a história e todas as cenas da novela são necessárias para que as peças deste tão complicado quebra-cabeças sejam montadas. E como todos os personagens são ambíguos e complexos, é humanamente impossível descartar qualquer um como o assassino. Mas, obviamente, as pistas que estão sendo deixadas desde o primeiro capítulo ajudam a eliminar alguns perfis e focar mais em outros, ainda que não exista santo na história.

Na versão original, a identidade do corpo só foi desvendada após cinquenta capítulos. A partir de então, começou-se a investigação em torno do responsável pela morte. Já no remake, logo na estreia foi mostrado que Bruno Ferraz (Daniel de Oliveira) tinha sido a vítima. Porém, a novela é tão bem emaranhada de subtramas, que há muitos outros mistérios em torno do crime.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Elenco impecável engrandece "O Rebu"

As qualidades de "O Rebu" são inúmeras e quem acompanha a novela pode constatar isso em todos os capítulos. A trilha sonora é escolhida a dedo, os personagens transbordam ambiguidade, a direção é precisa, a fotografia escurecida é adequada, enfim, o que não falta é ponto positivo. Mas entre tantos acertos, é necessário fazer uma sucessão de elogios ao elenco que foi escalado para este remake.


Os autores George Moura e Sérgio Goldenberg, e o diretor José Luiz Villamarim, conseguiram selecionar um time de ouro para esta tão primorosa obra. Os atores, incluindo os mais jovens e os mais experientes, são grandes profissionais e todos estão em estado de graça no remake. Além de ser fisgado pela história bem amarrada e que se passa em 24 horas, o telespectador se encontra hipnotizado pelas atuações desta respeitada seleção de apaixonados pelas artes dramáticas.

Patrícia Pillar e Sophie Charlotte honram a posição de protagonistas e estão fazendo uma ótima dupla. Os trabalhos mais recentes de Patrícia consistem em três grandiosas atuações: a inesquecível e demoníaca Flora, de "A Favorita"; a arrogante Constância, de "Lado a Lado"; e a problemática Isabel Favais, em "Amores Roubados".

sexta-feira, 9 de maio de 2014

"Doce de Mãe": chegou ao fim uma das melhores séries da Globo

A melhor série que estava no ar na Globo (e uma das melhores já feitas na emissora) chegou ao fim. Produzida pela Casa de Cinema de Porto Alegre e escrita e dirigida por Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, "Doce de Mãe" teve seu último episódio apresentado nesta quinta-feira (08/05) e já está fazendo falta. A história de Dona Picucha (Fernanda Montenegro) e sua família foi contada de uma forma encantadora, onde o humor, a melancolia e o drama se misturavam com maestria. Semanalmente, o telespectador foi presenteado com um produto de imensa qualidade e que não apresentava um defeito sequer.


A produção ganhou um seriado depois dos inúmeros elogios ao tele-filme exibido em 2012, que ganhou --- através do prêmio de Melhor Atriz para Fernandona --- até um Emmy Internacional, o Oscar da televisão. A estreia da série só ocorreu em 2013, mas a espera valeu a pena. Todas as qualidades vistas no longa foram mantidas e a história ainda apresentou ótimas novidades no elenco fixo, além de participações especialíssimas que engrandeceram alguns episódios.

A trama também não exibiu nenhuma grande mudança e nem precisava. O interessante era justamente a simplicidade da história da carismática Dona Picucha e da forma como ela encarava a vida e a família. Cada conflito, cada drama familiar, cada situação engraçada, cada ironia, cada reflexão, cada emoção, cada discussão,

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Elenco primoroso: uma das muitas qualidades de "Doce de Mãe"

Como já era de se esperar, "Doce de Mãe" entrou na grade da Globo honrando todas as qualidades do tele-filme exibido em 2012. O texto levemente cômico e melancólico na boca dos cativantes personagens entretém o telespectador, que não sente o tempo passar enquanto o episódio está no ar. E entre tantos pontos positivos, incluindo a deliciosa história, há o elenco escalado.


Todos os atores estão impecáveis, sem exceção. Não é fácil escalar um time onde todos estão à vontade em cena e totalmente entregues. Normalmente, há sempre alguns que destoam do restante. Mas a série tem uma turma de peso e o público é presenteado todas as quintas-feiras com grandes atuações e inspiradas cenas. A escalação feita para o tele-filme já havia sido primorosa, mas conseguiram melhorar ainda mais o elenco da série com a entrada de novos personagens.

Drica Moraes, Camila Amado e Emiliano Queiroz engrandeceram a série com suas participações. Após superar um câncer e retornar às novelas em "Guerra dos Sexos", na pele da divertida Nieta, Drica ganhou a Rosalinda, filha que o marido de Dona Picucha (Fernando Montenegro) teve fora do casamento.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

"Doce de Mãe" presenteia público com grande elenco e deliciosa história

O especial de fim de ano da Globo, exibido em 2012, surpreendeu até mesmo os mais otimistas com o projeto. O telefilme "Doce de Mãe" fez um enorme sucesso ---- inclusive quando foi reprisado na "Sessão da Tarde" em 2013 ---- e ainda foi o responsável pela consagração de Fernanda Montenegro, a protagonista da história, que ganhou um Emmy Internacional graças ao seu impecável trabalho. Portanto, após tantos êxitos, é perfeitamente compreensível a transformação da vida de Dona Picucha em série, cuja estreia foi nessa quinta-feira (30/01).


A senhorinha de 85 anos, viúva, de classe média e com 4 filhos, continua com seu jeito peculiar de lidar com os problemas e mantém a alegria de viver mesmo diante das dificuldades. A personagem, vivida pela extraordinária Fernanda Montenegro, que divertiu e encantou o público em 2012, mantém todas as suas amáveis características para a sorte do telespectador. E nada mudou em relação aos seus filhos, vividos por Marco Ricca (Silvio), Matheus Nachtergaele (Fernando), Mariana Lima (Suzana) e Louise Cardoso (Elaine). A preocupação com a mãe persiste, o que garante ótimos momentos.

O primeiro episódio foi em torno do destino de Picucha, que não tinha mais condições de morar sozinha. Enquanto os filhos decidiam a melhor solução, a protagonista propôs ir para uma casa de repouso e usou o acaso em benefício próprio. Ela descobriu que seu 'falecido' marido (Fortunato - Francisco Cuoco)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Doce de Mãe: o maior acerto do fim de ano da Globo

A primeira impressão foi a melhor possível, desde que começaram a ir ao ar as chamadas de "Doce de Mãe", especial de fim de ano da Globo. Afinal, era Fernanda Montenegro vivendo uma vovó que parecia ser bem divertida. Pois as perspectivas se confirmaram assim que o especial estreou, nessa quinta-feira (27/12). O telefilme produzido pela Globo em parceria com a Casa de Cinema de Porto Alegre foi maravilhoso do início ao fim e fez rir com muita facilidade.


Dirigido por Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, o filme produzido especialmente para a televisão, contou a história de Dona Picucha, uma senhora de 85 anos totalmente sem noção e hilária, que reúne os quatro filhos para anunciar que a sua empregada (Zaida -Mirna Spritzer), com quem mora há 27 anos, vai se casar e se mudar. Claro, os filhos ficam em pânico, porque não sabem como lidar com essa situação inesperada e nem como decidir com quem a mãe irá ficar. Mas Picucha não quer ficar com ninguém. Quer apenas viver e ser feliz.

Os filhos primeiramente decidem contratar uma nova empregada, mas quando a mesma leva a matriarca para um pagode, eles acabam mudando de ideia e todos concordam em se revezar para cuidar da mãe. Todas essas cenas foram engraçadíssimas e os atores protagonizaram grandes momentos. O elenco, aliás, é digno de